Abel Xavier: «Testemunhei a grandeza de Eusébio noutros países»

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O antigo internacional português Abel Xavier considerou que a morte de Eusébio "é uma perda irreparável, pelo que representava para várias gerações e para a sociedade em geral".

"Pude testemunhar nas muitas viagens que fiz a outros países, ao serviço dos clubes que representei na minha carreira, a grandeza de Eusébio. Quando falava de Portugal, o seu nome surgia invariavelmente e havia uma identificação com Portugal através do Eusébio", contou Abel Xavier. Conheceu Eusébio em 1993, quando chegou ao Benfica, e recordou o seu "carisma e experiência", além dos "seus conselhos", numa altura em que os jovens que se "iniciavam no mundo do futebol profissional e tinham de lidar com as pressões inerentes", aproveitando para enviar as suas condolências à família do "pantera negra" que será "sempre uma figura ímpar de portugueses e moçambicanos".

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Cardozo fez questão de tocar em Eusébio

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Avançado do Benfica abeirou-se da urna alguns minutos, tocando na cabeça de Eusébio antes de se retirar da sala, na companhia do plantel.Relacionadas

O plantel do Benfica, liderado por Jorge Jesus, compareceu, ao princípio da tarde desta segunda-feira no velório a Eusébio, no Estádio da Luz, e Cardozo fez questão de se abeirar da urna com os restos mortais do Pantera Negra. E depois de uns breves minutos junto da mesma, antes de se retirar tocou na cabeça do homem que, recorde-se, defendera a sua reintegração no plantel, no início desta época, depois do desaguisado com Jorge Jesus no termo da época anterior.

Trapattoni: "Era impossível deter o Eusébio"

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Ex-treinador do Benfica e antigo jogador do AC Milan foi adversário do Rei e recorda o final da Taça dos Campeões de 1962/63.

O treinador italiano Giovanni Trapattoni recordou o antigo futebolista português Eusébio, considerando-o um amigo e um adversário leal que era impossível deter.

"Era um amigo, um adversário muito leal e quando o encontrei no Benfica, como elemento da estrutura do clube, foi um amigo. Vai fazer muita falta, é uma grande perda", afirmou o antigo treinador do Benfica, em declarações à agência Lusa.

O italiano, que levou o Benfica ao título de campeão português em 2004/05, defrontou ao serviço do AC Milan Eusébio, recordando-se do embate da final da Taça dos Campeões Europeus de 1962/63, em Wembley, cujo lance do golo do "Pantera Negra" juntou ambos numa fotografia histórica.

"É uma fotografia que tenho no meu livro de recordações, que mostra quando Eusébio arranca do meio-campo, em potência, e eu corro direito a ele, mas ele era muito mais veloz do que eu e fez um golo a Ghezzi, um golo incrível, e agora devo reconhecer que era impossível deter o Eusébio", explicou Trapattoni.

O antigo futebolista apenas equipara o brasileiro Pelé a Eusébio, sem esquecer que o Benfica, na altura, já contava com Mário Coluna.

"O Benfica antes do Eusébio tinha o Coluna, mas o Eusébio era o maior no seu tempo. Creio que nessa altura só se falava de Pelé e Eusébio, que venceu a Taça dos Campeões. Era um jogador com técnica potente, que fazia golos de pé em força, mas também fazia golos de cabeça", salientou.

A morte de Eusébio, no domingo, aos 71 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória, surpreendeu Trapattoni, apesar de o italiano já ter conhecimento do débil estado de saúde do português.

"Já sabia que o Eusébio não estava bem, mas creio que devo uma palavra à família, que foi um grande desgosto, porque Eusébio não era só um campeão, um adversário, mas também um grande amigo quando estive no Benfica. Ajudou-me, esteve comigo e, por isso, considero que é uma grande perda para mim, mas também para o futebol mundial, porque Eusébio, no seu tempo e com o grande Benfica, era juntamente com o Pelé um dos grandes jogadores do Mundo", rematou.

Xanana Gusmão "Eusébio não morreu nas nossas memórias"

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Mensagem do primeiro-ministro timorense refere que o Pantera Negra também foi uma referência para o povo do seu país.

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou, em comunicado enviado à agência Lusa, que Eusébio foi o "grande herói do futebol português" e não vai morrer na memória dos timorenses.

"Foi com profunda tristeza que soube da notícia da morte de Eusébio, o grande herói do futebol português que inspirou várias gerações em todo o mundo", salienta o primeiro-ministro timorense.

Segundo Xanana Gusmão, o "Pantera Negra" foi também uma referência para os timorenses "não só pelo seu empenho e dedicação enquanto desportista", mas também pelas suas "excecionais qualidades humanas".

"Neste momento de dor, expresso as minhas sentidas condolências a todos os seus familiares e a todos os portugueses. Eusébio não morreu nas nossas memórias", conclui no comunicado.

O antigo jogador português visitou Timor-Leste em março de 2003 no âmbito da campanha "Uma bola por Timor", uma iniciativa do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, tendo ajudado a distribuir mais de quatro mil bolas de futebol no país.

Jesualdo Ferreira "Partiu alguém que tinha o respeito do mundo"

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Treinador do Sporting de Braga também já passou junto de Eusébio, a quem deixou elogios de forma emocionada.

"Partiu alguém escreveu o nome de Portugal através do futebol, mas que passou o futebol, foi para além dessa atividade", disse esta segunda-feira Jesualdo Ferreira, treinador do Sporting de Braga, quando passou junto ao corpo de Eusébio.

"Trata-se do melhor jogador do futebol português, que conseguiu isso numa altura em que não era fácil impôr a qualidade dos jogadores portugueses", disse ainda o antigo técnico do Benfica, recordando: "Ao longo das viagens que fizémos juntos tive a oportunidade de perceber que o Eusébio era alguém tinha o respeito do mundo e, quem tem esta vida, percebe o que significa ter o respeito que nos é concedido fora da nosa terra".

Jesualdo terminou dizendo que "depois de as pessoas já não estarem entre nós torna-se fácil falar", mas lembrou que "do Eusébio foi sempre isto que se disse".

Eusébio sepultado perante milhares de pessoas

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O antigo futebolista Eusébio da Silva Ferreira, que morreu na madrugada de domingo, foi hoje sepultado no cemitério do Lumiar, em Lisboa, pouco depois das 18:30.

À semelhança do que se passou ao longo do dia durante todas as cerimónias fúnebres, milhares de pessoas deslocaram-se ao cemitério do Lumiar para prestarem homenagem a Eusébio, cuja urna foi acompanhada por jogadores da equipa principal do Benfica.

O diretor desportivo e antigo jogador, Rui Costa, o capitão de equipa, Luisão, visivelmente emocionado, e o avançado Cardozo depositaram uma bandeira do Benfica na campa do antigo ponta de lança, que morreu aos 71 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.

A presença de milhares de pessoas dificultou a passagem do carro funerário no interior do cemitério e atrasou a cerimónia, obrigando a polícia a formar um cordão de segurança para que se procedessem às últimas exéquias.

Depois de o corpo do antigo jogador do Benfica ter estado em câmara ardente desde domingo à noite, no Estádio da Luz, a urna foi levada ao relvado para uma volta ao estádio perante cerca de 10.000 adeptos.

O cortejo fúnebre saiu depois do Estádio da Luz e percorreu algumas das principais artérias de Lisboa, com paragem em frente à Câmara Municipal, na Praça do Município, perante constantes aplausos.

O corpo do "Pantera Negra" seguiu então para a Igreja do Seminário, onde foi celebrada a missa de corpo presente, antes da realização do funeral daquele que é um dos maiores símbolos do Benfica e do futebol português.

O "Pantera Negra" ganhou a Bola de Ouro em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial de Inglaterra, em 1966, foi considerado o melhor jogador e foi o melhor marcador, com nove golos, levando Portugal ao terceiro lugar.

 

Plantel [do Marítimo] fez homenagem a Eusébio

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A totalidade do plantel do Marítimo (equipas A e B) prestou esta tarde homenagem a Eusébio, juntando-se após o treino no centro do relvado do campo de Santo António.

Presente esteve também Carlos Pereira, presidente do clube, além de toda a equipa técnica.

No que diz respeito aos trabalhos realce para a reintegração de Weeks, depois de ter sido castigado devido ao atraso das férias.

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Luz pode receber a melhor casa

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A morte de Eusébio e a imediata onda de consternação poderá traduzir-se numa grande assistência na receção ao FC Porto, domingo, em jogo a contar para a 15.ª jornada da Liga, e contrariar a tendência descendente que se tem verificado nesta época, com uma média de 33.197 pessoas por encontro. Esta é a leitura que se faz na Luz, aliado à boa exibição da equipa frente ao Gil Vicente e ao horário convidativo (16 horas). A maior assistência desta época deu-se na receção ao Sporting, para a Taça da Portugal: 47.156 espectadores.

Airton a caminho do Botafogo

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Airton, médio que tem contrato com o Benfica até 2015, deverá jogar no Botafogo nos próximos meses. Para que a transferência se concretize só falta o sim dos encarnados, revela o jornal brasileiro Lancenet. Em sentido contrário, o lateral direito Gilberto vai trocar o Fogão pelo Internacional de Porto Alegre, clube que Airton representou na última época por empréstimo das águias. Campeão na primeira passagem pelo Benfica, na época 2009/2010, Airton, 23 anos, nunca conseguiu singrar no Estádio da Luz e já passou pelo Flamengo, clube onde despontou, e Internacional de Porto Alegre, segue-se agora o Botafogo.

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Jesus inclina-se para Artur

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Jorge Jesus continua inclinado a apostar em Artur para ocupar a baliza no clássico frente ao FC Porto, domingo, no Estádio da Luz, para a 15.ª e última jornada da primeira volta da Liga. Ao que A BOLA apurou, e tal como já tinha sido noticiado na edição de 30 de dezembro, o técnico de 59 anos considera o brasileiro como o número um para aquele posto, e agora que foi dado como apto clinicamente, deverá regressar para um dos jogos mais exigentes da época. Chegou a estar prevista a possibilidade de Artur Moraes regressar à competição no encontro de anteontem, frente ao Gil Vicente, na Luz, de forma a recuperar ritmo, mas Jesus optou por deixá-lo de fora dos convocados, dando a titularidade a Oblak, numa lógica de rotatividade, tendo em conta que o desafio contou para a Taça de Portugal. Apesar de o internacional esloveno ter completado mais um jogo sem sofrer golos (o terceiro consecutivo) e ser neste momento um dos meninos queridos do Terceiro Anel, Jesus não atribuiu muita importância a esse registo, lembrando que o guardião de 20 anos teve pouco trabalho nos encontros em que participou, valorizando, por outro lado, o trabalho defensivo coletivo.
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