Potenciais candidatos à presidência do Benfica

Benfiquismo

Citação de: rdr10 em 28 de Julho de 2026, 11:29
Citação de: andrerodri em 28 de Julho de 2026, 11:22
Citação de: The_Riggs em 28 de Julho de 2026, 11:16
Citação de: rdr10 em 28 de Julho de 2026, 10:47
Citação de: The_Riggs em 28 de Julho de 2026, 09:10
Citação de: Tds 28 em 28 de Julho de 2026, 03:08
Citação de: The_Riggs em 27 de Julho de 2026, 14:14
Citação de: ricardoslb1988 em 27 de Julho de 2026, 14:11Quem entre Manteigas e Rui Costa votaria em branco não é muito diferente de um chalupa votante dos 65%.
Engraçado que quando pediam para os Manteiguistas votarem útil, diziam que era a liberdade de expressão do Benfica a funcionar, Que o Noronha Lopes abandonou o Benfica ( essa é que era verdade eheh) , agora uma pessoa exercer o seu direito já é ser chalupa.

É por isto que mais depressa lá metia o Vieira outra vez que esta seita manteiguista.

podem citar à vontade.

Se acham que vão lá entrar um dia, como na segunda volta, todos juntos em gangue, à capangas dos SD, com sobretudos e óculos de sol para assumir o clube, como lá entraram na segunda volta para votar Rui Costa, ao qual deram um forte abraço cheios de sorriso no pavilhão, estão muito enganados. Nunca vai acontecer.
Ou seja, estão a ser iguais aos que criticam. Faz sentido

Havia um filme que tinha uma piada horrível.

"Hertz Donnut."

"what?"

"Hurts, doesn't it ?"

O The_Riggs pode ser extremamente tóxico em relação a este tópico, mas tem toda a razão, era o que faltava agora eu ter que votar num gajo que fez o máximo para que Noronha não fosse presidente.

O Manteigas para mim está ao nível do Mauro Xavier, votar neles é praticamente impensável.
Quando eu disse que havia aqui gajos populares, que conhecen centenas de sócios e vão a todas as Ag's que achavam o mesmo, era disto que estava a falar, mas não queria dar nomes.

Pode ser que sem ser o maluco do The_Riggs, que admito que neste tópico em específico, sempre serei maluco, eu vou gastar milhares a repor quotas para votar contra Manteigas se ele se candidatar.

É praticamente a minha única missão como Benfiquista fazer tudo o que posso para ele nunca lá meter os cotos.

Podem achar que preciso de psicólogo que me é indiferente. Para mim ele é a principal cara da reeleição do Rui Costa.

Acho que fazes bem, é salutar essa forma de pensar sem analisar os factos.

Levar tudo pela aparência.

A soma dos votos de Noronha e Manteigas davam claramente para vencer o RC, portanto siga malhar no vermelho.

Aparência? Mas qual é a dúvida que o Manteigas se meteu a ele em primeiro e o Benfica em segundo? Mas brincamos?

O jogo do Manteigas foi e é facilimo de ver, afastou o Noronha porque sabe que ele não volta, fingiu ser critico desta direção mas sempre com falinhas mansas
, depois das eleições abraçou Rui Costa e trata-o sempre com respeito e até algum carinho, e para que? Para conseguir ir buscar votos aos 65%, aos poucos o Manteigas vai passando por um gajo porreiro que até já disse várias vezes que está do lado de Rui Costa.
Está claramente a conquistar o seu espaço com algum apoio das duas barricadas, só cai quem quer.

ISTO!

ZédaViuva

Que tal o proença? Parece que brevemente terá muito tempo disponível para novos projetos.

Parece que tem um cartão de sócio da instituição há muito anos.

Será que nas SADs riscas e do Minho, assim como nas respetivas claques, não haverá uns cartões de sócio da instituição?

Vejam lá... alguém se haverá de arranjar!

Lebohang Mokoena

CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.

SpaceCadet

Citação de: 30min à Benfica em 29 de Julho de 2026, 09:35Ainda hoje quando falo com alguns benfiquistas, vêm com aquela lenga-lenga de que o JNL era fraco e mais não sei o quê e eu fico completamente passado com esta merda.

Epa, mas queriam que ele fizesse o quê?

É que o homem fez de tudo.

Apresentou o seu programa eleitoral, a sua lista, as funções de cada um, as suas ideias e a sua visão para o futuro.

Fez críticas construtivas e muitas delas agora vemos que, afinal, tinham a sua razão de ser.

Esteve em todas as TVs, apresentou as suas declarações de rendimentos quando foi vilipendiado por toda a comunicação social, teve um discurso mais ponderado e outras vezes teve de ser mais grosseiro e agressivo.

Foi a muitas casas do Benfica. Percorreu o país todo. Nunca nenhum candidato fez o que ele fez numa campanha.

FEZ TUDO para agradar às várias fações de sócios do Benfica.

TUDO.

E hoje ainda tenho de ouvir certas merdas a dizer que era fraco.

Fracos são a maioria dos sócios do clube!

Era fraco porque não tinha carisma?

É preciso ter carisma para se ser bom num cargo?

O Bruno de Carvalho e o Vieira também tinham carisma.

Depois foi a merda que se viu.

Por fim, em relação a JDM, desiludiu-me bastante.

Tem alto conhecimento do clube, tem ideias, visão de futuro e é forte juridicamente.

No entanto, a falta de apoio dele em relação a Noronha e fraca oposição em relação a Rui Costa, fazem-me desconfiar dele.

Vamos ver o seu percurso durante estes 3 anos e depois logo se vê quando chegarem as eleições.

em relação ao JNL, o que falhou já por duas vezes é que ele acha que é possivel ganhar só por ter as melhores pessoas ou o melhor projecto e aparecer com isso a 3 meses das eleições e que isso será suficiente.

o Benfica nao funciona assim

é preciso fazer um trabalho de sapa, que passaria no minimo por ter presença num espaço televisivo para ir partindo pedra devagarinho e ir convencendo a chalupada.

passaria por exemplo por dar entrevistas em momentos negativos, e ir fazendo trabalho de oposição nas redes sociais p.ex.

admito que nao esteja para isso, como muitos gajos com o estatuto dele não estarão.

mas seria o preço a pagar para ter mais reconhecimento entre os benfiquistas médios.

repito: nao é possivel aparecer a 3 meses das eleições, e durante os 4 anos anteriores nem sequer praticamente comentar a atualidade do clube.

SpaceCadet

Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.

acabei de dizer isso no meu post anterior, é que nem mais!

+1benfiquista

Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.

Estou de férias e meio off mas fiquei contente por ver que o JNL falou há dias. Não sei o que significa ao certo mas se ele não quisesse mesmo falar, não teria dito nada...

Soundwave

Citação de: The_Riggs em 29 de Julho de 2026, 11:15
Citação de: Soundwave em 29 de Julho de 2026, 11:13
Citação de: Lopes1986 em 29 de Julho de 2026, 10:31
Citação de: joaoreis em 29 de Julho de 2026, 10:27
Citação de: N1c0 em 29 de Julho de 2026, 10:23
Citação de: 30min à Benfica em 29 de Julho de 2026, 09:35Ainda hoje quando falo com alguns benfiquistas, vêm com aquela lenga-lenga de que o JNL era fraco e mais não sei o quê e eu fico completamente passado com esta merda.

Epa, mas queriam que ele fizesse o quê?

É que o homem fez de tudo.

Apresentou o seu programa eleitoral, a sua lista, as funções de cada um, as suas ideias e a sua visão para o futuro.

Fez críticas construtivas e muitas delas agora vemos que, afinal, tinham a sua razão de ser.

Esteve em todas as TVs, apresentou as suas declarações de rendimentos quando foi vilipendiado por toda a comunicação social, teve um discurso mais ponderado e outras vezes teve de ser mais grosseiro e agressivo.

Foi a muitas casas do Benfica. Percorreu o país todo. Nunca nenhum candidato fez o que ele fez numa campanha.

FEZ TUDO para agradar às várias fações de sócios do Benfica.

TUDO.

E hoje ainda tenho de ouvir certas merdas a dizer que era fraco.

Fracos são a maioria dos sócios do clube!

Era fraco porque não tinha carisma?

É preciso ter carisma para se ser bom num cargo?

O Bruno de Carvalho e o Vieira também tinham carisma.

Depois foi a merda que se viu.

Por fim, em relação a JDM, desiludiu-me bastante.

Tem alto conhecimento do clube, tem ideias, visão de futuro e é forte juridicamente.

No entanto, a falta de apoio dele em relação a Noronha e fraca oposição em relação a Rui Costa, fazem-me desconfiar dele.

Vamos ver o seu percurso durante estes 3 anos e depois logo se vê quando chegarem as eleições.

JNL tinha tudo. Só não tinha a máquina do clube
E a comunicação fluente.
Tivemos um trambolho durante 20 anos que tinha de ler o papel para tudo o que dissesse...e o actual que é um azeiteiro do pior...nem formular uma frase sabe...
Falhou ser mais azeiteiro e com isso atingir mais a malta do vinho de pacote...

Mas não duvides. Eleições são e sempre foram um concurso de popularidade e o voto do denominador comum é sempre o que dita o resultado. No caso do Benfica ficou claro o porquê de andarmos há 30 anos entregues a Vieiras, a larga maioria dos sócios pura e simplesmente não vai para lá do soundbyte de quem quer que esteja na presidência.
No Benfica, são.

O AVB não ganhou por popularidade, ganhou porque os adeptos perceberam que era o melhor para o clube deles. O Pinto não perdeu amor, respeito ou popularidade dos adeptos.

O fardo do Benfica é ter demasiados adeptos e sócios que se estão pouco cagando para o que se passa no dia a dia do clube. A conversa do "depois não apareçam no Marquês" não se vê em mais lado nenhum.

Claro que tinha de dar nisto. É impensável uma direcção manter-se depois de um mandato onde perde tudo ano após ano num clube que viva para ganhar, o que mostra que no Benfica a vitória não é prioridade.

E já que é assim é deixar arder mais um bocado.

Goldberg

Citação de: Sylphs em 28 de Julho de 2026, 15:50
Citação de: Goldberg em 28 de Julho de 2026, 14:36
Citação de: tiago1991 em 28 de Julho de 2026, 13:17acho Manteigas com muito mais perfil para presidente do que o Noronha

o presidente do Benfica têm sempre de ser uma pessoa que saiba ser agressivo
voces gostavam do bruno de carvalho?

é por aí que o pensamento deve ir  :rir:
Por acaso gostava, foi o melhor período desportivo nos últimos largos anos
está tudo dito  :cool2:

joaoreis

Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.
Com todo o respeito mas já chega. É preciso outra figura.

Nirvana_87

Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.

Sonhador.

E não discordo com o texto. Mas lá está, é uma utopia.
Em 2031 quem sabe...

Noronha ficou rotulado pelo defunto mafioso. Foi a última arma que usou para enfraquecer com sucesso o Benfica.
E os atrasados mentais engoliram...

Benfiquismo

Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.
Este texto deu me esperança de ver novamente o Benfica que todos nós (os que desejam bem) queremos. Que doença...

Dennis

É bom que o pessoal aceite dois factos:

1 - Nunca na vida o banana se vai demitir! Vai aguentar até ao fim do mandato e acredito que tenha lata suficiente para se recandidatar;

2 - O JNL não se volta a meter noutra. Já são duas vezes em que mobiliza listas fabulosas que poderiam meter o Benfica no caminho que todos queremos, para no fim perder para um software e com votos metidos em Yaris, ou para um gajo que como programa eleitoral tem um pdf de 3 ou 4 páginas com banalidades (ou bananalidades...) que podiam ser escritas por um miúdo da escola secundária.

Orgulhosamente_SLB

#3492
Citação de: tiago1991 em 28 de Julho de 2026, 13:17acho Manteigas com muito mais perfil para presidente do que o Noronha

o presidente do Benfica têm sempre de ser uma pessoa que saiba ser agressivo

É por causa de chalupas como tu que o clube está como está!

Tivemos, eu assim votei, ao nosso dispôr a lista mais competente que alguma vez concorreu aos orgaões sociais do Sport Lisboa e Benfica!

Obrigado, aos manteiguistas e aos 65% de retardadados, pela vossa opção!

Notguilty

Citação de: Nirvana_87 em 29 de Julho de 2026, 14:34
Citação de: Lebohang Mokoena em 29 de Julho de 2026, 14:05
CitaçãoJoão Noronha Lopes também racha lenha

Se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater. É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo

Nunca se viu uma temporada começar com os ombros dos benfiquistas tão encolhidos. Chegámos ao ponto de Jhon Durán ser uma esperança. Quem? Jhon Durán: procurem ler alguma coisa sobre o rapaz e compreenderão o estado de insanidade do Benfica actual. Depois de se inteirarem do caso, tomem nota da inversão: de quem parece ter cabeça, como o tal polaco Kaminski que custou vinte milhões, não se espera que jogue à bola (até porque, ao que tudo indica, também ele não faz questão de alimentar ilusões); mas de quem não a tem — e ainda por cima vem por empréstimo — espera-se que seja o craque da época. É uma espécie de síndrome de Caniggia: a má ideia que leva o falido a entrar no casino convencido de que só uma loucura o pode salvar da bancarrota. Com uma diferença: Caniggia tinha, como dizem agora os miúdos, "aura".

No meio disto, o adepto pensa o que ainda há dias ouvi de um amigo consócio:

— Com tamanha falta de rumo e disciplina, era mesmo Rui Costa que faltava a este moço para lhe endireitar a vida!

Ora, nem a vida do jovem Durán, nem a vida do velho Benfica; e só quem anda distraído se surpreende. Agora, tarde e a más horas, toda a gente começa a chegar à conclusão de que o futuro do Benfica não passa pelo presidente eleito há uns meses. É gente desavisada. É gente que não lê. É gente que, numa palavra, não presta atenção à Tribuna Expresso.

Não é de bom tom recordar crónicas antigas. Mas eu disse, eu escrevi e até chamei os bois pelos cognomes. A questão é esta: se o futuro não passa por Rui Costa, o destruidor de Ferraris, passa então por quem? Respondo já e suprimo o suspense: passa por João Noronha Lopes, o alvo a abater.

É ele que, apesar do assassinato de carácter de que foi alvo nas últimas eleições, promovido por um dos maiores grupos de comunicação do país, continua a ser o único que não se apresenta como uma reformulação dos vícios do vieirismo.

Foi ele que conseguiu o prodígio de gerar esta espécie de consenso particularmente cobarde: todos o qualificam como "mau candidato" para não terem de admitir que seria um bom presidente.

E é ele que, queiram ou não, tem como capital político 34 mil sócios que votaram nele. Não é Vieira. Não é Manteigas. Nem é qualquer um dos outros salvadores de ocasião que andam sempre à espera de um buraco por onde meter a cabeça de fora.

O que João Noronha Lopes precisa de fazer é tão simples que, mesmo que não queira, a força das circunstâncias acabará por obrigá-lo.

Falar.

É só isto.

E foi o que fez há uns dias à porta do Estoril Open, não porque tivesse convocado os jornalistas ou preparado uma reentrada em cena, mas porque a imprensa reconhece nele o que nem ele parece reconhecer. Não foi preciso dizer grande coisa. Bastaram três banalidades.

Banalidade #1:

— Não vou fazer declarações.

Banalidade #2:

— Tenho esperança de que Marco Silva ponha o Benfica a jogar à bola e de que ganhemos o próximo jogo.

Banalidade #3:

— Faço um apelo aos benfiquistas para estarem no estádio a apoiar a equipa. Temos de ganhar e temos de conquistar a Liga Europa.

Dependendo de quem as pronuncia, três banalidades podem produzir os seus efeitos. Em tempos idos do futebol nacional, houve um certo presidente de um certo clube de uma certa segunda cidade a norte, cujas declarações eram invariavelmente classificadas como sendo de "fina ironia". Pois bem: lidas com a devida fina ironia, estas três frases acertam em cheio em três alvos.

Alvo #1: a ideia feita — e especialmente pouco inteligente — de que quem está de fora não racha lenha: Noronha Lopes desmonta-a ao anunciar que não falará, tornando-se notícia por causa disso.

Alvo #2: o futebol do Benfica. A frase diz o essencial: o Benfica não joga nada e Marco Silva, por melhor treinador que seja, está metido num sarilho monumental.

Alvo #3: a bilhética. Ao pedir aos benfiquistas que encham o estádio, acaba por acertar no kafkiano sistema do Benfica, que mais parece concebido para os impedir de lá chegar. (Assunto a que um destes dias dedicarei a atenção que merece e a paciência que não merece.)

Porém, nem o calendário marca 1998, nem João Noronha Lopes é Pinto da Costa — graças a Deus. Não basta dizer umas subtilezas à porta do lugar onde calha aparecer gente da comunicação social; é preciso arregaçar as mangas e mostrar que não é apenas um antigo candidato, mas um benfiquista presente. Porque é isso que ele é.

Entre 2020 e 2025, João Noronha Lopes desapareceu. Teve medo da própria sombra. Ou então foi à vida dele. Se tiver sido esse o caso, não devia ter ido. Devia ter-se instalado num desses programas que pululam pelo cabo e passado cinco anos a falar de futebol, de estruturas, de modelos de jogo, de arbitragens, da formação, do relvado e, se necessário, da humidade relativa do ar.

É assim que se faz. Em Portugal, um homem que aparece todas as semanas na televisão acaba inevitavelmente por adquirir aparência de estadista.

Mas não há mal. É assim que se aprende.

Se Noronha Lopes quer ser considerado, tem de aparecer. Tem de falar. Tem de contrariar a ideia de que a oposição só existe quinze dias antes das eleições para depois voltar para a gaveta. Quem está de fora também racha lenha. Sobretudo quando quem está lá dentro já lhe deitou fogo.

P.S.: A coluna Odeio Futebol Moderno interromperá a sua actividade durante o mês de Agosto.

Manuel Fúria é músico e vive em Lisboa.

Manuel Barbosa de Matos é o seu verdadeiro nome.

E escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.

'Odeio Futebol Moderno' é um espaço de opinião sobre atualidades futebolísticas da perspetiva de um romântico entalado num tempo em que não se reconhece.

Sonhador.

E não discordo com o texto. Mas lá está, é uma utopia.
Em 2031 quem sabe...

Noronha ficou rotulado pelo defunto mafioso. Foi a última arma que usou para enfraquecer com sucesso o Benfica.
E os atrasados mentais engoliram...
Tu não engoliste pois não? Como tu há mais e isso é que é importante.
Não podemos chamar os outros de Chalupas e ficar à espera que as coisas se resolvam por intervenção divina. Esse texto do Manuel Furia enche-me de esperança porque ao contrario do que andam a tentar passar à toda força por todo lado e por aqui, é que o JNL desistiu de lutar pelo Benfica e eu não acredito nisso.

franciscoafonso

É escusado entrar em discussões.

Se o Rui for engavetado pela PJ, o bando de mentecaptos vai a correr votar Vieira porque "com ele não faziam farinha".

É o clube que temos.