Manuel Vilarinho - entrevista Benfica Independente - balanço da passagem pelo Benfica

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54º episódio do #Benficadequarentena com o nosso ex presidente Dr Manuel Vilarinho. Neste último episódio da rubrica que acompanhou os benfiquistas nestes difíceis tempos, contamos com a presença do Filipe Inglês, João Gonçalves, Tiago Marques, João Nuno e Sérgio Engrácia. Apoia este projecto em www.patreon.com/slbindependente

Futebol feminino - Pauleta: "A sociedade portuguesa é um exemplo para o resto da Europa"

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slbenfica.pt

Pauleta, média da equipa feminina de futebol do Benfica, contou, em entrevista ao jornal espanhol "La voz de Galicia", como viveu a fase de confinamento devido à pandemia, enaltecendo a atuação rápida do Clube do Governo português no combate ao vírus.

 

"Estamos a viver uma situação nova e diferente para toda a sociedade. Desde o início da crise, todos sentimos e pensamos coisas muito diferentes. Para mim, este confinamento ensinou-me a apreciar pequenas coisas e ajudou-me a organizar e estruturar tarefas e obrigações. As coisas estavam a surgir apressadamente e a verdade é que os governos de Espanha e Portugal tiveram de tomar decisões muito rapidamente", afirmou Pauleta ao jornal espanhol.

 

Pauleta Benfica

 

"O meu clube, o Sport Lisboa e Benfica, antes mesmo de o governo português decretar estado de emergência, tomou medidas de contingência, cancelou os treinos e recomendou que ficássemos em casa. O mesmo aconteceu com as minhas atividades na Faculdade de Ciências: as aulas presenciais foram canceladas e o regime de estudos à distância começou. Em dois ou três dias comecei a ficar em casa o dia todo", contou.

 

Pauleta confessou que os primeiros dias de confinamento não foram fáceis e que a preocupação com os seus, que estavam longe, era muita.

 

"Os primeiros dias foram estranhos porque nunca me aconteceu algo semelhante. Vivi tudo com bastante preocupação, porque havia muita incerteza. Além disso, estava longe e via tudo o que passava nas notícias e nas redes sociais sobre a situação em Espanha naquele momento, e a cabeça continuava a girar e a pensar como estariam as pessoas que eu amo. Depois, conversava com a minha família e com os meus amigos, e isso tranquilizava-me bastante. Eles diziam-me que estavam em casa e que seguiam todas as medidas de segurança, o que me deixou um pouco mais relaxada", admitiu.

 

"Fiz muitos esforços para tentar manter uma rotina diária de treino e trabalho na faculdade, de forma a poder garantir a minha condição física e manter todo o trabalho da universidade atualizado. Acredito que ter essa rotina diária e também manter uma dieta saudável ajudou-me muito nessas semanas de confinamento", acrescentou.

Pauleta

 

A média da equipa encarnada reconheceu que não se sentia segura para sair de casa, pois "a atmosfera era estranha".

 

"Prefiro ficar em casa e fazer um esforço do que sair e correr o risco de estar exposta. Normalmente faço compras em dois supermercados a 600 metros da minha casa, e durante a quarentena fui uma vez por semana. Isso ajudou-me a dar um pequeno passeio e ver a luz do sol. Não gostei muito de sair porque a atmosfera era estranha, parecia um filme de terror ou um daqueles em que o mundo acaba. A sociedade portuguesa viveu as primeiras semanas com incerteza e com medo por ver que a pandemia estava a progredir em países vizinhos como a Espanha", confessou.

 

"Embora as medidas não fossem tão restritivas e os dados não fossem tão sérios quanto os de Espanha, Itália ou França, a sociedade aceitou que precisava de parar. Não houve reuniões, grandes caminhadas em grupo, pessoas expostas desnecessariamente ao vírus. A sociedade entendeu que o nosso trabalho de tentar impedir as infeções era quase tão importante quanto o trabalho dos médicos ou enfermeiros que estavam nos hospitais. Havia, e ainda existe, um grande espírito de unidade e muita consciência social, o que, na minha opinião, ajudou muito a conter o efeito do vírus. As pessoas perceberam que a melhor maneira de honrar e agradecer a todos os trabalhadores que estavam a combater o vírus era ficar em casa. Isso chamou muito a minha atenção e ajudou-me a perceber ainda mais que a sociedade portuguesa é um exemplo para o resto da Europa", enalteceu Pauleta.

 

Pauleta Braga-Benfica

 

Depois de algum tempo de quarentena em Portugal, a camisola 21 do Benfica conseguiu voltar para o seu país natal e ficar junto da sua família.

 

"Após quase cinco semanas, o Benfica informou-nos que iríamos tirar férias. Depois de tanto tempo confinados em Lisboa, deram-me a notícia de que poderia viajar para a Galiza, continuando a respeitar as recomendações e o regime de quarentena. Quando soube dessa possibilidade, entrei em contacto com a embaixada de Espanha e o Controlo de Fronteiras para descobrir se poderia viajar e que medidas tinha de tomar na viagem de volta", referiu.

 

"Os dias mais difíceis para mim foram os três que passaram desde que o Clube me informou que eu poderia voltar à Galiza até finalmente começar a viagem. Voltar para casa foi algo que me encorajou, deu-me uma nova energia para continuar a enfrentar esta situação difícil. Continuo com a mesma disciplina de treino e de estudo, que me mantém ocupada e focada a maior parte do dia. A estrutura dos meus dias não mudou, mas o clima mudou porque posso ficar em quarentena um pouco mais perto das pessoas que amo", comentou Pauleta.

 

Texto: Márcia Dores 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2020/05/19/futebol-feminino-benfica-entrevista-pauleta-entrevista-la-voz-de-galicia

Basquetebol - Rafael Lisboa: “Melhorei muito a nível da intensidade do jogo”

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slbenfica.pt

Rafael Lisboa, basquetebolista do Sport Lisboa e Benfica, abordou o cancelamento das provas inseridas no calendário nacional de basquetebol, precisamente na temporada que marcou a sua estreia ao serviço da seleção nacional A.

 

Aos 20 anos, Rafael Lisboa é já uma das certezas do basquetebol nacional para o futuro. A cumprir a segunda época na equipa principal das águias, o atleta preparava-se, assim como os colegas, para a atacar a fase das decisões quando a pandemia obrigou ao cancelamento de todas as provas.

 

"Ficámos tristes por não conseguirmos acabar o Campeonato, mas percebemos a situação"

 

“Sinto falta da rotina, dos jogos, dos treinos, de preparar as partidas. Sinto falta daquela pressão. Estávamos a chegar agora à fase das decisões, os play-offs, a Taça de Portugal…”, confessou, apesar de concordar com as medidas

 

“Penso que foi uma decisão correta. Mais vale salvaguardar a saúde dos atletas e das pessoas do que irmos jogar e termos sempre algum risco de ficarmos infetados ou de infetar os outros. Claro que ficámos tristes por não conseguirmos acabar o Campeonato da maneira como gostaríamos, mas percebemos a situação”, revelou.

 

A nível individual, o base fez uma avaliação positiva da sua evolução e repartiu os créditos.

 

“Penso que melhorei muito a nível da intensidade do jogo, com a ajuda dos meus colegas e dos jogos europeus. Ajudaram-me muito na intensidade e velocidade de jogo. Acho que evoluí também a parte física”, disse.

 

Rafael Lisboa em jogo

 

"Nos últimos dois anos houve uma mudança muito grande na minha carreira desportiva"

 

O progresso visível no basquetebol de Rafael Lisboa durante as duas temporadas ao serviço da equipa principal culminou na chamada à seleção nacional A, em fevereiro deste ano.

 

“Foi um momento muito especial. Se me perguntassem há dois anos se eu esperava que, aos 20 anos, fosse internacional A, diria que não. Nos últimos dois anos houve uma mudança muito grande na minha carreira desportiva. As coisas aconteceram muito rápido”, afirmou sobre o tema, em entrevista ao “Record”, prosseguindo...

 

“No anterior fui MVP e campeão da Europa de Sub-20 (Divisão B), mas não julgava que iria acontecer… O melhor do trabalho é ter objetivos e lutar por isso. O trabalho acaba por nos surpreender. Fiquei muito contente por chegar à seleção. E a minha estreia até me correu bem e ganhámos. Foi o primeiro jogo, agora resta-me trabalhar mais. Agora que cheguei lá, o mais difícil é continuar lá. Vou continuar a trabalhar para ser chamado novamente”, assegurou o camisola 28 dos encarnados.

 

 

Fotos: Arquivo / SL Benfica

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2020/05/19/basquetebol-benfica-entrevista-rafael-lisboa-jornal-record

Hóquei: Pedro Henriques em entrevista e a atração por Ligas Europeias

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slbenfica.pt

O guardião da baliza de hóquei em patins do Sport Lisboa e Benfica, Pedro Henriques, concedeu uma entrevista ao diário desportivo "A Bola" onde recordou as três Ligas Europeias conquistadas.

 

Nenhum hoquista português tem mais Ligas Europeias do que ele. Guitarrista nos tempos livres e agora pai a tempo inteiro, Pedro Henriques coleciona, aos 29 anos, três Ligas Europeias, duas ao serviço das águias e uma com o emblema do Reus ao peito.

 

 

"A primeira representou coragem na adversidade. Lembro-me de tudo"

 

A primeira, do próprio e do Benfica, foi conquistada em pleno Dragão Caixa, diante do FC Porto, corria a temporada 2012/13.

 

"Representou coragem na adversidade e resiliência porque ultrapassámos o ambiente mais hostil que já testemunhei. Lembro-me de tudo como se fosse ontem e já passaram oito anos", frisou.

 

O segundo triunfo na Liga Europeia chegou três temporadas depois, assente num ciclo de dois anos sem perder para o Campeonato Nacional, num fim de semana glorioso para a história do clube encarnado.

 

"Em 2015/16 vivemos uma conquista histórica, épica, num fim de semana em que juntámos o Campeonato, a Liga Europeia e o título nacional de futebol", recordou Pedro Henriques, ao jornal “A Bola”.

 

"Sonho com mais títulos"

 

Na época seguinte, a jogar por empréstimo do Benfica nos espanhóis do Reus, o guardião voltou a erguer o troféu.

 

"O jogo da meia-final contra os meus ex e futuros colegas no Benfica, marcou-me. Para mais, defrontei o Guillem Trabal – o aluno contra o mestre, com quem aprendi tanto durante três anos. Um momento muito especial para mim e para a minha família", frisou.

 

O dono da baliza das águias conta com três Ligas Europeias no seu currículo. Porém, apenas com 29 anos, Pedro Henriques almeja mais.

 

"Quando penso nas minhas referências de miúdo e na importância da modalidade em Portugal, sinto-me orgulhoso pelos três troféus. Mas pertencem ao passado até deixar de jogar. Sonho com mais títulos", concluiu.

 

Fotos: Arquivo / SL Benfica

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2020/05/18/hoquei-em-patins-benfica-entrevista-pedro-henriques-jornal-a-bola