Época 2018/2019

BlankFile

Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:35
Citação de: BlankFile em 29 de Junho de 2018, 16:33
Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:30
Para mim era contratar um pivot de topo mundial e fechava as contas.

Sem LD? Está bem...
Lateral direito ainda temos o belone- Pivot ofensivo não temos nenhum.

Para mim posição chave.

Para mim também e fui um dos que defendi a troca do Ales por um pivot superior. Mas para LD, apenas o Belone, não é suficiente. O Terzic para mim não conta.

ala esquerda

Citação de: BlankFile em 29 de Junho de 2018, 16:36
Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:35
Citação de: BlankFile em 29 de Junho de 2018, 16:33
Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:30
Para mim era contratar um pivot de topo mundial e fechava as contas.

Sem LD? Está bem...
Lateral direito ainda temos o belone- Pivot ofensivo não temos nenhum.

Para mim posição chave.

Para mim também e fui um dos que defendi a troca do Ales por um pivot superior. Mas para LD, apenas o Belone, não é suficiente. O Terzic para mim não conta.
Sim um é curto. Terzic sem duvidas que não conta.

Mas com o pivot de top o belone jogava o dobro.

Dr.Lecter

Citação de: BlankFile em 29 de Junho de 2018, 16:36
Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:35
Citação de: BlankFile em 29 de Junho de 2018, 16:33
Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:30
Para mim era contratar um pivot de topo mundial e fechava as contas.

Sem LD? Está bem...
Lateral direito ainda temos o belone- Pivot ofensivo não temos nenhum.

Para mim posição chave.

Para mim também e fui um dos que defendi a troca do Ales por um pivot superior. Mas para LD, apenas o Belone, não é suficiente. O Terzic para mim não conta.

O Moreno evoluiu muito ofensivamente esta época. Na ponta final esteve excelente. É de longe o pivot mais eficaz do campeonato, com 85% contra, por exemplo, "apenas" 79% do Tiago Rocha e muito melhor que os 70% do Salina. A única coisa errada que houve com o Moreno esta época foi a sua escassa utilização na parte inicial da época para jogar um Pesqueira que, esse sim, a meu ver, é limitado. Se compararem com épocas anteriores, reparem na evolução do Moreno no momento pós-recepção. O trabalho de pés é agora muito melhor, não põe os olhos no chão, lê melhor o GR o que o torna muito mais perigoso.

Precisamos mais de um pivot para defender do que para atacar. Mas como o Ales é um defensor competente a preço supostamente baixo, percebo que tenham ficado com ele para permitir atacar um lateral-direito.

Trezeguet

duvido que entre mais alguém. se entrar deve ser só o LD

TeamRocket37

Faz falta é um LD, não me passa pelo cabeça que Resende quer arriscar novamente com Terzic como opção ao Belone.

k1n0

Citação de: ala esquerda em 29 de Junho de 2018, 16:30
Para mim era contratar um pivot de topo mundial e fechava as contas.
Depois de emprestar o Diogo Rafael.

Vitor Alves

Citação de: Trezeguet em 29 de Junho de 2018, 16:46
duvido que entre mais alguém. se entrar deve ser só o LD

Pela renovação do Ales e pela continuidade de "outros" parece que o plantel está fechado, infelizmente.

Na minha opinião precisavamos de substituir o Ales, o João Silva e a entrada de um LD.

joao12soares

Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 14:55
Citação de: joao12soares em 29 de Junho de 2018, 14:53
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 11:38
O Bdc salvou a pele com as modalidades, o DAL quer salvar a pele com as modalidades femininas.
Sim porque manter os plantéis de futsal e hóquei praticamente inalterados e colocar equipas de futebol, andebol e vólei, a começar por baixo, tem mesmo tudo a ver com o investimento doido do ex-palhaço do campo grande, nas modalidades :huh:

João o futebol feminino pertence ao FT não ao DAL.
Tens razão, é o responsável mais direto sobre o futebol feminino. No entanto, o resto mantém-se, o DAL não está a salvar-se pelas modalidades femininas, está a fazer aquilo que à muito tempo se pedia.

joao12soares

Citação de: Palmeirinha em 29 de Junho de 2018, 14:58
Citação de: joao12soares em 29 de Junho de 2018, 14:53
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 11:38
O Bdc salvou a pele com as modalidades, o DAL quer salvar a pele com as modalidades femininas.
Sim porque manter os plantéis de futsal e hóquei praticamente inalterados e colocar equipas de futebol, andebol e vólei, a começar por baixo, tem mesmo tudo a ver com o investimento doido do ex-palhaço do campo grande, nas modalidades :huh:
ex-palhaço? ex?
Agora é só palhaço, não palhaço do campo grande, que o gajo foi chutado de lá para fora.

acemessiae

Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!

TeamRocket37

Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!


Eu fiz aquele comentário porque o passa com Benfica no hoquei feminino e poderá atingir conquistas semelhante ao do Madeira SAD no andebol feminino.

Muito obrigado por toda a explicação.

Dr.Lecter

Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!

Quase verti uma lágrima.

Grande posta.

acemessiae

Citação de: Dr.Lecter em 29 de Junho de 2018, 17:09
Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!

Quase verti uma lágrima.

Grande posta.

Vai ser muito bom, companheiro.

O andebol de Lisboa vai crescer muito e a formação igual.

Atenta que o andebol feminino de Lisboa anda muito à velocidade de escolas particulares/desporto escolar ou equipas formadas à base de Bairros Sociais.

O Feminino está muito concentrado no Grande Porto, Aveiro e Leiria - ainda que Alcanena já seja Santarém...

É preciso fomentar o Andebol Feminino em Braga, Lisboa e fazê-lo regressar ao Algarve e disseminá-lo por todo o interior.

Certamente concordarás comigo.

E quando comparado ao Hoquei Feminino, creio que aqui conseguiremos ajudar à mudança numa maior escala e com muita expressão, porque o andebol acaba por ter muito maior expansão em todo o país.

Estou curioso para ver quem será o treinador. Que sejam inteligentes e escolham alguém ligado ao feminino e não adaptações provindas do masculino.

TeamRocket37

Quantas filhas tem o Carlos Resende a jogar? Estudam no Porto?

Acham que podem vir jogar para Benfica?

Trezeguet