Apitos Dourado e Final

pcnunes

Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:36
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:34
Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:31
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:30
Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:22
Citação de: Mephisto em 15 de Setembro de 2009, 10:16
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:14
Citação de: magic_maker em 15 de Setembro de 2009, 10:12
Como adepto de futebol pouco me importa se as escutas são válidas ou não, o que me importa é se as escutas são verdadeiras ou não.

Sabemos que as escutas são verdadeiras não foram inventadas, assim sendo eles são batoteiros e tudo o resto é jogo de cintura dos advogados no tribunal.

Ter consciência disto é o mais importante e é esta imagem que tem de se passar.
essa, neste momento, é a minha postura...

Mais um a concordar aqui!....

Só posso concordar!...mas é triste ver o sistema judicial (com razão ou sem ela pq nada percebo de leis) passar uma esponja no assunto como se nada tivésse acontecido.

fffernas, infelizmente não é só nisto.

Na minha opinião há muitas coisas em que a justiça funciona mal. E a verdade é que quem tem poder safa-se sempre. COndenar politicos por corrupção então é tarefa impossível
mas a Fátima Felgueiras e o Isaltino não foram já condenados? o Isaltino foi também pelo crime de corrupção

quantos dias de cadeia cumpriram meu caro? E será que vão cumprir algum?
a tua observação foi e cito-te: "Condenar politicos por corrupção então é tarefa impossível."  :tonge:


e ele foi condenado...em 1.ª instância. Vamos ver qual o resultado do recurso, mas duvido que não seja condenado. A medida da pena é que pode ser revista.


Para além disso, as condenações, sejam eles pobres ou ricos, não têm forçosamente de passar pelo cumprimento de dias de prisão. ;)

Aposto 100€ em como a pena vai ser reduzida para o tempo suficiente para poder ser pena suspensa.
provavelmente. Eu próprio fiquei estupefacto com a medida da pena...

Corrosivo

Eu já percebi há muito é que ando aqui só para pagar, enquanto que alguns poucos andam aí a gozar o prato

Special_Red

Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F

pcnunes

Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:39
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:37
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:34
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:11
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:09
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:00
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:58
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 09:38
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:05
O sinal forte que a justiça deste pais dá ao mundo desportivo ao anular as escutas telefónicas como elementos de prova é que a partir de agora os corruptos podem combinar actos de corrupção pelo telefone sem qualquer problema.
Que paraiso de corrupção é este pais!
errado.


Corrupção é crime, e é tratado nos tribunais comuns.


O Apito Final é de índole desportiva, e por isso é que a utilização das escutas não pode ser feita a gosto....
Corrupção é crime?!?!....onde?...em portugal?!?!...nos tribunais comuns?!...hehehe....não sou advogado (deus me livre!) nem percebo nada de leis mas a quantidade de processos de corrupção nos ultimos anos de democracia de que nada resultou a não ser muito dinheiro deitado ao lixo à conta do portuga só dá vontade de rir.

não basta apontar o dedo a quem quer que seja, é necessário provar, e já agora, se não for pedir muito, com meios de prova que não sejam proibidos
Claro...claro...como diz um amigo meu ligado ao meio...os criminosos...principalmente os poderosos e influentes e seus respectivos advogados encontram no sistema judicial tuga muitas fugas por onde escapar impunes.
Se não é do cu é das calças e num sistema judicial que protege os criminosos é quase impossível condenar quem quer que seja como está bem à vista nos "apitos" em que é por demais evidente corrupção a alto nível sem a devida punição.
pior, pior, é cair nesse exagero...



embora o nosso sistema não seja perfeito, longe disso, a verdade é que mais valem 100 criminosso na rua do que 1 inocente na cadeia...e se os há!
Exagero?!?!....hehehe...a quantidade de investigações feitas a todo o tipo de suspeitas de crime neste pais à conta dos contribuintes sem qualquer efeito prático é uma realidade diria....escandalosa!
Secalhar são todos inocentes ou não fosse portugal um dos paises da europa onde a corrupção mais cresce...é caso para dizer...tão pequeninos mas tão crescidos no que à de pior na sociedade.
depois de dizeres que alguém é corrupto, tens de provar...é que não é só dizer
Pois...o problema é que cada vez se torna mais difícil apanhar um corrupto quando as próprias leis são feitas de forma a proteger este tipo de gente.
essa ideia de que as leis são feitas para proteger os criminosos, embora tantas vezes dita, é treta.


As leis simplesmente asseguram um sem número de direitos aos arguidos (independentemente de serem ou não culpados), porque, infelizmente, há por aí tanto arguido inocente, e inclusive, condenados e a cumprir pena de prisão e que estão inocentes, que enfim...


Cabe ao MP o ónus da prova. Se não têm provas, aguardam, são pacientes, e constroem o processo de forma correcta, sem atropelas aquilo que sabem que não podem atropelar...

Desculpa pcnunes mas quem lê isso pensa que a Justiça em Portugal apenas falha em casos pontuais, inerente ao princípio do 100 culpados cá fora do que 1 inocente preso. O problema é que isto já vai em 10000 culpados cá fora do que 1 inocente preso.
tomara tivesses razão nos inocentes na cadeia.


Os culpados também são mais, mas os inocentes, infelizmente, também...



as pessoas às vezes esquecem-se que as falhas não são apenas quando se deixa de condenar um culpado. Mais graves são as falhas que levam à condenação de inocentes....

As falhas não são pontuais, são diárias, e muitas por dia...e para ambos os lados.

Mas mais, reduzir as falhas, simplesmente, ao momento da condenação, também não é correcto.


pcnunes

Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:40
Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:22
Citação de: Mephisto em 15 de Setembro de 2009, 10:16
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:14
Citação de: magic_maker em 15 de Setembro de 2009, 10:12
Como adepto de futebol pouco me importa se as escutas são válidas ou não, o que me importa é se as escutas são verdadeiras ou não.

Sabemos que as escutas são verdadeiras não foram inventadas, assim sendo eles são batoteiros e tudo o resto é jogo de cintura dos advogados no tribunal.

Ter consciência disto é o mais importante e é esta imagem que tem de se passar.
essa, neste momento, é a minha postura...

Mais um a concordar aqui!....

Só posso concordar!...mas é triste ver o sistema judicial (com razão ou sem ela pq nada percebo de leis) passar uma esponja no assunto como se nada tivésse acontecido.

fffernas, infelizmente não é só nisto.

Na minha opinião há muitas coisas em que a justiça funciona mal. E a verdade é que quem tem poder safa-se sempre. COndenar politicos por corrupção então é tarefa impossível
Pois...mesmo nos rarissimos casos em que à condenação fazê-los cumprir pena efectiva é qualquer coisa de impensável.
Fica tudo suspenso!....ou então fogem nas barbas da justiça...hehehe...é só rir.
e não há quem não seja politico a quem isso também aconteça?

SAL.

Para quem está por aqui q percebe de leis e Ca, pergunto: é plausível q o CJ mantenha os castigos argumentando q houve outros meios de prova (dezenas de depoimentos), como em tempos ouvi da boca do seu presindente, numa entrevista a seguir à 1ª decisão q houve sobre a inconstucionalidade das escutas num processo disciplinar?

Independentemente da resposta, estou de acordo com o q aqui já li: as escutas, válidas ou não, são verdadeiras... a corrupção é real... quem faz de conta q as escutas, sendo inválidas, é como se n existissem (como a maioria dos jornaleiros e paineleiros), está a agradar a quem manda (e lhes paga no fim do mês)...


nsalta

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:39
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:37
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:34
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:11
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:09
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:00
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:58
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 09:38
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:05
O sinal forte que a justiça deste pais dá ao mundo desportivo ao anular as escutas telefónicas como elementos de prova é que a partir de agora os corruptos podem combinar actos de corrupção pelo telefone sem qualquer problema.
Que paraiso de corrupção é este pais!
errado.


Corrupção é crime, e é tratado nos tribunais comuns.


O Apito Final é de índole desportiva, e por isso é que a utilização das escutas não pode ser feita a gosto....
Corrupção é crime?!?!....onde?...em portugal?!?!...nos tribunais comuns?!...hehehe....não sou advogado (deus me livre!) nem percebo nada de leis mas a quantidade de processos de corrupção nos ultimos anos de democracia de que nada resultou a não ser muito dinheiro deitado ao lixo à conta do portuga só dá vontade de rir.

não basta apontar o dedo a quem quer que seja, é necessário provar, e já agora, se não for pedir muito, com meios de prova que não sejam proibidos
Claro...claro...como diz um amigo meu ligado ao meio...os criminosos...principalmente os poderosos e influentes e seus respectivos advogados encontram no sistema judicial tuga muitas fugas por onde escapar impunes.
Se não é do cu é das calças e num sistema judicial que protege os criminosos é quase impossível condenar quem quer que seja como está bem à vista nos "apitos" em que é por demais evidente corrupção a alto nível sem a devida punição.
pior, pior, é cair nesse exagero...



embora o nosso sistema não seja perfeito, longe disso, a verdade é que mais valem 100 criminosso na rua do que 1 inocente na cadeia...e se os há!
Exagero?!?!....hehehe...a quantidade de investigações feitas a todo o tipo de suspeitas de crime neste pais à conta dos contribuintes sem qualquer efeito prático é uma realidade diria....escandalosa!
Secalhar são todos inocentes ou não fosse portugal um dos paises da europa onde a corrupção mais cresce...é caso para dizer...tão pequeninos mas tão crescidos no que à de pior na sociedade.
depois de dizeres que alguém é corrupto, tens de provar...é que não é só dizer
Pois...o problema é que cada vez se torna mais difícil apanhar um corrupto quando as próprias leis são feitas de forma a proteger este tipo de gente.
essa ideia de que as leis são feitas para proteger os criminosos, embora tantas vezes dita, é treta.


As leis simplesmente asseguram um sem número de direitos aos arguidos (independentemente de serem ou não culpados), porque, infelizmente, há por aí tanto arguido inocente, e inclusive, condenados e a cumprir pena de prisão e que estão inocentes, que enfim...


Cabe ao MP o ónus da prova. Se não têm provas, aguardam, são pacientes, e constroem o processo de forma correcta, sem atropelas aquilo que sabem que não podem atropelar...

Desculpa pcnunes mas quem lê isso pensa que a Justiça em Portugal apenas falha em casos pontuais, inerente ao princípio do 100 culpados cá fora do que 1 inocente preso. O problema é que isto já vai em 10000 culpados cá fora do que 1 inocente preso.
tomara tivesses razão nos inocentes na cadeia.


Os culpados também são mais, mas os inocentes, infelizmente, também...



as pessoas às vezes esquecem-se que as falhas não são apenas quando se deixa de condenar um culpado. Mais graves são as falhas que levam à condenação de inocentes....

As falhas não são pontuais, são diárias, e muitas por dia...e para ambos os lados.

Mas mais, reduzir as falhas, simplesmente, ao momento da condenação, também não é correcto.

Ou seja, não só estão a libertar mais de 100 culpados, como ainda estão a condenar mais do que 1 inocente, o que se pode concluir que algo vai mal.

fffernas

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:44
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:40
Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:22
Citação de: Mephisto em 15 de Setembro de 2009, 10:16
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:14
Citação de: magic_maker em 15 de Setembro de 2009, 10:12
Como adepto de futebol pouco me importa se as escutas são válidas ou não, o que me importa é se as escutas são verdadeiras ou não.

Sabemos que as escutas são verdadeiras não foram inventadas, assim sendo eles são batoteiros e tudo o resto é jogo de cintura dos advogados no tribunal.

Ter consciência disto é o mais importante e é esta imagem que tem de se passar.
essa, neste momento, é a minha postura...

Mais um a concordar aqui!....

Só posso concordar!...mas é triste ver o sistema judicial (com razão ou sem ela pq nada percebo de leis) passar uma esponja no assunto como se nada tivésse acontecido.

fffernas, infelizmente não é só nisto.

Na minha opinião há muitas coisas em que a justiça funciona mal. E a verdade é que quem tem poder safa-se sempre. COndenar politicos por corrupção então é tarefa impossível
Pois...mesmo nos rarissimos casos em que à condenação fazê-los cumprir pena efectiva é qualquer coisa de impensável.
Fica tudo suspenso!....ou então fogem nas barbas da justiça...hehehe...é só rir.
e não há quem não seja politico a quem isso também aconteça?
Pois....de facto como se costuma dizer..."portugal é um pais de brandos costumes"...tb por isso é que o pais está como está...em crise profunda e entregue à bicharada!

Wampyro

Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 09:34
não adianta andar aqui com lamentações, os dignos juristas da liga e da federação foram burros, mais nada, conseguiram dar cabo de um caso talhado para o sucesso.

Foram burros ou mais espertos do que nós pensamos?

pcnunes

Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:41
Eu já percebi há muito é que ando aqui só para pagar, enquanto que alguns poucos andam aí a gozar o prato
as generalizações, por regra, nunca são correctas...


por exemplo, falam de Portugal, olha o que se passa com Vale e Azevedo e a não extradição deste para Portugal pelos Tribunais Ingleses. Em todo o lado as regras existem e são ou devem ser para cumprir.

nsalta

Citação de: Wampyro em 15 de Setembro de 2009, 10:52
Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 09:34
não adianta andar aqui com lamentações, os dignos juristas da liga e da federação foram burros, mais nada, conseguiram dar cabo de um caso talhado para o sucesso.

Foram burros ou mais espertos do que nós pensamos?

:whistle2:

O MP, no processo contra o Peidolas, também deu cabo daquilo tudo ao basear quase toda a acusação na Carolina. Depois com todas as contradições dela, aquilo deu barraca. Será que foi mais um mau trabalho ou um trabalho bom demais?  ::)

pcnunes

Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...

pcnunes

Citação de: SAL. em 15 de Setembro de 2009, 10:44
Para quem está por aqui q percebe de leis e Ca, pergunto: é plausível q o CJ mantenha os castigos argumentando q houve outros meios de prova (dezenas de depoimentos), como em tempos ouvi da boca do seu presindente, numa entrevista a seguir à 1ª decisão q houve sobre a inconstucionalidade das escutas num processo disciplinar?

Independentemente da resposta, estou de acordo com o q aqui já li: as escutas, válidas ou não, são verdadeiras... a corrupção é real... quem faz de conta q as escutas, sendo inválidas, é como se n existissem (como a maioria dos jornaleiros e paineleiros), está a agradar a quem manda (e lhes paga no fim do mês)...


será plausível, se de facto essas provas existirem e forem suficientes para a condenação.

pcnunes

Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:47
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:39
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:37
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:34
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:11
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:09
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:00
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:58
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 09:38
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 09:05
O sinal forte que a justiça deste pais dá ao mundo desportivo ao anular as escutas telefónicas como elementos de prova é que a partir de agora os corruptos podem combinar actos de corrupção pelo telefone sem qualquer problema.
Que paraiso de corrupção é este pais!
errado.


Corrupção é crime, e é tratado nos tribunais comuns.


O Apito Final é de índole desportiva, e por isso é que a utilização das escutas não pode ser feita a gosto....
Corrupção é crime?!?!....onde?...em portugal?!?!...nos tribunais comuns?!...hehehe....não sou advogado (deus me livre!) nem percebo nada de leis mas a quantidade de processos de corrupção nos ultimos anos de democracia de que nada resultou a não ser muito dinheiro deitado ao lixo à conta do portuga só dá vontade de rir.

não basta apontar o dedo a quem quer que seja, é necessário provar, e já agora, se não for pedir muito, com meios de prova que não sejam proibidos
Claro...claro...como diz um amigo meu ligado ao meio...os criminosos...principalmente os poderosos e influentes e seus respectivos advogados encontram no sistema judicial tuga muitas fugas por onde escapar impunes.
Se não é do cu é das calças e num sistema judicial que protege os criminosos é quase impossível condenar quem quer que seja como está bem à vista nos "apitos" em que é por demais evidente corrupção a alto nível sem a devida punição.
pior, pior, é cair nesse exagero...



embora o nosso sistema não seja perfeito, longe disso, a verdade é que mais valem 100 criminosso na rua do que 1 inocente na cadeia...e se os há!
Exagero?!?!....hehehe...a quantidade de investigações feitas a todo o tipo de suspeitas de crime neste pais à conta dos contribuintes sem qualquer efeito prático é uma realidade diria....escandalosa!
Secalhar são todos inocentes ou não fosse portugal um dos paises da europa onde a corrupção mais cresce...é caso para dizer...tão pequeninos mas tão crescidos no que à de pior na sociedade.
depois de dizeres que alguém é corrupto, tens de provar...é que não é só dizer
Pois...o problema é que cada vez se torna mais difícil apanhar um corrupto quando as próprias leis são feitas de forma a proteger este tipo de gente.
essa ideia de que as leis são feitas para proteger os criminosos, embora tantas vezes dita, é treta.


As leis simplesmente asseguram um sem número de direitos aos arguidos (independentemente de serem ou não culpados), porque, infelizmente, há por aí tanto arguido inocente, e inclusive, condenados e a cumprir pena de prisão e que estão inocentes, que enfim...


Cabe ao MP o ónus da prova. Se não têm provas, aguardam, são pacientes, e constroem o processo de forma correcta, sem atropelas aquilo que sabem que não podem atropelar...

Desculpa pcnunes mas quem lê isso pensa que a Justiça em Portugal apenas falha em casos pontuais, inerente ao princípio do 100 culpados cá fora do que 1 inocente preso. O problema é que isto já vai em 10000 culpados cá fora do que 1 inocente preso.
tomara tivesses razão nos inocentes na cadeia.


Os culpados também são mais, mas os inocentes, infelizmente, também...



as pessoas às vezes esquecem-se que as falhas não são apenas quando se deixa de condenar um culpado. Mais graves são as falhas que levam à condenação de inocentes....

As falhas não são pontuais, são diárias, e muitas por dia...e para ambos os lados.

Mas mais, reduzir as falhas, simplesmente, ao momento da condenação, também não é correcto.

Ou seja, não só estão a libertar mais de 100 culpados, como ainda estão a condenar mais do que 1 inocente, o que se pode concluir que algo vai mal.
há muitas coisas mal, tanto nas leis, mas muitas vezes nas pessoas que intervêm no próprio processo.

Bola7

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..