Portugal

Toni

Nome completo
António José Conceição Oliveira
Naturalidade
Mogofones
Data de nascimento
1946-10-14
Periodo no Benfica

1968 - 2006

Oficiais Não Oficiais
Jogos Minutos Golos Cartões (A./V.) Jogos Golos
Total 404 29255 26 94 9
Seniores > 1968/1969 > SL Benfica 34 2467 2 0 / 0 7 1
 
Campeonato Nacional 22 1673 1 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 8 523 1 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 4 271 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 7 1
Seniores > 1969/1970 > SL Benfica 35 2641 0 0 / 0 5 0
 
Campeonato Nacional 26 1899 0 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 6 516 0 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 3 226 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 5 0
Seniores > 1970/1971 > SL Benfica 20 1196 1 0 / 0 6 0
 
Campeonato Nacional 15 839 0 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 2 97 1 0 / 0 0 0
Taça das Taças 3 260 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 6 0
Seniores > 1971/1972 > SL Benfica 32 1718 0 0 / 0 4 0
 
Campeonato Nacional 22 1133 0 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 5 360 0 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 3 225 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 2 0 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 4 0
Seniores > 1972/1973 > SL Benfica 34 2749 4 0 / 0 16 4
 
Campeonato Nacional 28 2299 3 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 1 90 1 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 4 360 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 1 0 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 16 4
Seniores > 1973/1974 > SL Benfica 36 2814 5 0 / 0 6 0
 
Campeonato Nacional 24 2049 2 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 5 405 1 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 4 360 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 3 0 2 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 6 0
Seniores > 1974/1975 > SL Benfica 40 3281 3 0 / 0 14 2
 
Campeonato Nacional 29 2381 2 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 5 450 1 0 / 0 0 0
Taça das Taças 5 450 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 1 0 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 14 2
Seniores > 1975/1976 > SL Benfica 36 2865 6 0 / 0 7 0
 
Campeonato Nacional 29 2246 5 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 1 90 0 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 6 529 1 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 7 0
Seniores > 1976/1977 > SL Benfica 28 1956 0 0 / 0 5 0
 
Campeonato Nacional 24 1671 0 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 3 195 0 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 1 90 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 5 0
Seniores > 1977/1978 > SL Benfica 43 3140 3 0 / 0 7 0
 
Campeonato Nacional 30 2194 2 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 5 450 1 0 / 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 6 496 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 2 0 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 7 0
Seniores > 1978/1979 > SL Benfica 33 2371 1 0 / 0 7 2
 
Campeonato Nacional 27 1862 0 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 2 180 1 0 / 0 0 0
Taça UEFA 4 329 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 7 2
Seniores > 1979/1980 > SL Benfica 32 2027 1 0 / 0 8 0
 
Campeonato Nacional 21 1456 1 0 / 0 0 0
Taça de Portugal 7 537 0 0 / 0 0 0
Taça UEFA 2 34 0 0 / 0 0 0
AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão 2 0 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 8 0
Seniores > 1980/1981 > SL Benfica 1 30 0 0 / 0 2 0
 
Campeonato Nacional 1 30 0 0 / 0 0 0
Amigáveis 0 0 0 0 / 0 2 0

Primeiro jogo

SL Benfica 1 - 1 Sporting CP

Dom, 1 Março, 1970

Estádio da Luz ,

SL Benfica: José Henrique, Carlos Marques, Zeca, Matine, Humberto Coelho, Toni, Simões, Jaime Graça, Artur Jorge (Raúl Águas [57m]), Abel Miglietti (Jacinto [67m]), Eusébio
Treinador: José Augusto
Sporting CP: Vítor Damas, Hilário, Pedro Gomes, Caló, José Carlos, Nélson Fernandes, Fernando Peres, Gonçalves, Marinho, Lourenço, Dinis
Treinador: Fernando Vaz
Golos: Jaime Graça (83)

SL Benfica 4 - 1 Belenenses SAD

Dom, 8 Setembro, 1968

Estádio da Luz ,

SL Benfica: Nascimento (José Henrique [20m]), Raúl Machado, Jacinto, Cruz, Humberto Coelho, Jaime Graça (Toni [59m]), Coluna, Simões, Eusébio, José Torres, José Augusto
Treinador: Otto Glória
Golos: Jacinto (44), Eusébio (12 (g), Eusébio (12'do), José Torres (5)

Último jogo

FC Porto 2 - 1 SL Benfica

Dom, 10 Fevereiro, 1980

Estádio do Futebol Clube do Porto (Antas ,

FC Porto: João Fonseca, Alfredo Murça, Simões, Freitas, António Oliveira, Sousa, Adelino Teixeira, Frasco, Rodolfo Reis, Fernando Gomes, Bife
Treinador: José Maria Pedroto
SL Benfica: Bento, Laranjeira (Diamantino [85m]) (Reinaldo [85m]) (Diamantino [85m]) (Reinaldo [85m]), Alhinho, Alberto, António Bastos Lopes, Humberto Coelho, Toni, Shéu, Carlos Manuel, Nené, César
Treinador: Mário Wilson
Golos: Nené (49)

29913 - Tópico: Toni  (Lida 150321 vezes)

Corrosivo

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 19731
  • 08 de Agosto de 2008, 18:30


Nome Completo: António "TONI" José da Conceição Oliveira
Posição: Médio Centro
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 14-10-1946
Número da Camisola: ?
Pé Preferido: Direito



Épocas ao serviço do Benfica: 13
Total de Jogos pelo Benfica: 391
Total de Golos pelo Benfica: 23
Títulos pelo Benfica:
8 Campeonatos Nacionais (1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77, 1980/81)
4 Taças de Portugal (1968/69, 1969/70, 1971/72, 1979/80)


1968/1969
Jogos: 34
Golos: 2 (1 na Liga)

1969/1970
Jogos: 35
Golos: 0

1970/1971
Jogos: 20
Golos: 1 (0 na Liga)

1971/1972
Jogos: 30
Golos: 0

1972/1973
Jogos: 33
Golos: 4 (3 na Liga)

1973/1974
Jogos: 33
Golos: 3 (2 na Liga)

1974/1975
Jogos: 39
Golos: 3 (2 na Liga)

1975/1976
Jogos: 36
Golos: 6 (5 na Liga)

1976/1977
Jogos: 27
Golos: 0

1977/1978
Jogos: 40
Golos: 2 (2 na Liga)

1978/1979
Jogos: 33
Golos: 1 (0 na Liga)

1979/1980
Jogos: 30
Golos: 1 (1 na Liga)

1980/1981
Jogos: 1
Golos: 0



Como Treinador:


Épocas ao serviço do Benfica: 6
Total de Jogos pelo Benfica: 216
Total de Vitórias pelo Benfica: 126
Títulos pelo Benfica:
2 Campeonatos Nacionais (1988/89, 1993/94)
1 Taça de Portugal (1992/93)


1987/1988
Jogos: 39
Vitórias: 18 (12 na Liga)

 
1988/1989
Jogos: 48
Vitórias: 34 (27 na Liga)

1992/1993
Jogos: 38
Vitórias: 27 (18 na Liga)

 
1993/1994
Jogos: 48
Vitórias: 30 (23 na Liga)

2000/2001
Jogos: 24
Vitórias: 9 (8 na Liga)

 
2001/2002
Jogos: 19
Vitórias: 8 (7 na Liga)
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2015, 15:22 por Shoky »

joaonunes

  • Eusébio
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  • Na vitoria ou na derrota, na prosperidade ou na crise ... serei sempre um orgulhoso portugues.
  • Mensagens: 37278
  • 08 de Agosto de 2008, 20:54
António José Conceição Oliveira (Toni). Mogofores. 14 de Outubro de 1946.
Épocas no Benfica: 6 (87/89, 92/94 e 00/02). Jogos: 215, 127 vitórias, 58 empates e 30 derrotas. Títulos: 2 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
Outros Clubes: Bordéus, Sevilha, Shenyang Jinde, Al-Ahly e Al-Ettifaq. Treinador da Selecção Nacional (Comissão Técnica) no Euro 84 e treinador adjunto Emirados Árabes Unidos.



O que o Benfica deve a António José Conceição Oliveira é imenso: a abnegação, o espírito de sacrifício, a descrição com que suportou sobressaltos de humor e variações de sensibilidade se sucessivas equipas dirigentes, aceitando, uma e outra vez, dar ao futebol do Benfica o melhor do seu esforço. O que os benfiquistas devem a Toni é, para lá deste exemplo de benfiquismo que não tem paralelo nas últimas décadas de vida do clube, a alegria de dois dos quatro últimos títulos nacionais conquistados, em 1989 e em 1994. E as enormes alegrias que os que têm mais de quarenta anos recordam, enquanto passeou a sua classe de grande jogador, durante toda a década de setenta.

É que Toni é um ícone do Sport Lisboa e Benfica: ele é o único a ter acumulado títulos de campeão nacional como jogador e treinador. Elemento preponderante da equipa-maravilha dos anos setenta, sustentando o meio campo de um grupo de esmagador futebol de ataque, Toni ganhou então oito títulos nacionais. Juntem-se-lhe os dois já referidos e temos números de inédita proeza. Como se não chegasse, também fez a “dobradinha” na Taça de Portugal: ganhou 3 como jogador e uma como treinador.

Toni iniciou a sua carreira de treinador como adjunto, na segunda época de Baroti: “Quando estivemos em Madrid, no início da época 1980/81, fui comprar um livro sobre futebol e o mister Baroti, quando me viu com ele na mão, virou-se para mim e perguntou-me se não queria ser seu adjunto. Disse-lhe que não, que queria mesmo é jogar, mas percebi que a minha carreira como jogador tinha chegado ao fim. Ainda fui campeão nacional, disputando o último jogo na Luz com o V. Setúbal, partindo depois, com Baroti, para a minha primeira experiência como adjunto".

Assumiu a responsabilidade pela equipa principal do clube em 1987, substituindo Ebbe Skovdhal, que se dera mal com os ares da Luz. Nessa altura, não se perdoavam três derrotas em sete jornadas, mesmo a um treinador de alto gabarito acabado de chegar. Toni não fez milagres: já não foi a tempo de ganhar o campeonato, ficou-se pelas meias-finais da Taça, mas – divina surpresa! – conduziu o Benfica à sua sexta final da Taça dos Campeões, contra o PSV, em Estugarda, vinte anos depois da final de Wembley contra o Manchester United.

Toni não era um treinador de tudo ou nada: privilegiava um futebol de contenção, calculista e cauteloso. Conhecia bem os jogadores que tinha e uma das suas estrelas, o extremo Diamantino, lesionado, teve que ver o jogo da linha lateral. Talvez por isso não tenha ganho a final de Estugarda, contra um PSV que entrou em campo aterrorizado com o prestígio do Benfica. O treinador esticou a corda até aos penalties: ao sexto, a estratégia caiu.

Não ganhou, mas embalou a equipa para um triunfo no campeonato nacional da época seguinte, num onze em que Veloso era o capitão, Mozer e Ricardo compunham uma dupla de centrais de luxo, e Paneira, Valdo e Chalana faziam o que lhes estava destinado: ganhar jogos, nem que fosse pela diferença mínima. Apesar da vitória, aceitou ser adjunto do mais querido dos treinadores benfiquistas: o sueco Sven-Goran Eriksson. Foi com ele campeão em 1991, mas, depois da partida do sueco, aceitou render Tomislav Ivic a meio da época, em nova missão de sacrifício, durante a temporada de 92/93. E no ano seguinte, levando a pulso uma equipa que procurava remediar as saídas de Paulo Sousa e Pacheco para o Sporting, conquistou o titulo de campeão nacional.

Entrara para a História do clube, mas, pela segunda vez, foi preterido em favor de outro. Ganhara, entretanto, uma reputação de salvador. Mas, quando voltou ao clube, de novo, a meio da época de 2000/01, nada se comparava com os seus anos de ouro: o vendaval de loucura que assolara o Benfica durante a presidência de Vale e Azevedo tinha transformado o maior clube português numa equipa remendada, a viver de jogadores emprestados ou comprados em última mão. Toni ainda começou a época de 2001/02; mas não resistiu à onda de maus resultados e, antes que o mandassem embora, saiu. Sem um reparo, sem azedume, sem uma critica mais ácida. Como manda a consciência de quem, acima de quaisquer interesses conjunturais, põe o prestigio e a grandeza do clube que fez seu para toda a vida.

Toni fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 13 de Dezembro de 1987, numa vitória com o Académica (4-2), em Coimbra, tendo disputado o último jogo, a 23 de Dezembro de 2001, numa derrota frente ao Boavista (1-0), no Bessa.


Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson
« Última modificação: 16 de Janeiro de 2015, 15:24 por Shoky »

Vitor84

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  • 08 de Agosto de 2008, 21:19
Um símbolo do nosso clube.
Se todos os que vão a votações para saudade tivessem metade do seu currículo e palmarés ao serviço do SLB  :whistle2:

Elvis the Pelvis

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  • This thorn in my side is from a tree i've planted, it tears me and i bleed...
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  • 09 de Agosto de 2008, 00:11
Grande benfiquista! :bow2:

xico_da_bezana

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  • 09 de Agosto de 2008, 00:13
Grande senhor!

VitorPaneira7

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  • 09 de Agosto de 2008, 00:17
para a saudade claro.O meu pai para definir Toni como jogador disse o seguinte "uma força da natureza".

LuigiSLB83

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  • 09 de Agosto de 2008, 06:37
Grande Toni.  :bow2: :bow2: :bow2:

ednilson

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  • Luis Filipe Vieira e os 83%
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  • 09 de Agosto de 2008, 08:17
Para complementar:

António José Conceição Oliveira (Toni). Mogofores. 14 de Outubro de 1946.
Épocas no Benfica: 6 (87/89, 92/94 e 00/02). Jogos: 215, 127 vitórias, 58 empates e 30 derrotas. Títulos: 2 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
Outros Clubes: Bordéus, Sevilha, Shenyang Jinde, Al-Ahly e Al-Ettifaq. Treinador da Selecção Nacional (Comissão Técnica) no Euro 84 e treinador adjunto Emirados Árabes Unidos.



O que o Benfica deve a António José Conceição Oliveira é imenso: a abnegação, o espírito de sacrifício, a descrição com que suportou sobressaltos de humor e variações de sensibilidade se sucessivas equipas dirigentes, aceitando, uma e outra vez, dar ao futebol do Benfica o melhor do seu esforço. O que os benfiquistas devem a Toni é, para lá deste exemplo de benfiquismo que não tem paralelo nas últimas décadas de vida do clube, a alegria de dois dos quatro últimos títulos nacionais conquistados, em 1989 e em 1994. E as enormes alegrias que os que têm mais de quarenta anos recordam, enquanto passeou a sua classe de grande jogador, durante toda a década de setenta.

É que Toni é um ícone do Sport Lisboa e Benfica: ele é o único a ter acumulado títulos de campeão nacional como jogador e treinador. Elemento preponderante da equipa-maravilha dos anos setenta, sustentando o meio campo de um grupo de esmagador futebol de ataque, Toni ganhou então oito títulos nacionais. Juntem-se-lhe os dois já referidos e temos números de inédita proeza. Como se não chegasse, também fez a “dobradinha” na Taça de Portugal: ganhou 3 como jogador e uma como treinador.

Toni iniciou a sua carreira de treinador como adjunto, na segunda época de Baroti: “Quando estivemos em Madrid, no início da época 1980/81, fui comprar um livro sobre futebol e o mister Baroti, quando me viu com ele na mão, virou-se para mim e perguntou-me se não queria ser seu adjunto. Disse-lhe que não, que queria mesmo é jogar, mas percebi que a minha carreira como jogador tinha chegado ao fim. Ainda fui campeão nacional, disputando o último jogo na Luz com o V. Setúbal, partindo depois, com Baroti, para a minha primeira experiência como adjunto".

Assumiu a responsabilidade pela equipa principal do clube em 1987, substituindo Ebbe Skovdhal, que se dera mal com os ares da Luz. Nessa altura, não se perdoavam três derrotas em sete jornadas, mesmo a um treinador de alto gabarito acabado de chegar. Toni não fez milagres: já não foi a tempo de ganhar o campeonato, ficou-se pelas meias-finais da Taça, mas – divina surpresa! – conduziu o Benfica à sua sexta final da Taça dos Campeões, contra o PSV, em Estugarda, vinte anos depois da final de Wembley contra o Manchester United.

Toni não era um treinador de tudo ou nada: privilegiava um futebol de contenção, calculista e cauteloso. Conhecia bem os jogadores que tinha e uma das suas estrelas, o extremo Diamantino, lesionado, teve que ver o jogo da linha lateral. Talvez por isso não tenha ganho a final de Estugarda, contra um PSV que entrou em campo aterrorizado com o prestígio do Benfica. O treinador esticou a corda até aos penalties: ao sexto, a estratégia caiu.

Não ganhou, mas embalou a equipa para um triunfo no campeonato nacional da época seguinte, num onze em que Veloso era o capitão, Mozer e Ricardo compunham uma dupla de centrais de luxo, e Paneira, Valdo e Chalana faziam o que lhes estava destinado: ganhar jogos, nem que fosse pela diferença mínima. Apesar da vitória, aceitou ser adjunto do mais querido dos treinadores benfiquistas: o sueco Sven-Goran Eriksson. Foi com ele campeão em 1991, mas, depois da partida do sueco, aceitou render Tomislav Ivic a meio da época, em nova missão de sacrifício, durante a temporada de 92/93. E no ano seguinte, levando a pulso uma equipa que procurava remediar as saídas de Paulo Sousa e Pacheco para o Sporting, conquistou o titulo de campeão nacional.

Entrara para a História do clube, mas, pela segunda vez, foi preterido em favor de outro. Ganhara, entretanto, uma reputação de salvador. Mas, quando voltou ao clube, de novo, a meio da época de 2000/01, nada se comparava com os seus anos de ouro: o vendaval de loucura que assolara o Benfica durante a presidência de Vale e Azevedo tinha transformado o maior clube português numa equipa remendada, a viver de jogadores emprestados ou comprados em última mão. Toni ainda começou a época de 2001/02; mas não resistiu à onda de maus resultados e, antes que o mandassem embora, saiu. Sem um reparo, sem azedume, sem uma critica mais ácida. Como manda a consciência de quem, acima de quaisquer interesses conjunturais, põe o prestigio e a grandeza do clube que fez seu para toda a vida.

Toni fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 13 de Dezembro de 1987, numa vitória com o Académica (4-2), em Coimbra, tendo disputado o último jogo, a 23 de Dezembro de 2001, numa derrota frente ao Boavista (1-0), no Bessa.


slbenfica_croft

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  • 12 de Agosto de 2008, 14:02
Ah ganda Toni...

cervejas

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  • 23 de Agosto de 2008, 20:06
Um homem bom, íntegro e por vezes menosprezado. Para Toni e Mário Wilson:  :bow2:  :amigo:

Red skin

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  • Rei Eusébio!
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  • #estátudoapensarnomesmo #sejaondefor #37
  • 23 de Agosto de 2008, 22:30
Mais ano menos ano será Presidente honorário do SL e Benfica!

PedroNN

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  • ET PLURIBUS UNUM!!!!
  • 23 de Agosto de 2008, 22:38
Mais ano menos ano será Presidente honorário do SL e Benfica!

pode ser? pergunto isso porque ele nunca foi presidente...
seja como for, era bem merecido!!

era um puto mas lembro-me muito bem das lágrimas que chorou em directo quando se soube que ia ser despedido... o gamasio era um bom palhacito...
« Última modificação: 23 de Agosto de 2008, 22:40 por PedroNN »

Red skin

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  • Rei Eusébio!
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  • #estátudoapensarnomesmo #sejaondefor #37
  • 23 de Agosto de 2008, 22:51
Mais ano menos ano será Presidente honorário do SL e Benfica!

pode ser? pergunto isso porque ele nunca foi presidente...
seja como for, era bem merecido!!

era um puto mas lembro-me muito bem das lágrimas que chorou em directo quando se soube que ia ser despedido... o gamasio era um bom palhacito...

Se Espírito-Santo foi... o Toni tb pode... grande benfiquista!

nucleopn

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  • Eu Amo o Benficaaaaaa
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  • 08 de Setembro de 2008, 00:14
chorei ao ve-lo chorar, qd saiu do Benfica...

seras sp enorme

Bola7

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  • Perdido no limbo do serbenf
  • 18 de Setembro de 2008, 15:02
fisico imponente...jogador de equipa...trabalhador e tecnico...grande jogador em todos os aspectos...