Jorge Jesus

Treinador, 71 anos,
Portugal
Equipa Principal: 8 épocas (2009-2015, 2020-2021), 404 jogos (279 vitórias, 64 empates, 61 derrotas)

Títulos: Campeonato Nacional (3), Taça de Portugal (1), Supertaça (1), Taça da Liga (5)

Godescalco

Mais uma exibição medonha. A enésima deste ano.

Bem eu disse que a nossa almofada psicológica ganha no Domingo se tinha esfumado com a inenarrável derrota contra o Braguinha.

Hoje valeu-nos a sorte e o árbitro. Parecíamos uma equipa de segunda divisão a jogar à bola. Outra vez.

J_PN

Citação de: Shoky em 22 de Dezembro de 2014, 03:09
Desde o belo jogo que fez com o Moreirense teve:

20 minutos: Zenit 0-0 Benfica
15 minutos: Académica 0-2 Benfica
75 minutos: Benfica 0-0 Leverkusen
4 minutos: Benfica 1-2 Benfica
16 minutos: Benfica 1-0 Gil Vicente


Tirando o Leverkusen que dá para mostrar aqueles minutos?

Ficou para trás na hierarquia. O Jonas passou-o. Dificilmente irá ter muitos mais minutos tirando entrar nas partes finais dos jogos e na Taça da Liga. E assim se estouram 2,6 de euros.

ZICKLER

Citação de: Shoky em 22 de Dezembro de 2014, 03:14
Citação de: ZICKLER em 22 de Dezembro de 2014, 03:11
O Nelson vai para o swansea


Gostava de fazer o que ficou 6 meses a ganhar pó no Benfica.
Porra...algum dia estas perguntas têm de ser feitas. Chega.

O JJ falou em pubalgia. 

J_PN

Espero que o Nelson saia e confirme o seu potencial.

Com confiança era gajo para causar o pânico no tugão. Mas Jesus não quer.

Tiago#30

Citação de: HJDK em 22 de Dezembro de 2014, 00:13
Eu já não consigo ficar admirado. Seis anos volvidos, seis anos de Benfica, de erros, de apostas ganhas, de alegrias, de tristezas, de banhos de bola, de humilhações....tudo na mesma. "Aprendi com os erros", uma das mais célebres tiradas e possivelmente das mais incorrectas.

Não é uma questão de sistemas ou tácticas, é de mentalidade. Jesus tem os seus vícios. Tem, também, preconceitos. Pior de tudo é a clara sensação que passa para fora(até adeptos de outros clubes denotam) que tem jogadores "mais bem parecidos" que outros. Para esses há hipóteses. Há minutos, jogos atrás de jogos mal conseguidos, menções nas flashes e CI's.

Jesus já mostrou que sabe fazer jogadores. Quem era o Coentrão? O Enzo? O Matic?...

Isto vai de encontra a outra situação que me incomoda. Ele é sempre reactivo. Nunca toma a iniciativa. Jesus representa a máxima "a necessidade faz o engenho".

Se treinasse o Sporting, William Carvalho estaria a esta hora no Chipre. Porquê? Havia Rinaudo. Mas Jardim arriscou(e tão criticado que foi no início..) no jovem português que andava aos caídos. É aqui que, com Jesus,  começa a sensação que terá de haver sempre um "acidente", uma "contrariedade" para se dar o mote a à mudança.

Jesus não sabe gerir pessoas. Digam o que disserem, escrevam o que escreverem. Artur levava golos atrás de golos. Titular absoluto. Quando se lesionou...bem, vocês sabem a história. Insistiu cegamente em Emersons, Melgarejos, entre outros...sempre o mesmo erro. Não sabe evoluir, ser flexível. Parar é morrer.

Outra vez Jardim. Montero cagava golos. E quando deixou de os marcar? Sabem o que aconteceu? Slimani lá dentro. E é assim que tem de ser! Montero lá foi entrando nas 2ªs partes, quando se tinha de marcar....não há cá o passado também joga. Pois bem, não joga porra nenhuma.

Coentrão foi um sucesso. Mas só o foi porque não havia mais ninguém. Ele viu-se na necessidade de inventar, de acreditar, de apostar....e que bem que se saiu.

Matic "fez-se" porque saiu Javi. Enzo porque saiu Witsel. Entre outros exemplos. André Gomes e Almeida jogaram porque em determinada altura não havia mais ninguém.

Atenção, isto é uma qualidade notável. Mostra saber, qualidade e astúcia.

Cardozo pós lesão não era o mesmo. E muito bem fez Jesus em preterir o Tacuara.

Isto leva-nos à ideia do "jogar sempre os mesmos.". Hoje, Gaitán estava de rastos. Mais 90 minutos. Deu um "prémio" ao que menos se mostrou contra o Leverkusen. Isto é sintomático. Mais uma vez, má gestão, quer de activos quer de pessoas.

Como é que um treinador faz tão poucas substituições? Demora sempre tanto? Em jogos ganhos, jogam sempre os mesmos? Jogadores em momentos de forma do mais baixo que se consegue imaginar, são sempre titulares? Não há sangue novo, uma faísca. Nada. Não se percebe nem nunca se vai perceber, assim pensa Jorge Jesus.

Para dar ênfase a minha ideia, atentem no André Gomes. Joga jogos muito importantes, aparece bem, mostra talento....eclipse total. Quando voltou? Houve necessidade.

Como é que o Cristante não teve valia para jogar no muito mais fraco Campeonato Português e é titular na Champions? O jogador tem de facto características únicas que o levam a ser a melhor escolha, imagino. Mesmo assim, causa estranheza. Adversários tão melhores, tão mais exigentes...mas não encontra espaço contra os Aroucas e Moreirenses? Não faz sentido.

Como é que Franco Jara é titular na 1a jornada do Campeonato e depois, logo a seguir, é emprestado? Se é o que reunia melhores condições para jogar, não deveria ter ficado? Então e os que não jogaram, deveriam ter sido vendidos ou dispensados, pela lógica.

Como é que se insiste em Emerson até morrer? Capdevilla nunca teve hipóteses. Não faz sentido.

Como é que se ostraciza Nolito, desde o início a ser um jogador desbloqueador e influente? Não faz sentido.

Como é que se vai para a frente com Melgarejo? Depois deixou de prestar? Não faz sentido.

E podia continuar.

Wass, Derlis, Bernardo Silva, Bruno César, Artur, Oblak, Nolito, Capdevilla, Emerson, Kardec....tudo, tudo mal gerido. Mal lidado. Má rotação. Falta gritante de gestão.

Com cabeça e com benefício para o Benfica...Pizzi, Cristante, Nélson Oliveira, Benito já teriam mais minutos. Guedes, Teixeira, Fonte, Costa...já teriam tido minutos. Bernardo não teria sido emprestado. And so on.

Jesus é bom treinador. Sabe. Tem olho. Mas é tão teimoso, tão casmurro, tão cheio de si...que nunca dará o passo seguinte. Este Jesus é o de 2009 e será o de 2020.


Metam isto no primeiro post.

55 mil páginas resumidas.

ZICKLER

Citação de: André Sousa em 22 de Dezembro de 2014, 03:12
Citação de: ZICKLER em 22 de Dezembro de 2014, 03:08
A movimentação do cris, na Alemanha (2º golo) e no 2º golo do Braga é medonha! Medonha! Sobretudo,  se pensarmos naquilo que JJ pede ao 4.

Vejo-o com muita dificuldade em ser capaz de ser o médio "bombeiro" que o nosso plano de jogo pede.

Sobre o pizzi já respondi lá atrás. Estamos os 2 de acordo

Aquilo não é medonho. Aquilo é algo relativamente natural num jogador que tem um estilo de jogo mais amorfo, que cresceu a receber a bola no pé e a metê-la a uns 30/40 metros, subir uns metros para acompanhar a equipa e repetir isto sucessivamente.

O Matic, por exemplo, também era assim. Pouco agressivo. Hoje é o jogador que é.

Mas ao menos já chegámos ao ponto onde se subentende que o JJ não adapta o modelo de jogo aos jogadores que tem.

O Gaitán é outro, mas é um peditório que já nem me suscita grande vontade de contribuir.

André,  estás a ver divergências de opinião,  onde elas não existem.

Do que tens falado, estamos os 2 de acordo.

O que eu estava a tentar fazer, era "pensar" pela cabeça do JJ.

ZICKLER

Citação de: Jaime_PN em 22 de Dezembro de 2014, 03:15
Citação de: Shoky em 22 de Dezembro de 2014, 03:09
Desde o belo jogo que fez com o Moreirense teve:

20 minutos: Zenit 0-0 Benfica
15 minutos: Académica 0-2 Benfica
75 minutos: Benfica 0-0 Leverkusen
4 minutos: Benfica 1-2 Benfica
16 minutos: Benfica 1-0 Gil Vicente


Tirando o Leverkusen que dá para mostrar aqueles minutos?

Ficou para trás na hierarquia. O Jonas passou-o. Dificilmente irá ter muitos mais minutos tirando entrar nas partes finais dos jogos e na Taça da Liga. E assim se estouram 2,6 de euros.

O rapaz pelos vistos só é profissional à 2 anos.

O Pedro Martins falou nisso à tempos.  Deve ir uma confusão na cabeça do rapaz

André Sousa

Pá, mas eu aqui não penso pela cabeça do JJ. Penso pela minha. Também consigo compreender os pensamentos dele, só acho que estão errados.

No outro dia, surgiu aí um texto do blog do costume, a falar do Nélson Oliveira, subentendendo que nunca passava a bola a ninguém e só via era baliza. Ora bem.

http://videos.sapo.pt/eKiakezyoSLKmmUMyjeY

00:48. Recebe, cria bem o espaço, dribla e isola o Nolito. Situação de 1x0.

01:07. Recebe, levanta a cabeça, vê onde estão os colegas e joga no Saviola para uma situação que é, basicamente, um 1x0.

03:03. O melhor. Cai na ala, temporiza, levanta a cabeça, e faz um passe atrasado para o Gaitán assistir o Rodrigo.

Situações estas onde, se fosse como os arautos da literatura desportiva dizem, ele tinha rematado à baliza.

Ri-me.

biumbs

Só li agora as declarações deste ignorante em relação aos adeptos hoje. Ele que lave a boca antes de falar do que quer que seja. Muita mas muita paciência tivémos nós hoje no estádio para esta vergonha.

Gajos como eu e muitos que vêm a Portugal de férias rever os seus nesta altura do ano, com o tempo contado ao minuto e uma das prioridades é ir assistir a pelo menos um jogo do SPORT LISBOA E BENFICA. Voltar a ter a puta da sensação que não se tem em mais lado nenhum, matar a puta das saudades porque infelizmente sabemos lá quando voltaremos. É das únicas coisas que temos a certeza que é insubstituível, podem haver mil e um clubes onde quer que mores, uma vez Benfica, Benfica sempre.

Ainda assim, ter de levar com um jogo destes numa altura em que não sabemos quando voltaremos ao estádio é revoltante. Um jogo em que o último classificado cria (quase) tantas oportunidades de golo como nós, não fazemos dois passes seguidos e ainda ganhamos com um golo irregular (sim, não funciona só para os outros). Já nem vou falar do facto de mandar os jogadores engonhar nos últimos dez minutos e andar a "prender" a bola junto à bandeirola de canto.

Portanto desculpe, sim? Desculpe lá se atrapalhámos os meninos com o nosso descontentamento. (Volto a frizar que neste campo o público até esteve muito tranquilo dadas as circunstâncias).

Desculpem, mas fiquei com esta merda entalada depois de ler aquilo.

sbremoved_34227

Citação de: ZICKLER em 22 de Dezembro de 2014, 03:14
Citação de: André Sousa em 22 de Dezembro de 2014, 03:08
O Nélson não é tão forte no jogo aéreo como é o Derley. E falo no jogo aéreo não em situações de finalização, mas em lances onde ele simplesmente divide o lance e ganha.

O Derley é um tipo abnegado, que dá jeito porque cai bem nas alas, dá profundidade, a seguir já dá apoio frontal, segura bem a bola... o pior é quando chega a altura para resolver e entregar. O rácio não é muito bom.

O Nélson, por exemplo, tecnicamente é trinta vezes mais jogador. E tem uma coisa que o Derley também tem, que é a capacidade para segurar a bola. Utiliza muito bem o físico, também.

Pois, mas é aí que faz toda a diferença.

Se vamos numa tentativa de ataque rápido,  bola no derley, é tempo perdido

Godescalco

Vocês ainda não compreenderam totalmente a falta de carácter do Jorge Jesus. É por isso que declarações como a de hoje são ainda recebidas com espanto.

J_PN

Nem se compreende a implicância com o Nelson. É um avançado à medida do Jesus e depois de Rodrigo sair fazia todo o sentido meter lá um "igual" a ele. Até porque o JJ referiu no final da época que o caminho passava por jogar com 2 móveis na frente. Não há lógica.

Keiroxes

JC
Maxi
Luisao
Lisandro/Jardel
Eliseu
Fejsa
Samaris
Enzo
Salvio
Gaitan
Jonas

No meu entender esta tinha de ser a nossa base, depois daqui era "só" ir retocando, adaptar o modelo aos jogadores, mas ja se sabe que o Jesus nao se desvia nem um milimetro das suas convicçoes, e quem chega é que se tem de adaptar às suas ideias, e enquanto assim for vamos penar, porque os jogadores demoram tempo a assimilar as suas ideias, e muitos nem la chegam.

The_Riggs

Aproveitem para renovar depois de 3 pontos, que a jogar assim, qualquer dia nem para os 3 pontos dá .


O Patriarca

Citação de: goncaloteixeira em 21 de Dezembro de 2014, 21:58
Citação de: O Patriarca em 21 de Dezembro de 2014, 21:50

[METODOLOGIA, etc.: ver mensagem original]


RESULTADOS de Preud'homme ― Club Brugge

― 15.08. ― (73', 83', 83') ― CLU-Cercle Brugge 1-1
― 21.08. ― (59', 70', 81) ― Grasshopper-CLU 1-2
― 24.08. ― (58', 67', 74') ― Mechelen-CLU 3-1
― 28.08. ― (79', 86', 90') ― CLU-Grasshopper 1-0
― 31.08. ― (46', 80', 90+') ― CLU-Anderlecht 2-2― 46' GOLO 49'
― 14.09. ― (54', 64', 85') ― Genk-CLU 1-1
― 18.09. ― (66', 66', 80') ―CLU-Torino 0-0
― 21.09. ― (56', 75', 81') ― CLU-Kortrijk 5-0 ― 56' GOLO 83' e 81' GOLO 90'
― 24.09. ― (46', 64', 79') ― CLU-Aalst 6-1 ― 46' GOLO 76' e GOLO 90'
― 28.09. ― (61', 67', 78') ― Oostende-CLU 2-2
― 02.10. ― (65', 74', 81') ― HJK Helsinki-CLU 0-3 ― 65' GOLO 70'
― 05.10. ― (46', 61', 82') ― CLU-St. Liège 3-0 ― 82' GOLO 90+
― 19.10. ― (69', 79', 82') ― Lokeren-CLU 1-3 ― 69' GOLO 73'
― 23.10. ― (56', 69', 79') ― CLU-FC København 1-1
― 26.10. ― (55', 66', 82') ― CLU-Gent 2-2
― 30.10. ― (67', 72', 76') ― Mouscron-CLU 1-4 ― 67' GOLO 72'
― 02.11. ― (65', 65', 79') ― Charleroi-CLU 0-0
― 06.11. ― (46', 65', 77') ― FC København–CLU 0-4
― 09.11. ― (63', 64', 81') ― CLU-Westerloo 5-0
― 22.11. ― (71', 71', 78') ― CLU-Beveren 4-2
― 27.11. ― (62', 63', 88') ― Torino-CLU 0-0
― 30.11. ― (59', 75', 83') ― Anderlecht-CLU 2-2 
― 03.12. ― (72', 74', 90') ― Kortrijk-CLU 0-3
― 07.12. ― (45', 70', 90') ― CLU-Waregem 2-1
― 11.12. ― (71', 71', 79') ― CLU-HJK Helsinki 2-1 ― 71' GOLO 88'
― 14.12. ― (66', 79', 88') ― St. Liège-CLU 1-3
― 17.12. ― (46', 80', 88') ― Mechelen-CLU 0-0
― 21.12. ― (68', 84', 89') ― CLU-Genk 4-1 ― 84' GOLO 87'



RESULTADOS de Jesus ― Benfica:

― 17.08. ― (43', 73', 87') ― Paços de Ferreira
― 24.08. ― (32', 65', 90') ― Boavista
― 31.08. ― (86', , ) ― Sporting ― 1 substituição apenas
― 12.09. ― (65', 65', 73') ― Setúbal ― 65' GOLO 76'
― 16.09. ― (20', 74', 74') ― Zenit
― 21.09. ― (35', 67', 85') ― Moreirense
― 27.09. ― (62', 69', 90+') ― Estoril
― 01.10. ― (46', 46', 77') ― Leverkusen
― 05.10. ― (45', 46', 85') ― Arouca ― 45' GOLO 88'
― 18.10. ― (25', 76', 89') ― Covilhã
― 22.10. ― (68', 79', 88') ― Mónaco
― 26.10. ― (62', , ) ― Braga ― 1 substituição apenas
― 31.10. ― (46', 76', 88') ― Rio Ave
― 04.11. ― (62', 86', 90+') ― Mónaco 
― 09.11. ― (56', 75', 85') ― Nacional
― 22.11. ― (46', 60', 63') ― Moreirense
― 26.11. ― (70', 82', ) ― Zenit ― 2 substituições apenas
― 30.11. ― (62', 75', 90+) ― Académica
― 06.12. ― (46', 81', 85') ― Belenenses ― 46' GOLO 64'
― 09.12. ― (63', 76', 88') ― Leverkusen 
― 14.12. ― (76', 80', 90+') ― Porto 
― 18.12. ― (46', 77', 86') ― Braga
― 21.12. ― (64', 73', 87')― Gil Vicente


RESULTADOS de Jesus
― Em 23 jogos [69 substituições possíveis]:
― Substituiu 5 vezes um jogador antes do intervalo, por vezzes por lesão ― [7%]
Substituiu 8 vezes um jogador ao intervalo ― [11,5%]
Substituiu 18 vezes um jogador aos 85'+ ― [26%]
― Não utilizou 4 substituições ― [6% por fazer]

RESULTADOS de Preud'homme
― Em 28 jogos [84 substituições possíveis]:
― Substituiu 0 vezes um jogador antes do intervalo ― [0%]
Substituiu 6 vezes um jogador ao intervalo ― [7%]
Substituiu 10 vezes um jogador aos 85'+ ― [12%]
― Utilizou todas as substituições ― [0% por fazer]


OS PADRÕES DE UM E OUTRO são nitidíssimos:

Preud'homme tem um sistema claramente clássico: grosso modo, observa o jogo, e quando falta meia hora começa a fazer as alterações que julga necessárias: faz duas substituições entre os 60' e os 70', e a última aos 80' ― a tempo de os primeiros jogadores terem bastante tempo para influenciar o jogo, e para o último a entrar ter também tempo de pelo menos participar em alguns lances e sentir que de facto jogou e participou. E quem sabe, como hoje mesmo...

Jesus é radical: é quase 8 ou 80. Ou grosso modo muda os jogadores logo ao intervalo, ou não muda. Em 26% dos casos, dá-lhes cinco minutos ou menos. Em 6% dos casos, não faz sequer uma substituição.

O facto de não fazer substituições não é, por si só, de criticar. Por vezes não é mesmo necessário mexer na equipa. Mas no caso de Jesus, é notável se considerarmos os três jogos em que não o fez: Sporting, Braga, e Zenit. Le Benfica, un point.

Se conferirmos com a análise posicional que também fiz, e que talvez publicarei aqui quando tiver tempo, vemos que no sistema de rotatividade de Preud'homme, simplificando, em todos os jogos um defesa é substítuido por outro, e, principalmente, um médio por outro e um avançado por outro. Centrais são substituídos por centrais, laterais por laterais, extremos por extremos, e pontas-de-lança por pontas-de-lança ― e todos, grosso modo, a tempo de jogar de facto competitivamente. Ao chegar o minuto 60', todos sabem que podem entrar a qualquer momento: não existem afilhados. Mantém-se o esquema táctico, mas todos aprendem a jogar com todos. Preud'homme não inventa: usa os jogadores que tem nos lugares certos. Tem um onze-base, mas tira os seus homens-chave quando está a ganhar confortavelmente para dar minutos a outros. Por várias vezes substitui jogadores-chave imediatamente depois destes terem marcado: o jogo está controlado, vamos dar minutos aos outros.

Outras vezes, quando quer matar o jogo, troca um extremo por outro. Ou um ponta-de-lança por outro. Ou um médio por outro. Nunca (apenas aconteceu uma vez, em Agosto) tira um jogador de uma posição e mete outro de outra. É uma gestão de plantel totalmente diferente da que practica Jesus.

Mas a verdade é esta: Jesus não utiliza de facto 32% das substituições possíveis. Isto é totalmente surreal. Jesus desperdiça um terço das suas substituições.

Isto não é ser treinador. Não é gerir uma equipa. É ser um espantalho. E falar de desgaste físico e de falta de entrosamento de alguns jogadores à face disto é manifesta má fé.

Outra realidade é esta: de todas as substituições de Jesus, apenas 3 viram um jogador entrar e marcar. No caso de Preud'homme, foram... 11 vezes. A última vez hoje mesmo: Izquierdo entrou aos 84', e marcou aos 87'.

Mais palavras para quê?

Enfim, boa sorte a Saint-Michel e boa sorte a Jesus. Que vençam ambos os respectivos campeonatos este ano. E já que Jesus prefere mesmo a Taça da Cerveja, e a cerveja na Bélgica é boa...

...que troquem de lugar para a próxima época!  :2funny:  :drunk:


Este é provavelmente o estudo mais tendencioso e infundamentado que já li na minha vida. É um conjunto de letras inútil, desnecessário e apenas para tentar desvalorizar quem trabalha. Como se alguma vez as substituições pudessem ser avaliadas, e pior, haver treinadores que substituem melhor q outros é tão ridículo, a não ser q a pessoa q o fez treinasse diariamente com os jogadores. Não tenho mais palavras para tanta estupidez..

Resposta às tuas poucas palavras:

1. Eu troço obviamente ― e na minha opinião merecidamente, para quem aufere 4M e apresenta o que Jesus apresenta ― o actual treinador do Benfica.

2. A minha troça é obviamente tendenciosa.

3. A minha análise não é. É estatística.


4. Os números não mentem: Jorge Jesus não aproveita 32% das substituições possíveis. Isto é um terço das suas substituições. isto é descomunal.

5. A minha comparação com um treinador de facto competente mostra um padrão diferente: 12% de substuições feitas nos últimos minutos. E 0% de substituições não feitas.

6. Falas da minha "estupidez". Mas não pareces ter lido o que escrevi: eu analisei todas as substituições de Michel Preud'homme e Jorge Jesus esta época, segundo dous critérios: o POSICIONAL (táctico) e o TEMPORAL. Criticas assim apenas parte do que eu analisei, e aqui partilhei.

7. Análise quantitativa e qualitativa é o que eu faço profissionalmente: histoire serielle, à maneira de Chaunu: análises a grandes quantidades (eu normalmente opero com milhares) de dados comparáveis. E quando se tem suficientes quantidades de dados comparáveis pode-se ver os padrões diferentes que podem ou não existir.

8. Analisei as substituições de Jesus e de Preud'homme, que são como noute e dia, quer no aspecto posicional, quer no aspecto temporal. Eles durante o jogo mexem na equipa de formas muito diferentes, dão minutos a jogadores de formas muito diferentes, e privilegiam  tácticas de formas muito diferentes. E partilhei aqui uma pequena parte desses resultados, para todos poderem ver. E tu acusas-me de "estupidez"?

9: Repito: os números não mentem. Jesus teve até hoje nesta época 69 substituições disponíveis. Em descomunais 32% dos casos apenas as fez nos últimos cinco minutos do jogo, ou nem sequer as fez. Isto, em termos de futebol moderno, é desperdiçar substituições. Nos jogos grandes é normal guardar uma substituição para os últimos minutos; mas quando se está a vencer folgadamente, com o jogo controlado contra uma equipa pequena, existe razão para isso, quando se tem uma equipa com um plantel numeroso a jogar em muitas competições?

10. Como escrevi expressamente, por vezes não se deve mesmo mexer na equipa. Mas nas três ocasiões em que Jesus nem sequer utilizou substituições disponíveis, o Benfica sofreu um empate caseiro contra o Sporting, uma derrota caseira contra o Zenit, e uma derrota fora contra o Braga... Isto na minha opinião revela falta de iniciativa, e de imaginação: mostra apatia, e impotência. Revela o quê, na tua opinião? 

O Club Brugge de Preud'homme, esse apenas sofreu uma derrota esta época em todas as competições, ainda em Agosto. E como analisei todas as substituições, posso informar que esse foi o único jogo em que Preud'homme fez uma mudança posicional táctica significativa: a perder 2-1 a um quarto de hora do fim, tirou um defesa e, mantendo o meio-campo, colocou um avançado, à procura do empate. Não resultou.

11. Tu criticas assim sem saber o criticas. Eu analisei TODAS as substituições destes dous treinadores esta época. Analisei TODOS os onzes titulares. Quis saber como gerem estes dous treinadores os seus plantéis. Quem é titular, e quem é substituído? Como coincidem por exemplo os momentos das substituições de Preud'homme e de Jesus com:
― os golos dos seus adversários e das suas próprias equipas?
― as substituições do adversário?
― os cartões recebidos pelos seus jogadores?

Os resultados, quer no aspecto posicional/táctico, quer no aspecto temporal, revelam enormes diferenças. Um destes treinadores sabe agir, e sabe reagir. O outro não. Um destes treinadores sabe regularmente dar minutos a jogadores menos utilizados. O outro não. Preud'homme substitui por exemplo frequentemente um dos seus homens-chave, o "10" Vázquez (4 golos e 6 assistências, e 8 vezes substituido em 20 presenças na liga), quando o jogo está controlado, para dar minutos a outros jogadores. Ser um treinador não é apenas ser um treinador; e fazer substituições não é apenas fazer substituições: há maneiras e maneiras de o fazer.

12. Um jogador normalmente ao entrar entra por um motivo importante. Esse motivo pode ser tentar de alguma melhorar o desempenho da equipa. Ou pode ser dar minutos a um jogador menos utilizado, para este se habituar por exemplo à sua nova equipa, ou simplemente lhe dar oportunidade de mostrar um pouco o que vale. Em nenhum destes casos uma substituição aos 85'+ faz sentido. Um jogador necesita normalmente de alguns minutos para receber a bola e fazer uns passes, e quem sabe uma assistência, ou mesmo um golo. Ainda ontem vimos isto: Preud'homme lançou Izquierdo aos 84', e este marcou aos 87'. Se tivesse entrado aos 88', talvez não tivesse marcado...

13. Por isso repito: por 3 vezes jogadores que Jesus fez entrar marcaram esta época. No caso de Preud'homme, isto aconteceu... 11 vezes. Compare-se agora estes dados a toda a táctica, e toda a estratégia de substituições, de um e outro. O que sugere isto? Quem mexe melhor na equipa?

14. Fazer uma substituição tão tardia já faz sentido quando se está a jogar por exemplo fora contra uma equipa poderosa, e se quer quebrar o ritmo de jogo e queimar tempo nos minutos finais. Pergunta: quantas vezes é esse o caso, falando do Benfica, na liga portuguesa?

15.Aproveito para reafirmar a minha opinião, baseado em sólida documentação: Jorge Jesus é um espantalho, que não sabe reagir e mexer na equipa durante um jogo de futebol.

16. Agora peço-te, mesmo sem teres feito a análise detalhada que eu fiz: olha para os dados que eu transcrevi, e em vez de insinuares gratuitamente que o que eu escrevo é uma "estupidez", tenta contribuir algo positivo: dá-me uma interpretação alternativa, já que não gostaste da minha.

PS. E não escrevas tolices como "Ele não tem opções no banco." Quem não tem opções, nem sequer no onze, é Morten Olsen, que mesmo assim lidera o nosso grupo de qualificação para o Euro 2016, e com jogadores miseráveis venceu a Sérvia fora 0-3.

Jorge Jesus tem no banco os jogadores que escolhe, e que inspira, e que entusiasma. Ele tem o banco que cria. Mas não o sabe usar.