As Finanças do Benfica

BossMil

Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).

adeptoBancada

Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:21
Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).
Aumentar salários, comprar jogadores mais caros, prémios, investir na rádio Benfica, construir mais campos, aumentar o estadio, constituir um novo Caixa futebol campus no norte.

BossMil

Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:26
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:21
Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).
Aumentar salários, comprar jogadores mais caros, prémios, investir na rádio Benfica, construir mais campos, aumentar o estadio, constituir um novo Caixa futebol campus no norte.

A rádio Benfica e a Casa dos Jogadores (ex jogadores cuja vida deu voltas complicadas) são projectos que deveriam estar em andamento.

O aumento do investimento no plantel é uma das lógicas mais lineares.

Mas não me tinha ocorrido um CFC no Norte! Seria fantástico. Quase como mover um peão para a última casa no tabuleiro de xadrez... GOSTO!

boladeneve

Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:26
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:21
Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).
Aumentar salários, comprar jogadores mais caros, prémios, investir na rádio Benfica, construir mais campos, aumentar o estadio, constituir um novo Caixa futebol campus no norte.

A maior parte desses investimentos não têm impacto significativo nos resultados anuais, uma vez que a sua amortização é muito gradual.

No caso do ativos intangíveis não é tanto assim, porque os jogadores são amortizados ao longo da duração do contrato, mas não parece ser essa a estratégia da SAD.

É curioso que se está a deixar de falar no bicho papão do passivo, para perceber um lugar comum da vida das empresas de sucesso: menos custos financeiros, mas mais impostos.

Quanto a medidas alternativas, quem sabe se a passagem do estádio para o clube não vai permitir canalizar valores interessantes para o clube, que salvo erro está isento de tributação sobre mais valias...

boladeneve

Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:15
Como percebo pouco disto, preciso de um esclarecimento adicional.

Nós recorremos a uma entidade externa, para com um mecanismo de financiamento, antecipar valores relativos ao contrato de TV, ficando essa entidade externa com direito ao crédito do montante negociado mais o juro combinado. Creio que melhor ou pior explicado é mais ou menos isto.


A minha dúvida é em relação à forma como isso fica espelhado nas contas.
A cedência do crédito à entidade que nos adiantou a verba ficou como passivo, enquanto reduzimos a dívida bancária diminui com o pagamento. Será isto?

Agradecia uma explicação de quem entenda melhor disto que eu...

Obrigado

Nas contas, o montante que estaria em dívida bancária, está agora em "outros passivos".

Nós próximos anos, à medida que a SAD fatura à NOS, o valor reservado para o financiador da operação de antecipação é transferido com juros acrescidos, resultando uma diminuição dos tais "outros passivos", até totalizar o valor antecipado. 4 anos creio...

Será mais ou menos isto. Se estiver errado o Malu está no direito de me pontapear a boca.

adeptoBancada

Existe alguma estimativa de quando o passivo chegar aos 0?

BossMil

Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 00:51
Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:26
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:21
Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).
Aumentar salários, comprar jogadores mais caros, prémios, investir na rádio Benfica, construir mais campos, aumentar o estadio, constituir um novo Caixa futebol campus no norte.

A maior parte desses investimentos não têm impacto significativo nos resultados anuais, uma vez que a sua amortização é muito gradual.

No caso do ativos intangíveis não é tanto assim, porque os jogadores são amortizados ao longo da duração do contrato, mas não parece ser essa a estratégia da SAD.

É curioso que se está a deixar de falar no bicho papão do passivo, para perceber um lugar comum da vida das empresas de sucesso: menos custos financeiros, mas mais impostos.

Quanto a medidas alternativas, quem sabe se a passagem do estádio para o clube não vai permitir canalizar valores interessantes para o clube, que salvo erro está isento de tributação sobre mais valias...

Como por exemplo o naming do estádio ir para o clube em vez da sad?

boladeneve

Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:58
Existe alguma estimativa de quando o passivo chegar aos 0?

O passivo só é zero em empresas sem atividade.

Se te referes ao passivo financeiro, neste momento essa é uma decisão da administração da SAD.

Ou seja, se for essa a prioridade, parece alcançável no imediato. É tudo uma questão de venda de ativos e/ou antecipação de mais receita.

Não vejo é que seja essa a prioridade, nem deve ser. Não há qualquer pressa.

boladeneve

Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 01:02
Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 00:51
Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:26
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:21
Outra questão.

O Benfica continuando a apresentar lucros consecutivamente, incorrerá mais cedo ou mais tarde na obrigação de "partilhar com o estado", possivelmente através do IRC ou outros impostos.


Provavelmente, as soluções para evitar ter de pagar muito passem por investir mais no plantel (ordenados e aquisições) e em infra-estruturas / equipamentos.


Quais os outros mecanismos, soluções ou estratégias poderá o DSO e sus muchachos utilizar para tirar benefícios para o clube e evitar pagar desnecessários impostos?

(Não vale dizer casamentos, pk a coitada da moça não pode andar em divórcios todos os anos).
Aumentar salários, comprar jogadores mais caros, prémios, investir na rádio Benfica, construir mais campos, aumentar o estadio, constituir um novo Caixa futebol campus no norte.

A maior parte desses investimentos não têm impacto significativo nos resultados anuais, uma vez que a sua amortização é muito gradual.

No caso do ativos intangíveis não é tanto assim, porque os jogadores são amortizados ao longo da duração do contrato, mas não parece ser essa a estratégia da SAD.

É curioso que se está a deixar de falar no bicho papão do passivo, para perceber um lugar comum da vida das empresas de sucesso: menos custos financeiros, mas mais impostos.

Quanto a medidas alternativas, quem sabe se a passagem do estádio para o clube não vai permitir canalizar valores interessantes para o clube, que salvo erro está isento de tributação sobre mais valias...

Como por exemplo o naming do estádio ir para o clube em vez da sad?

Por exemplo.

Ou cobrar um aluguer à SAD...

BossMil

Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 00:56
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:15
Como percebo pouco disto, preciso de um esclarecimento adicional.

Nós recorremos a uma entidade externa, para com um mecanismo de financiamento, antecipar valores relativos ao contrato de TV, ficando essa entidade externa com direito ao crédito do montante negociado mais o juro combinado. Creio que melhor ou pior explicado é mais ou menos isto.


A minha dúvida é em relação à forma como isso fica espelhado nas contas.
A cedência do crédito à entidade que nos adiantou a verba ficou como passivo, enquanto reduzimos a dívida bancária diminui com o pagamento. Será isto?

Agradecia uma explicação de quem entenda melhor disto que eu...

Obrigado

Nas contas, o montante que estaria em dívida bancária, está agora em "outros passivos".

Nós próximos anos, à medida que a SAD fatura à NOS, o valor reservado para o financiador da operação de antecipação é transferido com juros acrescidos, resultando uma diminuição dos tais "outros passivos", até totalizar o valor antecipado. 4 anos creio...

Será mais ou menos isto. Se estiver errado o Malu está no direito de me pontapear a boca.

Ok. Acho que entendi.

Ou seja, com o passar do tempo e a sad indo facturando à NOS, os valores iriam apenas mudando de rubrica dentro do passivo, mantendo-se, em grosso modo, o valor do mesmo.

A alteração surgiria somente pelos montantes referentes aos juros e outras despesas decorrentes da operação em causa.

Certo?

BossMil

Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 01:04
Citação de: tfouto em 07 de Março de 2019, 00:58
Existe alguma estimativa de quando o passivo chegar aos 0?

O passivo só é zero em empresas sem atividade.

Se te referes ao passivo financeiro, neste momento essa é uma decisão da administração da SAD.

Ou seja, se for essa a prioridade, parece alcançável no imediato. É tudo uma questão de venda de ativos e/ou antecipação de mais receita.

Não vejo é que seja essa a prioridade, nem deve ser. Não há qualquer pressa.

Se bem me recordo, o DSO disse algo como o objectivo ser o de ter passivo que decorresse do normal financiamento da actividade ou investimentos, que pudessem ser facilmente pagos no decorrer de um exercício.

Mas salientou também que é normal as empresas saudáveis terem financiamentos com vista ao seu crescimento.


boladeneve

Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 01:08
Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 00:56
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:15
Como percebo pouco disto, preciso de um esclarecimento adicional.

Nós recorremos a uma entidade externa, para com um mecanismo de financiamento, antecipar valores relativos ao contrato de TV, ficando essa entidade externa com direito ao crédito do montante negociado mais o juro combinado. Creio que melhor ou pior explicado é mais ou menos isto.


A minha dúvida é em relação à forma como isso fica espelhado nas contas.
A cedência do crédito à entidade que nos adiantou a verba ficou como passivo, enquanto reduzimos a dívida bancária diminui com o pagamento. Será isto?

Agradecia uma explicação de quem entenda melhor disto que eu...

Obrigado

Nas contas, o montante que estaria em dívida bancária, está agora em "outros passivos".

Nós próximos anos, à medida que a SAD fatura à NOS, o valor reservado para o financiador da operação de antecipação é transferido com juros acrescidos, resultando uma diminuição dos tais "outros passivos", até totalizar o valor antecipado. 4 anos creio...

Será mais ou menos isto. Se estiver errado o Malu está no direito de me pontapear a boca.

Ok. Acho que entendi.

Ou seja, com o passar do tempo e a sad indo facturando à NOS, os valores iriam apenas mudando de rubrica dentro do passivo, mantendo-se, em grosso modo, o valor do mesmo.

A alteração surgiria somente pelos montantes referentes aos juros e outras despesas decorrentes da operação em causa.

Certo?

Não.

Imagina que deves 100 mil euros ao banco.

O teu passivo bancário é 100 mil euros portanto.

Entretanto tens um amigo que está disponível para te emprestar esse montante, cobrando um juro mais baixo.

Acordas receber esse empréstimo com o compromisso de lhe entregares 20 mil euros por ano, em Setembro depois de venderes a azeitona.

Ele aceita porque confia em ti, e na produtividade do teu olival.

Recebes o gravete e pagas ao banco.

O teu passivo bancário é agora zero. Mas tens "outro passivo", que é o empréstimo do teu amigo, e que vai ser pago com a venda da azeitona.

Ao fim de um ano, este "outro passivo" será 80 mil, depois 60 e assim sucessivamente.

Isto significa que, no caso da SAD, sabemos antecipadamente que o passivo vai continuar a baixar.

Faltarão os EOs.

MrKafafi

Há muita malta que pensa que Passivo é sinônimo de calotes.

Qualquer empresa que tenha um empréstimo ou faça pagamentos a prazo de matéria prima tem passivo.

Eu posso ter um empréstimo/divida de 200 mil€ para uma casa e ser alguém financeiramente credível, outro gajo pode ter um empréstimo/dívida de mil€ e ser um caloteiro


BossMil

Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 01:19
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 01:08
Citação de: boladeneve em 07 de Março de 2019, 00:56
Citação de: BossMil em 07 de Março de 2019, 00:15
Como percebo pouco disto, preciso de um esclarecimento adicional.

Nós recorremos a uma entidade externa, para com um mecanismo de financiamento, antecipar valores relativos ao contrato de TV, ficando essa entidade externa com direito ao crédito do montante negociado mais o juro combinado. Creio que melhor ou pior explicado é mais ou menos isto.


A minha dúvida é em relação à forma como isso fica espelhado nas contas.
A cedência do crédito à entidade que nos adiantou a verba ficou como passivo, enquanto reduzimos a dívida bancária diminui com o pagamento. Será isto?

Agradecia uma explicação de quem entenda melhor disto que eu...

Obrigado

Nas contas, o montante que estaria em dívida bancária, está agora em "outros passivos".

Nós próximos anos, à medida que a SAD fatura à NOS, o valor reservado para o financiador da operação de antecipação é transferido com juros acrescidos, resultando uma diminuição dos tais "outros passivos", até totalizar o valor antecipado. 4 anos creio...

Será mais ou menos isto. Se estiver errado o Malu está no direito de me pontapear a boca.

Ok. Acho que entendi.

Ou seja, com o passar do tempo e a sad indo facturando à NOS, os valores iriam apenas mudando de rubrica dentro do passivo, mantendo-se, em grosso modo, o valor do mesmo.

A alteração surgiria somente pelos montantes referentes aos juros e outras despesas decorrentes da operação em causa.

Certo?

Não.

Imagina que deves 100 mil euros ao banco.

O teu passivo bancário é 100 mil euros portanto.

Entretanto tens um amigo que está disponível para te emprestar esse montante, cobrando um juro mais baixo.

Acordas receber esse empréstimo com o compromisso de lhe entregares 20 mil euros por ano, em Setembro depois de venderes a azeitona.

Ele aceita porque confia em ti, e na produtividade do teu olival.

Recebes o gravete e pagas ao banco.

O teu passivo bancário é agora zero. Mas tens "outro passivo", que é o empréstimo do teu amigo, e que vai ser pago com a venda da azeitona.

Ao fim de um ano, este "outro passivo" será 80 mil, depois 60 e assim sucessivamente.

Isto significa que, no caso da SAD, sabemos antecipadamente que o passivo vai continuar a baixar.

Faltarão os EOs.

😂

Por acaso tinha entendido à primeira, mas expliquei-me mal.

O que eu queria dizer é que num primeiro momento, a dívida/passivo era no mesmo valor, mas mudava de rubrica (em vez de ser ao banco era à tal entidade). Depois vai diminuindo com o decorrer do contrato.


Mas em relação à metáfora, pode ser morangos em vez de azeitonas... e uma amiga em vez de amigo. É que quando chegasse a altura de pagar, podia dizer que não tenho guito (como o Zbording, mas há homem)... mas TOMA LÁ MORANGOS!

boladeneve

Citação de: MrKafafi em 07 de Março de 2019, 01:19
Há muita malta que pensa que Passivo é sinônimo de calotes.

Qualquer empresa que tenha um empréstimo ou faça pagamentos a prazo de matéria prima tem passivo.

Eu posso ter um empréstimo/divida de 200 mil€ para uma casa e ser alguém financeiramente credível, outro gajo pode ter um empréstimo/dívida de mil€ e ser um caloteiro

Ando há anos a repetir aqui, foi o enorme passivo que nos deu a possibilidade de investir na modernização de todo o edifício corpóreo e incorpório do clube. Na sua atualização e capacitação para os desafios atuais da indústria do futebol.

Sem endividamento não seria possível, por ausência de capitais próprios para o fazer.

Os mesmos que muito choraram com o bicho papão, seriam críticos acérrimos da falta de investimento.

E não estou com isto a dizer que não existiram decisões profundamente erradas. Mas o caminho faz-se caminhando, e hoje o destino afigura-se bom.