Luís Filipe Vieira (Presidente)

Presidente, 77 anos,
Portugal

Scorpion8

Citação de: paalexg em 14 de Agosto de 2014, 17:21
Citação de: Scorpion8 em 14 de Agosto de 2014, 17:15
Citação de: paalexg em 14 de Agosto de 2014, 17:08
Citação de: Scorpion8 em 14 de Agosto de 2014, 16:58
Citação de: iKatz em 14 de Agosto de 2014, 16:55
Min 17:30 até 18:00 Pedro Guerra a falar da "blogosfera" e a mandar bocas para aqui

https://www.youtube.com/watch?v=poO5Dbd5Uc8&index


que monte de sebo, que ser desprezível, este gajo tem que ser corrido da BENFICATV
Gostei daquela parte em que diz que o LFV é o presidente com mais títulos na História do Benfica. Pudera, também é com larga margem o presidente com mais tempo na presidência. Gostava de ver a quantidade de títulos que o Benfica conquistaria no tempo do Borges Coutinho se houvesse Taças da Liga e Supertaças...nem tem comparação.
o vieira tem mais títulos que o Borges Coutinho?
Sim. O Vieira tem 12 e o Borges Coutinho não tem tantos. Creio que tem 11, sem certezas. Só que o LFV tem 12 anos de presidência e o Borges Coutinho teve 7, quase 8 anos.

EDIT: Tem 10. 7 campeonatos e 3 taças.
agora é que não o tiram de lá, essa merda vai pegar, e vai ser o maior, só que quase metad dos titulos são taças da liga

Cardozo_7.


Gnr. Keenan

A confiança cega nos líderes guiou a humanidade a um belo caminho, sem dúvida.

trucatruca

Pedro Guerra é a lufada de ar fresco capaz de esculpir a imagem do Presidente num bloco de granito, assim como o grand canyon foi esculpido pelo vento.

nogueira

Citação de: AnotherDoom em 14 de Agosto de 2014, 11:21
CitaçãoAlbergue, estratégia digital, projeto político. Como funcionava, no dia-a-dia?

Por exemplo: existia um mail acessível a um grupo fechado, através do qual recebíamos informações, linhas gerais, provenientes de quem estava a preparar o programa do Passos. No início, nem sabíamos quantos éramos. Cada um desenvolvia aquilo, nas redes sociais e na blogosfera, à sua maneira. Utilizávamos isso no Fórum da TSF, no Parlamento Global, da SIC, no Twitter, etc. No último confronto televisivo entre os três candidatos à liderança [Passos, Aguiar Branco e Rangel], condicionámos o debate. Só eu tinha três computadores à minha frente, em casa, além do telemóvel. Antes do debate, já tínhamos tweets preparados para complicar a vida ao Rangel. Nos primeiros minutos, começámos a "tuitar" como se não houvesse amanhã, dizendo que o Rangel estava nervoso e mais fraco do que o esperado. Criou-se um ambiente negativo que se propagou rapidamente. Ao fim de cinco minutos, ríamos até às lágrimas! Até opinion makers repetiam o que dizíamos! E o debate tinha apenas começado...


Como se "vendeu" Passos ao PSD?

Nas diretas, o universo era de 60 mil militantes, muitos deles difíceis de convencer. Mas compraram a ideia de que o Passos era o único capaz de ganhar a Sócrates. A equipa do Sócrates ajudou, sem querer: batiam no Rangel e ignoravam o Passos, que também ia ganhando pontos ao abordar questões fraturantes da esquerda. Num jantar de blogueres, quiseram saber a opinião dele sobre a adoção de crianças por casais homossexuais. "Se os interesses da criança estiverem mais defendidos com um casal homossexual, sou a favor." Ao dizer isso, ele abriu uma janela importante na blogosfera de esquerda. O próprio eleitorado do PSD percebeu que não eram só os "da corda" a defendê-lo: até os adversários o respeitavam. À esquerda convenceram-se de que ele representava a direita tolerante.

Conquistado o PSD, o que seguiu?

As coisas melhoraram. O leque de blogueres foi alargado. Nas diretas, tinha havido um call center, que quase todos os partidos usam, para telefonar aos militantes, em Lisboa. Para as legislativas, foi no Porto. Nessa altura, o Nogueira Leite torna-se muito influente no Facebook e o Carlos Abreu Amorim no Twitter. Havia voluntários a defender as posições do Passos, mas sobretudo a atacar o Governo PS, no Fórum da TSF, na Antena Aberta, da RDP, e nos debates dos canais por cabo. Alargou-se a influência mediática. Os outros partidos também fazem isto. E bem.

Como se trabalhou a campanha contra Sócrates?

A contrainformação era a praia do grupo à volta de Sócrates. Tínhamos nick names para as redes sociais, perfis falsos no Facebook e por aí adiante, mas éramos uns meninos do coro comparados com os tipos dele. Não há virgens nisto: em qualquer campanha eleitoral, existem centenas de perfis falsos, mas perfis com "vida", que incluem fotografias de "família", "clube de futebol", "gostos", etc. O segredo é ir pedindo "amizade" a pessoas da política e alargar os círculos de "amigos". Se deixarmos uma informação sobre o caso Freeport num perfil falso e ele for sendo partilhado, daqui a pouco já estão pessoas reais a fazer daquilo uma coisa do outro mundo.

Os fóruns da rádio e da televisão são facilmente manipuláveis?

Completamente. Se for preciso, provo. Existem equipas só para isso, nos partidos e nas consultoras de comunicação que fazem assessoria política.
As juventudes partidárias são uma boa base de recrutamento. Em 2011, o Sócrates foi ao Fórum da TSF. Decidimos entalá-lo e descredibilizar a coisa, exagerando nos elogios. Deu um bruaá enorme. O diretor da TSF teve de explicar-se por causa das críticas dos ouvintes, que consideraram aquilo uma coisa do tipo Deus no céu e Sócrates na terra. Deu-nos um gozo tremendo!

E o jornalismo? Também está mais permeável?

Os jornalistas agem nas redes sociais sem se protegerem, esquecendo que aquilo é também uma ferramenta de trabalho. Mas há outro problema para vocês: quando as redações são vítimas da concentração mediática, da situação económica e de licenciaturas arcaicas na área do digital, é óbvio que, perante este mundo novo e perigosíssimo, o jornalismo está mais manipulável. E Portugal é um caldinho jeitoso para isto: há cerca de cinco milhões de pessoas no Facebook.

Substituam PSD/CDS por Benfica e passos por Vieira.

Não é por acaso que Pedro Guerra, ex-jornalista do Independente, assessor de imprensa de Paulo Portas veio parar ao Benfica.

A estratégia é a mesma.
Faz todo o sentido.

O Guerra tem mesmo a escola do Portas.

SLB Stars

Citação de: AnotherDoom em 14 de Agosto de 2014, 11:21
CitaçãoAlbergue, estratégia digital, projeto político. Como funcionava, no dia-a-dia?

Por exemplo: existia um mail acessível a um grupo fechado, através do qual recebíamos informações, linhas gerais, provenientes de quem estava a preparar o programa do Passos. No início, nem sabíamos quantos éramos. Cada um desenvolvia aquilo, nas redes sociais e na blogosfera, à sua maneira. Utilizávamos isso no Fórum da TSF, no Parlamento Global, da SIC, no Twitter, etc. No último confronto televisivo entre os três candidatos à liderança [Passos, Aguiar Branco e Rangel], condicionámos o debate. Só eu tinha três computadores à minha frente, em casa, além do telemóvel. Antes do debate, já tínhamos tweets preparados para complicar a vida ao Rangel. Nos primeiros minutos, começámos a "tuitar" como se não houvesse amanhã, dizendo que o Rangel estava nervoso e mais fraco do que o esperado. Criou-se um ambiente negativo que se propagou rapidamente. Ao fim de cinco minutos, ríamos até às lágrimas! Até opinion makers repetiam o que dizíamos! E o debate tinha apenas começado...


Como se "vendeu" Passos ao PSD?

Nas diretas, o universo era de 60 mil militantes, muitos deles difíceis de convencer. Mas compraram a ideia de que o Passos era o único capaz de ganhar a Sócrates. A equipa do Sócrates ajudou, sem querer: batiam no Rangel e ignoravam o Passos, que também ia ganhando pontos ao abordar questões fraturantes da esquerda. Num jantar de blogueres, quiseram saber a opinião dele sobre a adoção de crianças por casais homossexuais. "Se os interesses da criança estiverem mais defendidos com um casal homossexual, sou a favor." Ao dizer isso, ele abriu uma janela importante na blogosfera de esquerda. O próprio eleitorado do PSD percebeu que não eram só os "da corda" a defendê-lo: até os adversários o respeitavam. À esquerda convenceram-se de que ele representava a direita tolerante.

Conquistado o PSD, o que seguiu?

As coisas melhoraram. O leque de blogueres foi alargado. Nas diretas, tinha havido um call center, que quase todos os partidos usam, para telefonar aos militantes, em Lisboa. Para as legislativas, foi no Porto. Nessa altura, o Nogueira Leite torna-se muito influente no Facebook e o Carlos Abreu Amorim no Twitter. Havia voluntários a defender as posições do Passos, mas sobretudo a atacar o Governo PS, no Fórum da TSF, na Antena Aberta, da RDP, e nos debates dos canais por cabo. Alargou-se a influência mediática. Os outros partidos também fazem isto. E bem.

Como se trabalhou a campanha contra Sócrates?

A contrainformação era a praia do grupo à volta de Sócrates. Tínhamos nick names para as redes sociais, perfis falsos no Facebook e por aí adiante, mas éramos uns meninos do coro comparados com os tipos dele. Não há virgens nisto: em qualquer campanha eleitoral, existem centenas de perfis falsos, mas perfis com "vida", que incluem fotografias de "família", "clube de futebol", "gostos", etc. O segredo é ir pedindo "amizade" a pessoas da política e alargar os círculos de "amigos". Se deixarmos uma informação sobre o caso Freeport num perfil falso e ele for sendo partilhado, daqui a pouco já estão pessoas reais a fazer daquilo uma coisa do outro mundo.

Os fóruns da rádio e da televisão são facilmente manipuláveis?

Completamente. Se for preciso, provo. Existem equipas só para isso, nos partidos e nas consultoras de comunicação que fazem assessoria política.
As juventudes partidárias são uma boa base de recrutamento. Em 2011, o Sócrates foi ao Fórum da TSF. Decidimos entalá-lo e descredibilizar a coisa, exagerando nos elogios. Deu um bruaá enorme. O diretor da TSF teve de explicar-se por causa das críticas dos ouvintes, que consideraram aquilo uma coisa do tipo Deus no céu e Sócrates na terra. Deu-nos um gozo tremendo!

E o jornalismo? Também está mais permeável?

Os jornalistas agem nas redes sociais sem se protegerem, esquecendo que aquilo é também uma ferramenta de trabalho. Mas há outro problema para vocês: quando as redações são vítimas da concentração mediática, da situação económica e de licenciaturas arcaicas na área do digital, é óbvio que, perante este mundo novo e perigosíssimo, o jornalismo está mais manipulável. E Portugal é um caldinho jeitoso para isto: há cerca de cinco milhões de pessoas no Facebook.

Substituam PSD/CDS por Benfica e passos por Vieira.

Não é por acaso que Pedro Guerra, ex-jornalista do Independente, assessor de imprensa de Paulo Portas veio parar ao Benfica.

A estratégia é a mesma.

cristao69

Certamente será uma excelente e esclarecedora entrevista.

Trezeguet


RAFL

está quase......é tempo de decorar as ultimas questões e respostas

Devil1

Citação de: ednilson em 14 de Agosto de 2014, 17:03
Pensava que a entrevista tinha sido ontem.

Secalhar até foi gravada ontem...será que é em directo? duvido.

Mestre30


NoNameGirl_Norte

Estou-me a cagar p o que este homem vai dizer.
Fazer das pessoas burras e falar no que lhe da jeito a mim...não me diz nada.

fmocorreia

Benfica vai mudar o nome para Quemfica, e depois muda para Ninguemfica

Bola7


Covenant

Estou cheio de tusa para a entrevista de logo.