Passos Coelho - "Eusébio representou a vontade de romper o isolamento"

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lembrou este domingo Eusébio como "um génio do futebol, um atleta de excelência e um homem generoso e solidário" e apontou-o como "um exemplo de profissionalismo, de determinação".

"Foi com profundo pesar e um agudo sentimento de perda que recebi a noticia da morte de Eusébio da Silva Ferreira. Eusébio levou a bandeira de Portugal e o nosso orgulho aos quatro cantos do mundo", lê-se numa mensagem do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, acerca da morte de Eusébio.

Sublinhando que "com o seu talento, com a sua dedicação, com o seu carisma", Eusébio representou todo o povo português na vontade de "romper o isolamento e de se afirmar no mundo", o primeiro-ministro lembra o exemplo dado pelo futebolista.

"Um génio do futebol e um exemplo de humildade, um atleta de excelência e um homem generoso e solidário, Eusébio foi para todos os adeptos do desporto, bem como para todos os portugueses, um exemplo de profissionalismo, de determinação e de devoção às cores nacionais e do Sport Lisboa e Benfica." 

Pedro Passos Coelho destaca também a maneira como Eusébio sempre respeitou os adversários e o seu companheirismo para com os colegas.

"Com Eusébio, e com as memórias da Pantera Negra a dominar os relvados, o desporto, o País, a nossa história e a nossa ambição colectiva misturam-se. Essa memória nunca se apagará", acrescenta, endereçando as suas condolências à família de Eusébio, bem como a toda a comunidade benfiquista.

Eusébio da Silva Ferreira morreu na madrugada deste domingo, vítima de paragem cardiorrespiratória. Foi eleito o melhor jogador do Mundo em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro.

Luís Filipe Vieira - “Os mitos nunca deviam partir”

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O presidente do Benfica reage com pesar à morte do jogador que levou o nome do clube ao mundo. “Nunca estamos preparados para perder aqueles que nos são mais próximos, aqueles que por tudo o que fizeram, por tudo o que alcançaram, nos acostumamos a ver como imortais”, refere Luís Filipe Vieira no site dos encarnados.

“Eusébio já tinha ganho em vida a sua condição de mito e por isso é que a notícia do seu desaparecimento mais choca. Porque os mitos nunca deviam partir!”, diz ainda.

Eusébio da Silva Ferreira morreu, este domingo de madrugada, na sequência de uma insuficiência cardíaca. Tinha 71 anos e faria 72 no próximo dia 25.

O presidente do Sport Lisboa e Benfica deixou palavras de apreço e agradecimento pela pessoa que foi e pelo legado que deixou ao país e ao clube.

“Os 71 anos de Eusébio celebram o futebol, celebram o Benfica, celebram Portugal, mas trazem-nos à memória alguém que sempre teve um enorme prazer pela vida. É essa dedicação à vida que no dia de hoje devemos recordar!”, pede Luís Filipe Vieira.

O presidente do Benfica diz ter vivido com Eusébio “algumas das tardes mais fantásticas” da sua vida, enquanto do via jogar. Por isso, tem-lhe “uma profunda gratidão”, também “por tudo o que fez pelo Benfica e pelo futebol português, mas sou igualmente grato porque foi até ao fim dos seus dias, tão simples e tão genuíno como quando cá chegou vindo de Moçambique”.

“Eusébio nunca morrerá”, declara por fim.

Ronaldo relembra um abraço do "eterno" Eusébio

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É com simplicidade que o mais internacional jogador de futebol português reage à morte de Eusébio. "Sempre eterno Eusébio" é o que escreve Cristiano Ronaldo na sua página oficial no Facebook, onde acrescenta "descansa em paz". Ronaldo ilustra o post com uma fotografia em que aparece a dar um abraço ao Pantera Negra.


Eusébio morreu na madrugada deste domingo, em Lisboa, vítima de insuficiência cardíaca. É um dos melhores futebolistas de sempre.  Ao longo da carreira, o Pantera Negra marcou 733 golos em 745 jogos oficiais. Era veloz, potente, atlético e possuía um pé direito ímpar que fez dele goleador e especialista em livres.

Faria 72 anos no dia 25 deste mês.

Eusébio é imortal para Mourinho

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José Mourinho considera que Eusébio é imortal, tal como Amália. "É uma das grandes figuras do futebol português. Eu era uma criança, cresci com Eusébio e Amália, com os grandes símbolos de Portugal e continuo a vê-lo nessa perspectiva", referiu o treinador português à RTP, em reacção à morte do Pantera Negra.

Para José Mourinho, "Eusébio foi inovador" na sua época "e fez diferente do habitual". "Alguém podia fazer um paralelismo com aquilo que são os maiores jogadores do futebol de actualmente e pensar o que ele seria hoje se tivesse 20 ou 30 anos. Acho que seria uma coisa assombrosa." 

Eusébio, nome maior do desporto português, morreu na madrugada deste domingo, em Lisboa, vítima de insuficiência cardíaca. Faria 72 anos ainda este mês.

«Descansa em paz King. És eterno» - Simão Sabrosa

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Quando regressou a Portugal, no verão de 2001, após duas épocas no Barcelona, Simão Sabrosa foi recebido por Eusébio no antigo Estádio da Luz.

Quase 13 anos volvidos, o antigo capitão do Benfica, recordou, com pesar, a morte, do pantera negra.

«Triste muito triste. Descansa em paz King. És eterno !! RIP Eusébio», lamentou o atual jogador do Espanhol através da página que detém na rede social twitter.

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Corpo de Eusébio vai seguir ainda hoje para o Estádio da Luz

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Ainda no decurso deste domingo, o corpo de Eusébio vai seguir para o Estádio da Luz, local onde poderá ser prestada uma última homenagem ao eterno pantera negra.

O antigo jogador do Benfica e da Seleção Nacional morreu na madrugada deste domingo vítima de paragem cardiorrespiratória.

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Toni: «Eusébio era superdotado, era uma estátua grega»

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Toni recordou esta manhã Eusébio. Ao saber da morte do «pantera negra», esta madrugada, Toni mostrou choque e surpresa, mas afirmou que mostrou em vida a Eusébio toda a sua admiração.

«Já lhe disse quando era vivo muito daquilo que senti, o privilégio que foi ter jogado com ele, ter conhecido uma figura humana ímpar, é uma perda... para a familia benfiquista. É um dos maiores vultos do desporto português que nos deixa, e um amigo, fundamentalmente», comentou um declarações à TSF.

«Ele não foi príncipe, príncipes houve muitos, mas reis houve poucos. Ele está na galeria dos eleitos, era superdotado do ponto de vista físico, técnico, era uma estátua grega», referiu ainda.

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Eusébio faleceu

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Morreu na última madrugada o antigo futebolista Eusébio da Silva Ferreira. Embaixador do futebol português, há décadas na galeria dos melhores executantes de todos os tempos, o homem que se confunde também com o emblema do Benfica completaria a 25 de janeiro 72 anos. Conhecido pela velocidade, pela técnica apurada e pela violência dos remates, o “pantera negra” sofreu, nos últimos anos, de alguns problemas cardíacos.

Ouvido já esta manhã pela RTP, João Malheiro, biógrafo de Eusébio, adiantou que o “pantera negra” terá sucumbido a uma insuficiência cardíaca.

“Eusébio morreu cerca das 3h30 da madrugada, vítima de uma insuficiência cardíaca. De facto, convivendo eu com ele, de há muitos anos a esta parte e quotidianamente, sou testemunha de que a sua saúde estava muito fragilizada e havia sinais claros disso mesmo nos últimos tempos. Mas nesta altura isso não é o mais importante. Importa recordar o homem que foi, será sempre, de resto, tem um lugar nos imortais deste país, mas foi seguramente a referência emblemática mais importante de Portugal do século XX no plano desportivo e, porventura, não apenas, sobretudo nos anos 60, quando Portugal vivia debaixo de uma ditadura”, assinalou.
O "pantera negra" vinha dando sinais de uma saúde debilitada. Em junho de 2012 esteve internado no Hospital da Luz, em Lisboa, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral na Polónia.

Eusébio encontrava-se então em Poznan a acompanhar a seleção portuguesa durante o Campeonato da Europa.

Também contactado na edição deste domingo do Bom Dia Portugal, o comentador desportivo da RTP João Gobern confessou ter experimentado “um dos despertares mais tristes” da sua vida.

“Se houve alguém que me trouxe para o gosto pelo futebol, para o prazer de ver jogar, para aquela superação que nós admiramos nos jogadores e nas equipas de futebol, inevitavelmente eu tenho que citar o nome do Eusébio como o maior de todos, talvez o maior de todos os que eu tenha visto jogar em estádio. É verdade que houve o Pelé e houve o Maradona, mas esses chegaram-me pela televisão e não diretamente. E depois aquele extraordinário magnetismo que Eusébio exerceu enquanto ser humano, pela simplicidade”, notou.

Outra das reações emocionadas entretanto recolhidas pela estação pública foi a do treinador Toni: “Era aquela notícia que não queria ouvir e que é qualquer coisa que nos marca muito. A mim, de uma forma muito particular, porque eu e outros jovens que começámos a dar os primeiros pontapés no Benfica, ele foi a nossa âncora, ele, o senhor Coluna, o senhor Simões, o senhor José Augusto, o senhor Torres, foram eles que foram importantes para que as nossas carreiras tivessem também algum sucesso. Por isso, esse privilégio de termos desfrutado ainda alguns anos ao lado de Eusébio é qualquer coisa que guardamos num cantinho do nosso coração”.
Uma carreira de ouro
Eusébio da Silva Ferreira nasceu a 25 de janeiro de 1942 no bairro de Mafalala, em Lourenço Marques, atual Maputo, a capital de Moçambique. Jogou de águia ao peito durante 15 dos 22 anos da sua carreira futebolística. E tornou-se um símbolo do Benfica, a par da seleção portuguesa. É mesmo o melhor marcador da história do clube lisboeta, com 638 golos em 61 jogos oficiais com a camisola vermelha.

Foi também ao serviço do clube da Luz que conquistou 11 campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões Europeus, na época de 1961-62. Esteve mesmo em mais três finais desta prova. Na Taça dos Campeões Europeus, de resto, Eusébio foi o melhor marcador em 1965, 1966 e 1968. Arrebatou a Bola de Prata por sete ocasiões e ganhou a Bota de Ouro em 1968, glória que voltaria a sentir em 1973.
O “pantera negra”, título que lhe foi reservado pelo jornalista inglês Desmond Hackett, era conhecido pela velocidade de execução e pelo poder dos seus remates. É um nome constante nas listas formadas pelas votações para os melhores futebolistas de sempre.
Aos 15 anos, Eusébio jogava com a camisola d'Os Brasileiros Futebol Clube, de Moçambique. Falharia os testes para o Desportivo de Lourenço Marques, então a filial do Benfica naquele país africano. Começou a chamar a atenção, posteriormente, ao serviço do Sporting de Lourenço Marques. Seria o brasileiro Bauer quem falaria das qualidades de Eusébio ao treinador húngaro Bella Guttman.

Benfica e Sporting travariam então um verdadeiro duelo pelo recrutamento de Eusébio. O primeiro assumiu um compromisso com a mãe do craque, Dona Elisa. O segundo com o Sporting de Lourenço Marques. O desfecho da contenda ficou para a história do futebol. O jogador chegou à capital portuguesa em dezembro de 1960. Com um nome de código – Ruth. A estreia pelo Benfica aconteceria em maio de 1961.

Eusébio seria também o grande protagonista da estreia de Portugal em campeonatos do mundo, com a conquista do título de melhor marcador. Assinou nove golos na prova realizada em solo inglês. Um dos momentos marcantes foi a recuperação da equipa das quinas nos quartos de final, diante da Coreia do Norte. Portugal perdia por 3-0 aos 25 minutos. Aos 27, Eusébio começaria a inverter o marcador. Apontou quatro golos naquele que descreveu como “o melhor jogo com a camisola da seleção e um dos melhores” de todo o seu currículo nos relvados. José Augusto faria o quinto.

É igualmente desse Mundial da Inglaterra a imagem de Eusébio em lágrimas, após a derrota portuguesa nas meias-finais frente aos anfitriões. Com a camisola da seleção, completou 64 partidas, com um saldo de 41 golos.

O corpo do "pantera negra" será transportado ainda este domingo para o Estádio da Luz.

Jesus: «Estamos mais perto do nosso valor»

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No final da goleada (5-0) ao Gil Vicente, o treinador do Benfica, Jorge Jesus, estava satisfeito não só com a vitória como também com exibição da equipa, que considera estar mais perto daquilo que vale. «Foi um bom jogo, muito bem conseguido pelo Benfica com uma dinâmica muito forte. O jogo saiu-nos bem e aos 15 minutos já estávamos a ganhar 2-0», notou Jorge Jesus no final da partida, em declarações à Sport TV, considerando que a equipa «está cada vez mais perto do seu valor». Questionado sobre a exibição de Oblak, naquele que foi o terceiro jogo do Benfica sem sofrer golos, Jorge Jesus revelou que está satisfeito com o guarda-redes encarnado, mas sublinhou o trabalho coletivo: «Claro que ele tem influência, mas a equipa quando defende é um todo e nestes três jogos foi muito forte a defender, o Oblak praticamente não teve intervenções de grande perigo. Estes jogos serviram para lhe dar confiança e estamos satisfeitos com ele. Em relação a ter de optar entre o esloveno e Artur para a baliza, Jorge Jesus disse não estar preocupado. «Quando temos bons jogadores essa dor de cabeça é positiva quando não tens é que mau, o Artur já treinou e vai estar em condições para o FC Porto», atirou.
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Siqueira: «Temos evoluído bastante»

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Guilherme Siqueira diz que a goleada (5-0) imposta pelo Benfica ao Gil Vicente, e sobretudo a forma como a equipa se exibiu ao longo dos 90 minutos no jogo da Taça de Portugal, são o reflexo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido desde o início da época e o indicador da evolução da qualidade exibicional das águias. «O grupo está de parabéns. Fez um trabalho muito positivo, tivemos posse de bola durante praticamente todo o jogo. Era isso que queríamos. O Benfica trabalha sempre para ganhar. Demonstrámos que o trabalho está a ser bem feito, temos evoluído bastante», salientou o lateral, em declarações à Sport TV. Siqueira estende a toda a equipa os louros pelo terceiro jogo consecutivo das águias sem sofrer golos. «Se é mérito de Oblak? O mérito é de todo o grupo, pois está a trabalhar bem. Não sofrer golos é positivo. O Benfica esteve bem em todas as linhas. Trabalho bem feito dá moral. Não importa o individual mas o coletivo. O Benfica tem um plantel invejável, quem jogar vai dar o melhor pela equipa», frisou, quando confrontado com a luta entre o guardião esloveno e Artur por um lugar no onze. Segue-se o clássico com o FC Porto: «Vai ser um jogo bonito, entre duas equipas com grande potencial e a atravessar um bom momento. Os adeptos que vierem à Luz vão ver um grande espetáculo».
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