Novos Estatutos aprovados com 91% a favor

Djmira92

Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?

Torgal

Citação de: Djmira92 em 23 de Setembro de 2024, 01:35
Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?

As estrelas não fazem parte do emblema. Não me importo que apareçam em items associados ao futebol sénior masculino. De resto, e como disse em AG, não se entende a sua utilização como apareciam no ecrã da Assembleia do clube.

HS10

Citação de: EvoLoreno em 22 de Setembro de 2024, 21:15
Citação de: crodrigues em 22 de Setembro de 2024, 15:45
Citação de: Djamb3 em 22 de Setembro de 2024, 15:37Ser sócio é um privilégio e um benefício. Permite pertencer à maior associação portuguesa e das maiores do mundo.

Um sócio com 50 anos tem, como recompensa o facto de ter pertencido 50 anos ao clube. Deveria bastar, se não fosse a feira de vaidades implementada.

Premiarem os sócios com maior senioridade é fácil. Para isso é que existem as galas em que oferecem galardões de anos de sócio, podem juntar a isso coisas como bilhetes gratuitos ou camisolas autografadas ou coisas exclusivas do genero.

Terem votos a mais não faz qualquer sentido. Ninguém iria gostar que um senhor reformado com 40 anos de descontos tivesse mais votos do que um cidadão de 18 anos. Até porque a pessoa mais nova está a votar no país que quer para o futuro, isto tem o seu valor por si só e não podemos descontar a experiência dos mais velhos claro. Já por isso cada 1 tem direito a 1 voto e nenhuma das perspectivas vale mais do que a outra.

Numa verdadeira democracia é assim que funciona, todas as visões têm o mesmo peso e no final o que decide é a "sabedoria da multidão". Quando alguém tem um voto com mais peso, não estás perante uma verdadeira democracia, nem a "sabedoria da multidão" funciona.
Basicamente estás a dar mais importância à visão e opinião dos mais velhos e não devem ser os sócios com mais antiguidade que devem decidir o Benfica de amanhã, até porque são precisamente os mais novos que vão viver mais esse Benfica.

Este é um tema muito delicado e que levaria a um enorme debate, muito difícil e particularmente complicado num fórum, mas como é um tema que me é bastante querido e até porque vou contra a opinião da maioria, vou tentar expor, da maneira mais civilizada que consigo.

Começo por dizer que compreendo a tua posição e que a acho lógica no sentido democrático. Uma pessoa, um voto. Certo, democrático.

Agora, permite-me questionar o seguinte:

- porque é que quem contribui com ovos e farinha para um bolo comum, deve ter os mesmos direitos do que aquele que só aparece para comer uma fatia desse bolo?
 
- porque é que, se somos todos iguais, não contribuimos todos da mesma forma para esse o bolo comum?

As minhas respostas são muito directas e começo já por esta segunda questão: não contribuimos todos da mesma forma porque somos todos diferentes, não iguais. Há quem possa contribuir com ovos e farinha,  há quem contribua com um pouco de açúcar e há quem não possa contribuir com nada porque tem outros bolos para cozinhar. Nada de errado, compreendo perfeitamente. Mas há ainda uns terceiros que não contribuem para o bolo porque não querem, se bem que estes, por agora, podemos deixar de parte para simplificar a análise.
O que acontece com o sistema democrático, em que todos decidem com igual peso a melhor forma de repartir o tal bolo comum, é que cada um come uma fatia igual.

Justo? Eu, sinceramente, acho que não. Sei que é uma opinião impopular e que crescemos todos a ouvir que a democracia é o pior sistema com excepção de todos os outros alguma vez tentados e que esta é uma ideia profundamente entranhada na nossa sociedade. Mas eu, muito provavelmente porque tenho demasiado tempo livre, às vezes penso nisto.

Porque é que, se somos todos tão diferentes, produzimos e contribuimos para bolos comuns de forma tão única, no dia das eleições somos todos iguais e o nosso voto vale o mesmo de todos os outros?

Porque é que aos 18 anos se pode votar com o mesmo peso de alguém de 30, ou de 50 ou de 70 anos? E agora vou ao nosso sistema político: uma pessoa com 18 anos teve educação gratuita, saúde gratuita, acedeu a uma serie de serviços e bens públicos sem nunca contribuir e, apenas porque fez 18 anos, tem a mesma voz e poder de decisão de alguém que contribui durante anos para esses bolos comuns (leia-se "pagou impostos para orçamentos de estado"). Alguém que durante 20, 30 ou 40 anos fez descontos, pagou imposto e produziu riqueza deve ter a mesma voz de alguém que, porque fez 18 anos, de repente também já vota?
E, se alguém na sua perfeita consciência achar que sim, que é justo, por favor diga-me: então e o que é que acontece aos 18 anos para alguém "merecer" o direito a votar com o mesmo peso de alguém de 45? Porque é que não começa a votar aos 16 anos? Ou aos 21? Ou aos 28?
Ou porque é que não se ganha o direito a votar a partir do momento que se começa a contribuir para o bolo comum? Para ajudar a pagar a tal educação, cuidados de saúde e por aí adiante que se receberam gratuitamente (ou quase, vá) durante os anos de "juventude"?

Já vai longo o post e agradeço desde já a quem chegou até aqui, sobretudo aos que pensam diferente de mim e, mesmo assim, ainda estão a ler isto.

Por isso, e fazendo a aplicação deste meu modo de ver a vida e a organização colectiva ao nosso clube, faz-me todo o sentido que hajam diferentes categorias e ponderações nos votos dos diferentes sócios.
De uma forma simples, quem contribuiu - neste caso com quotas - durante mais anos, deve ter um voto com maior peso do que alguém que se associou há menos tempo. É a forma mais justa que encontro para distinguir os diferentes contributos de cada sócio: não se trata de castigar os mais novos, mas sim de premiar os mais fiéis.
Não quer isto dizer que haja benfiquistas de primeira nem de segunda, nem de terceira, como leio por aqui com alguma frequência. Nem sequer que uns são mais benfiquistas que outros. Trata-se sim de dar um incentivo à continuidade do "sócio". De premiar quem, alguns com muito sacrifício, ano após ano faz o seu contributo para o clube, quem paga religiosamente a sua quota de sócio.

Os galardões, as Águias de Prata e de Ouro e afins são símbolos importantes para muita gente, eu incluído. São um pequeno mimo que enchem o coração a quem os consegue receber. Mas se me perguntarem se trocaria os meus votos por um galardão, eu jamais o faria. Porque acredito que os meus votos são muito mais importantes para o meu clube do que qualquer galardão que possa pôr na lapela ou na parede.
E ainda por cima votos que não me foram dados: são resultado da minha fidelidade. Além do mais, são um direito ao alcance de todos, bastando para isso fazerem-se sócios, contribuir com as quotas e manterem-se fiéis.


Bem, para terminar, e na esperança de ter sido claro e objectivo, digo que, apesar de ser a favor da ponderação de votos de acordo com a antiguidade (a tal fidelidade de que falei acima), acho injusto o actual sistema de 1 a 50 votos, por ser demasiado grande a diferença entre sócios recentes e mais antigos.
Sugiro um voto por cada década de associação ao clube, com um máximo de 5 votos. Assim, um sócio com 1 a 9 anos de antiguidade teria um voto, outro sócio com 16 anos de antiguidade teria dois votos, um de 35 teria três e por aí adiante até ao máximo de 5 votos.

Apesar de completamente subjectivo, este sistema de 1 a 5 votos seria certamente mais moderado e equilibrado na ponderação, evitando potenciais "ditaduras dos mais velhos", salvaguardando ainda assim a sua antiguidade e reconhecendo a sua fidelidade ao clube.

Mais uma vez, o meu obrigado à meia dúzia de almas que leu isto até ao fim, espero ter dado o meu contributo para o debate de um tema tão importante para o futuro do Benfica como este.
Mesmo para quem não concorda com o voto censitário (isto é, com diferentes ponderações, ao oposto do popular "sufrágio universal"), espero que ler esta opinião diferente da vossa tenha servido para vos fazer entender a minha.
É uma questão que acaba por ser quase filosófica, de organização da sociedade e de justiça social. No fundo, é uma questão política em que cada um de nós tem determinada preferência entre igualdade e equidade. E eu sou claramente a favor da equidade.

Até porque... como o Benfica não há igual.
 
E viva, viva o BENFICA.




Escreveste tanto que já nem consegui acabar de ler, mas é bom de ver que a tua forma de pensar é naquela que achas que te favorece mais... Aliás nem passei do bolo, nessa ótica...

2 argumentos para ti se eu pago mais descontos que tu, nas eleições PT o meu voto deveria de ser mais valioso que o teu?

Depois pensa assim, acabar com sócio correspondente é remover uma fonte de income ao clube.


Sickness:SLB

Citação de: ooficioso em 23 de Setembro de 2024, 01:26Tenho uma questão: sócios que não tenham ido à AG de sábado mas queiram ir à segunda, poderão fazê-lo? Se sim, aplica-se o mesmo critério de elegibilidade (quota de julho ou agosto liquidada, não me lembro ao certo)?

Em relação à quota não sei se será Julho ou Agosto já, mas de resto podes ir sempre e quando quiseres/puderes. Aquelas 1700 pessoas não são estanque, umas não irão, irão outras, etc.

player12

Citação de: ajnogueira em 22 de Setembro de 2024, 21:10
Citação de: player12 em 22 de Setembro de 2024, 20:32
Citação de: ajnogueira em 22 de Setembro de 2024, 19:25
Citação de: player12 em 22 de Setembro de 2024, 19:12
Citação de: Joaquim Ferreira Bogalho em 22 de Setembro de 2024, 08:23
Citação de: glorioso19 em 22 de Setembro de 2024, 02:28
Citação de: SunRider em 22 de Setembro de 2024, 02:19Fdx, não seria mais fácil acabar com essas categorias e passar haver apenas 1 categoria que seria só sócio do Benfica e por as cotas 10€ por exemplo? Ou sei lá, haver 2 na mesma tipo sócio júnior para menores de 18 anos em que não podem votar e depois a de sócio sénior para sócios com mais de 18 anos e aí já poderem votar. Essa do sócio corresponde acho que já está desatualizada, um sócio que viva na madeira ou açores por exemplo tem todo o direito em ser presidente do Benfica como todos os outros.

Pois isso foi bastante discutido lá, confesso que quando me fiz sócio correspondente há uns anos pensei que o desconto na quota era um benefício por morar longe de Lisboa e não ir tanto ao estádio, como disseram lá, mas pelos vistos não é bem assim. Acho que podes ser sócio efetivo e morar na Madeira também, foi o que percebi lá pra defenderem esta diferença. Mas eu concordo que não faz muito sentido, mais valia acabar com isso, e pôr as quotas a 11€ pra todos por exemplo.

Já disse antes. Já não faz sentido a categoria de sócio correspondente. Quem quer sócio é nos mesmos moldes que todos os outros sócios. Isso foi criado num tempo em efetivamente o sócio fora de Lisboa tinha um acesso/proximidade ao Clube muito reduzida. Com os meios de hoje esse acesso é pleno. Além que a diferença de preço não justifica de todo a discussão, são 96 euros ano de diferença (8 euros por mês).
O sócio correspondente tem de acabar ou então tem de ter os mesmos direitos que os efetivos, se tiver que pagar o mesmo que assim seja mas tem de acabar, não ter os mesmos direitos é apenas discriminatório e não termos aproveitado agora a mudança não lembra a ninguém é como a proposta para aumentar o número de votos que não faz sentido nenhum, faz sentido é os sócios serem todos iguais e não haver sócios de 1ª e outros de 2ª.

Mas toda a gente pode ser sócio de 1ª.

Podem escolher ser sócios efectivos.

Sócio correspondente é uma categoria especial para quem quer ter alguns benefícios a um preço reduzido: bilhetes a preço de sócio, etc.

É uma opção que se pode fazer.

Tu com o que estás a fazer, queres basicamente obrigar toda a gente a ser sócio efectivo e a pagar mais, mesmo vivendo a 300 km de distância e só podendo beneficiar de ser sócio muito de vez em quando.

Queres remover a opção de escolha.
Exatamente não concordo em haver sócios que pagam menos e outros mais, uns com mais votos que outros e etc... Sou da opinião da igualdade.

Mas achas que é bom pedir a um adepto do Porto ou do Algarve para pagar o mesmo que um Lisboeta?

O lisboeta vai ao estádio quando lhe apetece. O do Algarve vai uma ou duas por ano.

Qual o benefício de se tornar sócio? Muito reduzido.

Ias acabar com uma massa associativa 80% lisboeta - e menor do que a que tens hoje.
Eu sou sócio de outras sociedades desportivas onde moro e o valor das quotas é igual para todos até mesmo para quem vive no estrangeiro.

Gosepe13

Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Torgal,

No ponto 2 sobre os equipamentos alternativos, calções vermelhos? Não costumavam ser brancos os calções, com a camisola branca? E ocasionalmente vermelhos?

EvoLoreno

Citação de: HS10 em 23 de Setembro de 2024, 05:19
Citação de: EvoLoreno em 22 de Setembro de 2024, 21:15
Citação de: crodrigues em 22 de Setembro de 2024, 15:45
Citação de: Djamb3 em 22 de Setembro de 2024, 15:37Ser sócio é um privilégio e um benefício. Permite pertencer à maior associação portuguesa e das maiores do mundo.

Um sócio com 50 anos tem, como recompensa o facto de ter pertencido 50 anos ao clube. Deveria bastar, se não fosse a feira de vaidades implementada.

Premiarem os sócios com maior senioridade é fácil. Para isso é que existem as galas em que oferecem galardões de anos de sócio, podem juntar a isso coisas como bilhetes gratuitos ou camisolas autografadas ou coisas exclusivas do genero.

Terem votos a mais não faz qualquer sentido. Ninguém iria gostar que um senhor reformado com 40 anos de descontos tivesse mais votos do que um cidadão de 18 anos. Até porque a pessoa mais nova está a votar no país que quer para o futuro, isto tem o seu valor por si só e não podemos descontar a experiência dos mais velhos claro. Já por isso cada 1 tem direito a 1 voto e nenhuma das perspectivas vale mais do que a outra.

Numa verdadeira democracia é assim que funciona, todas as visões têm o mesmo peso e no final o que decide é a "sabedoria da multidão". Quando alguém tem um voto com mais peso, não estás perante uma verdadeira democracia, nem a "sabedoria da multidão" funciona.
Basicamente estás a dar mais importância à visão e opinião dos mais velhos e não devem ser os sócios com mais antiguidade que devem decidir o Benfica de amanhã, até porque são precisamente os mais novos que vão viver mais esse Benfica.

Este é um tema muito delicado e que levaria a um enorme debate, muito difícil e particularmente complicado num fórum, mas como é um tema que me é bastante querido e até porque vou contra a opinião da maioria, vou tentar expor, da maneira mais civilizada que consigo.

Começo por dizer que compreendo a tua posição e que a acho lógica no sentido democrático. Uma pessoa, um voto. Certo, democrático.

Agora, permite-me questionar o seguinte:

- porque é que quem contribui com ovos e farinha para um bolo comum, deve ter os mesmos direitos do que aquele que só aparece para comer uma fatia desse bolo?
 
- porque é que, se somos todos iguais, não contribuimos todos da mesma forma para esse o bolo comum?

As minhas respostas são muito directas e começo já por esta segunda questão: não contribuimos todos da mesma forma porque somos todos diferentes, não iguais. Há quem possa contribuir com ovos e farinha,  há quem contribua com um pouco de açúcar e há quem não possa contribuir com nada porque tem outros bolos para cozinhar. Nada de errado, compreendo perfeitamente. Mas há ainda uns terceiros que não contribuem para o bolo porque não querem, se bem que estes, por agora, podemos deixar de parte para simplificar a análise.
O que acontece com o sistema democrático, em que todos decidem com igual peso a melhor forma de repartir o tal bolo comum, é que cada um come uma fatia igual.

Justo? Eu, sinceramente, acho que não. Sei que é uma opinião impopular e que crescemos todos a ouvir que a democracia é o pior sistema com excepção de todos os outros alguma vez tentados e que esta é uma ideia profundamente entranhada na nossa sociedade. Mas eu, muito provavelmente porque tenho demasiado tempo livre, às vezes penso nisto.

Porque é que, se somos todos tão diferentes, produzimos e contribuimos para bolos comuns de forma tão única, no dia das eleições somos todos iguais e o nosso voto vale o mesmo de todos os outros?

Porque é que aos 18 anos se pode votar com o mesmo peso de alguém de 30, ou de 50 ou de 70 anos? E agora vou ao nosso sistema político: uma pessoa com 18 anos teve educação gratuita, saúde gratuita, acedeu a uma serie de serviços e bens públicos sem nunca contribuir e, apenas porque fez 18 anos, tem a mesma voz e poder de decisão de alguém que contribui durante anos para esses bolos comuns (leia-se "pagou impostos para orçamentos de estado"). Alguém que durante 20, 30 ou 40 anos fez descontos, pagou imposto e produziu riqueza deve ter a mesma voz de alguém que, porque fez 18 anos, de repente também já vota?
E, se alguém na sua perfeita consciência achar que sim, que é justo, por favor diga-me: então e o que é que acontece aos 18 anos para alguém "merecer" o direito a votar com o mesmo peso de alguém de 45? Porque é que não começa a votar aos 16 anos? Ou aos 21? Ou aos 28?
Ou porque é que não se ganha o direito a votar a partir do momento que se começa a contribuir para o bolo comum? Para ajudar a pagar a tal educação, cuidados de saúde e por aí adiante que se receberam gratuitamente (ou quase, vá) durante os anos de "juventude"?

Já vai longo o post e agradeço desde já a quem chegou até aqui, sobretudo aos que pensam diferente de mim e, mesmo assim, ainda estão a ler isto.

Por isso, e fazendo a aplicação deste meu modo de ver a vida e a organização colectiva ao nosso clube, faz-me todo o sentido que hajam diferentes categorias e ponderações nos votos dos diferentes sócios.
De uma forma simples, quem contribuiu - neste caso com quotas - durante mais anos, deve ter um voto com maior peso do que alguém que se associou há menos tempo. É a forma mais justa que encontro para distinguir os diferentes contributos de cada sócio: não se trata de castigar os mais novos, mas sim de premiar os mais fiéis.
Não quer isto dizer que haja benfiquistas de primeira nem de segunda, nem de terceira, como leio por aqui com alguma frequência. Nem sequer que uns são mais benfiquistas que outros. Trata-se sim de dar um incentivo à continuidade do "sócio". De premiar quem, alguns com muito sacrifício, ano após ano faz o seu contributo para o clube, quem paga religiosamente a sua quota de sócio.

Os galardões, as Águias de Prata e de Ouro e afins são símbolos importantes para muita gente, eu incluído. São um pequeno mimo que enchem o coração a quem os consegue receber. Mas se me perguntarem se trocaria os meus votos por um galardão, eu jamais o faria. Porque acredito que os meus votos são muito mais importantes para o meu clube do que qualquer galardão que possa pôr na lapela ou na parede.
E ainda por cima votos que não me foram dados: são resultado da minha fidelidade. Além do mais, são um direito ao alcance de todos, bastando para isso fazerem-se sócios, contribuir com as quotas e manterem-se fiéis.


Bem, para terminar, e na esperança de ter sido claro e objectivo, digo que, apesar de ser a favor da ponderação de votos de acordo com a antiguidade (a tal fidelidade de que falei acima), acho injusto o actual sistema de 1 a 50 votos, por ser demasiado grande a diferença entre sócios recentes e mais antigos.
Sugiro um voto por cada década de associação ao clube, com um máximo de 5 votos. Assim, um sócio com 1 a 9 anos de antiguidade teria um voto, outro sócio com 16 anos de antiguidade teria dois votos, um de 35 teria três e por aí adiante até ao máximo de 5 votos.

Apesar de completamente subjectivo, este sistema de 1 a 5 votos seria certamente mais moderado e equilibrado na ponderação, evitando potenciais "ditaduras dos mais velhos", salvaguardando ainda assim a sua antiguidade e reconhecendo a sua fidelidade ao clube.

Mais uma vez, o meu obrigado à meia dúzia de almas que leu isto até ao fim, espero ter dado o meu contributo para o debate de um tema tão importante para o futuro do Benfica como este.
Mesmo para quem não concorda com o voto censitário (isto é, com diferentes ponderações, ao oposto do popular "sufrágio universal"), espero que ler esta opinião diferente da vossa tenha servido para vos fazer entender a minha.
É uma questão que acaba por ser quase filosófica, de organização da sociedade e de justiça social. No fundo, é uma questão política em que cada um de nós tem determinada preferência entre igualdade e equidade. E eu sou claramente a favor da equidade.

Até porque... como o Benfica não há igual.
 
E viva, viva o BENFICA.




Escreveste tanto que já nem consegui acabar de ler, mas é bom de ver que a tua forma de pensar é naquela que achas que te favorece mais... Aliás nem passei do bolo, nessa ótica...

2 argumentos para ti se eu pago mais descontos que tu, nas eleições PT o meu voto deveria de ser mais valioso que o teu?

Depois pensa assim, acabar com sócio correspondente é remover uma fonte de income ao clube.



Estimo bem que este senhor tenha conseguido chegar "à parte do bolo" e se tenha sentido habilitado a oferecer-me logo 2 "argumentos". Gabo a coragem de quem se orgulha de ser poucochinho.

Ainda mais, nem precisou de continuar a ler para saber logo qual é a forma de pensar que mais me favorece. Não sabe quantos anos de sócio tenho nem de onde sou. Sim senhor, digno de um visionário, um verdadeiro profeta.

Conclui a falar do sócio correspondente, assunto que nem abordei, nem sabendo sequer se eu até sou um desses correspondentes. E ainda fala na receita de quotas deste tipo específico de sócio, sem naturalmente saber quanto é, quanto pesa no "tal bolo" e que destino o clube lhe dá.
É alguém que naturalmente já sabe tudo, inclusivamente que "receita" é a palavra adequada em português para "income', por isso não vale a pena dizer nada.


Não podia haver melhor exemplo de comentário para alguém perceber o racional do voto censitário. Igualdade e equidade são coisas muito diferentes, sobretudo no direito ao voto e ainda por cima num clube como o Benfica.

Diablo


HS10

Amigo, começo exatamente por dizer qhe só li até ao bolo exatamente para perceberes que não crítico o resto que escreves.

Falas em bolo e eu dei um exemplo de como podes ver o bolo de forma diferente e aplicar de formas diferentes.

Eu não me interessa quantos anos tens de sócio, nem quem és... Até podias ser o Noronha, 1 voto deveria de ser 1 voto.

Falo em sócio correspondente porque a tua resposta vem nessa sequência, apenas e só.

A receita de sócios correspondentes, uma vez mais dei um exemplo hipotético, porque infelizmente o Benfica não patilha esses dados. Quem nos dera transparência neste clube.

Além do mais se tirarem sócio correspondente será sempre uma perda de income, porque haverá sócios que irás perder que possivelmente não será compensado pelo aumento de quota para os que continuam.

Escreve um sócio correspondente...

JC21_SLB

Citação de: crodrigues em 22 de Setembro de 2024, 15:45
Citação de: Djamb3 em 22 de Setembro de 2024, 15:37Ser sócio é um privilégio e um benefício. Permite pertencer à maior associação portuguesa e das maiores do mundo.

Um sócio com 50 anos tem, como recompensa o facto de ter pertencido 50 anos ao clube. Deveria bastar, se não fosse a feira de vaidades implementada.

Premiarem os sócios com maior senioridade é fácil. Para isso é que existem as galas em que oferecem galardões de anos de sócio, podem juntar a isso coisas como bilhetes gratuitos ou camisolas autografadas ou coisas exclusivas do genero.

Terem votos a mais não faz qualquer sentido. Ninguém iria gostar que um senhor reformado com 40 anos de descontos tivesse mais votos do que um cidadão de 18 anos. Até porque a pessoa mais nova está a votar no país que quer para o futuro, isto tem o seu valor por si só e não podemos descontar a experiência dos mais velhos claro. Já por isso cada 1 tem direito a 1 voto e nenhuma das perspectivas vale mais do que a outra.

Numa verdadeira democracia é assim que funciona, todas as visões têm o mesmo peso e no final o que decide é a "sabedoria da multidão". Quando alguém tem um voto com mais peso, não estás perante uma verdadeira democracia, nem a "sabedoria da multidão" funciona.
Basicamente estás a dar mais importância à visão e opinião dos mais velhos e não devem ser só os sócios com mais antiguidade que devem decidir o Benfica de amanhã, até porque são precisamente os mais novos que vão viver mais esse Benfica.
Permite-me discordar do teu post. Ponto prévio - Eu não concordo com 1 socio-1 voto, mas acho que a atual distribuição de votos é ridícula

1. Ser cidadão de um pais é algo que é obrigatório e que te dá direitos e deveres. Em países democratas, tens o direito de votares e tens o dever de pagar impostos. Tu não podes abdicar do direito de votar (podes abster-te que é diferente) e não podes escolher não pagar impostos.

2. Ser sócio do Benfica é opcional e, tal como em países democratas, dá-te um conjunto de direitos e deveres - mas este direitos e deveres dependem totalmente se pagas as quotas ou não! Aqui está a grande diferença e por isso não é comparável.

3. No teu post, parece que só os sócios com mais idade tem mais votos. Isto não é totalmente verdade. Há pessoas que são sócios desde que nasceram e chegam aos 20votos com 20 anos e ate 50 votos com 25/30/40 anos. E se calhar tambem tens sócios com 50/60 anos com 5 votos. E também assumir que os sócios com mais idade tem todos a mesma perspectiva também não me parece justo.

Tendo em conta a premissa que, em cada categoria de nº de votos terás diferentes faixas etárias, também podemos assumir que em cada categoria terás diferentes perspectivas

4. Neste momento resido no estrangeiro. Por isso não compro bilhetes nem redpass, não usufruo dos descontos nas marcas x ou y e o desconto sócios para produtos oficiais é risível, pelo que só há 2 coisas pelos quais ainda pago quotas:
- O nº de votos a que tenho direito (neste momento 5 votos) e tentar mudar o rumo do nosso clube
- Ajudar o clube, nomeadamente as modalidades

Ora, se me tirarem o nº de votos a que tenho direito, sinceramente não sei se vou continuar como sócio. Ou, o que me impede de so pagar quotas em anos de eleições? Ou, se a partida já se sabe que a eleição nem vai ser renhida (tipo Vieira VS Rangel) porque é que hei-de pagar quotas?

Conclusao: Para mim, o nº de votos é o direito mais valioso que qualquer sócio tem. Ninguem quer ter 50 anos de socio so para receber camisolas ou bilhetes e ser convidado para galas

MickDoohan

Citação de: Djmira92 em 23 de Setembro de 2024, 01:35
Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?
Vocês têm mesmo um problema com a nossa grandeza e com as estrelas....

Por mim se dissessem que iamos ter 6 estrelas e cada uma simbolizasse 10 campeonatos, assinava já por baixo!
as estrelas demonstram a nossa grandeza! deixem de se preocupar com coisas parvas.

pexim

Citação de: MickDoohan em 23 de Setembro de 2024, 10:54
Citação de: Djmira92 em 23 de Setembro de 2024, 01:35
Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?
Vocês têm mesmo um problema com a nossa grandeza e com as estrelas....

Por mim se dissessem que iamos ter 6 estrelas e cada uma simbolizasse 10 campeonatos, assinava já por baixo!
as estrelas demonstram a nossa grandeza! deixem de se preocupar com coisas parvas.
Pardon my French, mas parvo é este teu post.
Temos um problema com a grandeza?
Eu, pessoalmente, tenho um problema é com a parvoíce.
Com a parvoíce de ter estrelas nas camisolas das camadas jovens ou do futebol feminino.
E, principalmente, com a parvoíce de ter as estrelas no grafismo das competições europeias e nos documentos oficiais do clube. DO CLUBE!!! O CLUBE NEM TEM FUTEBOL, SÓ TEM MODALIDADES. O FUTEBOL É DA SAD.
Isso é que é parvo!

Estrelas? Pode ser. Não tem mal nenhum. E, se é para ter, quantas mais, melhor.
Mas apenas e só na camisola da equipa principal de futebol masculino.

Em qualquer outro lugar, é parvo!

MickDoohan

Citação de: pexim em 23 de Setembro de 2024, 10:58
Citação de: MickDoohan em 23 de Setembro de 2024, 10:54
Citação de: Djmira92 em 23 de Setembro de 2024, 01:35
Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?
Vocês têm mesmo um problema com a nossa grandeza e com as estrelas....

Por mim se dissessem que iamos ter 6 estrelas e cada uma simbolizasse 10 campeonatos, assinava já por baixo!
as estrelas demonstram a nossa grandeza! deixem de se preocupar com coisas parvas.
Pardon my French, mas parvo é este teu post.
Temos um problema com a grandeza?
Eu, pessoalmente, tenho um problema é com a parvoíce.
Com a parvoíce de ter estrelas nas camisolas das camadas jovens ou do futebol feminino.
E, principalmente, com a parvoíce de ter as estrelas no grafismo das competições europeias e nos documentos oficiais do clube. DO CLUBE!!! O CLUBE NEM TEM FUTEBOL, SÓ TEM MODALIDADES. O FUTEBOL É DA SAD.
Isso é que é parvo!

Estrelas? Pode ser. Não tem mal nenhum. E, se é para ter, quantas mais, melhor.
Mas apenas e só na camisola da equipa principal de futebol masculino.

Em qualquer outro lugar, é parvo!
Claro! mas eu estava a falar mesmo no Futebol da equipa principal de futebol masculino! peço desculpa se nao me expliquei bem

fdpdc666

AG's do Benfica, um tema incómodo.
O Benfica tem 115.681 sócios com capacidade eleitoral; nas últimas eleições votaram 40.085; na importantíssima AG de sábado estiveram 1.644. Faz sentido?



Assembleia Geral do Benfica

Não é de agora que me parece desproporcionado o poder que se atribui às Assembleias Gerais (AG) dos clubes que sendo de âmbito nacional, também extravasam fronteiras. Peguemos no exemplo mais recente, o do Benfica, que teve uma reunião magna para decidir sobre matéria constituinte, que requeria três quartos dos votos para ser aprovada. Segundo números oficiais de 2021, haveria 115.681 sócios do clube da Luz com capacidade eleitoral; na AG do último sábado, realizada no pavilhão da Luz, e que foi, para os padrões habituais, bastante concorrida, estiveram presentes 1644 sócios, ou seja, 1,4% daqueles que tinham direito a voto.

Deixando aqui de lado (por irrelevante, perante tamanha disparidade) a valoração feita pelos anos de filiação clubista, quer isto dizer que, de um universo de 115.681 sócios aptos a participar na AG, bastariam 1233 para perfazer os 75% requeridos para alterar os estatutos. Mas aceitemos, por ser mais do que razoável, que nem todos os 115.681 sócios praticam uma militância clubista ativa, e passemos a considerar apenas os votantes nas últimas eleições, há quase três anos, que colocaram frente a frente Rui Costa e Francisco Benitez: foram às urnas, dizer de sua justiça, 40.085 sócios do Benfica, 24,3 vezes mais do que aqueles que estiveram na AG de sábado.

Num clube de bairro, resolver os assuntos através de uma Assembleia Geral é adequado, e sê-lo-á, também, num clube de cidade. Quando a dimensão do emblema ultrapassa este âmbito, por uma questão de justiça, para que uns, por razões geográficas, não sejam discriminados positivamente, para que as decisões tomadas sejam inclusivas e vinculem os principais ativos dos clubes – os sócios – a fórmula tem de ser outra, porque longe vão os tempos das mesas de voto na secretaria-geral do Jardim do Regedor. E o mais estranho, no Benfica e não só, é que não se vê ninguém realmente preocupado com este problema e empenhado em encontrar uma solução – quiçá seguindo o exemplo do Real Madrid, que continua a ser um clube dos sócios - criando uma Assembleia Delegada onde cada votante representasse, imagine-se apenas como hipótese académica, cem sócios.

A meu ver, para os clubes que querem continuar a viver sob o primado dos sócios, e não dos investidores, só esta solução poderá, eficazmente, compatibilizar passado e futuro, fazendo com que todos se sintam incluídos e representados.

A viver uma fase delicada do ponto de vista desportivo, social e económico (outras AG's, em breve, aprofundarão estas questões), a entrada de Bruno Lage teve um primeiro efeito libertador e agregador, que foi suficiente para que a equipa da Luz recuperasse a alegria, colocasse quase todas as pedras no sítio, e conseguisse dois triunfos importantes. Mas o trilho é estreito e ladeado por areias movediças. Nesta fase de instabilidade externa, só os triunfos do futebol poderão ser a cola que não precipite nenhum desenlace. Bruno Lage está, para já, apenas a erguer, com jeito e paciência, um castelo de cartas. Ainda sem margem de erro... 

José Manuel Delgado in A Bola

casr26

Citação de: pexim em 23 de Setembro de 2024, 10:58
Citação de: MickDoohan em 23 de Setembro de 2024, 10:54
Citação de: Djmira92 em 23 de Setembro de 2024, 01:35
Citação de: Torgal em 23 de Setembro de 2024, 00:57

Deixo aqui a minha proposta, com as alterações feitas durante a Assembleia Geral de Revisão de Estatutos.

Alguns pontos importantes:

1. A proposta que fiz para o artigo 8º aparece aqui como ponto 5. Será impressa e entregue em mão à Mesa para que esteja clara e não escrita à mão como teve de ser durante a retificação da mesma em AG, quando adicionei este ponto em que se reforça que apenas se permite a utilização do emblema original nos equipamentos. Apesar de termos o emblema descrito no artigo 8º e não haver previsão do aparecimento de monocromáticos estatutariamente, acho que é essencial, dada a história recente, ter este reforço de como deve ser utilizado.

2. Quando menciono que nas modalidades femininas os calções poderão ser pretos, não significa que, por exemplo, no equipamento principal os utilizados, se assim entenderem, não podem ser vermelhos.

3. No terceiro equipamento o caso dos calções não se aplica porque há liberdade de escolha na concepção do mesmo.

Resumindo, da proposta original foi adicionada a minha proposta do artigo 8º a este artigo 9º (ponto 5) e incluída a proibição do monocromático (ou outra variação) no terceiro equipamento.

Espero que a MAG também consiga assimilar melhor alterações feitas em AG do que apenas papéis escritos. Se o fizerem fotografem como eu fiz para terem prova da entrega da alteração e depois escrevam em casa e imprimam para ficar tudo direito, para entregarem num próximo momento. Não reunidas as possibilidades, enviar e-mail à secretaria geral.

Este texto poderá vir a sofrer alterações quando incluído nos estatutos por motivos de harmonização e inclusão de linguagem mais normativa.


Sobre as estrelas não ha nada contemplado?
Vocês têm mesmo um problema com a nossa grandeza e com as estrelas....

Por mim se dissessem que iamos ter 6 estrelas e cada uma simbolizasse 10 campeonatos, assinava já por baixo!
as estrelas demonstram a nossa grandeza! deixem de se preocupar com coisas parvas.
Pardon my French, mas parvo é este teu post.
Temos um problema com a grandeza?
Eu, pessoalmente, tenho um problema é com a parvoíce.
Com a parvoíce de ter estrelas nas camisolas das camadas jovens ou do futebol feminino.
E, principalmente, com a parvoíce de ter as estrelas no grafismo das competições europeias e nos documentos oficiais do clube. DO CLUBE!!! O CLUBE NEM TEM FUTEBOL, SÓ TEM MODALIDADES. O FUTEBOL É DA SAD.
Isso é que é parvo!

Estrelas? Pode ser. Não tem mal nenhum. E, se é para ter, quantas mais, melhor.
Mas apenas e só na camisola da equipa principal de futebol masculino.

Em qualquer outro lugar, é parvo!

Amigo...isso uma entrada a pés juntos com fractura exposta  :2funny:

Dito isto, claro que apenas têm sentido a colocação das estrelas na equipe principal de futebol, isto é daquelas conversas que nem tem sentido logo à nascença de tão lógico que é.