Country
Portugal

José Águas

Nome completo
José Pinto Carvalho S. Águas
Número
9
Naturalidade
Luanda
Data de nascimento
1930-09-09
Data de morte
2000-12-11
Periodo no Benfica

1950 - 1963

Nasceu em Luanda, mas cedo chegou ao Lobito. O pai, de nome Raul, por África diligenciava conforto para o clã Águas. Mais tarde, pouco mais, já viúva, a mãe, desfeita em preces, aos filhos pediu privações. Logo, José Águas, com apenas 15 anos, dactilógrafo se fez na Robert Hudson, empresa concessionário da Ford, que os tempos, esses, de suave nada tinham. Tornou-se jogador da equipa da firma. Instintos revelados, passou a representar o Lusitano do Lobito.

Nasceu benfiquista por influência paterna. Da então metrópole chegavam noticias de uma equipa que a Taça Latina havia ganho. Um poster, já amarelo de gasto, devotadamente colocado no quarto, inspirava o jovem, numa altura em que até nem se (re)via no meio daquelas estrelas, sobretudo Rogério e Julinho, para ele as mais cintilantes. Menos ainda cogitaria José Águas a hipótese de alguma vez defrontar semelhante naipe de campeões. Enganou-se.

Ainda o júbilo pela arrebatante vitória sobre o Bordéus animava as hostes do Benfica, já a equipa peregrinava por África. No Lobito, uma selecção local constituía um dos cartazes. Quando soube que havia sido seleccionado, José Águas sentiu um frémito e tardou a recompor-se. Custa até imaginar como ficou depois do jogo, que venceu por 3-1, com dois tentos da sua lavra, quando os dirigentes benfiquistas lhe pediram para passar no hotel, depois daquele feito perene, intrigante para Ted Smith, treinador inglês do Benfica.



O FC Porto, por telefone, depressa convidou José Águas para férias fazer na Invicta e… treinar-se na Constituição. “Amanhã respondo”, terá dito e desligado de seguida. Só que o amanhã chamou-se mesmo Benfica e vezes sem conta olhou, sempre de soslaio, por timidez até na intimidade, a moldura que lhe dava vida ao quarto, onde só mais uma noite passou a sonhar com delicias garridas. Contrato rubricado e com os novos companheiros partiu à conquista de outras paragens africanas.

Chegou a Lisboa no dia 18 de Setembro de 1950. Na Tapadinha se estreou. Nunca tinha visto um campo relvado, botas de pitões também não. Com apenas um treino realizado, o debute nada teve de auspicioso. Empate a duas bolas com o Atlético, sem que os créditos de goleador fossem exibidos. Mas antes que as criticas subissem de tom, na ronda imediata, com o Sporting de Braga, no Campo Grande, quatro golos marcou, num invejável 8-2.

Pelo Benfica, José Águas viveu muitos anos em que a fábula e a realidade pareceram caminhar de mãos dadas. Cansou-se de vencer, de marcar, de contagiar. Foi ele, é ainda, a papoila mais saltitante do hino de Piçarra ou o melhor intérprete do jogo aéreo que o Benfica alguma vez teve. E Portugal também. É o segundo melhor marcador da história encarnada, depois de Eusébio. Só Eusébio, de resto, poderia relativizar José Águas. Mais ninguém!



Atravessou toda a década de 50 em sistemática laboração pelo golo. Fixou-se no topo dos marcadores em cinco ocasiões. Levantou, triunfante, na qualidade de capitão, as duas Taças dos Campeões, sendo mesmo o artilheiro-mor da primeira. Nos Nacionais, apontou mais golos (290) do que jogos efectuou (282). Já não esteve presente na terceira final europeia, por opção do chileno Fernando Riera. “Algum tempo depois, pediu-me desculpas por não me ter colocado a jogar. Disse-lhe que até ficaria satisfeito com os golos de Torres. Era a verdade, era a voz do meu coração de benfiquista, mas Fernando Riera parece não ter ficado muito convencido”. Nem os adeptos com… Torres.

Pela equipa nacional, 11 golos marcou em 25 jogos. Apreciável registo, em tempos marcados ainda por um certo complexo de inferioridade, que não poucas vezes encolhia, amarfanhava mesmo, os nossos melhores atletas.

Ainda no apogeu, José Águas fez uma revelação surreal. Confessou que vestia o traje de futebolista com “o mesmo espírito com que o operário veste o fato-macaco”, porque era assim que ganhava a vida, já que até “não gostava de jogar à bola”. E se gostasse? Dele, sempre gostaram os benfiquistas, numa divida imorredoura de gratidão.



Épocas no Benfica: 13 (50/63)

Jogos: 379
Golos: 377

Títulos: 5 CN, 7 TP, 2 TCE

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson

Estatísticas

Jogos Minutos Cartões Amarelos Cartões vermelhos Golos
Total 383 34470 0 0 379
Seniores > 1950/1951 > SL Benfica 26 2340 0 0 29
 
Campeonato Nacional 19 1711 0 0 23
Taça de Portugal 7 631 0 0 6
Seniores > 1951/1952 > SL Benfica 29 2610 0 0 34
 
Campeonato Nacional 22 1981 0 0 28
Taça de Portugal 7 631 0 0 6
Seniores > 1954/1955 > SL Benfica 32 2880 0 0 26
 
Campeonato Nacional 26 2341 0 0 20
Taça de Portugal 6 541 0 0 6
Seniores > 1952/1953 > SL Benfica 32 2880 0 0 35
 
Campeonato Nacional 25 2251 0 0 25
Taça de Portugal 7 631 0 0 10
Seniores > 1955/1956 > SL Benfica 30 2700 0 0 31
 
Taça Latina 2 181 0 0 1
Campeonato Nacional 26 2341 0 0 28
Taça de Portugal 2 181 0 0 2
Seniores > 1953/1954 > SL Benfica 20 1800 0 0 24
 
Campeonato Nacional 18 1621 0 0 24
Taça de Portugal 2 181 0 0 0
Seniores > 1956/1957 > SL Benfica 34 3060 0 0 33
 
Taça Latina 2 181 0 0 0
Campeonato Nacional 25 2251 0 0 30
Taça de Portugal 7 631 0 0 3
Seniores > 1957/1958 > SL Benfica 32 2880 0 0 31
 
Campeonato Nacional 22 1981 0 0 22
Taça de Portugal 8 721 0 0 9
Taça dos Campeões Europeus 2 181 0 0 0
Seniores > 1958/1959 > SL Benfica 33 2970 0 0 29
 
Campeonato Nacional 24 2161 0 0 26
Taça de Portugal 9 811 0 0 3
Seniores > 1959/1960 > SL Benfica 33 2970 0 0 30
 
Campeonato Nacional 25 2251 0 0 18
Taça de Portugal 8 721 0 0 12
Seniores > 1960/1961 > SL Benfica 33 2970 0 0 43
 
Campeonato Nacional 23 2071 0 0 27
Taça de Portugal 1 91 0 0 5
Taça dos Campeões Europeus 9 811 0 0 11
Seniores > 1961/1962 > SL Benfica 36 3240 0 0 26
 
Taça Intercontinental 2 181 0 0 0
Campeonato Nacional 22 1981 0 0 18
Taça de Portugal 5 451 0 0 2
Taça dos Campeões Europeus 7 631 0 0 6
Seniores > 1962/1963 > SL Benfica 13 1170 0 0 8
 
Campeonato Nacional 4 361 0 0 2
Taça de Portugal 6 541 0 0 5
Taça dos Campeões Europeus 3 271 0 0 1

Primeiro jogo

Atlético CP 2 x 2 SL Benfica

Domingo, Setembro 24, 1950 - 00:00

Estádio da Tapadinha ,

SL Benfica: Mário da Rosa, Joaquim Fernandes, Félix, Jacinto, Rosário, Francisco Moreira, Corona, Francisco Ferreira, Melão, José Águas, Arsénio
Coach: Ted Smith
Golos: Félix (37 (p), Rosário (65), Rosário (85)

Último jogo

SL Benfica 0 x 2 Sporting CP

Domingo, Junho 23, 1963 - 00:00

Estádio da Luz ,

SL Benfica: Costa Pereira, Humberto Fernandes, Augusto Silva, Raúl Machado, Santana, Simões, Domingos Fernandes, Coluna, José Águas, José Augusto, Eusébio
Coach: Fernando Riera

9274 - Tópico: José Águas, o Capitão dos Campeões  (Lida 76486 vezes)

Corrosivo

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  • 11 de Julho de 2006, 16:14

 
 
Nome Completo: JOSÉ Pinto de Carvalho Santos ÁGUAS
Posição: Ponta de Lança
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 09-09-1930
Data de Falecimento: 11-12-2000
Número da Camisola: 9
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 13
Total de Jogos pelo Benfica: 381
Total de Golos pelo Benfica: 375
Títulos pelo Benfica:
2 Taças dos Campeões Europeus (1960/61, 1961/62)
5 Campeonatos Nacionais (1954/55, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1962/63)
7 Taças de Portugal (1950/51, 1951/52, 1952/53, 1954/55, 1956/57, 1958/59, 1961/62)


1950/1951
Jogos: 26
Golos: 29 (23 na Liga)

1951/1952
Jogos: 29
Golos: 34 (28 na Liga)

1952/1953
Jogos: 32
Golos: 35 (25 na Liga)

1953/1954
Jogos: 21

Golos: 23 (23 na Liga)

1954/1955
Jogos: 32
Golos: 26 (20 na Liga)

1955/1956
Jogos: 30
Golos: 31 (28 na Liga)

1956/1957
Jogos: 33
Golos: 33 (30 na Liga)

1957/1958
Jogos: 32
Golos: 28 (22 na Liga)

1958/1959
Jogos: 33
Golos: 29 (26 na Liga)

1959/1960
Jogos: 33

Golos: 30 (18 na Liga)

1960/1961
Jogos: 33
Golos: 43 (27 na Liga)

1961/1962
Jogos: 34
Golos: 26 (18 na Liga)

1962/1963
Jogos: 13
Golos: 8 (2 na Liga)
« Última modificação: 08 de Outubro de 2017, 23:45 por administrador »

Bakero

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  • 11 de Julho de 2006, 18:07
« Última modificação: 22 de Novembro de 2013, 03:02 por Shoky »

alfredo

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  • 13 de Julho de 2006, 15:45
José Pinto Carvalho S. Águas. Luanda, Angola. 9 de Setembro de 1930-2000. Avançado.
Épocas no Benfica: 13 (50/63). Jogos: 379. Golos: 377. Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 7 (Taça de Portugal) e 2 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: Lusitano do Lobito e Rapid Viena. Internacionalizações: 25.




Nasceu em Luanda, mas cedo chegou ao Lobito. O pai, de nome Raul, por África diligenciava conforto para o clã Águas. Mais tarde, pouco mais, já viúva, a mãe, desfeita em preces, aos filhos pediu privações. Logo, José Águas, com apenas 15 anos, dactilógrafo se fez na Robert Hudson, empresa concessionário da Ford, que os tempos, esses, de suave nada tinham. Tornou-se jogador da equipa da firma. Instintos revelados, passou a representar o Lusitano do Lobito.

Nasceu benfiquista por influência paterna. Da então metrópole chegavam noticias de uma equipa que a Taça Latina havia ganho. Um poster, já amarelo de gasto, devotadamente colocado no quarto, inspirava o jovem, numa altura em que até nem se (re)via no meio daquelas estrelas, sobretudo Rogério e Julinho, para ele as mais cintilantes. Menos ainda cogitaria José Águas a hipótese de alguma vez defrontar semelhante naipe de campeões. Enganou-se.

Ainda o júbilo pela arrebatante vitória sobre o Bordéus animava as hostes do Benfica, já a equipa peregrinava por África. No Lobito, uma selecção local constituía um dos cartazes. Quando soube que havia sido seleccionado, José Águas sentiu um frémito e tardou a recompor-se. Custa até imaginar como ficou depois do jogo, que venceu por 3-1, com dois tentos da sua lavra, quando os dirigentes benfiquistas lhe pediram para passar no hotel, depois daquele feito perene, intrigante para Ted Smith, treinador inglês do Benfica.



O FC Porto, por telefone, depressa convidou José Águas para férias fazer na Invicta e… treinar-se na Constituição. “Amanhã respondo”, terá dito e desligado de seguida. Só que o amanhã chamou-se mesmo Benfica e vezes sem conta olhou, sempre de soslaio, por timidez até na intimidade, a moldura que lhe dava vida ao quarto, onde só mais uma noite passou a sonhar com delicias garridas. Contrato rubricado e com os novos companheiros partiu à conquista de outras paragens africanas.

Chegou a Lisboa no dia 18 de Setembro de 1950. Na Tapadinha se estreou. Nunca tinha visto um campo relvado, botas de pitões também não. Com apenas um treino realizado, o debute nada teve de auspicioso. Empate a duas bolas com o Atlético, sem que os créditos de goleador fossem exibidos. Mas antes que as criticas subissem de tom, na ronda imediata, com o Sporting de Braga, no Campo Grande, quatro golos marcou, num invejável 8-2.

Pelo Benfica, José Águas viveu muitos anos em que a fábula e a realidade pareceram caminhar de mãos dadas. Cansou-se de vencer, de marcar, de contagiar. Foi ele, é ainda, a papoila mais saltitante do hino de Piçarra ou o melhor intérprete do jogo aéreo que o Benfica alguma vez teve. E Portugal também. É o segundo melhor marcador da história encarnada, depois de Eusébio. Só Eusébio, de resto, poderia relativizar José Águas. Mais ninguém!



Atravessou toda a década de 50 em sistemática laboração pelo golo. Fixou-se no topo dos marcadores em cinco ocasiões. Levantou, triunfante, na qualidade de capitão, as duas Taças dos Campeões, sendo mesmo o artilheiro-mor da primeira. Nos Nacionais, apontou mais golos (290) do que jogos efectuou (282). Já não esteve presente na terceira final europeia, por opção do chileno Fernando Riera. “Algum tempo depois, pediu-me desculpas por não me ter colocado a jogar. Disse-lhe que até ficaria satisfeito com os golos de Torres. Era a verdade, era a voz do meu coração de benfiquista, mas Fernando Riera parece não ter ficado muito convencido”. Nem os adeptos com… Torres.

Pela equipa nacional, 11 golos marcou em 25 jogos. Apreciável registo, em tempos marcados ainda por um certo complexo de inferioridade, que não poucas vezes encolhia, amarfanhava mesmo, os nossos melhores atletas.

Ainda no apogeu, José Águas fez uma revelação surreal. Confessou que vestia o traje de futebolista com “o mesmo espírito com que o operário veste o fato-macaco”, porque era assim que ganhava a vida, já que até “não gostava de jogar à bola”. E se gostasse? Dele, sempre gostaram os benfiquistas, numa divida imorredoura de gratidão.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.90
« Última modificação: 22 de Abril de 2013, 02:50 por Shoky »

Sota

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  • 13 de Julho de 2006, 15:57
Grande Avançado que foi...e inda nos deixou otro muito bom o Rui Aguas...que marcou 3 golos frente aos porcos...

BEKAMBOL

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  • 15 de Julho de 2006, 12:10
José Pinto Carvalho dos Santos Águas, nasceu em 1930 e faleceu em 2000. Jogava no Lusitano do Lobito quando em 1950 o Benfica, que tinha acabado de vencer a Taça Latina, foi fazer uma digressão a África e a única derrota que conheceu foi no Lobito com os golos a pertencerem ao José Águas. Foi contratado nessa noite e fez o resto da digressão com a equipa, só tendo despido a camisola do Glorioso em 1963.

Foi 5 vezes campeão, ganhou 7 Taças e foi 5 vezes o melhor marcador do campeonato.

Mas é principalmente lembrado por ter sido o capitão de equipa nessas 2 jornadas gloriosas contra o Barcelona em 1961 e contra o Real Madrid em 1962. A fotografia dele a levantar a Taça em 61 é das mais famosas da história do Glorioso não é por acaso que a escolhi para o meu Avatar  ;D

Jogou 25 vezes por Portugal e marcou 11 golos. E depois de sair do Glorioso jogou uma temporada na Áustria.

É pai do Rui Águas que jogou no Benfica e a seguir ao Eusébio é o 2º melhor marcador da história do clube

Aqui está a minha homenagem ao grande capitão...

MUITO BONITA HOMENAGEM, A ESTE, GRANDIOSO, CAPITÃO DO BENFICA, JOSÉ ÁGUAS...INFELIZMENTE, JÁ FALECIDO....MAS, SEMPRE
RECORDADO...POR TODOS OS BENFIQUISTAS........

SlbNeptus

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  • 17 de Julho de 2006, 21:27

uma das minhas imagens favoritas, ate sempre... :'(

Brave Heart

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  • 19 de Julho de 2006, 00:17
Este tem os golos nas veias... Mas uma doença tão estupida, estragou.lh a vida!

Shoky

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  • 27 de Julho de 2008, 16:40
o Grande Capitão!

Corrosivo

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  • 28 de Julho de 2008, 16:05
 :bow2: :bow2: :bow2: :bow2: :bow2: :bow2: :bow2:

Golden

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  • 16 de Outubro de 2008, 05:23
José Aguas, o homem que nao gostava de jogar futebol...

imaginem o q tinha feito se tivesse gostado. Sem gostar de jogar futebol venceu duas taças dos campeoes europeus!

O nome deste senhor foi-me sussurrado ao ouvido pelo meu pai durantos anos e anos. O dele, o de eusebio, coluna, simoes...

Eterno goleador. Sp irei dizer aos filhos q um dia penso ter, quem foi José Aguas.

A sua memoria será sp perpetuada

« Última modificação: 21 de Outubro de 2008, 23:58 por GoldenBoy »

The Hurricane

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  • 21 de Outubro de 2008, 15:39
 :bow2: :bow2: :bow2:

CÁFÁ

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  • 21 de Outubro de 2008, 15:47
Não havia no seu tempo (teria havido alguma vez?) avançado centro tão perfeito e elegante a facturar de cabeça. Peyroteo tinha a força nos pés, José Águas a arte na cabeça.

in www.zerozero.pt

Joga Bonito

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  • O CAMPEÃO VOLTOU!!!
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  • Vó & Vó: Ficaram juntas para SEMPRE! :-)
  • 22 de Outubro de 2008, 13:46

uma das minhas imagens favoritas, ate sempre... :'(

Esta foto é qualquer coisa... Um sorriso do tamanho do mundo... Sorriu por ele e por todos os Benfiquistas! Que orgulho! O eterno capitão do Benfica, a quem corria Benfica nas veias...


« Última modificação: 22 de Outubro de 2008, 13:49 por Joga.Bonito »

Elvis the Pelvis

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  • This thorn in my side is from a tree i've planted, it tears me and i bleed...
  • Mensagens: 47960
  • 01 de Novembro de 2008, 14:34

uma das minhas imagens favoritas, ate sempre... :'(

Linda fotografia! :bow2:
Um dia vamos voltar a levantar a Taça/Liga dos Campeões Europeus. :slb2:

Dixi

  • Eusébio
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  • 03 de Novembro de 2008, 16:39
2.º Melhor marcador do Benfica para o Campeonato:

Nome: José Pinto Carvalho Santos Águas
Data de nascimento: 9 de Setembro de 1930, em Luanda (Angola)
Data de falecimento: 10 de Dezembro de 2000
Campeonato Nacional: 5 títulos (54/55, 56/57, 59/60, 60/61, 62/63)
Taças de Portugal: 7 vitórias (50/51, 51/52, 52/53, 54/55, 56/57, 58/59 e 61/62)
Taça dos Campeões Europeus: 2 vitórias (60/61 e 61/62)
Selecção Nacional: 25 jogos / 11 golos
Competições Europeias: 21 jogos / 18 golos

Carreira na Liga:

1950/51: 19 jogos e 23 golos - 3.º Classificado
1951/52: 22 jogos e 28 golos - 2.º Classificado
1952/53: 25 jogos e 25 golos - 2.º Classificado
1953/54: 18 jogos e 23 golos - 3.º Classificado
1954/55: 26 jogos e 20 golos - 1.º Classificado
1955/56: 26 jogos e 28 golos - 2.º Classificado
1956/57: 25 jogos e 30 golos - 1.º Classificado
1957/58: 22 jogos e 22 golos - 3.º Classificado
1958/59: 24 jogos e 26 golos - 2.º Classificado
1959/60: 25 jogos e 18 golos - 1.º Classificado
1960/61: 23 jogos e 27 golos - 1.º Classificado
1961/62: 22 jogos e 18 golos - 3.º Classificado
1962/63: 04 jogos e 02 golos - 1.º Classificado

Total: 281 jogos / 290 golos

Um avançado extraordinário, senhor de elegância absolutamente fora do comum. Mais do que um dos melhores cabeceadores de sempre em Portugal, José Águas é um jogador de época, bicampeão europeu e ídolo absoluto do Benfica. Foi ele o primeiro Português a levantar a Taça dos Campeões. Apontou o golo número 1500 da Liga. Para a eternidade fica a imagem dele com a Taça dos Campeões na mão. Um símbolo encarnado e um dos melhores pontas-de-lança de sempre.

Fonte: Jornal Record de 3 de Novembro de 2008.