Luís Filipe Vieira (Presidente)

Presidente, 76 anos,
Portugal

redglobe

Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 10:07
Citação de: redglobe em 26 de Fevereiro de 2021, 10:04
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:52
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:45
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:38
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:33
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:31
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:25
Citação de: BigSLB em 26 de Fevereiro de 2021, 09:01



A 1 de julho de 2016, a Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD assinou um contrato no valor de €1,3 milhões com uma empresa praticamente des- conhecida, a Hightower Unipessoal. Na verdade, uma empresa apenas conhecida pelos dirigentes do Benfica e pelos donos da própria Hightower, uma vez que na data que consta do contrato a sociedade nem sequer
tinha sido criada.
"O presente contrato tem o seu início em 1 de julho de 2016 e durará por 24 meses, cessan- do em 30 de junho de 2018", pode ler-se no contrato entre a Benfica SAD e a Hightower, um documento consultado pelo Expresso de entre
um acervo de informa- ção a que a revista ale- mã "Der Spiegel" teve acesso e que  partilhou com os seus parceiros do consórcio EIC — Eu- ropean Investigative
Collaborations.
O documento com data de 1 de julho de 2016 levava as assina- turas do presidente do Benfica, Luís Filipe Viei- ra, do presidente execu- tivo da SAD, Domingos Soares de Oliveira, e de dois administradores da Hightower, Rui Silva e José
Reis. Mas a Hightower apenas seria formalmente criada a 30 de agosto e registada com a
sua sede na Zona Fran- ca da Madeira a 2 de setembro. O seu único sócio era o grupo Nuvi SGPS, também da Zona Franca.
O contrato indicava que o Benfica pretendia "pro- mover e aprofundar a  sua
imagem e os seus interesses co- merciais para o mercado angolano e outros territórios africanos". E que a Hightower, por seu turno, devia pro- porcionar ao Benfica "colaboração na promoção e intervenção na República Popular de Angola e em outros países africanos, designada, mas não  uni-
camente, de expressão portuguesa". Mas de que forma, em concreto,
prestaria a Hightower serviços ao clube da Luz? O contrato estipulava, de forma algo genérica, que a High- tower se obrigava a propor- cionar ao Benfica, "por si
ou através das socieda- des que integram o grupo empresarial da sua sócia úni-
ca, os serviços de consultado- ria na área de representação e de promoção dos seus inte- resses e de re- lacionamento com entidades relevantes de natureza polí- tica, económi- ca e social de Angola e dos demais países referenciados no pre- âmbulo".
Por esses serviços seriam devidos à Hightower pagamentos num total de
€1,319 milhões (mais IVA), reparti- dos em seis prestações mensais entre julho de 2016 e dezembro de 2016 (apesar de o contrato durar até junho de 2018). A este valor poderia ainda ser acrescentado "o pagamento espe- cífico de outras quantias referentes ao exercício das funções previstas na cláusula primeira [os serviços de consultadoria em Angola], nos termos que venham a ser acordados pelas partes, em função de projetos concre- tos que a primeira contraente [Ben- fica] venha a apresentar à segunda contraente [Hightower]".
Ora, embora a Hightower ainda nem existisse na data que está no contrato de prestação de serviços, a Nuvi SGPS era há muito um grupo empresarial português com cartas dadas no mercado angolano. A sua história começou, através da unidade de negócio Luís Vicente, na década de 1960 na região de Torres Vedras, na produção e venda de pera-rocha. Nos anos 80 alargou o negócio ao comér- cio de fruta tropical em vários países, incluindo Angola, onde se afirmaria na década de 1990 com uma empresa de comércio de bens alimentares. Foi nessa década que lançou em Angola o vinho Gaivota, que marcaria a aposta do grupo português no mercado an- golano das bebidas, onde ainda hoje controla a empresa Refriango.
Depois, o grupo Nuvi diversificou-se e tornou-se um conglomerado com negócios que vão do agroalimentar ao catering, passando pela logística e construção, entre outros negócios. Muito recentemente, a 27 de janeiro de 2021, a Nuvi SGPS deixou de estar registada na Zona Franca da Madeira. No seu site, o grupo dá como contacto um escritório no Parque das Nações, em Lisboa.
A relação com a Hightower é assu- mida pela Benfica SAD numa apre- sentação interna dos resultados con- solidados do primeiro semestre do ano 2016/2017, onde os responsáveis da SAD dão nota, a respeito dos cus- tos operacionais, do "aumento dos vencimentos dos plantéis de futebol profissional e dos trabalhos especia- lizados (relação com a Hightower)".
Contudo, no relatório e contas do primeiro semestre divulgado publica- mente já não há qualquer referência  à Hightower. "A rubrica de trabalhos especializados inclui diversos forne- cimentos e serviços prestados por terceiros, sendo de destacar os gastos com consultores em diversas áreas e a faturação efetuada entre empresas do Grupo Sport Lisboa e Benfica refe- rente a serviços comuns", pode ler-se no relatório semestral que a Benfica SAD publicou em março de 2017.
O Expresso questionou o Benfica e a Nuvi SGPS sobre que serviços foram de facto prestados, qual foi a despesa registada pela SAD das águias, qual a razão de o contrato ter data anterior à constituição da Hightower e se as duas partes assinaram outros contratos. Nenhuma das empresas respondeu às questões colocadas.

desta vez não me parece nada de incorrecto.

o facto da empresa ter sido criada depois não quer dizer nada, essa empresa pertence ao grupo Luis Vicente que é um dos maiores de Portugal e com uma forte presença em Angola.

não se deixem ir pela conversa do jornalixo que apenas nos quer atacar enquanto estamos na mó debaixo.

o lfv é um aldrabão com muitos telhados de vidro , mas este não é um deles.
Também não me choca.

Mas confesso que estou muito curioso para saber que tipo de projecto de consultoria é que se resolve em 6 meses com uma média de 200 mil euros por mês.

"Consultoria" é sempre aquele clássico manhoso.

mas porra, é com um dos maiores grupos portugueses, que factura 80 milhoes por ano.
iam sujar-se por 1 milhão? num negocio com o Benfica, logo que poderia ser mediático?

há que ter alguma noçao.
Sim, empresas que facturam milhões a cometer ilegalidades.

Por acaso é uma tese que me custa a acreditar. São tipicamente todos tão certinhos.

1 milhão com o Benfica, que tem vindo a ter tudo escrutinado desde há 3 anos.

não faz sentido nenhum.


Portanto o Benfica transfere 1.3M para uma empresa fantasma, para "promoção da marca" ou lá o que é. Esta empresa fantasma pertence a outra empresa cuja maioria dos negócios em Angola é de retalho.

O projecto dura 6 meses. Portanto, o Benfica pagou um projecto de promoção a cerca de 200 mil euros por mês numa empresa que não faz promoção.

Coincidência ou não, o mesmo grupo tem  vários negócios de construção.

Mas nós achamos isto normal, porque o grupo Luis Vicente é um grande grupo que factura muito.

É que olhando para os dados, entre achar perfeitamente normal ou achar que alguém está a pagar investimentos pessoais com contas do Benfica, eu sei bem qual acho.

Coisa nunca vista, grandes grupos de construção, imobiliário e banca com "esquemas". O BES por exemplo foi tudo uma má interpretação, está tudo certinho e direitinho.
Ainda vamos descobrir que o Vieira se vai ver livre de uma dívida de 600M em cinco anos porque o Tiago Vieira e o Gaioso são grandes gestores.

Provavelmente no dia que em este grupo falia, umas dezenas de desgraçados tiveram de entregar as suas casas ao branco porque não tinham um milhares de euros que faltavam para acabar de pagar o empréstimo.

https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/estado-tem-a-receber-mais-de-72-milhoes-de-euros-de-construtora-falida


BERNA_1961


J_PN


CGUERREIRO_1904

Por vezes aparece-me no feed do Facebook a página "1904 Suiça".
Partilharam aquele movimento de apoio á equipa e por curiosidade, fui ler os comentários..fico logo sem esperança que isto alguma vez possa mudar.

Para aquelas pessoas o homem era capaz de dar um tiro a um adepto e eles ainda aplaudiam.

Vaiguelll

TVI 24 com sondagem e linha aberta, é ligar para lá mas não se esqueçam, com carinho garotões  :kiss:

vitoria44

É pressionar a CS reforçando os podres que o Vieira tem, as ilegalidades que comete.

São muitos casos para ser fumo apenas.

fsc_4

Citação de: Ramiro Lopes em 26 de Fevereiro de 2021, 10:12
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:52
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:45
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:38
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:33
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:31
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:25
Citação de: BigSLB em 26 de Fevereiro de 2021, 09:01



A 1 de julho de 2016, a Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD assinou um contrato no valor de €1,3 milhões com uma empresa praticamente des- conhecida, a Hightower Unipessoal. Na verdade, uma empresa apenas conhecida pelos dirigentes do Benfica e pelos donos da própria Hightower, uma vez que na data que consta do contrato a sociedade nem sequer
tinha sido criada.
"O presente contrato tem o seu início em 1 de julho de 2016 e durará por 24 meses, cessan- do em 30 de junho de 2018", pode ler-se no contrato entre a Benfica SAD e a Hightower, um documento consultado pelo Expresso de entre
um acervo de informa- ção a que a revista ale- mã "Der Spiegel" teve acesso e que  partilhou com os seus parceiros do consórcio EIC — Eu- ropean Investigative
Collaborations.
O documento com data de 1 de julho de 2016 levava as assina- turas do presidente do Benfica, Luís Filipe Viei- ra, do presidente execu- tivo da SAD, Domingos Soares de Oliveira, e de dois administradores da Hightower, Rui Silva e José
Reis. Mas a Hightower apenas seria formalmente criada a 30 de agosto e registada com a
sua sede na Zona Fran- ca da Madeira a 2 de setembro. O seu único sócio era o grupo Nuvi SGPS, também da Zona Franca.
O contrato indicava que o Benfica pretendia "pro- mover e aprofundar a  sua
imagem e os seus interesses co- merciais para o mercado angolano e outros territórios africanos". E que a Hightower, por seu turno, devia pro- porcionar ao Benfica "colaboração na promoção e intervenção na República Popular de Angola e em outros países africanos, designada, mas não  uni-
camente, de expressão portuguesa". Mas de que forma, em concreto,
prestaria a Hightower serviços ao clube da Luz? O contrato estipulava, de forma algo genérica, que a High- tower se obrigava a propor- cionar ao Benfica, "por si
ou através das socieda- des que integram o grupo empresarial da sua sócia úni-
ca, os serviços de consultado- ria na área de representação e de promoção dos seus inte- resses e de re- lacionamento com entidades relevantes de natureza polí- tica, económi- ca e social de Angola e dos demais países referenciados no pre- âmbulo".
Por esses serviços seriam devidos à Hightower pagamentos num total de
€1,319 milhões (mais IVA), reparti- dos em seis prestações mensais entre julho de 2016 e dezembro de 2016 (apesar de o contrato durar até junho de 2018). A este valor poderia ainda ser acrescentado "o pagamento espe- cífico de outras quantias referentes ao exercício das funções previstas na cláusula primeira [os serviços de consultadoria em Angola], nos termos que venham a ser acordados pelas partes, em função de projetos concre- tos que a primeira contraente [Ben- fica] venha a apresentar à segunda contraente [Hightower]".
Ora, embora a Hightower ainda nem existisse na data que está no contrato de prestação de serviços, a Nuvi SGPS era há muito um grupo empresarial português com cartas dadas no mercado angolano. A sua história começou, através da unidade de negócio Luís Vicente, na década de 1960 na região de Torres Vedras, na produção e venda de pera-rocha. Nos anos 80 alargou o negócio ao comér- cio de fruta tropical em vários países, incluindo Angola, onde se afirmaria na década de 1990 com uma empresa de comércio de bens alimentares. Foi nessa década que lançou em Angola o vinho Gaivota, que marcaria a aposta do grupo português no mercado an- golano das bebidas, onde ainda hoje controla a empresa Refriango.
Depois, o grupo Nuvi diversificou-se e tornou-se um conglomerado com negócios que vão do agroalimentar ao catering, passando pela logística e construção, entre outros negócios. Muito recentemente, a 27 de janeiro de 2021, a Nuvi SGPS deixou de estar registada na Zona Franca da Madeira. No seu site, o grupo dá como contacto um escritório no Parque das Nações, em Lisboa.
A relação com a Hightower é assu- mida pela Benfica SAD numa apre- sentação interna dos resultados con- solidados do primeiro semestre do ano 2016/2017, onde os responsáveis da SAD dão nota, a respeito dos cus- tos operacionais, do "aumento dos vencimentos dos plantéis de futebol profissional e dos trabalhos especia- lizados (relação com a Hightower)".
Contudo, no relatório e contas do primeiro semestre divulgado publica- mente já não há qualquer referência  à Hightower. "A rubrica de trabalhos especializados inclui diversos forne- cimentos e serviços prestados por terceiros, sendo de destacar os gastos com consultores em diversas áreas e a faturação efetuada entre empresas do Grupo Sport Lisboa e Benfica refe- rente a serviços comuns", pode ler-se no relatório semestral que a Benfica SAD publicou em março de 2017.
O Expresso questionou o Benfica e a Nuvi SGPS sobre que serviços foram de facto prestados, qual foi a despesa registada pela SAD das águias, qual a razão de o contrato ter data anterior à constituição da Hightower e se as duas partes assinaram outros contratos. Nenhuma das empresas respondeu às questões colocadas.

desta vez não me parece nada de incorrecto.

o facto da empresa ter sido criada depois não quer dizer nada, essa empresa pertence ao grupo Luis Vicente que é um dos maiores de Portugal e com uma forte presença em Angola.

não se deixem ir pela conversa do jornalixo que apenas nos quer atacar enquanto estamos na mó debaixo.

o lfv é um aldrabão com muitos telhados de vidro , mas este não é um deles.
Também não me choca.

Mas confesso que estou muito curioso para saber que tipo de projecto de consultoria é que se resolve em 6 meses com uma média de 200 mil euros por mês.

"Consultoria" é sempre aquele clássico manhoso.

mas porra, é com um dos maiores grupos portugueses, que factura 80 milhoes por ano.
iam sujar-se por 1 milhão? num negocio com o Benfica, logo que poderia ser mediático?

há que ter alguma noçao.
Sim, empresas que facturam milhões a cometer ilegalidades.

Por acaso é uma tese que me custa a acreditar. São tipicamente todos tão certinhos.

1 milhão com o Benfica, que tem vindo a ter tudo escrutinado desde há 3 anos.

não faz sentido nenhum.


Portanto o Benfica transfere 1.3M para uma empresa fantasma, para "promoção da marca" ou lá o que é. Esta empresa fantasma pertence a outra empresa cuja maioria dos negócios em Angola é de retalho.

O projecto dura 6 meses. Portanto, o Benfica pagou um projecto de promoção a cerca de 200 mil euros por mês numa empresa que não faz promoção.

Coincidência ou não, o mesmo grupo tem  vários negócios de construção.

Mas nós achamos isto normal, porque o grupo Luis Vicente é um grande grupo que factura muito.

É que olhando para os dados, entre achar perfeitamente normal ou achar que alguém está a pagar investimentos pessoais com contas do Benfica, eu sei bem qual acho.
Além disso, alguém viu algum efeito prático desse investimento astronómico?

Desde então, que diferença existiu na presença do Benfica no mercado africano, nomeadamente angolano?

É que com esse dinheiro dava para fazer n de campanhas publicitárias, doações, etc, e não se viu porra nenhuma.

Zero. Nada. Foi tudo fachada. E meto as mãos no fogo como o dinheiro não chegou a Angola.

cacetadas


Vaiguelll

Citação de: CGUERREIRO_1904 em 26 de Fevereiro de 2021, 10:15
Por vezes aparece-me no feed do Facebook a página "1904 Suiça".
Partilharam aquele movimento de apoio á equipa e por curiosidade, fui ler os comentários..fico logo sem esperança que isto alguma vez possa mudar.

Para aquelas pessoas o homem era capaz de dar um tiro a um adepto e eles ainda aplaudiam.
Já apertou um pescoço...

jv88

#986125
Citação de: Vaiguelll em 26 de Fevereiro de 2021, 10:16
Citação de: CGUERREIRO_1904 em 26 de Fevereiro de 2021, 10:15
Por vezes aparece-me no feed do Facebook a página "1904 Suiça".
Partilharam aquele movimento de apoio á equipa e por curiosidade, fui ler os comentários..fico logo sem esperança que isto alguma vez possa mudar.

Para aquelas pessoas o homem era capaz de dar um tiro a um adepto e eles ainda aplaudiam.
Já apertou um pescoço...

e mesmo assim há quem alegue que seja mentira pois não há provas... noronhices!

somos o clube com mais adeptos, é normal que haja muito adepto inteligente, com critério e que saiba ver mas, infelizmente, sermos o clube com mais adeptos alberga grandes números de "adeptos" acéfalos e vemos reportado diariamente na CS, redes sociais e entre familiares/amigos

BENFIKA

Este gajo não sai do Benfica em grande parte porque ainda não encontrou forma de garantir que o presidente seguinte é da sua confiança.

Ou arranja forma de sair a meio de uma época e através dos estatutos dar mais um golpe e meter lá alguém tipo sucessão, ou então vai ser muito complicado.

MANOCAS37

O Clube esta 10 anos a frente. O Vieira esta dois meses a frente.

Que fraude.

alfredo

Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 10:10
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 10:08
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:52
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:45
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:38
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:33
Citação de: franciscoafonso em 26 de Fevereiro de 2021, 09:31
Citação de: Carminati em 26 de Fevereiro de 2021, 09:25
Citação de: BigSLB em 26 de Fevereiro de 2021, 09:01



A 1 de julho de 2016, a Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD assinou um contrato no valor de €1,3 milhões com uma empresa praticamente des- conhecida, a Hightower Unipessoal. Na verdade, uma empresa apenas conhecida pelos dirigentes do Benfica e pelos donos da própria Hightower, uma vez que na data que consta do contrato a sociedade nem sequer
tinha sido criada.
"O presente contrato tem o seu início em 1 de julho de 2016 e durará por 24 meses, cessan- do em 30 de junho de 2018", pode ler-se no contrato entre a Benfica SAD e a Hightower, um documento consultado pelo Expresso de entre
um acervo de informa- ção a que a revista ale- mã "Der Spiegel" teve acesso e que  partilhou com os seus parceiros do consórcio EIC — Eu- ropean Investigative
Collaborations.
O documento com data de 1 de julho de 2016 levava as assina- turas do presidente do Benfica, Luís Filipe Viei- ra, do presidente execu- tivo da SAD, Domingos Soares de Oliveira, e de dois administradores da Hightower, Rui Silva e José
Reis. Mas a Hightower apenas seria formalmente criada a 30 de agosto e registada com a
sua sede na Zona Fran- ca da Madeira a 2 de setembro. O seu único sócio era o grupo Nuvi SGPS, também da Zona Franca.
O contrato indicava que o Benfica pretendia "pro- mover e aprofundar a  sua
imagem e os seus interesses co- merciais para o mercado angolano e outros territórios africanos". E que a Hightower, por seu turno, devia pro- porcionar ao Benfica "colaboração na promoção e intervenção na República Popular de Angola e em outros países africanos, designada, mas não  uni-
camente, de expressão portuguesa". Mas de que forma, em concreto,
prestaria a Hightower serviços ao clube da Luz? O contrato estipulava, de forma algo genérica, que a High- tower se obrigava a propor- cionar ao Benfica, "por si
ou através das socieda- des que integram o grupo empresarial da sua sócia úni-
ca, os serviços de consultado- ria na área de representação e de promoção dos seus inte- resses e de re- lacionamento com entidades relevantes de natureza polí- tica, económi- ca e social de Angola e dos demais países referenciados no pre- âmbulo".
Por esses serviços seriam devidos à Hightower pagamentos num total de
€1,319 milhões (mais IVA), reparti- dos em seis prestações mensais entre julho de 2016 e dezembro de 2016 (apesar de o contrato durar até junho de 2018). A este valor poderia ainda ser acrescentado "o pagamento espe- cífico de outras quantias referentes ao exercício das funções previstas na cláusula primeira [os serviços de consultadoria em Angola], nos termos que venham a ser acordados pelas partes, em função de projetos concre- tos que a primeira contraente [Ben- fica] venha a apresentar à segunda contraente [Hightower]".
Ora, embora a Hightower ainda nem existisse na data que está no contrato de prestação de serviços, a Nuvi SGPS era há muito um grupo empresarial português com cartas dadas no mercado angolano. A sua história começou, através da unidade de negócio Luís Vicente, na década de 1960 na região de Torres Vedras, na produção e venda de pera-rocha. Nos anos 80 alargou o negócio ao comér- cio de fruta tropical em vários países, incluindo Angola, onde se afirmaria na década de 1990 com uma empresa de comércio de bens alimentares. Foi nessa década que lançou em Angola o vinho Gaivota, que marcaria a aposta do grupo português no mercado an- golano das bebidas, onde ainda hoje controla a empresa Refriango.
Depois, o grupo Nuvi diversificou-se e tornou-se um conglomerado com negócios que vão do agroalimentar ao catering, passando pela logística e construção, entre outros negócios. Muito recentemente, a 27 de janeiro de 2021, a Nuvi SGPS deixou de estar registada na Zona Franca da Madeira. No seu site, o grupo dá como contacto um escritório no Parque das Nações, em Lisboa.
A relação com a Hightower é assu- mida pela Benfica SAD numa apre- sentação interna dos resultados con- solidados do primeiro semestre do ano 2016/2017, onde os responsáveis da SAD dão nota, a respeito dos cus- tos operacionais, do "aumento dos vencimentos dos plantéis de futebol profissional e dos trabalhos especia- lizados (relação com a Hightower)".
Contudo, no relatório e contas do primeiro semestre divulgado publica- mente já não há qualquer referência  à Hightower. "A rubrica de trabalhos especializados inclui diversos forne- cimentos e serviços prestados por terceiros, sendo de destacar os gastos com consultores em diversas áreas e a faturação efetuada entre empresas do Grupo Sport Lisboa e Benfica refe- rente a serviços comuns", pode ler-se no relatório semestral que a Benfica SAD publicou em março de 2017.
O Expresso questionou o Benfica e a Nuvi SGPS sobre que serviços foram de facto prestados, qual foi a despesa registada pela SAD das águias, qual a razão de o contrato ter data anterior à constituição da Hightower e se as duas partes assinaram outros contratos. Nenhuma das empresas respondeu às questões colocadas.

desta vez não me parece nada de incorrecto.

o facto da empresa ter sido criada depois não quer dizer nada, essa empresa pertence ao grupo Luis Vicente que é um dos maiores de Portugal e com uma forte presença em Angola.

não se deixem ir pela conversa do jornalixo que apenas nos quer atacar enquanto estamos na mó debaixo.

o lfv é um aldrabão com muitos telhados de vidro , mas este não é um deles.
Também não me choca.

Mas confesso que estou muito curioso para saber que tipo de projecto de consultoria é que se resolve em 6 meses com uma média de 200 mil euros por mês.

"Consultoria" é sempre aquele clássico manhoso.

mas porra, é com um dos maiores grupos portugueses, que factura 80 milhoes por ano.
iam sujar-se por 1 milhão? num negocio com o Benfica, logo que poderia ser mediático?

há que ter alguma noçao.
Sim, empresas que facturam milhões a cometer ilegalidades.

Por acaso é uma tese que me custa a acreditar. São tipicamente todos tão certinhos.

1 milhão com o Benfica, que tem vindo a ter tudo escrutinado desde há 3 anos.

não faz sentido nenhum.


Portanto o Benfica transfere 1.3M para uma empresa fantasma, para "promoção da marca" ou lá o que é. Esta empresa fantasma pertence a outra empresa cuja maioria dos negócios em Angola é de retalho.

O projecto dura 6 meses. Portanto, o Benfica pagou um projecto de promoção a cerca de 200 mil euros por mês numa empresa que não faz promoção.

Coincidência ou não, o mesmo grupo tem  vários negócios de construção.

Mas nós achamos isto normal, porque o grupo Luis Vicente é um grande grupo que factura muito.

É que olhando para os dados, entre achar perfeitamente normal ou achar que alguém está a pagar investimentos pessoais com contas do Benfica, eu sei bem qual acho.

Acho muito mais estranho o Benfica ter estudado comprar(!) o Almeria e pouco tempo depois compra-lhes um jogador altamente inflacionado.

A ideia que fica é que os € tinham de entrar lá de uma forma ou de outra.
E não é a mesma ideia que fica neste caso?

Volto a dizer, o Benfica pagou serviços de consultoria para promoção da marca a uma empresa de retalho.




AnotherDoom

Citação de: BigSLB em 26 de Fevereiro de 2021, 09:01


A 1 de julho de 2016, a Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD assinou um contrato no valor de €1,3 milhões com uma empresa praticamente des- conhecida, a Hightower Unipessoal. Na verdade, uma empresa apenas conhecida pelos dirigentes do Benfica e pelos donos da própria Hightower, uma vez que na data que consta do contrato a sociedade nem sequer
tinha sido criada.
"O presente contrato tem o seu início em 1 de julho de 2016 e durará por 24 meses, cessan- do em 30 de junho de 2018", pode ler-se no contrato entre a Benfica SAD e a Hightower, um documento consultado pelo Expresso de entre
um acervo de informa- ção a que a revista ale- mã "Der Spiegel" teve acesso e que  partilhou com os seus parceiros do consórcio EIC — Eu- ropean Investigative
Collaborations.
O documento com data de 1 de julho de 2016 levava as assina- turas do presidente do Benfica, Luís Filipe Viei- ra, do presidente execu- tivo da SAD, Domingos Soares de Oliveira, e de dois administradores da Hightower, Rui Silva e José
Reis. Mas a Hightower apenas seria formalmente criada a 30 de agosto e registada com a
sua sede na Zona Fran- ca da Madeira a 2 de setembro. O seu único sócio era o grupo Nuvi SGPS, também da Zona Franca.
O contrato indicava que o Benfica pretendia "pro- mover e aprofundar a  sua
imagem e os seus interesses co- merciais para o mercado angolano e outros territórios africanos". E que a Hightower, por seu turno, devia pro- porcionar ao Benfica "colaboração na promoção e intervenção na República Popular de Angola e em outros países africanos, designada, mas não  uni-
camente, de expressão portuguesa". Mas de que forma, em concreto,
prestaria a Hightower serviços ao clube da Luz? O contrato estipulava, de forma algo genérica, que a High- tower se obrigava a propor- cionar ao Benfica, "por si
ou através das socieda- des que integram o grupo empresarial da sua sócia úni-
ca, os serviços de consultado- ria na área de representação e de promoção dos seus inte- resses e de re- lacionamento com entidades relevantes de natureza polí- tica, económi- ca e social de Angola e dos demais países referenciados no pre- âmbulo".
Por esses serviços seriam devidos à Hightower pagamentos num total de
€1,319 milhões (mais IVA), reparti- dos em seis prestações mensais entre julho de 2016 e dezembro de 2016 (apesar de o contrato durar até junho de 2018). A este valor poderia ainda ser acrescentado "o pagamento espe- cífico de outras quantias referentes ao exercício das funções previstas na cláusula primeira [os serviços de consultadoria em Angola], nos termos que venham a ser acordados pelas partes, em função de projetos concre- tos que a primeira contraente [Ben- fica] venha a apresentar à segunda contraente [Hightower]".
Ora, embora a Hightower ainda nem existisse na data que está no contrato de prestação de serviços, a Nuvi SGPS era há muito um grupo empresarial português com cartas dadas no mercado angolano. A sua história começou, através da unidade de negócio Luís Vicente, na década de 1960 na região de Torres Vedras, na produção e venda de pera-rocha. Nos anos 80 alargou o negócio ao comér- cio de fruta tropical em vários países, incluindo Angola, onde se afirmaria na década de 1990 com uma empresa de comércio de bens alimentares. Foi nessa década que lançou em Angola o vinho Gaivota, que marcaria a aposta do grupo português no mercado an- golano das bebidas, onde ainda hoje controla a empresa Refriango.
Depois, o grupo Nuvi diversificou-se e tornou-se um conglomerado com negócios que vão do agroalimentar ao catering, passando pela logística e construção, entre outros negócios. Muito recentemente, a 27 de janeiro de 2021, a Nuvi SGPS deixou de estar registada na Zona Franca da Madeira. No seu site, o grupo dá como contacto um escritório no Parque das Nações, em Lisboa.
A relação com a Hightower é assu- mida pela Benfica SAD numa apre- sentação interna dos resultados con- solidados do primeiro semestre do ano 2016/2017, onde os responsáveis da SAD dão nota, a respeito dos cus- tos operacionais, do "aumento dos vencimentos dos plantéis de futebol profissional e dos trabalhos especia- lizados (relação com a Hightower)".
Contudo, no relatório e contas do primeiro semestre divulgado publica- mente já não há qualquer referência  à Hightower. "A rubrica de trabalhos especializados inclui diversos forne- cimentos e serviços prestados por terceiros, sendo de destacar os gastos com consultores em diversas áreas e a faturação efetuada entre empresas do Grupo Sport Lisboa e Benfica refe- rente a serviços comuns", pode ler-se no relatório semestral que a Benfica SAD publicou em março de 2017.
O Expresso questionou o Benfica e a Nuvi SGPS sobre que serviços foram de facto prestados, qual foi a despesa registada pela SAD das águias, qual a razão de o contrato ter data anterior à constituição da Hightower e se as duas partes assinaram outros contratos. Nenhuma das empresas respondeu às questões colocadas.

E assim se continua a ROUBAR um clube impunemente.

Contratos falsos, prestações de serviços que não aconteceram, jogadores a preços inflacionados, pagar comissões a Mendes/Gonçalves em simultâneo, usar jato privados pagos pelo Benfica... está TUDO a saque.