As Finanças do Benfica

O Património


Silveralho

Citação de: J_PN em 08 de Setembro de 2022, 11:15
Tal como perspetivei em 2020 o JJ veio para rebentar-nos não só desportivamente como financeiramente.

Vai ser um caminho longo para sair do buraco.

jj não veio rebentar nada....quem rebentou foi quem o foi contratar e lhe fez as vontades todas a comprar sucata.

PinaG

Citação de: Silveralho em 08 de Setembro de 2022, 11:19
Citação de: PinaG em 08 de Setembro de 2022, 11:09
Citação de: nfgl em 07 de Setembro de 2022, 17:01
Citação de: sergio19azb em 07 de Setembro de 2022, 16:57
É preciso olhar para o mercado nacional, comprar bem e barato, scouting em jovens jogadores estrangeiros, apostar ainda mais na formação.

Que se comece um novo ciclo

O que é preciso é formar mais e melhor.

E aumentar receitas operacionais.

Abrir centros de formação nos paises com potencial.

Há tanto que se pode fazer.

Pois há.

Roubar menos.

Então o os casamentos? e o telemóvel da mulher? e o colégio do filho? e o silêncio so p.gonçalves?


Vocês tem de apoiar garotões!

Não esquecer as re re re re re inaugurações das Casas do Benfica.

DB4700

#82758
Uma primeira análise rápida ao R&C que o Benfica anunciou:

- o aumento do Passivo (o dinheiro que o clube deve) já era expectável depois de termos aumentado o empréstimo obrigacionista (EO) deste ano

- o aumento do EO pode não ser mau. Se o Benfica tiver previsto o aumento das taxas de juro, optou por fazer o equivalente a dois EOs no mesmo ano e financiar-se a uma taxa de juro mais baixa, visto que estas vão subir pelo menos no médio prazo (não sei se foi isso que fizeram ou não, mas é para esse tipo decisões que são pagos).

- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões

- uma temporada com quartos de final da Champions é próximo do melhor que realisticamente o Benfica pode conseguir financeiramente com alguma regularidade. Se mesmo assim, o resultado operacional é de 23 milhões negativos, há várias coisas que temos que pensar.

- Este ano (21-22) até foi o melhor ano de sempre do clube a nível de rendimentos operacionais. Enquanto os resultados operacionais do Benfica forem negativos, o clube vai estar sempre obrigado a vender jogadores. É obrigatório corrigir esta situação para não estar obrigador a vender. O Benfica vai sempre vender, mas uma coisa é saber que vamos sempre vender (porque os jogadores vão querer ganhar mais e/ou jogar noutras ligas), outra coisa é estar obrigado a vender. Se não estivermos obrigados a vender, podemos segurar jogadores mais tempo. Mas para já, e no próximo ano, vamos voltar a estar obrigados a vender. Não é obrigados a vender, como o FC Porto vendeu o Luis Diaz por 47 milhões, porque não estamos aflitos, mas obrigados a vender como vendemos o Darwin este ano, que certamente não se importava de ficar mais um ano.

- a primeira coisa objectiva a fazer é mexer na massa salarial. o Benfica não tem receitas para pagar esta massa salarial. neste momento estamos a gastar confortavelmente mais 20-30M do que era suposto. Segundo o Jogo, reduzimos já 15M. Teremos que confirmar com o R&C semestral que sai em março. O Rui Costa e o DSO confirmaram isto na conferência de imprensa. De qualquer maneira, mesmo com uma descida de 15 milhões, não será suficiente, o que significa que no próximo verão voltaremos a estar obrigados a vender algum jogador para manter o barco a flutuar.

- para reduzir a massa salarial, e tendo um o Benfica uma formação que acabou de ser campeã europeia e mundial, não há muito que saber. O Benfica tem que substituir jogadores caros por jogadores da formação. Já o começou a fazer este ano. Deveria fazer ainda mais. Por exemplo, para mim, não é perceptível a necessidade de Gil Dias e/ou Chiquinho no plantel, havendo Tiago Gouveia emprestado ao Estoril. Já nem falo da venda do Úmaro (alegadamente devido à situação do seu empresário).

- a segunda coisa objectiva a fazer é minimizar os gajos em fornecimentos e serviços externos. Aqui houve uma subida total de 21M. Só 8M foi na gestão do estádio (notem que na época anterior o estádio esteve parcialmente fechado boa parte do tempo), aumentou-se também o dinheiro injectado nas modalidades (de 4 para 6M), a BTV também ficou 2.5M mais cara. Estas subidas podem até ser justificadas. Mas FSE continua a ter um peso muito signifcativo nas contas da SAD.

- os gastos de FSE devem ser comparados com os gastos que os outros grandes também tiveram para perceber se o Benfica está ou não a exagerar no que gasta aqui. apesar de isto não ser muito fácil porque há coisas que entram nos nossos FSE que não entram nos do Sporting e coisas do FCP que não entram nos nossos FSE. é uma análise difícil de fazer tendo só os R&C de cada SAD. não creio que haja trafulhice aqui, mas acho que é um tema que deveria ser explicado com maior rigor pelo Benfica porque é mesmo muito dinheiro.

- a nível de gastos operacionais, o Benfica gasta basicamente 2/3 em salários e 1/3 em FSE. Há outros gastos, mas são residuais.

- a terceira coisa, já meio que está corrigida. Devido às duas épocas onde se gastou 100 milhões em reforços, o Benfica ia ter 40M em amortizações de passes de atletas durante 4 anos só relativas a essas épocas (20 por cada ano, sendo que um ano amortizou antes, logo estavam desencontrados). Como o Benfica entretanto já se desfez de quase todos os jogadores desses investimentos, as amortizações vão diminuir no próximo ano significativamente. Os únicos jogadores caros, além dos que foram contratados este ano, que ainda temos nos quadros são Otamendi e Weigl.

- Este ano gastámos 64 milhões em reforços, o que dá, mais coisa menos coisa, 13 milhões de amortização por ano. Juntando o valor do Weigl e do Otamendi, fica relativamente longe do que tínhamos antes. É expectável que esta rúbrica diminua com alguma significância. Aliás, basta ver que a rúbrica do plantel desceu 35 milhões.

- sem amortizações, o Benfica teria tido um lucro de cerca de 19 milhões. E como as amortizações não são um custo real, podemos até classificar este ano, como um ano razoável, do ponto de vista financeiro.


Umas notas relativas ao futuro:

- devido ao aparente desequlíbrio entre receitas e gastos operacionais, o Benfica no próximo verão estará obrigado a vender para ter um resultado positivo. A boa notícia é que no próximo ano as amortizações já não devem andar nos 50 milhões, e como tal o impacto das vendas no resultado liquido será superior

- há um desencontro de 50 milhões, negativos, entre o passivo corrente e o activo corrente. Desse 50 milhões, cerca de 20 milhões são resultado da antecipação de receitas da NOS, o que significa que não são um custo real. Os outros 30 milhões podem ser corrigidos ou com uma venda ou com novo empréstimo obrigacionista (o que iria contradizer a tese de ter feito dois EOs no mesmo ano)

- para o Fair-play financeiro da UEFA contam os resultados liquidos dos últimos três anos. Logo, depois de 2 anos seguidos de resultados liquidos negativos, o Benfica estará obrigado a ter um resultado liquido de ~50 milhões. é importante notar que eu não sei se há atenuantes para prejuízos no ano do covid e também que as regras do FFP estão sempre a mudar, como tal a obrigatoriedade dos 50 milhões de lucro pode não ser exactamente verdade.

- pondo estes três pontos todos  juntos, parece que o Benfica se estará a preparar no verão de 2023 para fazer 2-3 vendas avultadas, que depois poderá reinvestir noutros jogadores e também (provavelmente) em reduzir o Passivo, cortando um dos EOs sem fazer rollover, ou por outras palavras reembolso substituindo por outro.


Outras notas relevantes:

- o Benfica tem 10% de uma futura transferência do Yaremchuk se ele for vendido por mais de 10 milhões

- o custo total do Neres foi 17.1M, de Bah 8.7M, do Musa 6.5M, do João Mário 5.5M

- o Darwin gerou uma mais-valia de 40.5M (que pode subir para 65.5M caso cumpra os objectivos dos valores variáveis). vou explicar este em especifico porque me parece interessante. O Darwin custou 24 milhões e esteve 2 anos no Benfica. O seu contrato inicial foi de 5 anos, como tal, os 24 milhões amortizavam 4.8 milhões por ano (24/5). eu não sei se é exactamente assim que o Benfica contabilizava as amortizações porque o Darwin tecnicamente renovou o contrato por mais um ano na época passada, ou seja, se calhar ele amortizava 24/6, ou seja 4 milhões por ano, mas por simplicidade vamos dizer que eram 4.8 milhões. ora como esteve no Benfica dois anos, ele amortizou 9.6 milhões, e como tal o seu valor na rúbrica plantel era de 24 milhões - 9.6 milhões, ou seja 15.4 milhões. 15.4 milhões era o valor contabilistico do Darwin. o Almeria tinha ainda direito a 20% das mais valias da sua venda, limitadas a 10 milhões. ora 20%x(75-24) dá 10.2, logo o Almeria, numa venda de 75 milhões, teria direito a receber 10 milhões. além disto, o mecanismo de solidariedade da FIFA é de 5%, só que é contabilizado até aos 23 anos de um jogador, e como tal, desse 5%, há 1% que é do Benfica (0.5% por cada ano), e 4% são do Penarol e do Almeria. 75x4% dá 3 milhões. a mais valia do Darwin é portanto 75-15.4 (valor contabilistico) - 10 (mais-valia do Almeria) - 3 (solidariedade) - comissões do agente. e isto daria cerca de 6.1 milhões em comissões do agente de forma a bater certo com os 40.5 milhões de mais-valia que o Benfica diz que recebeu. só para completar, fisicamente, entraram 55.9 milhões (40,5+15,4) no Benfica (porque o valor contabilistico é um custo contabilistico, não é um custo real). mas a mais valia é sem esse custo contabilistico, dando os tais 40.5

- o Everton gerou um prejuízo de 2M (que podem ser recuperados nos valores variáveis dependentes de objectivos)

- o Jota gerou um ganho de 6 milhões por 70% do passe

- o Gedson gerou uma mais valia de 5.3M por 50% do passe

- o Pedro Pereira gerou uma mais valia de 1.6M

nfgl

Citação de: J_PN em 08 de Setembro de 2022, 11:15
Tal como perspetivei em 2020 o JJ veio para rebentar-nos não só desportivamente como financeiramente.

Vai ser um caminho longo para sair do buraco.

Não digas isso que havia aqui malta a dizer que a exigência ia voltar ao Benfica.

oliverghost

Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões
O Sporting pagou menos em FSE este ano do que nós no ano passado. Suponho que é porque Alvalade continua fechado.

nfgl

Citação de: LFVL em 08 de Setembro de 2022, 11:19
Os jogadores na formação não entram como ativos no valor do plantel... Isso não influi também nestes valores negativos?

Claro que entram como activos.
O valor é que é reduzido.

Mas isso é valor patrimonial.

DB4700

Citação de: oliverghost em 08 de Setembro de 2022, 11:37
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões
O Sporting pagou menos em FSE este ano do que nós no ano passado. Suponho que é porque Alvalade continua fechado.

sabes coisas que eu ainda não sei. porque o Sporting ainda não disponibilizou o R&C referente à temporada 21-22.

oliverghost

Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:39
Citação de: oliverghost em 08 de Setembro de 2022, 11:37
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões
O Sporting pagou menos em FSE este ano do que nós no ano passado. Suponho que é porque Alvalade continua fechado.

sabes coisas que eu ainda não sei. porque o Sporting ainda não disponibilizou o R&C referente à temporada 21-22.
https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/20220907233238-017019110-017019-2022-06-30/017019-2022-06-30/reports/017019-2022-06-30.xhtml

Não quero que te falte nada.

nfgl

Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
Uma primeira análise rápida ao R&C que o Benfica anunciou:

- o aumento do Passivo (o dinheiro que o clube deve) já era expectável depois de termos aumentado o empréstimo obrigacionista (EO) deste ano

- o aumento do EO pode não ser mau. Se o Benfica tiver previsto o aumento das taxas de juro, optou por fazer o equivalente a dois EOs no mesmo ano e financiar-se a uma taxa de juro mais baixa, visto que estas vão subir pelo menos no médio prazo (não sei se foi isso que fizeram ou não, mas é para esse tipo decisões que são pagos).

- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões

- uma temporada com quartos de final da Champions é próximo do melhor que realisticamente o Benfica pode conseguir financeiramente com alguma regularidade. Se mesmo assim, o resultado operacional é de 23 milhões negativos, há várias coisas que temos que pensar.

- Este ano (21-22) até foi o ano de sempre do clube a nível de rendimentos operacionais. Enquanto os resultados operacionais do Benfica forem negativos, o clube vai estar sempre obrigado a vender jogadores. É obrigatório corrigir esta situação para não estar obrigador a vender.

- a primeira coisa objectiva a fazer é mexer na massa salarial. o Benfica não tem receitas para pagar esta massa salarial. neste momento estamos a gastar confortavelmente mais 20-30M do que era suposto. Segundo o Jogo, reduzimos já 15M. Teremos que confirmar com o R&C semestral que sai em março. De qualquer maneira, mesmo com uma descida de 15 milhões, não será suficiente, o que significa que no próximo verão voltaremos a estar obrigados a vender algum jogador para manter o barco a flutuar.

- para reduzir a massa salarial, e tendo um o Benfica uma formação que acabou de ser campeã europeia e mundial, não há muito que saber. O Benfica tem que substituir jogadores caros por jogadores da formação. Já o começou a fazer este ano. Deveria fazer ainda mais. Por exemplo, para mim, não é perceptível a necessidade de Gil Dias e/ou Chiquinho no plantel, havendo Tiago Gouveia emprestado ao Estoril. Já nem falo da venda do Úmaro (alegadamente devido à situação do seu empresário).

- a segunda coisa objectiva a fazer é minimizar os gajos em fornecimentos e serviços externos. Aqui houve uma subida total de 21M. Só 8M foi na gestão do estádio, aumentou-se também o dinheiro injectado nas modalidades (de 4 para 6M), a BTV também ficou 2.5M mais cara. Estas subidas podem até ser justificadas. Mas FSE continua a ter um peso muito signifcativo nas contas da SAD.

- os gastos de FSE devem ser comparados com os gastos que os outros grandes também tiveram para perceber se o Benfica está ou não a exagerar no que gasta aqui.

- a nível de gastos operacionais, o Benfica gasta basicamente 2/3 em salários e 1/3 em FSE. Há outros gastos, mas são residuais.

- a terceira coisa, já meio que está corrigida. Devido às duas épocas onde se gastou 100 milhões em reforços, o Benfica ia ter 40M em amortizações de passes de atletas durante 4 anos (20 por cada ano, sendo que um ano amortizou antes, logo estavam desencontrados). Como o Benfica entretanto já se desfez de quase todos os jogadores desses investimentos, as amortizações vão diminuir no próximo ano significativamente. Os únicos jogadores caros, além dos que foram contratados este ano, que ainda temos nos quadros são Otamendi e Weigl.

- Este ano gastámos 64 milhões, o que dá, mais coisa menos coisa, 11 milhões de amortização por ano. Juntando o valor do Weigl e do Otamendi, fica relativamente longe do que tínhamos antes. É expectável que esta rúbrica diminua com alguma significância. Aliás, basta ver que a rúbrica do plantel desceu 35 milhões.

- sem amortizações, o Benfica teria tido um lucro de cerca de 19 milhões. E como as amortizações não são um custo real, podemos até classificar este ano, como um ano razoável, do ponto de vista financeiro.


Umas notas relativas ao futuro:

- devido ao aparente desequlíbrio entre receitas e gastos operacionais, o Benfica no próximo verão estará obrigado a vender para ter um resultado positivo. A boa notícia é que no próximo ano as amortizações já não devem andar nos 50 milhões, e como tal o impacto das vendas no resultado liquido será superior

- há um desencontro de 50 milhões, negativos, entre o passivo corrente e o activo corrente. Desse 50 milhões, cerca de 20 milhões são resultado da antecipação de receitas da NOS, o que significa que não são um custo real. Os outros 30 milhões podem ser corrigidos ou com uma venda ou com novo empréstimo obrigacionista (o que iria contradizer a tese de ter feito dois EOs no mesmo ano)

- para o Fair-play financeiro da UEFA contam os resultados liquidos dos últimos três anos. Logo, depois de 2 anos seguidos de resultados liquidos negativos, o Benfica estará obrigado a ter um resultado liquido de ~50 milhões

- pondo estes três pontos todos  juntos, parece que o Benfica se estará a preparar no verão de 2023 para fazer 2-3 vendas avultadas, que depois poderá reinvestir noutros jogadores e também (provavelmente) em reduzir o Passivo, cortando um dos EOs sem fazer reembolso.


Outras notas relevantes:

- o Benfica tem 10% de uma futura transferência do Yaremchuk se ele for vendido por mais de 10 milhões

- o custo total do Neres foi 17.1M, de Bah 8.7M, do Musa 6.5M, do João Mário 5.5M

- o Darwin gerou uma mais-valia de 40.5M (que pode subir para 65.5M caso cumpra os objectivos dos valores variáveis)

- o Everton gerou um prejuízo de 2M (que podem ser recuperados nos valores variáveis dependentes de objectivos)

- o Jota gerou um ganho de 6 milhões por 70% do passe

- o Gedson gerou uma mais valia de 5.3M por 50% do passe

- o Pedro Pereira gerou uma mais valia de 1.6M

Não podemos comparar os FSE com os outros grandes porque o Benfica é o único que realiza a transmissão dos seus jogos no seu estádio.

Logo aí há custos que só o Benfica tem.

Eusébio10

Citação de: bolas10 em 08 de Setembro de 2022, 02:41
Já estou mentalizado que na próxima época vendemos Enzo e Gonçalo Ramos...

Depois vamos vender mais um da formação de certeza, a dúvida é entre Antonio Silva e Florentino

Será sempre alguém da formação para gerar ganhos superiores.

O Enzo e um activo de 20M, se for por 40/60 o ganho nunca será nada do outro mundo.

A solução estava entre Ramos, Florentino e ou Antonio, infelizmente para nos.

Mas ainda nao sei como estamos de gastos com o pessoal, nao sei se com Champions estamos seguros ou nao.

nfgl

Citação de: oliverghost em 08 de Setembro de 2022, 11:37
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões
O Sporting pagou menos em FSE este ano do que nós no ano passado. Suponho que é porque Alvalade continua fechado.

Os lagartos não têm custos com o canal de tv.

Androico

Já estou a ver que para o ano vai sair o Ramos e o Enzo. E mais um destes: Tino, António Silva ou Araújo. 

DB4700

Citação de: nfgl em 08 de Setembro de 2022, 11:42
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
Uma primeira análise rápida ao R&C que o Benfica anunciou:

- o aumento do Passivo (o dinheiro que o clube deve) já era expectável depois de termos aumentado o empréstimo obrigacionista (EO) deste ano

- o aumento do EO pode não ser mau. Se o Benfica tiver previsto o aumento das taxas de juro, optou por fazer o equivalente a dois EOs no mesmo ano e financiar-se a uma taxa de juro mais baixa, visto que estas vão subir pelo menos no médio prazo (não sei se foi isso que fizeram ou não, mas é para esse tipo decisões que são pagos).

- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões

- uma temporada com quartos de final da Champions é próximo do melhor que realisticamente o Benfica pode conseguir financeiramente com alguma regularidade. Se mesmo assim, o resultado operacional é de 23 milhões negativos, há várias coisas que temos que pensar.

- Este ano (21-22) até foi o ano de sempre do clube a nível de rendimentos operacionais. Enquanto os resultados operacionais do Benfica forem negativos, o clube vai estar sempre obrigado a vender jogadores. É obrigatório corrigir esta situação para não estar obrigador a vender.

- a primeira coisa objectiva a fazer é mexer na massa salarial. o Benfica não tem receitas para pagar esta massa salarial. neste momento estamos a gastar confortavelmente mais 20-30M do que era suposto. Segundo o Jogo, reduzimos já 15M. Teremos que confirmar com o R&C semestral que sai em março. De qualquer maneira, mesmo com uma descida de 15 milhões, não será suficiente, o que significa que no próximo verão voltaremos a estar obrigados a vender algum jogador para manter o barco a flutuar.

- para reduzir a massa salarial, e tendo um o Benfica uma formação que acabou de ser campeã europeia e mundial, não há muito que saber. O Benfica tem que substituir jogadores caros por jogadores da formação. Já o começou a fazer este ano. Deveria fazer ainda mais. Por exemplo, para mim, não é perceptível a necessidade de Gil Dias e/ou Chiquinho no plantel, havendo Tiago Gouveia emprestado ao Estoril. Já nem falo da venda do Úmaro (alegadamente devido à situação do seu empresário).

- a segunda coisa objectiva a fazer é minimizar os gajos em fornecimentos e serviços externos. Aqui houve uma subida total de 21M. Só 8M foi na gestão do estádio, aumentou-se também o dinheiro injectado nas modalidades (de 4 para 6M), a BTV também ficou 2.5M mais cara. Estas subidas podem até ser justificadas. Mas FSE continua a ter um peso muito signifcativo nas contas da SAD.

- os gastos de FSE devem ser comparados com os gastos que os outros grandes também tiveram para perceber se o Benfica está ou não a exagerar no que gasta aqui.

- a nível de gastos operacionais, o Benfica gasta basicamente 2/3 em salários e 1/3 em FSE. Há outros gastos, mas são residuais.

- a terceira coisa, já meio que está corrigida. Devido às duas épocas onde se gastou 100 milhões em reforços, o Benfica ia ter 40M em amortizações de passes de atletas durante 4 anos (20 por cada ano, sendo que um ano amortizou antes, logo estavam desencontrados). Como o Benfica entretanto já se desfez de quase todos os jogadores desses investimentos, as amortizações vão diminuir no próximo ano significativamente. Os únicos jogadores caros, além dos que foram contratados este ano, que ainda temos nos quadros são Otamendi e Weigl.

- Este ano gastámos 64 milhões, o que dá, mais coisa menos coisa, 11 milhões de amortização por ano. Juntando o valor do Weigl e do Otamendi, fica relativamente longe do que tínhamos antes. É expectável que esta rúbrica diminua com alguma significância. Aliás, basta ver que a rúbrica do plantel desceu 35 milhões.

- sem amortizações, o Benfica teria tido um lucro de cerca de 19 milhões. E como as amortizações não são um custo real, podemos até classificar este ano, como um ano razoável, do ponto de vista financeiro.


Umas notas relativas ao futuro:

- devido ao aparente desequlíbrio entre receitas e gastos operacionais, o Benfica no próximo verão estará obrigado a vender para ter um resultado positivo. A boa notícia é que no próximo ano as amortizações já não devem andar nos 50 milhões, e como tal o impacto das vendas no resultado liquido será superior

- há um desencontro de 50 milhões, negativos, entre o passivo corrente e o activo corrente. Desse 50 milhões, cerca de 20 milhões são resultado da antecipação de receitas da NOS, o que significa que não são um custo real. Os outros 30 milhões podem ser corrigidos ou com uma venda ou com novo empréstimo obrigacionista (o que iria contradizer a tese de ter feito dois EOs no mesmo ano)

- para o Fair-play financeiro da UEFA contam os resultados liquidos dos últimos três anos. Logo, depois de 2 anos seguidos de resultados liquidos negativos, o Benfica estará obrigado a ter um resultado liquido de ~50 milhões

- pondo estes três pontos todos  juntos, parece que o Benfica se estará a preparar no verão de 2023 para fazer 2-3 vendas avultadas, que depois poderá reinvestir noutros jogadores e também (provavelmente) em reduzir o Passivo, cortando um dos EOs sem fazer reembolso.


Outras notas relevantes:

- o Benfica tem 10% de uma futura transferência do Yaremchuk se ele for vendido por mais de 10 milhões

- o custo total do Neres foi 17.1M, de Bah 8.7M, do Musa 6.5M, do João Mário 5.5M

- o Darwin gerou uma mais-valia de 40.5M (que pode subir para 65.5M caso cumpra os objectivos dos valores variáveis)

- o Everton gerou um prejuízo de 2M (que podem ser recuperados nos valores variáveis dependentes de objectivos)

- o Jota gerou um ganho de 6 milhões por 70% do passe

- o Gedson gerou uma mais valia de 5.3M por 50% do passe

- o Pedro Pereira gerou uma mais valia de 1.6M

Não podemos comparar os FSE com os outros grandes porque o Benfica é o único que realiza a transmissão dos seus jogos no seu estádio.

Logo aí há custos que só o Benfica tem.

repara que no R&C vem discriminado o que está em cada rúbrica de FSE. logo podemos comparar o que cada um gasta. basta retirar certas despesas.

há é outro problema. o que um clube considera FSE, outro pode considerar outra coisa qualquer.

DB4700

#82769
Citação de: oliverghost em 08 de Setembro de 2022, 11:41
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:39
Citação de: oliverghost em 08 de Setembro de 2022, 11:37
Citação de: DB4700 em 08 de Setembro de 2022, 11:24
- os 35 milhões de prejuízo devem-se fundamentalmente a três coisas: subida de 15M nos gastos com pessoal (para uns rídiculos 112 milhões), subida de 21M em FSE (que em 20-21 foram mais baixos porque os Estádios estiveram fechados), amortizações de passes de atletas de 50 milhões
O Sporting pagou menos em FSE este ano do que nós no ano passado. Suponho que é porque Alvalade continua fechado.

sabes coisas que eu ainda não sei. porque o Sporting ainda não disponibilizou o R&C referente à temporada 21-22.
https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/20220907233238-017019110-017019-2022-06-30/017019-2022-06-30/reports/017019-2022-06-30.xhtml

Não quero que te falte nada.

não está no site deles. e o site da CMVM está em baixo. mas sendo assim, acredito que tenhas razão.