Competições Nacionais Femininas 2020/2021

RED_SHARK38

Citação de: JMiguel23 em 05 de Maio de 2021, 23:19
A Raquel Fernandes estava a jogar abaixo de forma e melhorou nos ultimos jogos mas comparando com o ano passado, está menos decisiva.
O Sporting no ano passado preparava-se para perder tudo o que havia para perder (e em parte perdeu).
Este ano tem-se aguentado porque o modelo competitivo é-lhes favorável e porque a concorrência está manifestamente mais fraca, bastante mais o Braga do que nós. No caso do Famalicão, tinha tudo para ficar em 2ª lugar, mas o idiota do tripeiro fez o que ele normalmente faz tão bem, que é destabilizar equipas.
Quando à Raquel acompanhou o ciclo do Sporting. Com a saída da jogadora da Nova Zelândia, e com a consolidação de processos chega mais fácil ao momento de finalização. E porventura será a melhor finalizadora do campeonato.


RED_SHARK38

Citação de: anarcos em 06 de Maio de 2021, 19:11


Esta dispensa do Videira roça a loucura...

Só mesmo por um motivo muito grave se dispensaria um treinador em vésperas porventura do jogo mais importante da época... Futebolices...

anarcos

#948




Jogo em atraso (referente à 4ª Jornada):

Marítimo 2 - 0 Condeixa

https://www.youtube.com/watch?v=5Wt4g5AFMQ4


anarcos

https://youtu.be/3JwtzrUYMKo

Damaiense: o laboratório que potencia as 'dores de crescimento'

O Lado F foi conhecer por dentro o balneário do clube da Amadora, que tem um grupo com uma média de idades de... 20,4 anos

Se, tal como no setor masculino, existisse no feminino uma Liga Revelação, destinada a atletas sub-23, o Damaiense, pela enorme juventude do seu plantel, seria o mais evidente candidato, entre todos os conjuntos que disputam a Liga BPI, a disputar essa prova. São jovens, é certo, mas pensam 'como gente grande' e trabalham pelo objetivo de manter o clube do município da Amadora no principal escalão do futebol feminino português logo na época de estreia do clube num tão elevado patamar. Não sendo fácil – o Damaiense foi derrotado por 2-1 em casa pelo Gil Vicente na 1ª mão – ninguém 'baixa os braços'.

O espírito de grupo e o bem-estar entre todas foi a nota dominante da visita feita pelo Lado F ao balneário do conjunto da Damaia, no qual teve seis representantes como 'cicerones': Adriana Rocha, Daniela Santos, Madalena Marau, Carolina Correia, Bruna Figueiredo e Mafalda Barbóz abordaram esta temporada especial num clube também ele especial que enfrenta, semana após semana, adversários com uma experiência competitiva superior para aprenderem e evoluírem para o futuro, ainda que procurando ter êxito no presente. Tudo no clima de boa disposição que as carateriza.


Adriana Rocha é guarda-redes, tem 17 anos, e foi para o Damaiense "para crescer"

O benefício de competir com atletas mais maduras na Liga BPI

O plantel do Damaiense tem uma média de idades particularmente baixa: 20,4 anos. Disputar uma Liga BPI com tanta juventude, dado que boa parte das jogadoras são ainda juniores, frente a adversárias seniores e mais experientes, com maior maturidade em campo, é um desafio acrescido. Disso mesmo dá conta Adriana Rocha, guarda-redes de 17 anos. "É um grande desafio para todas nós. Sou das mais novas, mas acho que é para qualquer uma de nós, vimos de um campeonato que era para raparigas da nossa idade que para mim, enquanto guarda-redes, não me transmitia grandes desafios. "

"Vim para aqui sofrer golos, lidar com situações frustrantes, dar a volta, motivar-me, ganhar maturidade...acho que só me trouxe coisas positivas," considera. Mais experiente, Madalena Marau, de 24 anos – "Ainda estou aqui, enxuta [risos]", afiança – apresenta uma perspetiva diferente, mas que não invalida a primeira leitura, antes a complementa: "Apesar de não ser tão jovem quanto elas, já vinha de duas épocas na Liga BPI, portanto é uma situação completamente diferente. No entanto, acho que tanto elas estão a crescer comigo como eu estou a crescer com elas, apesar da diferença de idades. É o mais importante."


Daniela Santos, de 20 anos, reconhece estar a aprender com as "mais velhas"

Daniela Santos, por seu turno, aponta: "O mais importante é sermos nós próprias, mesmo sendo muito novas, pois estamos a aprender muito com a Marau, a Bárbara [Marques], a [Carolina] Peixoto, com as 'mais velhas'". Já Mafalda Barbóz enfatiza: "Está à vista de todos, somos das mais novas, mas estamos sempre ali 'taco a taco' com as mais velhas, seja com quem for, portanto estamos a fazer o que tem de ser feito pelo futebol feminino no geral. Acho que é o que é preciso, esta competitividade."

Ganhar 'matreirice' tem sido um trunfo

Carolina Correia avalia o crescimento que se tem verificado. "Por vezes, as diferenças de idade notam-se num bocadinho a mais de matreirice no campo, acho que estamos num ponto em que nós, como somos jovens, temos de crescer e de melhorar, mas acho que pouco a pouco nós chegamos, damos sempre luta e tudo em campo." Mafalda Barbóz, mais jovial, explica que o processo é visto de forma contínua. "Isto é assim: p[ara jogar à bola, estamos lá; jogar à bola, nós sabemos. Dar 'porrada', também começámos a aprender [riso geral] e agora essa parte da matreirice pronto, temos de pensar mais um bocado..."


Madalena Marau tem 24 anos e é das mais experientes no plantel

Já Madalena Marau observa uma evolução notória. "Há uma diferença enorme nelas desde a 1ª jornada para agora, em que se calhar uma delas pegava na bola e queria quase ir para as bancadas e queria ir e ir... em vez de atirar-se para o chão e ganhar logo uma falta, isso tirava-me do sério. Agora, se for preciso já se mandam para o chão. O saber jogar, às vezes, envolve ter experiência, é muito importante, é uma quota-parte muito, muito importante. Se formos avaliar os jogos, há uma diferença brutal nisso e isso vê-se pelos próprios resultados que vamos obtendo contra as diversas equipas. "

"Aqui sou uma das mais velhas e no Estoril era uma das mais novas, tal como no 1º Dezembro. Portanto, é completamente diferente, pela experiência que fui adquirindo, e agora tento transmitir isso à malta mais jovem. A evolução das jogadoras que não tinham tanta experiência, ou não tinham jogado futebol de onze é brutal, não só ao nível de jogadoras de campo como de guarda-redes, acho que toda a gente concorda com isso," deixa claro a lateral esquerda, que no plantel encontra apenas Carolina Peixoto, de 26 anos, e Paulina Solís, de 25, com mais idade no grupo de trabalho.

Liga BPI: a etapa que faltava a quem chega dos juniores

A cumprir a primeira época como sénior, Mafalda Barbóz não tem dúvidas que a integração num grupo com jogadoras mais experientes só pode trazer vantagens. "É aí que estamos a beneficiar, de estarmos a jogar com jogadoras que têm maior experiência e há mais tempo. Sempre ouvi dizer que se formos a pessoa mais inteligente numa sala, estamos na sala errada. Se somos a pessoa mais experiente aqui, estamos erradas, acho que se trata um bocadinho disso, de estarmos inseridas entre estas jogadoras, claro que sim. Acho que isso nos faz bem a todas. Tanto no balneário como no geral, na Liga, entre os clubes."

"Faz-me bem, isto era o que era preciso. Nós viemos de um campeonato em que só tínhamos dois jogos praticamente, é triste mas é verdade, e acho que para qualquer jogadora, não só para mim, para elas, apanhar mais – posso dizer 'cagaços'? – Acho que apanhar mais 'cagaços' para qualquer jogadora era importante, darmos este salto e esta competição, jogarmos na primeira liga, é o que nós estávamos a precisar. Como eu já disse, nós sabemos jogar à bola, isso já sabemos e dar 'porrada' também, falta-nos só dar esse salto que devemos dar onde haja margem de progressão," aponta, satisfeita.

Barbóz estabeleceu um paralelismo com o que encontrava até à temporada transata: "No ano passado só tínhamos um jogo ou outro, contra o Sporting, o Braga... De resto, 'andávamos lá', de um lado para o outro – ["Estagnadas", contrapõem, em coro, as companheiras]. Já no ano passado notávamos que era preciso dar um salto. Não sabíamos bem para onde e por isso agradecemos pelo projeto que aqui criaram, mas sim, foi preciso chegar ao final da época para que se percebesse que tínhamos de dar um salto e depois para nós era fácil apercebermo-nos disso principalmente quando estamos em contexto de seleção."


Mafalda Barbóz nas camadas jovens da Seleção

"Aí é que percebemos a dificuldade, a diferença que existe entre nós e as outras jogadoras, que é só uma questão de ritmo, de 'estaleca'.  Se for para pôr a bola no chão, a gente mete, mas depois é aquela diferença física também que é possível recuperar, mas que seria impossível de ganhar se continuássemos no contexto em que estávamos. Ainda por cima, com o COVID, estaríamos apertadas, pois nem treinávamos", aponta.

Uma ideia partilhada por Adriana Rocha. "Foi como a Barbóz disse. Nós tínhamos dois jogos em que era mais complicado e havia pressão. Eu, por exemplo, por ser guarda-redes estava ali jogos em que não tinha muito trabalho e havia um ou outro jogo complicado. Na seleção, a pressão que sentia era muito maior e não conseguia controlar. Acho que isto nos faz progredir muito, totalmente... E nota-se, acho que é preciso controlar isso, geneticamente em Portugal não somos as mais altas, as mais fortes..." – no que é de imediato interrompida por Daniela Santos, que contrapõe: "Somos mais inteligentes, são realidades completamente distintas."

Exemplo de outros países a seguir

Adriana Rocha procura uma explicação para a disparidade nas camadas jovens: "Se calhar é por, noutros países, elas com a nossa idade estarem a jogar como nós fazemos agora, em Ligas seniores, a bater-nos contra mulheres e em jogos intensos e complicados. Nós se calhar temos aqueles campeonatos em que damos goleadas e depois isso reflete-se apesar de nós, depois, conseguirmos resolver, quando corre bem, da nossa maneira. Mas nota-se um bocado essa diferença, acho que jogadoras assim, novas, começarem a jogar a este nível... Acho que conseguíamos bater-nos muito melhor com elas."

Mafalda Barbóz não tem dúvidas sobre o trilho a seguir. "É um caminho que tem de ser feito, não somos só nós. No ano passado estávamos a jogar no campeonato em que estávamos e agora viemos para a I Liga. Claro que é muito bom para nós, mas ainda assim não podemos esquecer-nos que com os outros campeonatos, este ano com a II Divisão e a III Divisão, as coisas estão a evoluir."


Adriana Rocha (à esq.) nem quer imaginar se tivesse ficado na formação do Benfica

Adriana Rocha encontra ainda mais vantagens na mudança para o Damaiense. "Acho que, por causa do COVID, nos ajudou bastante. Se calhar, se estivéssemos em circunstâncias normais, agora temos cada vez mais praticantes, miúdas cada vez mais novas, já não se vê aquele 'eh, aquela rapariga joga à bola', já é muito normal, raparigas novinhas... Com o COVID, a I Liga foi a única que decorreu normalmente e acho que para nós foi bom, porque não tivemos de parar. "

"Se tivéssemos ficado lá, estávamos até este momento sem competição. É formação, estamos a um nível de formação e, se calhar, estávamos a perder os anos mais importantes para o nosso futuro. Por causa de um vírus maldito...", desabafa.

O trunfo do ambiente no balneário

O ambiente no balneário é muito bem disposto e composto por uma maioria de jogadoras muito jovens, é certo, mas muito bem recebidas pelas jogadoras com mais idade, como Madalena Marau, que até acrescenta ser uma das que mais contribui para o clima de constante bem-estar que se verifica no vestiário. "Acho que até agora, de todos os grupos por que já passei, este é o balneário em que tenho um ambiente melhor, divertido... É o melhor ambiente que vivi até agora em balneários," , afiança, causando grande satisfação junto de Adriana Rocha.


Madalena Marau vinca o bom ambiente no balneário – o melhor na sua carreira

"Acho que aqui há de tudo, acontecem coisas, de todos os lados...às vezes acontecem discussões, mas até essas são discussões que dá para rir! São coisas divertidas, que passam," revela a guarda-redes, apoiada por Mafalda Barbóz: "Todas respeitam o espaço uma das outras, porque somos todas diferentes." Mais: para Adriana Rocha, a diferença de idades nem se faz notar. "Mesmo olhando para a Marau, que tem 24, eu tenho 17, ela podia pensar 'fogo, és uma criança'. Mas não, nós entendemo-nos e elas gostam de estar connosco e dizemos coisas estúpidas e elas não ficam chateadas."

Equipamentos próprios, com design feminino, agradam

Para além das condições humanas destacadas, o plantel do Damaiense tem também uma particularidade que o define e que tem que ver com o corte das camisolas e dos próprios equipamentos, desenhados especificamente para mulheres. Um 'mimo' que merece destaque e reconhecimento por parte de todo o grupo. Mafalda Barbóz afirma, agradada: "Os calções são curtinhos, como nós gostamos – eu, pelo menos, gosto!  Faz-nos sentir giras, nós já somos as mais giras da Liga BPI e o equipamento está a condizer connosco [risos]."

Menos faladora, mas igualmente feliz estava Bruna Figueiredo, que em inglês, o idioma no qual melhor se expressa, concluía que "É importante reconhecerem que nós, miúdas, femininas, também jogamos futebol, não é só sempre a parte masculina."
Um progresso constatado por Adriana Rocha, que lembra que a prática, muitas vezes, passa por ficarem "com aquele equipamento dos masculinos, quando eles não jogam...", pelo que Bruna enfatiza: "É importante reconhecerem que nós também somos jogadoras e é bom estar num clube que valorize isso."


Carolina Correia, no duelo com Maria Baleia, tem 19 anos e está cedida pelo Benfica

Etapa na Damaia para aumentar taxa de êxito no regresso ao Benfica

Entre as seis atletas que estiveram à conversa com o Lado F, três encontram-se na Damaia por empréstimo do Benfica – a guarda-redes Adriana Rocha, a médio Daniela Santos e a defesa central Carolina Correia – sendo que esta última só tem elogios a fazer à experiência que está prestes a concluir. "Acho que o Damaiense foi uma boa aposta, porque acabámos por evoluir numa Liga BPI e acho que os principais objetivos eram evoluir como jogadora, tanto dentro como fora de campo, e quem sabe um dia conseguir chegar à equipa principal do Benfica", perspetiva a defensora.

"Quando cá cheguei, o objetivo deste projeto era a construção da jogadora jovem e esse objetivo está mais do que cumprido e ainda recentemente levámos quatro jogadoras à Seleção Nacional B e olhando para o primeiro jogo da época e para agora não tem nada a ver, sinto uma evolução de todas as jogadoras, sem nenhuma exceção," elogiou, logo em seguida, Daniela Santos, ladeada por Adriana Rocha: "Não sei se já estou preparada para jogar ao mais alto nível nos melhores clubes, acho que não é assim e que por ter estado um ano na Liga BPI já sei tudo."

"Tenho a certeza de que isto me fez crescer como nunca," afirmou, convicta, a guarda-redes. Já sobre as restantes...há que esperar: Madalena Marau afirma estar "aberta a propostas, seja para ficar ou para sair, o que for, mas que seja sempre para melhor". Bruna Figueiredo, recém-chegada ao clube, afirma: "Claro que gostaria de ficar no Damaiense e poder jogar na equipa principal, o Damaiense ajudou-me a evoluir bastante e acreditou em mim, mas é claro que estou aberta a outras opções, seja cá ou fora. Mas estou contente por fazer parte desta equipa."  Com Mafalda Barbóz..."o que tiver de ser, será."

https://ladof.pt/damaiense-o-laboratorio-que-potencia-as-dores-de-crescimento/

JM21

O jogo com o Sporting passou para sábado às 17h.


JMiguel23

Parece que o jogo com o Sporting será em Alvalade. Era lindo ganhar lá o campeonato.

TeamRocket37

Citação de: JMiguel23 em 10 de Maio de 2021, 19:38
Parece que o jogo com o Sporting será em Alvalade. Era lindo ganhar lá o campeonato.

Já tinha essa informação já muito de uma familiar de uma atleta.

Mpaq

Há uns tempos iam fazer isso nos sub 23 porque achavam que iam ser campeões..deu azar.





TeamRocket37