Julian Weigl

Médio, 30 anos,
Alemanha
Equipa Principal: 4 épocas (2020-2022), 115 jogos (8492 minutos), 5 golos

Títulos: Campeonato Nacional (1)

RGouveia.SLB


Carminati

Citação de: djhifi em 12 de Outubro de 2021, 01:15
Citação de: Surfada em 12 de Outubro de 2021, 01:08
Da mesma forma que trabalhas com Alemães ou trabalhaste, eu também o faço e não vejo esses traços de personalidade tão sublimes e distintivos, muito pelo contrário. Testemunhei mais do que uma vez o clássico deixa andar e 'se não está na minha área de influência, não quero saber'.

Não vou entrar em mais off-topic, mas se interpretares com atenção o meu comentário, não estabeleci uma comparação directa entre a Alemanha e os restantes países, simplesmente reforcei que não foi o único país a reerguer-se da guerra, independentemente da destruição de cada um.

Nas Grandes Guerras, principalmente na Segunda, existe a tendência para ignorar a destruição causada pelos Alemães nas principais cidades Europeias e o flagelo que foi para as estruturas económicas e respectivo tecido industrial os ataques germânicos. A Holanda viu o seu principal Porto e uma das cidades mais industrializadas reduzida a cinzas. Londres e Coventry foram bombardeadas durante dias, arrasando toda a indústria, serviços e respectivos acessos. O Japão para além de servir de ensaio para a Bomba atómica, viu a sua soberania reduzir.se a meros cortejos diplomáticos, entre outros casos que revelam que as Grandes Guerras, destruíram não só a Alemanha mas sim grande parte dos intervenientes, inclusive dos vencedores

E já agora invés de estares com essa atitude perante e altiva de incentivar-me a pesquisar, ainda por cima no Google. Podias fazer exactamente o mesmo e estudar mais sobre a hiperinflação da Alemanha no período pós primeira guerra mundial. A mesma acontece essencialmente pela impressão descontrolada e inconsciente de moeda alemã para pagar as imposições e reparações de guerra forçadas pela Tríplice Entente. Não esquecer que está situação económica nasce principalmente da desordem e má gestão política alemã (que tu tanto elevas), uma vez que grande parte da indústria alemã no fim da 1WW encontrava-se intacta

Concordo em não entrarmos mais em offtopic até porque isto é um tópico de um jogador.

Este tema pelos vistos é interessante para os dois, devíamos discuti-lo noutro tópico.

Mas sobre o último parágrafo, exatamente a impressão de dinheiro para pagarem as reparações de Guerra. Era a isso que me referia quando dei o exemplo do pão, dando o salto lógico para o facto de mesmo assim conseguiram reconstruir-se enquanto potência bélica poucos anos depois. E quanto a terem a indústria intacta nessa altura, não é bem assim mas adiante.

Não preciso de investigar, repito, eu interesso-me por este tema. Quanto muito podes partilhar o teu conhecimento comigo e vermos se estamos em pé de igualdade e/ou aprendermos um com o outro.

Eu não te aconselhei a pesquisar no Google no último comentário que te escrevi agora. Isso foi a primeira reação há vários dias atrás, mas que não era para levares para o campo pejorativo nem para te sentires diminuido.

Repito que não estou a colocar-me em nenhuma posição de superioridade perante ti. Apenas me pareceste revelar algum desconhecimento sobre o povo com a boca que mandaste ao outro user. Essa sim, de superioridade (na minha opinião).

Cumps, não vou fazer mais offtopic (até porque é tarde e estou cansado) :drunk:

e, já agora, junta aí a absorção de uma RDA super-atrasada nos anos 90.

há que dar o mérito aos alemães, têm a 4a maior economia do mundo.

Carminati

Evoluiu enormemente em quase todas as facetas de jogo.

Agora sim faz a diferença e ainda hoje isso se viu.

Continua com o problema da recuperação nas transições adversárias, mas isso já me parece mais uma questão fisica dificilmente ultrapassável.

Todos Por Um Pelo Benfica

Citação de: Carminati em 16 de Outubro de 2021, 23:52
Evoluiu enormemente em quase todas as facetas de jogo.

Agora sim faz a diferença e ainda hoje isso se viu.

Continua com o problema da recuperação nas transições adversárias, mas isso já me parece mais uma questão fisica dificilmente ultrapassável.

A "evolução" é não ter Gabriel e Taarabt a atrapalhar!  :dance:

BlankFile

O jogador com o QI mais elevado do plantel, de longe.

Andris


Blitzer

Weigl: «Não foi fácil para mim quando Jesus chegou»

Julian Weigl deu uma entrevista à revista alemã Kicker, em que falou sobre o jogo com o Bayern Munique desta quarta-feira, para a Liga dos Campeões, mas também sobre a sua evolução com o Benfica e a relação com Jorge Jesus.

O jogador alemão já marcou dois golos e fez quatro assistências esta temporada, números bem diferentes dos do Borussia Dortmund, em que foram raros os golos e assistências. «Acho que é uma prova de que me sinto muito bem neste sistema. Sinto a confiança do clube e do treinador, conheço as rotinas.

Weigl frisou a importância de Jorge Jesus para este seu progresso, embora admita: «Não foi fácil para mim quando ele veio, em agosto de 2020.»

«Na altura, primeiro procurei erros nos outros e não me concentrei o suficiente em entender o que o treinador realmente queria de mim, o que ele estava a pedir, o que eu deveria fazer melhor. Mas então liguei o interruptor e desenvolvi. Quando entrei, saí-me bem e lutei pelo meu lugar. Durante este tempo, a apreciação mútua cresceu muito», reconheceu, explicando:

«Ele dá-me um papel importante no centro do meio-campo. Eu devo ser o nosso primeiro jogador de desenvolvimento, de saída, que é o meu ponte forte. Mas também aprendi muito com ele defensivamente, em termos de posicionamento e agressividade. Ele sempre pediu isso e tenho de admitir que não tinha isso quando chegou. Roubava poucas bolas e ganhava muito poucos desarmes. Trabalhei nisso», frisou, mostrando-me muito feliz por os adeptos do Benfica o terem eleito como jogador do ano.

«Vim de Dortmund por 20 milhões de euros e até hoje sou a segunda compra mais cara da história do clube. Estávamos no topo da tabela quando cheguei, mas no final da temporada ficámos sem título. Claro que houve críticas a mim e eu entendo. Do ponto de vista dos adeptos, não ajudei a melhorar a equipa. Mas tentei fazer o meu caminho e os adeptos perceberam isso.»

«Acho que vêem o tipo de jogador sou hoje. Consegui convencer as pessoas com a minha forma de jogar futebol. Mesmo sem ser alguém como Erling Haaland, que marca dois ou três golos por partida. É preciso ver com atenção a minha função em campo, por isso esse prémio realmente significou muito para mim», disse Weigl, que falou sobre a decisão de ter deixado a Bundesliga para jogar em Portugal, que não foi entendida por muitos.

«Estou convencido de que fiz a coisa certa. Agora que estamos a jogar na Champions League, essas pessoas também podem ver o quão grande este clube é e como o estamos a dificultar as coisas aos nossos adversários. Não me arrependo de ter vindo», garantiu.

«É um prazer acordar todas as manhãs para ver o sol nascer sobre as casas coloridas daqui. Não é à toa que se fala da luz de Lisboa. É mais divertido estar no campo de treinos aqui, com 25 graus em meados de outubro do com chuva contínua em Dortmund», apontou ainda, frisando: «A sério, as condições que o Benfica tem aqui no campus são incríveis. O clube tem o melhor campo de treinos que já vi.»

https://maisfutebol.iol.pt/benfica/julian-weigl/weigl-recorda-nao-foi-facil-para-mim-quando-jesus-chegou

João Norte

Citação de: Blitzer em 18 de Outubro de 2021, 14:44
Weigl: «Não foi fácil para mim quando Jesus chegou»

Julian Weigl deu uma entrevista à revista alemã Kicker, em que falou sobre o jogo com o Bayern Munique desta quarta-feira, para a Liga dos Campeões, mas também sobre a sua evolução com o Benfica e a relação com Jorge Jesus.

O jogador alemão já marcou dois golos e fez quatro assistências esta temporada, números bem diferentes dos do Borussia Dortmund, em que foram raros os golos e assistências. «Acho que é uma prova de que me sinto muito bem neste sistema. Sinto a confiança do clube e do treinador, conheço as rotinas.

Weigl frisou a importância de Jorge Jesus para este seu progresso, embora admita: «Não foi fácil para mim quando ele veio, em agosto de 2020.»

«Na altura, primeiro procurei erros nos outros e não me concentrei o suficiente em entender o que o treinador realmente queria de mim, o que ele estava a pedir, o que eu deveria fazer melhor. Mas então liguei o interruptor e desenvolvi. Quando entrei, saí-me bem e lutei pelo meu lugar. Durante este tempo, a apreciação mútua cresceu muito», reconheceu, explicando:

«Ele dá-me um papel importante no centro do meio-campo. Eu devo ser o nosso primeiro jogador de desenvolvimento, de saída, que é o meu ponte forte. Mas também aprendi muito com ele defensivamente, em termos de posicionamento e agressividade. Ele sempre pediu isso e tenho de admitir que não tinha isso quando chegou. Roubava poucas bolas e ganhava muito poucos desarmes. Trabalhei nisso», frisou, mostrando-me muito feliz por os adeptos do Benfica o terem eleito como jogador do ano.

«Vim de Dortmund por 20 milhões de euros e até hoje sou a segunda compra mais cara da história do clube. Estávamos no topo da tabela quando cheguei, mas no final da temporada ficámos sem título. Claro que houve críticas a mim e eu entendo. Do ponto de vista dos adeptos, não ajudei a melhorar a equipa. Mas tentei fazer o meu caminho e os adeptos perceberam isso.»

«Acho que vêem o tipo de jogador sou hoje. Consegui convencer as pessoas com a minha forma de jogar futebol. Mesmo sem ser alguém como Erling Haaland, que marca dois ou três golos por partida. É preciso ver com atenção a minha função em campo, por isso esse prémio realmente significou muito para mim», disse Weigl, que falou sobre a decisão de ter deixado a Bundesliga para jogar em Portugal, que não foi entendida por muitos.

«Estou convencido de que fiz a coisa certa. Agora que estamos a jogar na Champions League, essas pessoas também podem ver o quão grande este clube é e como o estamos a dificultar as coisas aos nossos adversários. Não me arrependo de ter vindo», garantiu.

«É um prazer acordar todas as manhãs para ver o sol nascer sobre as casas coloridas daqui. Não é à toa que se fala da luz de Lisboa. É mais divertido estar no campo de treinos aqui, com 25 graus em meados de outubro do com chuva contínua em Dortmund», apontou ainda, frisando: «A sério, as condições que o Benfica tem aqui no campus são incríveis. O clube tem o melhor campo de treinos que já vi.»

https://maisfutebol.iol.pt/benfica/julian-weigl/weigl-recorda-nao-foi-facil-para-mim-quando-jesus-chegou
Weigl tem uma maturidade e uma humildade incríveis. E só assim é possível ultrapassar os obstáculos que JJ coloca a um jogador e aproveitar o que tem de bom.

Infelizmente Weigl é mesmo uma excepção e a maioria dos jogadores não tem esta capacidade para conseguir digerir o impacto dum treinador miserável no que à gestão humana diz respeito, e acaba por se perder. Sobretudo nos jovens onde esta faz mais falta e onde JJ parece ser ainda mais implicativo.

tjdy

Para quem dizia que a sua evolução no posicionamento, raio de ação e agressividade nada tinham a ver com o treinador e que ele já era assim no Dortmund...

Toronto_SLB

Deu um enorme salto de qualidade de jogo.  Trabalho de JJ a' vista. 

Mariachi

Eishh...o que tu foste dizer...

Nenad25

Isto de ter gajos com cabeça na equipa é bonito.

Não sei se sabe trabalhar com Excel, mas tem um discurso sensato, humilde e realista.

Parece perfeitamente integrado, gostar do clube e da comunidade que o rodeia.

Parecendo que não, isto da educação faz diferença no carácter das pessoas.

gizmo

É um jogador à Benfica. Infelizmente, dos poucos que temos actualmente.

tjdy

Melhor jogador da equipa. Tem lugar em qualquer plantel do mundo...

Corcunda

Melhor trabalho do Jesus nesta segunda passagem.

Parabéns, Julian! Espero que fiques por cá por mais alguns aninhos.