Vitor Paneira em entrevista - memórias de Vizela e do Benfica

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Despertou atenções e foi notícia no Vizela, e depois agitou jogos e brilhou com o Manto Sagrado. Vítor Paneira, antigo médio-direito, tem carinho pelo clube nortenho, mas confessa que no sábado, às 20h45, o coração não vai estar dividido. “Todos sabem que o meu clube é o Benfica”, sublinhou.

 

Na contagem decrescente para o pontapé de saída do jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, o Site Oficial entrevistou Vítor Paneira, que partilhou várias memórias, histórias e curiosidades...

 

Quando soube do resultado do sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal? Onde estava?

Estava na casa do meu filho, mas nem estava a assistir. Porém, comecei a receber notificações no telemóvel com os comentários do Luisão e desconfiei que fosse o Vizela, porque o Luisão recordou os tempos em que joguei no Vizela. Logo aí percebi que teria saído o Vizela ao Benfica na Taça.

 

 

 

 

Quantas mensagens recebeu de pessoas a lembrar-lhe que teríamos um Vizela-Benfica na Taça de Portugal?

O número ao certo não sei, mas recebi algumas.

 

Recebeu alguma mensagem mais curiosa? Qual?

Recebi algumas de amigos a dizer: “Regresso ao passado”; “Vais-te lembrar do Vizela muitos anos depois”; “O Benfica vai jogar com o teu Vizela”. Mensagens deste género. Também há muitas pessoas que pensam que sou natural de Vizela, mas não sou. Sou natural de Famalicão!

 

 

Qual foi a sua reação quando soube que Vizela e Benfica se iriam reencontrar na Taça de Portugal?

A primeira coisa em que pensei foi se a eliminatória seria em Vizela ou no Estádio da Luz. Pensei: se for no Estádio da Luz, OK; se for em Vizela… O Vizela está a fazer um excelente Campeonato de Portugal, tem feito excelentes campeonatos nas últimas épocas em que não subiu por milímetros. Prevejo um jogo difícil. O Benfica vai ter de ser competente – como tem sido sempre –, mas será difícil. Depois, também pensei que se fosse noutros tempos ainda seria pior, porque o Benfica teria de jogar num campo pequeno, como eu joguei. Quase uma gamela, como dizemos no Norte. O Vizela tem um bom estádio, vai ter muitas pessoas do Benfica ou do Vizela. A cidade tem, ainda, bons restaurantes, por isso os Benfiquistas de Lisboa vão usufruir.

 

 

Vai ver o jogo no Estádio do Vizela? Já tem bilhete? Vai de cachecol ou mais discreto?

Ainda não sei, mas eventualmente sim. O estádio é perto da minha casa. Nunca levo cachecol, vou sempre normal, até porque tenho obrigações para com um canal de televisão onde trabalho. Todos sabem qual é o meu clube, nunca o escondi, mas tenho de ter respeito pela televisão onde trabalho, bem como pelos adeptos do futebol em geral.

 

 

Apesar de ser confesso adepto do Benfica, o coração vai estar dividido?

Não, não vai estar dividido. Gosto do Vizela e da cidade. Tenho amigos e gosto de lá ir. Mas não vou estar com o coração dividido. É um clube de que gosto, joguei lá, desfrutei, foi importante na minha carreira. Foi do Vizela que saí para o Benfica depois de um campeonato muito bom. O jogo é de Taça, mas o Benfica é favorito.

 

 

 

“Fui para o Benfica com o receio de ser emprestado, mas percebi que iam apostar em mim”

Quando se fala de Vizela, no universo Benfica, lembramo-nos logo de Vítor Paneira. Tem sido muito abordado por causa deste jogo?

Já aconteceu, já me ligaram para falar sobre este jogo. Vários jornalistas o fizeram, nomeadamente de jornais e de rádios. Há sempre a minha ligação a Vizela e ao Benfica, tal como também tenho ao V. Guimarães porque joguei lá. Mas Vizela é diferente porque, como já disse, há pessoas que pensam que nasci lá.

 

 

Regressemos ao passado. Como se deu a transição de Vizela para o Benfica?

A minha ida para o Benfica tem um pouco de tudo. Estou no Famalicão, estava num impasse para renovar e, entretanto, apareceram três/quatro clubes. Apareceu o Felgueiras, o Penafiel, o Vizela… Ainda era jogador do Famalicão quando assinei pelo Vizela. A coisa fez-se num fim de semana. Encontro-me na sexta-feira, assino contrato no sábado e na segunda-feira recebo um telefonema do falecido “tio” Peres Bandeira, a dizer que vinha da parte do Benfica e que precisavam de falar comigo. No início pensava que estavam a gozar comigo, mas a verdade é que a pessoa se apresentou, disse-me que tinha visto treinos meus e que me queriam contratar. A partir daí disse que sim, mas avisei que tinha assinado pelo Vizela. Disseram-me que não havia problema nenhum, que os clubes tinham boas relações. Fiquei naquele impasse. Entretanto, o telefone nunca mais tocava, até que um dirigente do Vizela me disse que o acordo estava feito. Aí percebi que era a sério.

 

 

Teve receio de não se conseguir afirmar no Benfica?

Fui para o Benfica com algum receio. Contrataram, na altura, oito ou nove jogadores. Recordo-me do Pacheco e do Augusto do Portimonense, do Vitinha… Eu fui mais um. Tive receio de chegar lá e ser emprestado. Na apresentação disseram-me que não ia ser emprestado, que ia ficar no plantel. Aí, percebi que queriam apostar em mim.

 

 

O que fez naquela altura para encantar o Benfica?

Nessa altura percebi que muitos clubes desta zona [Norte] me queriam contratar, porque era um jogador que entrava e mexia com o jogo. No Vizela fiz 15 golos numa 2.ª Divisão, a jogar como “10”. As pessoas viam os meus jogos. Soube mais tarde que, nessa altura, o “tio” Peres via os meus jogos e ficava contente quando marcava um golo. As pessoas acreditavam em mim e ganhei mais créditos quando fui ao Torneio de Toulon. Fui ainda chamado para fazer uns treinos no Estádio da Luz logo a seguir à final perdida com o PSV e as coisas correram-me bem. Acho que as pessoas foram ficando encantadas e as coisas correram de feição.

 

 

Quais foram, para si, os melhores jogos de Taça de Portugal em que participou pelo Benfica? Conte-nos as melhores memórias...

Lembro-me da minha primeira final da Taça de Portugal com o Belenenses [1-2 para os do Restelo em 1988/89]. Íamos fazer a dobradinha, mas o Juanito faz aquele golo de livre… Podíamos ter vencido a Taça, até porque éramos fortemente favoritos; tenho a primeira Taça de Portugal que conquistei [5-2 ao Boavista em 1992/93]. Marquei um golo. Dizem os entendidos que foi um dos melhores Benfica dos últimos 30 anos. Para além de mim, havia Rui Costa, Futre, Paulo Sousa, Isaías, João Pinto, Rui Águas… o Mozer tinha regressado. Ainda havia os três russos [Yuran, Kulkov e Mostovoi]. Esse era um grande Benfica!

 

 

Sabe que tem uma ligação com o V. Setúbal nos jogos da Taça de Portugal? É a equipa a quem marcou mais golos – três – e acabou expulso em 1994/95...

 

Tenho essa noção. Um dos golos mais bonitos da minha carreira – senão o mais bonito – foi frente ao V. Setúbal e acabámos por perder 2-1 [16 avos de final da Taça de Portugal em 1990/91]. Foi um golo incrível, com um remate de fora da área.

 

 

No que diz respeito à Taça de Portugal, a procissão ainda vai no adro. Todavia, dado que tem acompanhado os jogos do Benfica, acredita que a equipa pode marcar presença na final no Jamor?

Há qualquer coisa de especial numa final da Taça de Portugal. Só quem a vive é que pode descrever esta envolvência que existe antes, durante e depois do jogo. Acredito que o Benfica possa estar na final. O Sporting e o V. Guimarães, dois candidatos, foram eliminados prematuramente e à medida que mais equipas forem saindo, nomeadamente as mais fortes, o Benfica tem mais possibilidade de estar no Jamor.

 

 

Texto: Marco Rebelo

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2019/11/20/futebol-clube-vitor-paneira-entrevista-site-oficial-benfica-taca-portugal

Hóquei - Lucas Ordoñez: “HC Braga é um campo sempre complicado”

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Depois de uma vitória frente ao Hockey Sarzana para a Liga Europeia, os encarnados voltam a concentrar baterias no Campeonato Nacional de Hóquei em Patins com uma deslocação ao reduto do HC Braga. O jogo está marcado para esta quarta-feira, dia 20 de novembro, às 19h30.

 

Em declarações à BTV, Lucas Ordoñez perspetivou o encontro diante do atual 8.º classificado do campeonato.

 

“Vamos defrontar uma formação muito difícil, que está a jogar bem. É um campo sempre complicado, onde perdemos pontos na época passada. Temos de estar concentrados os 50 minutos para conseguirmos conquistar os três pontos que é o mais importante”, afirmou.

 

Sobre o atual momento de forma do conjunto benfiquista, o internacional argentino considera que o segredo está na luta diária que todos os atletas têm nos treinos e nos jogos.

 

“A equipa está com confiança, mas temos de continuar a trabalhar como temos vindo a fazer até agora. A nossa motivação vem jogo a jogo. Durante a semana esforçamo-nos muito para que seja possível no fim de semana estarmos em boas condições físicas para alcançarmos mais uma vitória”, frisou.

 

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Voleibol - Hugo Gaspar: “Esperamos que encham a nossa casa esta quarta-feira”

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Benfica e Mladost Zagreb disputam a 1.ª mão da 3.ª fase de qualificação para os grupos da Liga dos Campeões, às 20h00 de quarta-feira. Hugo Gaspar pede "apoio" e "carinho" dos adeptos encarnados no Pavilhão n.º 2 da Luz.

 

“Sabemos que a meio da semana é difícil trazermos mais adeptos ao Pavilhão, mas eles são muito importantes. Acreditem. São muito importantes para as nossas vitórias, precisamos do apoio e do carinho dos adeptos. Temo-nos esforçado ao máximo para manter o nível e provar que podem acreditar na nossa equipa e agora esperamos que encham a nossa casa”, começou por pedir o capitão da equipa de voleibol do Benfica em conferência de Imprensa.

 

É a primeira mão de uma eliminatória da qual apenas uma das duas equipas sairá vencedora e alcançará o objetivo de disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões 2019/20 de voleibol.  

 

“Esperamos um jogo complicado, equilibrado, entre duas equipas a procurar um objetivo, que é chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Sabemos que não vai ser fácil, mas estamos cá, em nossa casa, para começar esta pequena caminhada que falta”, garantiu Hugo Gaspar.

 

“Tivemos poucos dias para nos prepararmos, o calendário tem sido muito cheio e vai continuar a ser. Não vai ser fácil. Tivemos dois/três dias para preparar o jogo com este adversário, sabemos que fez muito bons resultados nas últimas partidas e tem um grande potencial”, analisou.

 

 

“Preferia acabar em casa, sinceramente. Neste jogo não se decide nada, a eliminatória vai decidir-se lá, em Zagreb. Preferia que fosse ao contrário. Aqui temos a expectativa de começar já com um grande resultado, é disso que vamos atrás”, confessou o jogador de voleibol.

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2019/11/19/voleibol-conferencia-de-imprensa-antevisao-benfica-mladost-zabreg-liga-dos-campeoes

Basquetebol: Benfica segue em frente na FIBA Europe Cup

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A equipa de Basquetebol do Benfica carimbou, esta terça-feira, a passagem para a 2.ª fase de grupos da FIBA Europe Cup. No Pavilhão Fidelidade, as águias derrotaram o PVSK Veolia por 85-66, na 5.ª jornada do grupo A.

 

Entrada forte dos comandados por Carlos Lisboa na quadra. Uma defesa agressiva e um ataque com uma panóplia larga de jogadas permitiram colocar o resultado em 9-2 a meio do 1.º quarto. O PVSK Veolia iam abusando, sem sucesso, do tiro exterior. À entrada para o derradeiro minuto do quarto, o Benfica logrou 10 pontos de vantagem (16-6).

 

No final do 1.º quarto, 19-6 para as águias.

 

O parcial de 8-2 nos minutos iniciais do 2.º quarto, colocou a turma húngara ainda mais longe do Benfica. O conjunto da Luz continuava forte a defender e registava uma eficácia de 45% atrás da linha de três pontos, o que cortava qualquer veleidade de recuperação ao PVSK Veolia. Ao intervalo, 39-23 no Pavilhão Fidelidade.
Resumo da 1.ª parte

 

No segundo tempo, o equilíbrio foi notório. O PVSK Veolia não lograva grandes aproximações, mas não permitia que o Benfica aumentasse distâncias. No 3.º quarto, destaque para José Silva e Rafael Lisboa (Benfica) e para Smith (PVSK Veolia), que demonstraram grande acerto no tiro exterior. No final do 3.º quarto, os encarnados ganhavam por 73-46.

 

O 4.º e último quarto foi jogado a um ritmo mais baixo, com os da Luz a gerirem a vantagem construída nos 30 minutos de jogo anteriores. O tempo foi correndo para o fim, com o jogo a finalizar 85-66 para o Benfica.

 

O Clube luso soma agora nove pontos no grupo A, e no sábado regressa às lides da Liga Placard, onde vai medir forças com o Galitos.
Declarações

 

Carlos Lisboa (treinador do Benfica):
“Estamos contentes por termos garantido a próxima fase, mas o nosso objetivo é ficar em 1.º. É assim que temos de pensar. Se vencermos o próximo jogo, dependemos só de nós ficarmos em 1.º lugar. É importante para o Benfica e para o basquetebol português. Agora vamos entrar noutro patamar. Pensar jogo a jogo. Este é o nosso lema e é assim que trabalhamos no Benfica. Defendemos muito bem. No 1.º período saímos a vencer 19-6, continuámos nos restantes, mas abrandámos no último quarto. Ganhámos o jogo pela pressão defensiva e estivemos bem no tiro exterior.”

 

Rafael Lisboa (jogador do Benfica):
“Queríamos garantir o apuramento já hoje. Fizemos um grande jogo frente a uma equipa muito difícil. Ganhámos e isso é o mais importante. Procurámos limitar ao máximo o ponto forte deles que era o tiro exterior. Conseguirmos que o adversário só marque 66 pontos num jogo europeu é muito bom.”

 

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Tributo a Fernando Chalana em lançamento de livro - entrevistas

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O livro biográfico "Chalana, a vida do Génio" foi apresentado nesta segunda-feira, e foi pequeno o Camarote Presidencial do Estádio da Luz para acolher a quantidade e, acima de tudo, a qualidade das muita glórias e lendas vivas do Benfica que, entre muitos outros ilustres, fizeram questão de celebrar a vida e a carreira do Pequeno Genial.

 

"A influência que teve na minha carreira e na minha vida foi gigante. O míster Fernando Chalana fez-me acreditar que era possível", explicou Bernardo Silva, dando o mote para uma noite de gratidão. O jovem formado no Benfica Campus, e que hoje é uma das estrelas do futebol mundial, agora ao serviço do Manchester City, fez questão de se sentar ao lado de Chalana num momento tão marcante.

 

Noite de gratidão e memória, porque no Sport Lisboa e Benfica honramos a História, honramos os nossos! Dos mais velhos aos mais novos, muito Benfica, muita Mística, um sentimento que extravasa e se alimenta de emoção e sentimento puro! Glórias, ex-jogadores, atletas, ex-atletas, treinadores, Direção do Clube, Órgãos Sociais... Todos fizeram questão de dizer presente!

 

 

Fernando Chalana nasceu no Barreiro, a 10 de fevereiro de 1959. Proveniente dos juniores do FC Barreirense, ingressou com apenas quinze anos no Sport Lisboa e Benfica, onde esteve durante dez temporadas seguidas (1974-1984). Após passagem pelo Bordéus (1984-1987), voltaria a vestir o Manto Sagrado por mais três épocas (1987-1990).

 

Um pequeno e taxativo parágrafo para apenas apresentar quem fez e foi tanto para o Clube.

 

"Chalana, a vida do Génio", da autoria de Luís Lapão, foi produzido com o apoio do Património Cultural Benfica e editado pela Prime Books. A obra incide essencialmente na fase nascente da carreira de Fernando Chalana, contando a várias vozes (familiares, colegas e amigos) as suas memórias mais marcantes desde os tempos do Barreiro aos do Seixal, passando por França e, obviamente, pelo Estádio da Luz. Tal como narra o prefácio escrito por Mário Zambujal.

 

Ora, muitas desses nomes fizeram questão de marcar presença e deixar o seu testemunho in loco.

 

 

Os muitos convidados chegaram e foi com sala cheia que se apresentou a obra. O primeiro a usar da palavra foi Jaime Cancella de Abreu, da Prime Books.

 

"'O Chalana nunca soube a dimensão que tinha' – estas são palavras de Rui Costa e este foi o ponto de partida para este livro. Esta obra é um imperativo de consciência do Benfica e de todos os Benfiquistas. Isto não é um livro, é um tributo", começou por dizer, uma ideia prontamente vincada pelo autor que, antes, fez questão de realçar a importância de um departamento muito específico do Clube.

 

"Isto só é possível porque existe no Benfica uma área que se chama área Patrimonial Benfica. Este livro resulta daí. Obrigado ao Presidente por permitir tudo isto e também ao António Ferreira, diretor da área em questão. Eu cresci a ver o Chalana… Ele era perfume e magia e, para a minha geração, nunca houve outro igual. Ele era o ídolo. Obrigado, Chalana", explicou Luís Lapão.

 

Seguiu-se um momento pleno de emoção, com a filha do Pequeno Genial a falar aos presentes.

 

"Quem conhece o meu pai sabe como ele fica emocionado com todas estas coisas e assim que se falou da apresentação do livro começou a ficar nervoso e fez aquilo que sempre soube fazer tão bem: passou-me a bola e aqui estou eu", começou por dizer entre alguns risos.

 

"Quero celebrar e agradecer este momento tão importante para o meu pai e para todos nós que gostamos dele. Obrigada ao SL Benfica e ao Presidente Luís Filipe Vieira por terem concretizado um velho sonho do meu pai, ver a sua história contada num livro. Obrigada a todos por estarem aqui a celebrar uma vida cheia fora e dentro de campo", disse Mariana Chalana, com a voz embargada de emoção e lágrimas nos olhos.

 

Bernardo Silva: "É um dos grandes responsáveis pelo sucesso que tenho tido"

 

Formado no Benfica Campus, Bernardo Silva cresceu como pessoa e como jogador graças aos conselhos, à crença e à confiança que Fernando Chalana lhe passou, especialmente num momento crítico do seu percurso em que se interrogou se seria capaz de alcançar os patamares de excelência que ambicionava.

 

"Por só ter 25 anos não pude assistir ao vivo ao que o grande míster Fernando Chalana fez enquanto jogador. Ouvi histórias do meu pai e também do meu avô – que era sportinguista, mas também um dos maiores fãs do míster Fernando Chalana. Conheço-o muito bem como pessoa. A influência que teve na minha carreira e na minha vida foi gigante. Na minha pior fase – tinha eu 16 anos –, quando estava com dúvidas e não sabia se seria capaz de chegar onde queria, o míster Fernando Chalana fez-me acreditar que era possível", confessou Bernardo Silva, que se sentou ao lado do Pequeno Genial na apresentação da obra biográfica de um dos maiores nomes da história do futebol português.

 

"Lembro-me de ele, nos estágios nos hotéis, bater à minha porta e de me dizer que eu ia ser um grande jogador, que tinha a certeza de que eu ia ter muito sucesso, que acreditava em mim. Ouvir estas coisas e sentir esta força de uma pessoa tão importante na história do nosso futebol, e aprender com ele no dia a dia, porque foi um jogador fantástico mais ou menos na minha posição que eu... Por toda a força que me passou, é um dos grandes responsáveis pela fase por que passo e pelo sucesso que tenho tido. Muito obrigado pelo impacto que teve na minha vida e pelo apoio que me deu numa fase complicada", agradeceu o internacional português.

 

 

 

A fechar a apresentação formal da obra, mais um momento de inspiração, desta feita com o timbre de Mário Zambujal, sendo dele o prefácio do livro.

 

"Estou emocionado por ver aqui ídolos do Benfica de várias gerações. Uma plateia admirável que está aqui reunida. Isto é Benfica total. Conheço o Chalana há tantos anos e hoje estou aqui num Benfica de tantos e vários tempos, épocas, presenças e gerações, que não se fratura, como se o tempo não tivesse corrido. Felicito o Presidente pelo esforço que tem feito para que aqueles que foram os antigos jogadores continuem a ser figuras do Benfica. Isso deu-me um grande entusiasmo. O livro, tal como o Chalana, é uma explosão genial. Ele foi um portento a jogar futebol. Sou um admirador do homem e do jogador de futebol", finalizou, arrancando vários aplausos, de uma sala rendida à solenidade do momento.

 

 

Bruno Lage: "Homenagem merecida a uma pessoa fantástica"

Tirada a fotografia de família, seguiram-se os muitos abraços, numa noite de reencontros e onde Bruno Lage, treinador do Benfica, também esteve presente.

"Para além da homenagem ao míster Chalana, isto é realmente sentir o Benfiquismo. Aquilo que costumo dizer, e aquilo que sinto, é que o Benfica são as pessoas, e hoje um conjunto enorme de pessoas, que fizeram deste um grande Clube, vieram aqui fazer a homenagem, merecida e em vida, a uma pessoa fantástica, um excelente jogador, mas acima de tudo uma pessoa fantástica, com uma humildade tremenda", elogiou Bruno Lage.

"Quase em jeito de vergonha, digo que ele foi um dos meus adjuntos quando fomos campeões nacionais nos Juvenis. Naquela equipa técnica não havia treinadores principais nem adjuntos, éramos realmente uma grande família e foi em família que fizemos dois/três anos muito bons", disse o treinador principal da equipa de futebol do Benfica.

 

 

Rui Costa: "Expoente máximo do futebol"

O Maestro Rui Costa recordou os seus tempos de apanha-bolas no Benfica, um tempo de importância fulcral no seu amadurecimento como pessoa e atleta.

"Conheço a história toda porque fui apanha-bolas e cresci nesta geração. Este livro significa a vida do génio! É isto que significa para todos nós, pois foi assim que ele sempre foi visto por todos, justamente, e posso dizer que ainda jovem acompanhei muito da sua carreira porque cresci a ver esta geração e tinha um apreço tremendo por todos eles. Depois, quando se olha para o Chalana, vê-se aquilo que é o expoente máximo do futebol e aquele jogador que toda a gente admira, toda a gente gosta e aprecia ver em campo. Tive também a grande felicidade de conhecer o homem. Para além de ter sido meu treinador, foi meu companheiro de muita batalha, até já enquanto dirigente, portanto, se o jogador estava à vista de toda a gente e era aquilo que era, o homem era exatamente a mesma coisa", disse o administrador da SAD à BTV.

E, pegando nas palavras de Mário Zambujal, o que se sente numa sala com tanta glória? Rui Costa responde de imediato: "Duas sensações diferentes, mas enormes! Uma por ver tanto ídolo do Benfica, pois para quem cresceu aqui dentro e como benfiquista (eu não fui só jogador, fui também adepto) é uma satisfação enorme ver todos eles aqui, juntos, e a viver Benfica; e o segundo sentimento é eu faço parte disto, e esse é o maior orgulho da minha vida em termos profissionais."

 

 

Pietra:
"Nunca é demais relembrar o que Fernando Chalana foi como atleta. Tive o privilégio de jogar vários anos com ele. Cheguei ao Benfica quando ele subiu a sénior, ele e outros jovens. Juntamente com outros jogadores, constituímos muito boas equipas que dignificaram este grandioso clube."

 

 

António Veloso:
"A camisola do Benfica representa tudo! Eu tinha uma adoração muito grande pelo Chalana e tive o privilégio de jogar com ele. Ele era um génio com a bola, de pé esquerdo, pé direito, era difícil anulá-lo. Um extraordinário atleta e uma extraordinária pessoa, não se metia com ninguém, ele queria era jogar à bola."

 

 

Nuno Gomes:
"Chalana foi um dos melhores jogadores do futebol português. É uma justiça enorme podermos recordar o que foi como jogador e o que é como pessoa. Tive a felicidade de trabalhar com ele. A carreira que fez, a pulso, é um exemplo para os jovens que ambicionam chegar ao futebol profissional."

 

 

José Luís:
"Jogava extraordinariamente bem com os dois pés! É um ser humano que sempre admirei. Humilde. Não há palavras para descrever o ser extraordinário que ele é e merece esta homenagem do Benfica."

 

 

 

Álvaro Magalhães:
"Como jogador, foi um génio no futebol português. Tivemos grandes jogadores, mas Fernando Chalana era genial. Faz parte de um trio de génios: Eusébio, Chalana e agora Cristiano Ronaldo. Foi sempre um grande companheiro, humilde, sempre no apoio nos bons e nos menos bons momentos. Para mim, será sempre um super-homem, que como jogador foi genial."

 

 

Toni:
"Chalana fez a sua estreia no dia 6 de março de 1976 num jogo contra o Farense no velho Estádio da Luz. Estávamos a ganhar por 3-0. Ao intervalo eu saí e o Chalana estreou-se. Duas semanas depois voltou a entrar, mas nesse dia foi para o lugar do Shéu. Fez dois jogos, sob o comando do capitão Mário Wilson, e foi campeão nessa época. Quando um dos seus melhores intérpretes deixa de jogar, o futebol fica mais pobre."

 

 

Diamantino:
"É sempre uma grande alegria reencontrar Fernando Chalana. Um dos maiores elogios que lhe posso fazer é que, quando jogávamos, era a ele que passávamos a bola quando estávamos aflitos. Chalana é do Benfica, mas é nacional. Tantas gerações encontrarem-se aqui, no mesmo sítio, para homenagear um dos seus é muito bom. Somos uma grande família, fizemos e fazemos parte da história."

 

 

Renato Paiva:
"Nós, como treinadores de formação do Clube, não estamos aqui só para treinar jogadores, mas também para lhes mostrar o que é o universo Benfica. E falar no universo Benfica é, depois de Eusébio, falar de Fernando Chalana, respeitando todos os outros que fizeram história no Clube. A genialidade dele ombreia com a humildade."

 

 

Shéu Han:
"Relembramos aqui um tempo que foi fantástico, com jogadores como Veloso, José Luís e Chalana, que era o expoente máximo desse Benfica. Chalana era o jogador que resolvia jogos. Não nos importávamos de trabalhar para ele. Dizíamos-lhe muitas vezes: 'Fica aí, que nós fazemos o resto'. A sua grande qualidade era resolver os jogos."

 

 

 

Paulo Futre:
"Chalana era um dos melhores do mundo, era o meu ídolo. Eu jogava no Sporting e vinha vê-lo ao Estádio da Luz. Foi genial, a minha referência. Quando era adolescente queria ser como ele. A sua humildade fez-me admirá-lo ainda mais. Os meus sonhos nasceram com Fernando Chalana."

 

 

Pedro Valido:
"O que se passou hoje aqui é fantástico. Estamos a falar do meu ídolo de criança. Nem nos meus melhores sonhos imaginei, quando fazia de apanha-bolas e o via jogar, que uns anos mais tarde iria ser colega dele, e ainda mais tarde ser colega dele como treinador e fazer parte de uma equipa técnica juntamente com Bruno Lage. Temos uma amizade enorme. É uma honra poder participar numa cerimónia destas, um tributo fantástico a Chalana. Ele foi grande dentro das quatro linhas, mas fora delas é um ser humano fantástico, um grande amigo."

 

 

João Vieira Pinto:
"Foi com a geração de Fernando Chalana que comecei a ver futebol. Eu era miúdo, mas vi-o jogar: Chalana foi enorme. Depois, ele foi treinador adjunto no período em que estive no Benfica. O que posso dizer é que as pessoas ainda gostam mais dele quando o conhecem pessoalmente, pela sua humildade e pela forma como ajuda os outros."

 

 

Texto: João Sanches e Sónia Antunes

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