Rui Costa, Presidente do Sport Lisboa e Benfica

Presidente, 53 anos,
Portugal

sergio19azb

O Rui Costa até pode ficar como presidente mas tudo o resto tem que se por a andar
Vieira e amigos do Vieira, esse DSO , essa canalha toda, tem que ir tudo pó outro lado da 2ª circular, esta gente de Benfica tem pouco.

O Benfica precisa de gente do futebol, como o Boto e não de parasitas como o Jorge Mendes!

Innuendo

Citação de: Ricardinh010 em 03 de Fevereiro de 2021, 14:36
O Rui Costa vai ser o próximo presidente. Quer nós queiramos, quer não. Está tudo montado nesse sentido e duvido que exista algo que possamos fazer para o evitar.

A maioria simpatiza muito com ele, devido ao seu passado como jogador. A postura low profile enquanto dirigente também ajuda, já que poucos o relacionam com a porcaria que tem acontecido.

Rui Costa, o dirigente, é uma contrafacção barata e dos chineses do seu mentor.

Até o vazio de discurso se assemelha.

Só pessoas sem noção não o associam á bacorada a que assistimos presentemente no clube.

Há muitas pessoas que esperam que, qual D Sebastião, se revolte num dia de nevoeiro contra o ditador do bigode.
Guess what? Comem da mesma gamela. Mamar tachos é que importa. Ao fim do mês desde que caia na conta, tudo beleza. Na merda ficam os adeptos que sofrem com o clube.

Para os brainwashed, " não podemos ganhar sempre".

Rotura total com Vieira e suas ramificações é o necessário para o clube sobreviver

RP89

Imaginem bem esta criatura a presidente. É um deixa andar ambulante. Se acham que isto é mau com o tricolor, com este então éramos, literalmente, o tapete do tugão.

ForçadoBloqueio

Citação de: Dr.Lecter em 03 de Fevereiro de 2021, 14:57
Sobre a "entrevista" do Rui Costa, agora que já estou mais calmo, algumas notas.

Rui Costa começou a dizer o que tinha de dizer, isto é, que nada está perdido e que não se atira a toalha ao chão. Nada a dizer, disse o óbvio, que muitas vezes precisa ser dito. Continuou, e até continuou bem, dizendo que fomos nós que nos colocámos nesta situação e que estava ali para assumir responsabilidades e que todos as tinham incluindo ele próprio.

O problema vem a seguir. Rui Costa diz que não se quer desculpar com o covid e que os problemas estão identificados, mas não aponta um único erro próprio (da direcção). Todos os factores que foi apontando foram externos, incluindo, ironicamente, o covid. Até chegou a aventar a aparente normalidade deste estado de coisas, indo buscar pontos perdidos por outras equipas em outros campeonatos. Portanto, num ápice passou de um acto de contrição a um exercício de desculpabilização próprias (da direcção), tendo deixado vincadas responsabilidades, apenas e só, aos jogadores - referências a "não basta fazer um carrinho ou um malabarismo" e "ameaças" a quem não estiver disposto a fazer sacrifícios, sem esquecer o tradicional "o Benfica dá todas as condições".

Tudo o resto, como tive oportunidade de dizer quase "em directo" foram chavões vazios de conteúdo e, sobretudo, nenhuma solução apresentada. Da entrevista resulta apenas um ralhete indirecto aos jogadores e uma tentativa de dizer que desta é que vai ser, se acreditarmos muito, dermos as mãos e cantarmos o kumbaya.

Dito isto, é preocupante, para não dizer quase dramático, que lá dentro não haja noção - ou, pelo menos, a coragem para vir assumir publicamente - dos inúmeros e sucessivos erros de planeamento que, ano após ano, continuam a cometer-se na preparação das épocas.

Falo desde os tradicionais treinos de captação no Seixal em Agosto, passando pela total incapacidade de colocar jogadores excedentários (as mais das vezes porque se anda a discutir trocos); a recorrente opção por colocar emprestados em clubes com vista à valorização no mercado e não à valorização da qualidade do jogador (e que, por causa disso, muitas vezes acabam encostados nos clubes de destino); a contratação de jogadores por capricho, sem validação do scouting, seja porque é preciso agradar a empresários ou porque são exigência dos treinadores (mesmo que existam opções melhores no mercado); o não estabelecimento de prioridades no reforço do plantel, que invariavelmente redunda em desequilíbrios na composição do mesmo, com posições manifestamente enfraquecidas por comparação com outras; o deixar andar as janelas de transferências constantemente até aos últimos dias, retirando tempo de trabalho fundamental aos que chegam e eternizando jogadores no plantel que deviam sair rapidamente e por lá ficam "a fazer número", até que o mercado mexa; a falta de coerência na escolha de treinadores, que não segue qualquer linha em termos de plano de jogo, o que dificulta a transição de um plantel de uns treinadores para os outros e faz com que elementos perfeitamente válidos em determinado contexto fiquem desenquadrados após a sucessão no banco de suplentes; a inexistência de um modelo de jogo identificado e homogéneo para as 3 equipas séniores que permita que a transição de jogadores das equipas secundárias para a principal seja facilitada; e podia continuar com mais alguns aspectos que me parecem essenciais numa política desportiva que devia ser profissional e coerente.

O Rui Costa, em vez de uma "entrevista" de 15 minutos que usou para mandar recados internos, podia ter vindo assumir erros ou apresentar soluções, com base no que disse acima ou noutro plano que eventualmente tenha mas que não se conhece. Não o fez, mas podia ter vindo assumir outras coisas: os erros colossais na comunicação e gestão das expectativas ou erros concretos de gestão e planeamento desta temporada em concreto. Rui Costa podia ter vindo dizer humildemente aos Benfiquistas que a direcção colocou as expectativas demasiado altas nesta época, que ter permitido um discurso "de arrasar" foi uma tremenda asneira que adicionou pressão desnecessária a um treinador que chegou já sem qualquer margem de erro; que houve desrespeito pelo valor do PAOK a ponto de não se ter acautelado financeiramente uma eliminação da Champions, nomeadamente vendendo o Vinícius a tempo e horas; que o plantel devia ter sido reforçado em mais uma ou duas posições e que isso não aconteceu porque as prioridades foram mal estabelecidas; e por aí fora.

Rui Costa não fez nada disso, preferiu refugiar-se nas parangonas de balcão de tasca e dizer que agora é que é, que isto é para homens de coragem, dar duas ou três desculpas, mesmo dizendo que não as queria dar, e enviar mensagens para o balneário.

E a pedra de toque da entrevista, é quando lhe perguntam sobre arbitragens e a questão do Palhinha. Aquela resposta só se admitiria se o Rui Costa tivesse chegado ontem ao futebol português. "não termos nenhum penalty não nos passa ao lado", pois não, o que nos passa ao lado são os pontos que podíamos ter conquistado em um ou dois jogos e que nós aceitamos cantando e rindo como se nada fosse. E ainda tem o "descaramento" de dizer "se calhar temos de fazer como outros". Bom dia!

Deixo, por fim, duas ou três questões para reflexão, que o Pedro Pinto (que, com uma entrevista gravada e na qual praticamente não sujeitou o Rui Costa a contraditório, mostrou ao que veio - mais do mesmo) não colocou:

1) se o Rui Costa, como deu a entender, considera que há jogadores que só fazem carrinhos e malabarismos nos jogos e que isso não chega, porque é que não limpou o plantel desses jogadores em janeiro?

2) porque é que não foi LFV a dar a "entrevista" e porque é que o Rui Costa não o mencionou uma única vez? Já só é presidente honorário? Delegou? Porque é que LFV preparou a época, contratou JJ e agora não aparece?

3) quando Rui Costa fala em assumir responsabilidades, que consequências irá tirar caso a época acabe como se prevê que vai acabar, isto é, terceiro lugar e, no máximo, uma taça de Portugal conquistada?

Admiro o optimismo do último ponto. Vamos ver se não acabamos em sexto e sem nenhuma taça....

danhel

Citação de: Dr.Lecter em 03 de Fevereiro de 2021, 14:57
Sobre a "entrevista" do Rui Costa, agora que já estou mais calmo, algumas notas.

Rui Costa começou a dizer o que tinha de dizer, isto é, que nada está perdido e que não se atira a toalha ao chão. Nada a dizer, disse o óbvio, que muitas vezes precisa ser dito. Continuou, e até continuou bem, dizendo que fomos nós que nos colocámos nesta situação e que estava ali para assumir responsabilidades e que todos as tinham incluindo ele próprio.

O problema vem a seguir. Rui Costa diz que não se quer desculpar com o covid e que os problemas estão identificados, mas não aponta um único erro próprio (da direcção). Todos os factores que foi apontando foram externos, incluindo, ironicamente, o covid. Até chegou a aventar a aparente normalidade deste estado de coisas, indo buscar pontos perdidos por outras equipas em outros campeonatos. Portanto, num ápice passou de um acto de contrição a um exercício de desculpabilização próprias (da direcção), tendo deixado vincadas responsabilidades, apenas e só, aos jogadores - referências a "não basta fazer um carrinho ou um malabarismo" e "ameaças" a quem não estiver disposto a fazer sacrifícios, sem esquecer o tradicional "o Benfica dá todas as condições".

Tudo o resto, como tive oportunidade de dizer quase "em directo" foram chavões vazios de conteúdo e, sobretudo, nenhuma solução apresentada. Da entrevista resulta apenas um ralhete indirecto aos jogadores e uma tentativa de dizer que desta é que vai ser, se acreditarmos muito, dermos as mãos e cantarmos o kumbaya.

Dito isto, é preocupante, para não dizer quase dramático, que lá dentro não haja noção - ou, pelo menos, a coragem para vir assumir publicamente - dos inúmeros e sucessivos erros de planeamento que, ano após ano, continuam a cometer-se na preparação das épocas.

Falo desde os tradicionais treinos de captação no Seixal em Agosto, passando pela total incapacidade de colocar jogadores excedentários (as mais das vezes porque se anda a discutir trocos); a recorrente opção por colocar emprestados em clubes com vista à valorização no mercado e não à valorização da qualidade do jogador (e que, por causa disso, muitas vezes acabam encostados nos clubes de destino); a contratação de jogadores por capricho, sem validação do scouting, seja porque é preciso agradar a empresários ou porque são exigência dos treinadores (mesmo que existam opções melhores no mercado); o não estabelecimento de prioridades no reforço do plantel, que invariavelmente redunda em desequilíbrios na composição do mesmo, com posições manifestamente enfraquecidas por comparação com outras; o deixar andar as janelas de transferências constantemente até aos últimos dias, retirando tempo de trabalho fundamental aos que chegam e eternizando jogadores no plantel que deviam sair rapidamente e por lá ficam "a fazer número", até que o mercado mexa; a falta de coerência na escolha de treinadores, que não segue qualquer linha em termos de plano de jogo, o que dificulta a transição de um plantel de uns treinadores para os outros e faz com que elementos perfeitamente válidos em determinado contexto fiquem desenquadrados após a sucessão no banco de suplentes; a inexistência de um modelo de jogo identificado e homogéneo para as 3 equipas séniores que permita que a transição de jogadores das equipas secundárias para a principal seja facilitada; e podia continuar com mais alguns aspectos que me parecem essenciais numa política desportiva que devia ser profissional e coerente.

O Rui Costa, em vez de uma "entrevista" de 15 minutos que usou para mandar recados internos, podia ter vindo assumir erros ou apresentar soluções, com base no que disse acima ou noutro plano que eventualmente tenha mas que não se conhece. Não o fez, mas podia ter vindo assumir outras coisas: os erros colossais na comunicação e gestão das expectativas ou erros concretos de gestão e planeamento desta temporada em concreto. Rui Costa podia ter vindo dizer humildemente aos Benfiquistas que a direcção colocou as expectativas demasiado altas nesta época, que ter permitido um discurso "de arrasar" foi uma tremenda asneira que adicionou pressão desnecessária a um treinador que chegou já sem qualquer margem de erro; que houve desrespeito pelo valor do PAOK a ponto de não se ter acautelado financeiramente uma eliminação da Champions, nomeadamente vendendo o Vinícius a tempo e horas; que o plantel devia ter sido reforçado em mais uma ou duas posições e que isso não aconteceu porque as prioridades foram mal estabelecidas; e por aí fora.

Rui Costa não fez nada disso, preferiu refugiar-se nas parangonas de balcão de tasca e dizer que agora é que é, que isto é para homens de coragem, dar duas ou três desculpas, mesmo dizendo que não as queria dar, e enviar mensagens para o balneário.

E a pedra de toque da entrevista, é quando lhe perguntam sobre arbitragens e a questão do Palhinha. Aquela resposta só se admitiria se o Rui Costa tivesse chegado ontem ao futebol português. "não termos nenhum penalty não nos passa ao lado", pois não, o que nos passa ao lado são os pontos que podíamos ter conquistado em um ou dois jogos e que nós aceitamos cantando e rindo como se nada fosse. E ainda tem o "descaramento" de dizer "se calhar temos de fazer como outros". Bom dia!

Deixo, por fim, duas ou três questões para reflexão, que o Pedro Pinto (que, com uma entrevista gravada e na qual praticamente não sujeitou o Rui Costa a contraditório, mostrou ao que veio - mais do mesmo) não colocou:

1) se o Rui Costa, como deu a entender, considera que há jogadores que só fazem carrinhos e malabarismos nos jogos e que isso não chega, porque é que não limpou o plantel desses jogadores em janeiro?

2) porque é que não foi LFV a dar a "entrevista" e porque é que o Rui Costa não o mencionou uma única vez? Já só é presidente honorário? Delegou? Porque é que LFV preparou a época, contratou JJ e agora não aparece?

3) quando Rui Costa fala em assumir responsabilidades, que consequências irá tirar caso a época acabe como se prevê que vai acabar, isto é, terceiro lugar e, no máximo, uma taça de Portugal conquistada?

Excelente análise, com apenas um senão. Tenho dúvidas que o Rui Costa tenha neurónios para conseguir ler até ao fim. Ao fim do segundo parágrafo o cérebro dele já deu um nó.

bope

Qual é a consequência de alguém deitar a toalha ao chão?

Ia jurar que isso aconteceu no ano passado. Lembro-me de ver o capitão André Almeida a passo, Pizzi idem...

RP89

Citação de: bope em 03 de Fevereiro de 2021, 15:18
Qual é a consequência de alguém deitar a toalha ao chão?

Ia jurar que isso aconteceu no ano passado. Lembro-me de ver o capitão André Almeida a passo, Pizzi idem...
Para haver toalhas é sinal que já temos pedras da calçada e papel higiénico. Obrigado por salvar o Benfica, sir president.

Innuendo

Citação de: bope em 03 de Fevereiro de 2021, 15:18
Qual é a consequência de alguém deitar a toalha ao chão?

Ia jurar que isso aconteceu no ano passado. Lembro-me de ver o capitão André Almeida a passo, Pizzi idem...

É o típico paleio vieirista dos últimos largos anos, atirando coisas para o ar, sem consequências.

Para ser mais literal era Rui Costa ter dito que foi ao balneário apertar os jogadores.

Baldes de areia para os olhos dos incautos

Madiria

#94403
Citação de: Dr.Lecter em 03 de Fevereiro de 2021, 14:57
Sobre a "entrevista" do Rui Costa, agora que já estou mais calmo, algumas notas.

Rui Costa começou a dizer o que tinha de dizer, isto é, que nada está perdido e que não se atira a toalha ao chão. Nada a dizer, disse o óbvio, que muitas vezes precisa ser dito. Continuou, e até continuou bem, dizendo que fomos nós que nos colocámos nesta situação e que estava ali para assumir responsabilidades e que todos as tinham incluindo ele próprio.

O problema vem a seguir. Rui Costa diz que não se quer desculpar com o covid e que os problemas estão identificados, mas não aponta um único erro próprio (da direcção). Todos os factores que foi apontando foram externos, incluindo, ironicamente, o covid. Até chegou a aventar a aparente normalidade deste estado de coisas, indo buscar pontos perdidos por outras equipas em outros campeonatos. Portanto, num ápice passou de um acto de contrição a um exercício de desculpabilização próprias (da direcção), tendo deixado vincadas responsabilidades, apenas e só, aos jogadores - referências a "não basta fazer um carrinho ou um malabarismo" e "ameaças" a quem não estiver disposto a fazer sacrifícios, sem esquecer o tradicional "o Benfica dá todas as condições".

Tudo o resto, como tive oportunidade de dizer quase "em directo" foram chavões vazios de conteúdo e, sobretudo, nenhuma solução apresentada. Da entrevista resulta apenas um ralhete indirecto aos jogadores e uma tentativa de dizer que desta é que vai ser, se acreditarmos muito, dermos as mãos e cantarmos o kumbaya.

Dito isto, é preocupante, para não dizer quase dramático, que lá dentro não haja noção - ou, pelo menos, a coragem para vir assumir publicamente - dos inúmeros e sucessivos erros de planeamento que, ano após ano, continuam a cometer-se na preparação das épocas.

Falo desde os tradicionais treinos de captação no Seixal em Agosto, passando pela total incapacidade de colocar jogadores excedentários (as mais das vezes porque se anda a discutir trocos); a recorrente opção por colocar emprestados em clubes com vista à valorização no mercado e não à valorização da qualidade do jogador (e que, por causa disso, muitas vezes acabam encostados nos clubes de destino); a contratação de jogadores por capricho, sem validação do scouting, seja porque é preciso agradar a empresários ou porque são exigência dos treinadores (mesmo que existam opções melhores no mercado); o não estabelecimento de prioridades no reforço do plantel, que invariavelmente redunda em desequilíbrios na composição do mesmo, com posições manifestamente enfraquecidas por comparação com outras; o deixar andar as janelas de transferências constantemente até aos últimos dias, retirando tempo de trabalho fundamental aos que chegam e eternizando jogadores no plantel que deviam sair rapidamente e por lá ficam "a fazer número", até que o mercado mexa; a falta de coerência na escolha de treinadores, que não segue qualquer linha em termos de plano de jogo, o que dificulta a transição de um plantel de uns treinadores para os outros e faz com que elementos perfeitamente válidos em determinado contexto fiquem desenquadrados após a sucessão no banco de suplentes; a inexistência de um modelo de jogo identificado e homogéneo para as 3 equipas séniores que permita que a transição de jogadores das equipas secundárias para a principal seja facilitada; e podia continuar com mais alguns aspectos que me parecem essenciais numa política desportiva que devia ser profissional e coerente.

O Rui Costa, em vez de uma "entrevista" de 15 minutos que usou para mandar recados internos, podia ter vindo assumir erros ou apresentar soluções, com base no que disse acima ou noutro plano que eventualmente tenha mas que não se conhece. Não o fez, mas podia ter vindo assumir outras coisas: os erros colossais na comunicação e gestão das expectativas ou erros concretos de gestão e planeamento desta temporada em concreto. Rui Costa podia ter vindo dizer humildemente aos Benfiquistas que a direcção colocou as expectativas demasiado altas nesta época, que ter permitido um discurso "de arrasar" foi uma tremenda asneira que adicionou pressão desnecessária a um treinador que chegou já sem qualquer margem de erro; que houve desrespeito pelo valor do PAOK a ponto de não se ter acautelado financeiramente uma eliminação da Champions, nomeadamente vendendo o Vinícius a tempo e horas; que o plantel devia ter sido reforçado em mais uma ou duas posições e que isso não aconteceu porque as prioridades foram mal estabelecidas; e por aí fora.

Rui Costa não fez nada disso, preferiu refugiar-se nas parangonas de balcão de tasca e dizer que agora é que é, que isto é para homens de coragem, dar duas ou três desculpas, mesmo dizendo que não as queria dar, e enviar mensagens para o balneário.

E a pedra de toque da entrevista, é quando lhe perguntam sobre arbitragens e a questão do Palhinha. Aquela resposta só se admitiria se o Rui Costa tivesse chegado ontem ao futebol português. "não termos nenhum penalty não nos passa ao lado", pois não, o que nos passa ao lado são os pontos que podíamos ter conquistado em um ou dois jogos e que nós aceitamos cantando e rindo como se nada fosse. E ainda tem o "descaramento" de dizer "se calhar temos de fazer como outros". Bom dia!

Deixo, por fim, duas ou três questões para reflexão, que o Pedro Pinto (que, com uma entrevista gravada e na qual praticamente não sujeitou o Rui Costa a contraditório, mostrou ao que veio - mais do mesmo) não colocou:

1) se o Rui Costa, como deu a entender, considera que há jogadores que só fazem carrinhos e malabarismos nos jogos e que isso não chega, porque é que não limpou o plantel desses jogadores em janeiro?

2) porque é que não foi LFV a dar a "entrevista" e porque é que o Rui Costa não o mencionou uma única vez? Já só é presidente honorário? Delegou? Porque é que LFV preparou a época, contratou JJ e agora não aparece?

3) quando Rui Costa fala em assumir responsabilidades, que consequências irá tirar caso a época acabe como se prevê que vai acabar, isto é, terceiro lugar e, no máximo, uma taça de Portugal conquistada?

Obrigado companheiro, ainda não tinha feito o meu comentário à entrevista, pela azia e cabeçorra que ando.

Excelente análise que vai totalmente de encontro ao que penso sobre a entrevista e este "assumir" de culpas.

Só quero sublinhar mais uma coisa, é inacreditável não ter sido o presidente a falar!
Muito mal o Pedro Pinto a não perguntar o porquê de o presidente não falar... Mas percebe-se não tem a "liberdade" para o fazer.

Disto tudo quem cada vez saí chamuscado (para quem tem a leveza de olhar sem palas presidencialistas e seguidistas) é o presidente, que não dá a cara.

kramxel²

Mas que bela entrevista!

Com as fugas para a frente do costume, e com as desculpas de sempre, sem qualquer pingo de seriedade ou responsabilização.

"Ah e tal profissionalismo", este plantel é o mesmo de há 2 ou 3 anos. Só agora se lembraram disso?

Quem o construiu?
Quem o treina?

Tanta conversa em responsabilização, mas é para todos, menos para quem anda a fazer porcaria há décadas!

Survivor

Falar em responsabilização?
E a estrutura dos 10 anos á frente?

Quem é que escolheu este plantel e fez a cama ao treinador anterior?

Um monte de merda é o que são.

fpie

se a entrevista era só para dar recados para o balneario, faziam-no lá dentro.
Veio responsabilizar mais quem tem menos culpa, os jogadores, quem os contratou? se existem destabilizadores no balneario já não é de agora e o que fizeram este tempo todo para limpa-lo? NADA

quais são as consequencias da epoca se acabar sem titulos e sem acesso à LC? que cabeças vão rolar?
onde está escondido o principal responsavel por esta miséria toda? no tunel do Bin Laden?

depois de ir buscar o treinador mais caro de todos os tempos e feito o investimento maior de todas as equipas portuguesas, quem se vai chegar à frente e admitir os erros com uma demissão obrigatória e saida do Benfica?

xiribiti


Lurgee

Citação de: Dr.Lecter em 02 de Fevereiro de 2021, 18:16
Damage control total. Não votava nele nem para gerir a associação de moradores da rua de casa dos meus pais (sem saída, com 4 casas), quanto mais presidir o Benfica.

Recebi no WhatsApp:



Dr.Lecter

Citação de: Lurgee em 03 de Fevereiro de 2021, 15:53
Citação de: Dr.Lecter em 02 de Fevereiro de 2021, 18:16
Damage control total. Não votava nele nem para gerir a associação de moradores da rua de casa dos meus pais (sem saída, com 4 casas), quanto mais presidir o Benfica.

Recebi no WhatsApp:


lool

foram buscar dois ou 3 posts aqui, ao twitter, meteram na máquina de lavar e saiu um post novo.