Direitos televisivos

lonstrup

Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:58
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:57
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:56
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:54
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:44
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:38
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:35
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:33
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:23
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:19
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 14:33
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 12:35Há aqui umas discussões um pouco ao lado na minha opinião. Misturamos ligas periféricas com ligas e competições de topo. A liga portuguesa, no que toca a futebol jogado, sofre o oposto à sobre-exposição.  Tem acesso fechado à maioria dos adeptos. E promove-se mal com cada vez menos contacto com os intervenientes, com foco excessivo em polémicas e em dirigentes.

A nível global está a acontecer outro fenómeno. Há uma maior concentração de consumo nas grandes competições e grandes ligas. Eu por exemplo vejo mais jogos da Premier League e Champions do que da Liga Portuguesa. Em Portugal vejo o Benfica, esporadicamente Porto, Sporting e Braga e acabou. O resto é ao vivo no futebol de formação.

Recentemente tem-se falado na compra dos direitos da Premier League por parte da Netflix. Há mercado para as grandes competições, mas terá o efeito de secar o que está â volta. Liga portuguesa não é, nem será vendável para mercados de jeito.
 
E o caminho do futebol é vender mais conteúdos extra-jogos. Já há bastantes documentários da realidade interna dos clubes e o caminho será de mostrar mais bastidores como fez a Formula 1 com sucesso.
O teu comentário levanta para mim uma questão importante (que acho importante):

o que tu descreves é o modelo de negócio das plataformas de streaming. Não é o modelo do futebol per si.

Parece-me é que o futebol não tem pensado qual o melhor modelo de comercializar os direitos tv, e vai ao reboque de quem tem interesse nos direitos tv, mas segundo os seus próprios parâmetros.

Porque o modelo do streaming (que referes) tem o seu próprio interesse, e não é no futebol como produto, mas no futebol como conteúdo, como qualquer outro.

Acho que na indústria futebol se tem confundido o melhor modelo com o que paga mais.

Para o futebol europeu é melhor receber menos à cabeça, mas ter mais exposição (jogos em sinal aberto) e explorar a publicidade estática e outras. Valoriza mais o produto no geral. Mais gente a ver jogos, mais gente a comprar merchandising, mais comerciantes interessados em colocar o seu produto.

Dispersão em vez de concentração. É dificil, eu sei, porque contraria a mentalidade económica e de investimento atual de grandes fundos a açambarcar o máximo possível.

Mas o futebol quer isso, não quer vender um campeonato principal, quer vender vários campeonatos europeus. E deve escolher o modelo de direitos tv que melhor serve esse propósito.

E nós (adeptos), nem o futebol, têm de ser o ganha pão das Sporttvs e das Dazn, que não têm produção própria e vivem de vender em pacote e exclusividade o que os outros fazem.


A TV em sinal aberto está em profunda quebra. É uma forma de consumo com dias contados na escala que conheciamos.

O próprio conceito de direitos de TV é cada vez mais obsoleto. São direitos de transmissão que serão tendencialmente fragmentados. Não só pelo modelo de negócio das plataformas de streaming, mas também pela forma como as novas gerações consumem conteúdos imediatos e de curta duração.

Os 90 minutos de jogo serão cada vez mais insuficientes para ter retorno, mas são demasiado longos para atrair novas gerações. É um paradoxo. Por isso acredito que será um futuro de fragmentação de conteúdo.

E paralelamente o caminho acabará por ser de concentração nas principais competições e contenção de custos em ligas periféricas. E os grandes em Portugal vão acabar por ter de mudar este modelo de negócio que é insustentável.


Esta bolha vai rebentar, os salários no futebol são pornográficos e não há quem consiga alimentar isto nos moldes atuais.



e achas que as plataformas de streaming e os canais pagos permitiriam alguma vez uma pay-per-vie?

-------------------------

O modelo do ragueby, algum de vocês conhece como é? Tinha curiosidade em saber. Nr de jogos, competições, direitos tv, etc.
Vai chegar a um ponto que vão ter de permitir, porque isto é simples ... eu uso aquele sistema com quatro letras ... e se deixar de existir ... irei ver em streams manhosas, está fora de questão pagar os preços que existem. Vai chegar a um ponto que esta bolha toda de casas de apostas e afins vai secar e vão ter de levar um banho de realidade.

Na américa funciona muita coisa à base de PPV
e não pode ser a própria liga/federação a vender pacotes desses?

Não vejo a necessidade, com a tecnologia de hoje, de estar «preso» a operadoras ou streamings, quando uma simples app pode fazer o serviço.

Poder pode, mas falta visão.

O que é que a NBA faz ? A NBA tem um league pass que pertence à liga, eles não deixam ninguém controlar totalmente os seus direitos de tv, tu por exemplo se fores adepto dos Lakers podes comprar só os jogos dos Lakers. Como podes pagar o league pass inteiro e tens acesso a TODOS os jogos da liga. Depois também vendem direitos a cadeias nacionais, mas os jogos passam sempre no league pass, independentemente de darem na national tv ou não. Dá também para comprares só um jogo, só um mês, ou logo o ano todo geral ou só da tua equipa.

Ainda assim, depois da fase regular chegam os playoffs e na américa passam todos no cabo e não no league pass. ( em portugal ou fora dos EUA não, todos os jogos dos playoffs estão incluídos no league pass).

A base de modelo a seguir devia ser esta, podendo fazer mudanças ou não, mas sempre nesta base.
mas a ideia de ter alguns a passar em canal aberto é também «espicaçar» o interesse.

Ainda na 4a estava a ver o PSG vs Tottenham na dazn, e o comentário da minha mulher foi «para ver este futebol vale a pena».

Tem de se dar um cheirinho de vez em quando dm Benfica, Porto ou Sportem, para motivar a comprar mais jogos.
Em Portugal existe muito compadrio e muito tacho para alimentar.

O medo de mudar o modelo de negócio é apenas falta de vontade.

Hoje em dia ter um canal de televisão e uma plataforma de streaming não é difícil. E podia aproveitar para acompanhar essa mudança com jogos tipo ao meio dia como em inglaterra.
Nem é preciso Inglaterra. Era um intercambio com outras ligas com problemas similares, como França e Bélgica.

Um dos problemas neste caso da liga belga é ter jogos em sinal aberto obrigatórios por lei.
mas por isso é que não faz sentido vender a uma plataforma de streaming que vive de exclusivos.

vende a quem viva de publicidade e não de assinaturas.

Chris Cornell

Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:57
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:56
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:54
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:44
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:38
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:35
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:33
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:23
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:19
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 14:33
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 12:35Há aqui umas discussões um pouco ao lado na minha opinião. Misturamos ligas periféricas com ligas e competições de topo. A liga portuguesa, no que toca a futebol jogado, sofre o oposto à sobre-exposição.  Tem acesso fechado à maioria dos adeptos. E promove-se mal com cada vez menos contacto com os intervenientes, com foco excessivo em polémicas e em dirigentes.

A nível global está a acontecer outro fenómeno. Há uma maior concentração de consumo nas grandes competições e grandes ligas. Eu por exemplo vejo mais jogos da Premier League e Champions do que da Liga Portuguesa. Em Portugal vejo o Benfica, esporadicamente Porto, Sporting e Braga e acabou. O resto é ao vivo no futebol de formação.

Recentemente tem-se falado na compra dos direitos da Premier League por parte da Netflix. Há mercado para as grandes competições, mas terá o efeito de secar o que está â volta. Liga portuguesa não é, nem será vendável para mercados de jeito.
 
E o caminho do futebol é vender mais conteúdos extra-jogos. Já há bastantes documentários da realidade interna dos clubes e o caminho será de mostrar mais bastidores como fez a Formula 1 com sucesso.
O teu comentário levanta para mim uma questão importante (que acho importante):

o que tu descreves é o modelo de negócio das plataformas de streaming. Não é o modelo do futebol per si.

Parece-me é que o futebol não tem pensado qual o melhor modelo de comercializar os direitos tv, e vai ao reboque de quem tem interesse nos direitos tv, mas segundo os seus próprios parâmetros.

Porque o modelo do streaming (que referes) tem o seu próprio interesse, e não é no futebol como produto, mas no futebol como conteúdo, como qualquer outro.

Acho que na indústria futebol se tem confundido o melhor modelo com o que paga mais.

Para o futebol europeu é melhor receber menos à cabeça, mas ter mais exposição (jogos em sinal aberto) e explorar a publicidade estática e outras. Valoriza mais o produto no geral. Mais gente a ver jogos, mais gente a comprar merchandising, mais comerciantes interessados em colocar o seu produto.

Dispersão em vez de concentração. É dificil, eu sei, porque contraria a mentalidade económica e de investimento atual de grandes fundos a açambarcar o máximo possível.

Mas o futebol quer isso, não quer vender um campeonato principal, quer vender vários campeonatos europeus. E deve escolher o modelo de direitos tv que melhor serve esse propósito.

E nós (adeptos), nem o futebol, têm de ser o ganha pão das Sporttvs e das Dazn, que não têm produção própria e vivem de vender em pacote e exclusividade o que os outros fazem.


A TV em sinal aberto está em profunda quebra. É uma forma de consumo com dias contados na escala que conheciamos.

O próprio conceito de direitos de TV é cada vez mais obsoleto. São direitos de transmissão que serão tendencialmente fragmentados. Não só pelo modelo de negócio das plataformas de streaming, mas também pela forma como as novas gerações consumem conteúdos imediatos e de curta duração.

Os 90 minutos de jogo serão cada vez mais insuficientes para ter retorno, mas são demasiado longos para atrair novas gerações. É um paradoxo. Por isso acredito que será um futuro de fragmentação de conteúdo.

E paralelamente o caminho acabará por ser de concentração nas principais competições e contenção de custos em ligas periféricas. E os grandes em Portugal vão acabar por ter de mudar este modelo de negócio que é insustentável.


Esta bolha vai rebentar, os salários no futebol são pornográficos e não há quem consiga alimentar isto nos moldes atuais.



e achas que as plataformas de streaming e os canais pagos permitiriam alguma vez uma pay-per-vie?

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O modelo do ragueby, algum de vocês conhece como é? Tinha curiosidade em saber. Nr de jogos, competições, direitos tv, etc.
Vai chegar a um ponto que vão ter de permitir, porque isto é simples ... eu uso aquele sistema com quatro letras ... e se deixar de existir ... irei ver em streams manhosas, está fora de questão pagar os preços que existem. Vai chegar a um ponto que esta bolha toda de casas de apostas e afins vai secar e vão ter de levar um banho de realidade.

Na américa funciona muita coisa à base de PPV
e não pode ser a própria liga/federação a vender pacotes desses?

Não vejo a necessidade, com a tecnologia de hoje, de estar «preso» a operadoras ou streamings, quando uma simples app pode fazer o serviço.

Poder pode, mas falta visão.

O que é que a NBA faz ? A NBA tem um league pass que pertence à liga, eles não deixam ninguém controlar totalmente os seus direitos de tv, tu por exemplo se fores adepto dos Lakers podes comprar só os jogos dos Lakers. Como podes pagar o league pass inteiro e tens acesso a TODOS os jogos da liga. Depois também vendem direitos a cadeias nacionais, mas os jogos passam sempre no league pass, independentemente de darem na national tv ou não. Dá também para comprares só um jogo, só um mês, ou logo o ano todo geral ou só da tua equipa.

Ainda assim, depois da fase regular chegam os playoffs e na américa passam todos no cabo e não no league pass. ( em portugal ou fora dos EUA não, todos os jogos dos playoffs estão incluídos no league pass).

A base de modelo a seguir devia ser esta, podendo fazer mudanças ou não, mas sempre nesta base.
mas a ideia de ter alguns a passar em canal aberto é também «espicaçar» o interesse.

Ainda na 4a estava a ver o PSG vs Tottenham na dazn, e o comentário da minha mulher foi «para ver este futebol vale a pena».

Tem de se dar um cheirinho de vez em quando dm Benfica, Porto ou Sportem, para motivar a comprar mais jogos.
Em Portugal existe muito compadrio e muito tacho para alimentar.

O medo de mudar o modelo de negócio é apenas falta de vontade.

Hoje em dia ter um canal de televisão e uma plataforma de streaming não é difícil. E podia aproveitar para acompanhar essa mudança com jogos tipo ao meio dia como em inglaterra.

E como garantias retorno de 40 a 50M por ano?
em vez de ser a NOS a ir buscar as publicidades e ter lucro vai a Liga e a fpf ?

GloriosoSLB1904

Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:58
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:57
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:56
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:54
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:44
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Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:35
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:33
Citação de: Chris Cornell em 28 de Novembro de 2025, 15:23
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 15:19
Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 14:33
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 12:35Há aqui umas discussões um pouco ao lado na minha opinião. Misturamos ligas periféricas com ligas e competições de topo. A liga portuguesa, no que toca a futebol jogado, sofre o oposto à sobre-exposição.  Tem acesso fechado à maioria dos adeptos. E promove-se mal com cada vez menos contacto com os intervenientes, com foco excessivo em polémicas e em dirigentes.

A nível global está a acontecer outro fenómeno. Há uma maior concentração de consumo nas grandes competições e grandes ligas. Eu por exemplo vejo mais jogos da Premier League e Champions do que da Liga Portuguesa. Em Portugal vejo o Benfica, esporadicamente Porto, Sporting e Braga e acabou. O resto é ao vivo no futebol de formação.

Recentemente tem-se falado na compra dos direitos da Premier League por parte da Netflix. Há mercado para as grandes competições, mas terá o efeito de secar o que está â volta. Liga portuguesa não é, nem será vendável para mercados de jeito.
 
E o caminho do futebol é vender mais conteúdos extra-jogos. Já há bastantes documentários da realidade interna dos clubes e o caminho será de mostrar mais bastidores como fez a Formula 1 com sucesso.
O teu comentário levanta para mim uma questão importante (que acho importante):

o que tu descreves é o modelo de negócio das plataformas de streaming. Não é o modelo do futebol per si.

Parece-me é que o futebol não tem pensado qual o melhor modelo de comercializar os direitos tv, e vai ao reboque de quem tem interesse nos direitos tv, mas segundo os seus próprios parâmetros.

Porque o modelo do streaming (que referes) tem o seu próprio interesse, e não é no futebol como produto, mas no futebol como conteúdo, como qualquer outro.

Acho que na indústria futebol se tem confundido o melhor modelo com o que paga mais.

Para o futebol europeu é melhor receber menos à cabeça, mas ter mais exposição (jogos em sinal aberto) e explorar a publicidade estática e outras. Valoriza mais o produto no geral. Mais gente a ver jogos, mais gente a comprar merchandising, mais comerciantes interessados em colocar o seu produto.

Dispersão em vez de concentração. É dificil, eu sei, porque contraria a mentalidade económica e de investimento atual de grandes fundos a açambarcar o máximo possível.

Mas o futebol quer isso, não quer vender um campeonato principal, quer vender vários campeonatos europeus. E deve escolher o modelo de direitos tv que melhor serve esse propósito.

E nós (adeptos), nem o futebol, têm de ser o ganha pão das Sporttvs e das Dazn, que não têm produção própria e vivem de vender em pacote e exclusividade o que os outros fazem.


A TV em sinal aberto está em profunda quebra. É uma forma de consumo com dias contados na escala que conheciamos.

O próprio conceito de direitos de TV é cada vez mais obsoleto. São direitos de transmissão que serão tendencialmente fragmentados. Não só pelo modelo de negócio das plataformas de streaming, mas também pela forma como as novas gerações consumem conteúdos imediatos e de curta duração.

Os 90 minutos de jogo serão cada vez mais insuficientes para ter retorno, mas são demasiado longos para atrair novas gerações. É um paradoxo. Por isso acredito que será um futuro de fragmentação de conteúdo.

E paralelamente o caminho acabará por ser de concentração nas principais competições e contenção de custos em ligas periféricas. E os grandes em Portugal vão acabar por ter de mudar este modelo de negócio que é insustentável.


Esta bolha vai rebentar, os salários no futebol são pornográficos e não há quem consiga alimentar isto nos moldes atuais.



e achas que as plataformas de streaming e os canais pagos permitiriam alguma vez uma pay-per-vie?

-------------------------

O modelo do ragueby, algum de vocês conhece como é? Tinha curiosidade em saber. Nr de jogos, competições, direitos tv, etc.
Vai chegar a um ponto que vão ter de permitir, porque isto é simples ... eu uso aquele sistema com quatro letras ... e se deixar de existir ... irei ver em streams manhosas, está fora de questão pagar os preços que existem. Vai chegar a um ponto que esta bolha toda de casas de apostas e afins vai secar e vão ter de levar um banho de realidade.

Na américa funciona muita coisa à base de PPV
e não pode ser a própria liga/federação a vender pacotes desses?

Não vejo a necessidade, com a tecnologia de hoje, de estar «preso» a operadoras ou streamings, quando uma simples app pode fazer o serviço.

Poder pode, mas falta visão.

O que é que a NBA faz ? A NBA tem um league pass que pertence à liga, eles não deixam ninguém controlar totalmente os seus direitos de tv, tu por exemplo se fores adepto dos Lakers podes comprar só os jogos dos Lakers. Como podes pagar o league pass inteiro e tens acesso a TODOS os jogos da liga. Depois também vendem direitos a cadeias nacionais, mas os jogos passam sempre no league pass, independentemente de darem na national tv ou não. Dá também para comprares só um jogo, só um mês, ou logo o ano todo geral ou só da tua equipa.

Ainda assim, depois da fase regular chegam os playoffs e na américa passam todos no cabo e não no league pass. ( em portugal ou fora dos EUA não, todos os jogos dos playoffs estão incluídos no league pass).

A base de modelo a seguir devia ser esta, podendo fazer mudanças ou não, mas sempre nesta base.
mas a ideia de ter alguns a passar em canal aberto é também «espicaçar» o interesse.

Ainda na 4a estava a ver o PSG vs Tottenham na dazn, e o comentário da minha mulher foi «para ver este futebol vale a pena».

Tem de se dar um cheirinho de vez em quando dm Benfica, Porto ou Sportem, para motivar a comprar mais jogos.
Em Portugal existe muito compadrio e muito tacho para alimentar.

O medo de mudar o modelo de negócio é apenas falta de vontade.

Hoje em dia ter um canal de televisão e uma plataforma de streaming não é difícil. E podia aproveitar para acompanhar essa mudança com jogos tipo ao meio dia como em inglaterra.

E como garantias retorno de 40 a 50M por ano?
a quem? aos clubes? Mas isso não existe. Veja-se França e Bélgica.

É o que o Benfica ganhou no último contrato. E que Rui Costa garantiu que estava a ser negociado agora.

parreira 96

Citação de: lonstrup em 28 de Novembro de 2025, 15:09
Citação de: parreira 96 em 28 de Novembro de 2025, 14:50
Citação de: Roy Kent em 28 de Novembro de 2025, 13:10
Citação de: parreira 96 em 28 de Novembro de 2025, 12:47
Citação de: Roy Kent em 28 de Novembro de 2025, 12:38
Citação de: Helder1977 em 28 de Novembro de 2025, 12:27
Citação de: insatisfeito em 27 de Novembro de 2025, 15:56Viram uma galinha dos ovos de ouro e agora estão a matá-la.

Cada vez mais gente está a cag... para o futebol.


Os putos já não querem saber, os mais velhos vao-se fartando.

Cada vez mais raro ver aglomerado de gente numa esplanada a ver futebol.

Mesmo a jogar já só vemos robots em campo.


Espetam com mais jogos, tudo mais caro, futebol chato, casas de apostas por todo o lado e jogo viciado, empresas donas de vários clubes ao mesmo tempo, etc...


Tiraram a natureza selvagem do jogo, mataram-no.


Primeiro foi a França, agora a Bélgica e daqui a nada ainda vão ter que pagar às pessoas para ver futebol.
Tal e qual como isto.
👌

O que tirou adeptos não é o jogo, são os custos.
São os dois, o futebol que se joga nao é atrativo, ver futebol antes e depois dos anos 2010's parece ate um desporto diferente.

Não concordo, que seja menos atractivo o futebol mudou, mas antes o jogo não era melhor, era mais lento, havia mais espaço. Quando vejo jogos antigos não consigo dizer que era melhores.
Vês futebol com o mesmo gosto, frequencia e encanto de antigamente? Eu não e tenho muitas mais formas de ver.
isso é uma matéria muito dificil de debater, porque é essencialmente subjetiva.

Basta um gajo ser mais velho, ter outros gostos, ter até outras obrigações, para as coisas não terem o mesmo sabor.

Quando era puto papava todo o futebol que podia, e não tinha sporttv. Mas até torneios de toulon eu via.
Hoje é com muita dificuldade que vejo um jogo inteiro, confesso.
Antes via muitos filmes de terror. Hoje, já não consigo manter o interesse e ver um até ao fim.

Para mim o futebol não é pior nem melhor do que antes. O que acontece hoje é uma hiper saturação de futebol, principalmente o comentado, que retira muito do espaço que antes ficava para a imaginação e antecipação de cenários e jogos. Não se falava todos os dias, o que deixava a ti a imaginar cenários; 11 titular, etc.

Tens razao, há varios fatores que te podem fazer ver mais ou menos vezes, com mais ou menos gosto. No meu caso, não é por gostar menos de futebol, gosto de me informar todos os dias, leio muito sobre futebol, gosto de ver videos antigos e que me façam relembrar os meus tempos de criança, continuo a visitar museus, estádios, adoro colecionar camisolas antigas (até aqui continuo a preferir o estilo de camisola antigo ao mais recente, todo slim fit), mas o gosto por ver jogos de futebol, para mim não é o mesmo, esta modernização que foi falada acima, a essencia do desporto, a monopolizaçao dos tubarões e tudo mais, fez-me deixar de ver tanto o futebol, nunca perdendo o gosto pelo desporto que na minha cabeça era e hoje não é o mesmo.

parreira 96

Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 12:55
Citação de: parreira 96 em 28 de Novembro de 2025, 12:51
Citação de: GloriosoSLB1904 em 28 de Novembro de 2025, 12:48
Citação de: parreira 96 em 28 de Novembro de 2025, 12:47
Citação de: Roy Kent em 28 de Novembro de 2025, 12:38
Citação de: Helder1977 em 28 de Novembro de 2025, 12:27
Citação de: insatisfeito em 27 de Novembro de 2025, 15:56Viram uma galinha dos ovos de ouro e agora estão a matá-la.

Cada vez mais gente está a cag... para o futebol.


Os putos já não querem saber, os mais velhos vao-se fartando.

Cada vez mais raro ver aglomerado de gente numa esplanada a ver futebol.

Mesmo a jogar já só vemos robots em campo.


Espetam com mais jogos, tudo mais caro, futebol chato, casas de apostas por todo o lado e jogo viciado, empresas donas de vários clubes ao mesmo tempo, etc...


Tiraram a natureza selvagem do jogo, mataram-no.


Primeiro foi a França, agora a Bélgica e daqui a nada ainda vão ter que pagar às pessoas para ver futebol.
Tal e qual como isto.
👌

O que tirou adeptos não é o jogo, são os custos.
São os dois, o futebol que se joga nao é atrativo, ver futebol antes e depois dos anos 2010's parece ate um desporto diferente.

Falar disso depois desta semana de Champions com jogos abertos cheios de golos.

A grande diferença é que há muito mais jogo para ver e antes só se viam os melhores.
Há excessões, mas não há comparação do futebol, dos jogadores, da forma de se jogar. Vejam as principais ligas europeias, a diferença da qualidade da serie a, da la liga, da nossa liga, da liga holandesa, francesa e por aí fora. A unica que manteve um bom nivel continua a ser a inglesa.

Há mais concentração de talento. Futebol é muito mais rápido e naturalmente há menos espaço e tempo para decidir.

O PSG atual é um tratado de futebol.
Tens toda a razão no que dizes, o que não retira em nada o que eu também disse. Ainda ha dias fui ver o jogo completo no youtube da França vs Brasil no mundial de 2006, hoje em dia temos jogadores mais técnicos, com mais noções taticas, melhor preparados fisicamente, mais tecnologia. Sabes qual foi o jogo que mais gozo me deu ver entre este de 2006 ou o psg para a champions, mesmo sabendo ja qual era o resultado final do jogo do mundial?

Zulmira Ferreira

Disseram que a TV está morta, mas o futebol continua a ser garantia de resultados brutais.

_Huji_Slb

Na Bélgica a DAZN quebrou o contrato com a liga Belga.

Esta visto que a centralização vai dar porcaria.

Kaká

Continuo na minha: A exploração do conteúdo vs a valorização do produto é o tema. Esta devia ser a discussão.

Explorar conteúdo em exclusividade, que é o modelo de negócio actual, é um eucalipto.

Posso nem ter grande razão, mas os jogos da Liga3 que levam às vezes 1/2 centenas de visualizações no youtube ou as que passam no canal 11 (que não sei quantos visualizam) acham que teriam quantas views se tivessem num modelo pago e fechado? pois.

Acho que o caminho, especialmente para ligas como a nossa, não é a exclusividade mas o acesso. Valorizar o produto ao máximo através de exposição fácil/grátis e depois facturar através de "cross-selling" digital. Maior exposição trás mais oportunidades de publicidade, publicidade direcionada em plataformas por haver melhor noção do utilizador, possibilidade de venda de merchasiding no momento (em plataformas móveis/desktop). Isto trás também a possibilidade de venda indirecta da marca, maior exposição trás maior fome de consumir mais e mais (bastidores, treinos, documentários, dia-a-dia, etc). É um ciclo vicioso.

Já se percebeu que a malta não acha que pagar por subscrições seja um bom negócio. Então há que facturar de outra forma. Num negócio de milhares de milhões parece-me absurdo não haver bons profissionais capazes de desenhar um modelo de negócio correcto.

Capitao Moura

Citação de: yerlow em 27 de Novembro de 2025, 22:20Eu cresci a ver jogos em sinal aberto, a ver o futebol espanhol na Tvi, o Betis do Finidi, o espetaculo das fintas, jogadores verdadeiramente diferenciados...
Tinhas curiosidade para ver a bola, tinhas que ir ao estadio ou entao ouvir o relato dos jogos (e a bola branca, ou o jogo jogado na TSF).
Hoje em dia levamos com uma sobrecarga tal de jogos, que ja aborrece ver tanto futebol, e que é todo praticamente igual.

Hoje o futebol evoluiu de uma forma que passámos de ter jogadores onde apenas a sua habilidade chegava para brilhar, para passarmos a ter atletas ao mais alto nivel, que estao formatados a passar a bola para tras e para o lado, e ganhar (ou perder) apenas em velocidade e potencia...

Os cafés começam a ficar vazios, as novas gerações (tirando os que ainda jogam, que tentam ser os novos ronaldos e ficarem ricos no futebol) já ninguém vai para um café ver futebol.
No outro dia pra ver o Newcastle-Benfica no cafe, num sitio onde costumávamos ser 50, estávamos 5 a contar com o dono...

Hoje no trabalho, uns amigos meus que foram ver o Sporting a Lisboa, disseram que na casinha da Juve Leo estavam meia duzia de putos, quando aquilo costumava estar ao barrote..

O futebol está a definar aos poucos, e quem o está a matar, aqueles que ganham milhoes com o nosso dinheiro, ainda nao perceberam isso...



É muito isso, mas não só.

Por exemplo, eu aprendi a gostar do Benfica como se fosse um membro da família. Foi assim que fui educado pelos meus avós, pelos meus pais... O Benfica era algo factual, uma proximidade, uma união. Era natural. Juntávamo-nos todos para ver cada jogo.

Lembro-me do meu avô comprar uma televisão caríssima na altura e deixá-la quase duas semanas na caixa, só para a estrear numa ocasião especial. E essa ocasião foi uma famosa deslocação a Vigo, nos anos 90. O Benfica fazia parte daquela casa — e, de certa forma, aquela casa também fazia parte do Benfica.

Hoje em dia já não sinto isso. Sinto que o Benfica é algo distante, gigante, que deixou de fazer parte de nós. Passou de ser como um primo-direito para quase uma entidade divina que adoramos de longe e ao longe. E isso separa, divide, tira amor.

Falo do Benfica porque é a realidade que conheço. Mas imagino que seja assim em muitos lados. O futebol dos donos do dinheiro é aborrecido, é chato. Sinto falta do futebol dos homens. Estou farto de semi-deuses.

(E manda um abraço a esses lagartos... tenho a impressão que os conheço.)

yerlow

Citação de: Capitao Moura em 28 de Novembro de 2025, 21:45
Citação de: yerlow em 27 de Novembro de 2025, 22:20Eu cresci a ver jogos em sinal aberto, a ver o futebol espanhol na Tvi, o Betis do Finidi, o espetaculo das fintas, jogadores verdadeiramente diferenciados...
Tinhas curiosidade para ver a bola, tinhas que ir ao estadio ou entao ouvir o relato dos jogos (e a bola branca, ou o jogo jogado na TSF).
Hoje em dia levamos com uma sobrecarga tal de jogos, que ja aborrece ver tanto futebol, e que é todo praticamente igual.

Hoje o futebol evoluiu de uma forma que passámos de ter jogadores onde apenas a sua habilidade chegava para brilhar, para passarmos a ter atletas ao mais alto nivel, que estao formatados a passar a bola para tras e para o lado, e ganhar (ou perder) apenas em velocidade e potencia...

Os cafés começam a ficar vazios, as novas gerações (tirando os que ainda jogam, que tentam ser os novos ronaldos e ficarem ricos no futebol) já ninguém vai para um café ver futebol.
No outro dia pra ver o Newcastle-Benfica no cafe, num sitio onde costumávamos ser 50, estávamos 5 a contar com o dono...

Hoje no trabalho, uns amigos meus que foram ver o Sporting a Lisboa, disseram que na casinha da Juve Leo estavam meia duzia de putos, quando aquilo costumava estar ao barrote..

O futebol está a definar aos poucos, e quem o está a matar, aqueles que ganham milhoes com o nosso dinheiro, ainda nao perceberam isso...



É muito isso, mas não só.

Por exemplo, eu aprendi a gostar do Benfica como se fosse um membro da família. Foi assim que fui educado pelos meus avós, pelos meus pais... O Benfica era algo factual, uma proximidade, uma união. Era natural. Juntávamo-nos todos para ver cada jogo.

Lembro-me do meu avô comprar uma televisão caríssima na altura e deixá-la quase duas semanas na caixa, só para a estrear numa ocasião especial. E essa ocasião foi uma famosa deslocação a Vigo, nos anos 90. O Benfica fazia parte daquela casa — e, de certa forma, aquela casa também fazia parte do Benfica.

Hoje em dia já não sinto isso. Sinto que o Benfica é algo distante, gigante, que deixou de fazer parte de nós. Passou de ser como um primo-direito para quase uma entidade divina que adoramos de longe e ao longe. E isso separa, divide, tira amor.

Falo do Benfica porque é a realidade que conheço. Mas imagino que seja assim em muitos lados. O futebol dos donos do dinheiro é aborrecido, é chato. Sinto falta do futebol dos homens. Estou farto de semi-deuses.

(E manda um abraço a esses lagartos... tenho a impressão que os conheço.)


Lembro-me de ir ver os jogos com o Parma/Milao/Leverkusen onde saíamos 4/5 carros da Marinha Grande, e havia sempre uma panela de feijoada antes do jogo onde toda a gente comia. E isso acontecia em vários pontos à volta do estádio...
Agora é corporate, selfies e pouco mais...

fdpdc666

Chuva de dinheiro via TV: novo acordo para transmitir LaLiga gera mais de 1.000 milhões por época.
DAZN e a Movistar Plus+ dividirão a transmissão dos jogos da La Liga entre 2027/28 e 2031/32.



Foto: AP

O Conselho Superior do Desporto decidiu que a DAZN e a Movistar Plus+ dividirão a transmissão dos jogos da La Liga entre 2027/28 e 2031/32.

O novo acordo de direitos televisivos irá proporcionar um encaixe total de 5.250 milhões de euros, ou seja, 1.050 M€ por época. Qual era o valor do acordo anterior? 4.950 M€ (990 M€ por temporada).

Por Record

https://www.record.pt/internacional/paises/espanha/detalhe/chuva-de-dinheiro-via-tv-novo-acordo-para-transmitir-laliga-gera-mais-de-10-milhoes-por-epoca?ref=HP_1BucketDestaquesPrincipais

Jozzie

Mais um contrato para a DAZN rasgar depois do Tebas chorar 500x da pirataria

GloriosoSLB1904

Citação de: fdpdc666 em 29 de Novembro de 2025, 09:57Chuva de dinheiro via TV: novo acordo para transmitir LaLiga gera mais de 1.000 milhões por época.
DAZN e a Movistar Plus+ dividirão a transmissão dos jogos da La Liga entre 2027/28 e 2031/32.



Foto: AP

O Conselho Superior do Desporto decidiu que a DAZN e a Movistar Plus+ dividirão a transmissão dos jogos da La Liga entre 2027/28 e 2031/32.

O novo acordo de direitos televisivos irá proporcionar um encaixe total de 5.250 milhões de euros, ou seja, 1.050 M€ por época. Qual era o valor do acordo anterior? 4.950 M€ (990 M€ por temporada).

Por Record

https://www.record.pt/internacional/paises/espanha/detalhe/chuva-de-dinheiro-via-tv-novo-acordo-para-transmitir-laliga-gera-mais-de-10-milhoes-por-epoca?ref=HP_1BucketDestaquesPrincipais


Como digo. Vai haver mais concentração num número reduzido de competições.

GloriosoSLB1904

Citação de: Kaká em 28 de Novembro de 2025, 21:07Continuo na minha: A exploração do conteúdo vs a valorização do produto é o tema. Esta devia ser a discussão.

Explorar conteúdo em exclusividade, que é o modelo de negócio actual, é um eucalipto.

Posso nem ter grande razão, mas os jogos da Liga3 que levam às vezes 1/2 centenas de visualizações no youtube ou as que passam no canal 11 (que não sei quantos visualizam) acham que teriam quantas views se tivessem num modelo pago e fechado? pois.

Acho que o caminho, especialmente para ligas como a nossa, não é a exclusividade mas o acesso. Valorizar o produto ao máximo através de exposição fácil/grátis e depois facturar através de "cross-selling" digital. Maior exposição trás mais oportunidades de publicidade, publicidade direcionada em plataformas por haver melhor noção do utilizador, possibilidade de venda de merchasiding no momento (em plataformas móveis/desktop). Isto trás também a possibilidade de venda indirecta da marca, maior exposição trás maior fome de consumir mais e mais (bastidores, treinos, documentários, dia-a-dia, etc). É um ciclo vicioso.

Já se percebeu que a malta não acha que pagar por subscrições seja um bom negócio. Então há que facturar de outra forma. Num negócio de milhares de milhões parece-me absurdo não haver bons profissionais capazes de desenhar um modelo de negócio correcto.

Esses modelos de negócio alternativos não dão garantia de fluxo contínuo de dinheiro para clubes porque depois tem a concorrência de outras formas de consumo. E esse é o cerne do problema, as pessoas nunca tiveram acesso a tantas formas de entretenimento como agora. Se uma pessoa está agarrada ao TikTok ou a consumir uma série da moda, já não terá tempo/disponibilidade para consumir futebol. O tempo é imutável.

Por outro lado, nunca houve tanto acesso a futebol como agora.

Os valores estão tão altos que só exclusividade compensa para quem compra esses direitos. Se dispersas conteúdo , valor para o comprador desvaloriza.

Vender em modelos pay per view tornará negócio muito mais volátil para clubes. E oferecer grátis para depois faturar em "cross-selling" digital só compensa em teoria em grandes competições. Ligas periféricas como a nossa será impossível.

Em casos como o nosso, a via será redução de custos, o que nenhum dos grandes quer fazer.

Kaká

Citação de: GloriosoSLB1904 em 29 de Novembro de 2025, 11:01
Citação de: Kaká em 28 de Novembro de 2025, 21:07Continuo na minha: A exploração do conteúdo vs a valorização do produto é o tema. Esta devia ser a discussão.

Explorar conteúdo em exclusividade, que é o modelo de negócio actual, é um eucalipto.

Posso nem ter grande razão, mas os jogos da Liga3 que levam às vezes 1/2 centenas de visualizações no youtube ou as que passam no canal 11 (que não sei quantos visualizam) acham que teriam quantas views se tivessem num modelo pago e fechado? pois.

Acho que o caminho, especialmente para ligas como a nossa, não é a exclusividade mas o acesso. Valorizar o produto ao máximo através de exposição fácil/grátis e depois facturar através de "cross-selling" digital. Maior exposição trás mais oportunidades de publicidade, publicidade direcionada em plataformas por haver melhor noção do utilizador, possibilidade de venda de merchasiding no momento (em plataformas móveis/desktop). Isto trás também a possibilidade de venda indirecta da marca, maior exposição trás maior fome de consumir mais e mais (bastidores, treinos, documentários, dia-a-dia, etc). É um ciclo vicioso.

Já se percebeu que a malta não acha que pagar por subscrições seja um bom negócio. Então há que facturar de outra forma. Num negócio de milhares de milhões parece-me absurdo não haver bons profissionais capazes de desenhar um modelo de negócio correcto.

Esses modelos de negócio alternativos não dão garantia de fluxo contínuo de dinheiro para clubes porque depois tem a concorrência de outras formas de consumo. E esse é o cerne do problema, as pessoas nunca tiveram acesso a tantas formas de entretenimento como agora. Se uma pessoa está agarrada ao TikTok ou a consumir uma série da moda, já não terá tempo/disponibilidade para consumir futebol. O tempo é imutável.

Por outro lado, nunca houve tanto acesso a futebol como agora.

Os valores estão tão altos que só exclusividade compensa para quem compra esses direitos. Se dispersas conteúdo , valor para o comprador desvaloriza.

Vender em modelos pay per view tornará negócio muito mais volátil para clubes. E oferecer grátis para depois faturar em "cross-selling" digital só compensa em teoria em grandes competições. Ligas periféricas como a nossa será impossível.

Em casos como o nosso, a via será redução de custos, o que nenhum dos grandes quer fazer.


Eu nem falo em pay per view.

Sem ser grande conhecedor ou sem assumir que o que digo é correcto penso que se deveria explorar a possibilidade da liga portuguesa ser disponibilizada gratuitamente.

Sim parece loucura, mas acho que é o caminho correcto.

As principais rubricas de facturação dos clubes são: direitos televisivos, comercial (merchandising,sponsor,branding, etc), match day.

Ora basta dar uma olhadela no report dos clubes com maior faturação e percebe-se que a grande fatia do bolo (quase metade) vem da parte comercial. No fundo da tabela aparece o Benfica que como sabemos é alavancado por venda de jogadores e direitos televisivos.

A parte comercial de clubes que jogam nas principais ligas e que não ganham merda nenhuma vem pelo simples facto de terem uma exposição imensa pelas ligas onde jogam. Se ninguém quer comprar a nossa liga a nossa exposição limita-se ao mercado interno e champions.

Para subirmos a faturação da parte comercial para quase metade do nosso income precisamos arranjar formas de aumentar o placement da nossa marca mais vezes, mais tempo e com mais qualidade. Porque isto é um ciclo vicioso. Não é só bola no campo:
É retenção em tiktok/instagram/youtube, é usar o equipamento do Benfica no jogo FC, etc.

A melhor forma quando ninguém quer pagar pela nossa liga... é dá-la. O valor dos direitos televisivos vai baixar, e a tendência dos principais clubes é ter orçamentos monstros por via da parte comercial. Enquanto os únicos olhos que temos for só o mercado interno e a champions, tamos condenados.

Precisamos arranjar mais olhos, nem que seja de borla. E depois aí o "emirates" na camisola já custa mais. A publicidade nas costas deixa de ser "Sagres" e passa a ser marca internacional a pagar mais. A EA paga mais pelos direitos de imagem no jogo. O naming do estádio se calhar já aparece porque todas as marcas sabem q naming para consumo interno não tem peso. A adidas já não oferece tostões porque há procura na Ásia.

Este é o meu argumento. Mas é teoria apenas. Não faço ideia dos números.
O que sei é que os principais clubes europeus sacam quase metade do orçamento com a parte comercial. É um ciclo. É impossivel cobrares por um produto que ninguém quer. E é impossível competires contra ligas melhores usando o mesmo modelo que elas. Tens que ser diferente.