Nélson Oliveira quer «recuperar tempo perdido» no Rennes

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Promovido ao plantel principal do Benfica por Quique Flores, em 2008, Nélson Oliveira não conseguiu afirmar-se em definitivo no clube da Luz e os empréstimos foram-se sucedendo após a chegada de Jorge Jesus ao comando técnico da equipa. É o Rennes, porém, que está a destacar-se, contabilizando sete golos em onze jogos no campeonato francês. «No Benfica não era fácil conquistar espaço entre tantos avançados experientes mas acho que poderia ter tido mais oportunidades na temporada 2012/13. Agora, esta época pode ser ideal para recuperar o tempo perdido. Precisava jogar com regularidade para ser convocado para a Seleção Nacional. Tenho a certeza de que os golos vão ajudar-me a chegar lá», diz o avançado de 22 anos em declarações ao site da FIFA, onde não escondeu o desejo de voltar a ver o seu nome quando Paulo Bento divulgar a lista de convocados para o Mundial do Brasil: «Claro que sonho disputar o Campeonato do Mundo mas sei que será difícil. Todos vão dar o máximo para estar lá e eu não serei exceção. Vou ser paciente e acreditar que terei uma oportunidade.» Rio Ave, Paços de Ferreira, Corunha e Renees são os clubes onde passou por empréstimo, processo que o avançado encara com naturalidade: «Acho normal. Precisamos disso para amadurecer. Não vejo isso como um aspeto negativo da minha carreira. É verdade que decidi por uma equipa mais modesta mas era onde teria mais possibilidades de jogar. O Benfica é um dos maiores clubes do mundo mas no Rennes posso jogar, mostrar as minhas qualidades e continuar a evoluir.» «Estou aqui há apenas alguns meses mas já melhorei o meu futebol. Estou a jogar regularmente, o que não aconteceu muito nos últimos tempos. Além de, claro, estar a marcar golos», prosseguiu, destacando o apoio que tem recebido do treinador Philippe Montanier: «Ele queria-me no Rennes e isso foi decisivo para a minha escolha. Estava mesmo a precisar de jogar com mais regularidade. Tive a sensação de que eu precisava do clube e o clube precisava de mim.» O sonho inglês e o ídolo Ibrahimovic Impressionado com o campeonato francês, Nélson Oliveira não escondeu o sonho de vir um dia a jogar em Inglaterra: «A Premier League sempre foi o meu campeonato preferido e o meu objetivo mas, nos últimos anos, comecei a acompanhar cada vez mais o futebol francês. Fiquei impressionado pela positiva com o que descobri. Aqui estão alguns dos melhores atacantes do mundo», disse, destacando Zlatan Ibrahimovic (PSG), o preferido que acabou por falhar a qualificação para o Mundial depois de perder com Portugal no play-off: «Ele é um dos melhores avançados que temos em França, ao lado de Edinson Cavani e Falcao, além de ser meu jogador preferido. Mas estou muito contente por ele não ter sido feliz no play-off.»
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Garay - Sem Jesus, "Luisão é o comandante"

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Ezequiel Garay acredita que a equipa do Benfica não vai ressentir-se da ausência de Jorge Jesus do banco de suplentes, depois do técnico ter regressado ao activo, momentaneamente, na partida com o Anderlecht, para a Liga dos Campeões.

A cumprir uma suspensão de trinta dias nas competições domésticas, Jesus vai assistir ao Rio Ave-Benfica nos camarotes do Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. A distância entre técnico e jogadores não afecta o grupo que, de acordo com o central argentino, tem o seu próprio "comandante" em campo: Luisão.

"O treinador não vai estar no relvado mas temos jogadores com muita experiência, como o Luisão, que é o comandante da equipa. Creio que não estando o treinador no banco, precisamos de um treinador dentro de campo. O Luisão cumpre muito bem esse papel e nós sentimo-nos muito bem com isso", afirmou Garay, em declarações à Benfica TV.

À partida para o encontro da 11ª jornada, com os vila-condenses, o Benfica partilha o segundo lugar da Primeira Liga, a um ponto do líder FC Porto. O objectivo, por isso, passa por vencer o Rio Ave e aspirar a um tropeção dos dragões para alcançar o topo da classificação.

"Vai ser um jogo difícil com o Rio Ave.  Éuma equipa que não sofre muitos golos em casa mas temos que conseguir os três pontos para continuar no topo da classificação", projectou.

Em relação ao decisivo triunfo sobre o Anderlecht (2-3), na passada quarta-feira, Garay destacou a importância da conquista dos três pontos, mas recorda que, à entrada para a última jornada da fase de grupos, as águias não dependem apenas de si próprias para se qualificarem para os oitavos-de-final.

"Foi um jogo totalmente diferente daquele que jogámos em Lisboa [vitória por 2-0]. O Anderlecht é muito mais forte no seu estádio, mas conseguimos vencer, que era o mais importante e agora, para seguir em frente na Liga dos Campeões, dependemos de nós [vencer o PSG] e de outro resultado [empate no Olympiacos-Anderlecht]", completou.

Vítor Paneira desvaloriza ausência de Cardozo

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O Benfica prepara-se para defrontar o Rio Ave, em Vila do Conde, domingo, a partir das 17h45, provavelmente sem Cardozo mas o antigo futebolista Vítor Paneira, em declarações ao jornalista Mário Rui da Antena 1, considera que sejam quais forem os avançados utilizados a equipa encarnada tem argumentos para vencer a formação vilacondense.

O antigo médio ala da equipa da Luz considera: “O Benfica marcou 3 golos fora de casa frente ao Anderlecht sem Cardoso. O paraguaio tem estado ligado às últimas vitórias do Benfica e é uma pedra fundamental na equipa. Mas parece-me que neste jogo em que o Rio Ave jogará sempre em transições, o Benfica terá de assumir o jogo e mesmo sem Cardoso e com Lima algo apagado tem argumentos suficientes com Rodrigo ou Lima ou com os dois para ultrapassar os vilacondenses”.

Alípio - "Rodrigo já provou que merece mais oportunidades"

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As carreiras de Rodrigo e Alípio cruzaram-se no Real Madrid (2009/2010), mas após a separação só um se manteve ao mais alto nível: o avançado do Benfica.

Alípio Brandão, agora nos cipriotas do Omónia, foi prejudicado pelas lesões e, depois de deixar a capital espanhola, ainda assinou pelo Benfica e pelos brasileiros do América. Antes de chegar ao Chipre, Alípio vestiu a camisola do Al Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.

Porém, esta volta pelo Mundo não afastou por completo o jovem de 21 anos de Rodrigo. Alípio segue a sua carreira e confia nas potencialidades do ex-compaheiro de equipa.

"Já demonstrou que merece mais oportunidades e confiança do clube. É sempre mau entrar para ocupar vaga de um companheiro lesionado (Cardozo), mas independentemente disso ele é capaz de fazer um óptimo trabalho", começa por dizer Alípio, a Bola Branca, sobre o "amigão" Rodrigo.

"Somos bastante amigos, ele e o Júlio César - que passou pelo Benfica - são os meus amigos no futebol", conta. "Todas as semanas, eu e o Rodrigo, falamos. Tenho carinho por ele e admiro-o. Se ele está satisfeito no Benfica? Qualquer jogador quer ser titular e isso não é diferente com ele. Mas o que o Rodrigo me garante é que está feliz no clube e quer continuar", assegura o avançado do Omónia.

"Velocidade e remate" são as suas armas, rendendo mais como "avançado centro", reforça Alípio Brandão.

A carreira de Alípio
O jogador que entrou no futebol português pela porta do Rio Ave, na temporada de 2007/08, mostra-se, por fim, ambicioso no plano pessoal. Desde que as lesões, que chegaram a levá-lo a equacionar pendurar as chuteiras, não voltem a incomodar.

"Passei por momentos muito difíceis, inclusive pensei em deixar de jogar, mas tive esta oportunidade de recomeçar e estou feliz. Aqui, o clube recebeu-me de braços abertos, após quase três anos sem jogar. Mas, profissionalmente, ambiciono coisas maiores para a minha carreira e uma liga mais competitiva. Sou novo e, com mais ou menos tempo, pretendo alcançar tudo isso", remata Alípio.

Rio Ave tenciona recuperar a casa frente ao Benfica

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Os números do Rio Ave nos jogos em casa são muito negativos. A equipa acumula quatro derrotas seguidas, nos Arcos, para o campeonato, sofreu sete golos e não marcou nenhum. No entanto, em Vila do Conde ninguém desiste da missão de mudar o cenário. Nuno Espírito Santo pretende encerrar este ciclo já com o Benfica, no domingo.

O treinador recusa o diagnóstico traumático e informa que os jogadores estão confiantes de que os bons resultados, em casa, irão surgir nas próximas partidas. "Todos os jogos que vamos ter em casa, até à nossa vitória, terão dois objectivos: ganhar ou conseguir pontos. Temos a convicção absoluta que o vamos conseguir, porque temos qualidade para isso", observou, em conferência de imprensa.
 
Depois de defrontar o Benfica, os jogos seguintes do Rio Ave, no Estádio do Arcos, são frente a FC Porto e Marítimo.

Encarnados não vão passear a Vila do Conde
Consciente que pela frente terá um adversário de maior valia, Nuno Espírito Santo tem estratégia preparada para criar desconforto ao Benfica. O treinador sabe que "ele vão querer pressionar e tomar conta do jogo" e o remédio do Rio Ave passa por "contrariar, sem abdicar do jogo".

"Seria absurdo deixar o Benfica jogar e ver o que dá. Vamos defender de forma pressionante e procurar atacar, sem nos desequilibrarmos", acrescenta o técnico.

O Rio Ave-Benfica, para a 11ª jornada do campeonato, realiza-se no domingo, às 17h45, no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde.

Garay sobre o Rio Ave: “Objectivo é conseguir os três pontos”

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Garay fez, esta sexta-feira, a antevisão do encontro deste domingo. Frente ao Rio Ave, na 11.ª jornada do Campeonato Nacional, o argentino não espera facilidades.

“Sabemos que vai ser um encontro muito difícil e o nosso objectivo é conseguir os três pontos para seguir em frente no Campeonato”, começou por dizer à Benfica TV.

Jorge Jesus não estará no banco, mas Garay garante que o grupo tem os seus objectivos bem definidos. “Sabemos que não vamos ter o nosso treinador no banco mas temos jogadores muito experientes. Sem Jorge Jesus no banco, precisamos ainda mais de um treinador dentro de campo e o Luisão é um comandante”, afirmou.

O camisola 24 falou ainda do encontro da última quarta-feira, na Bélgica, frente ao Anderlecht, onde a vitória sorriu aos “encarnados” (2-3). “Foi uma partida totalmente diferente, eles são muito mais fortes em casa mas conseguimos ganhar que era o mais importante. O apoio dos adeptos é sempre essencial para nós”, lembrou.

Ao serviço do Sport Lisboa e Benfica desde a temporada 2011/2012, Garay já se sente totalmente em casa. “Tenho aprendido muito desde que vim para o Benfica e estou muito feliz aqui no Clube”, garantiu.

A selecção argentina foi uma das apuradas para o Mundial do Brasil e o benfiquista não esconde o desejo de jogar pelas cores do seu país. “Sem dúvida. Conseguimos o apuramento e vai ser o meu primeiro Mundial e vou ficar muito feliz se for chamado”, concluiu.

Recorde-se que o Rio Ave – Benfica está agendado para as 17h45 deste domingo, 1 de Dezembro, em Vila do Conde.

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Nelson Oliveira, entre desvios e atalhos

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Nelson Oliveira tem um plano de carreira definido. Ele já sabe qual é o objetivo de sua trajetória, disputar as grandes competições do futebol mundial, mas ainda não traçou no mapa o melhor roteiro para chegar lá. Por isso, aos 22 anos, o português do Rennes está aproveitando para explorar cada curva e pedaço de chão da estrada que leva ao sucesso. Isso depois de tê-la iniciado em excesso de velocidade.

O atacante tinha apenas 16 anos quando estreou como profissional e ainda por cima com a camisa do Benfica, um gigante do futebol mundial. Após ter sido chamado por Quique Flores, técnico da equipe na época, para disputar uma partida de pré-temporada em 2008, ele foi relacionado para um jogo da Copa da UEFA contra o Napoli.

Foi um período de aprendizado para o jovem Nelson, mas a reserva lhe dava poucas oportunidades para continuar progredindo e o passo seguinte foi adquirir experiência em sucessivos empréstimos a outros clubes. Começava um giro pela Península Ibérica, pontuado por quatro clubes diferentes ao longo de quatro anos. "Acho normal um jovem jogador rodar bastante", disse ao FIFA.com o atacante que defendeu Rio Ave, Paços de Ferreira e La Coruña. "Precisamos disso para amadurecer. Não vejo como um aspecto negativo da minha carreira."

Fosse um problema, Nelson não teria jogado e brilhado em todas as seleções de base de Portugal, a ponto de ser rapidamente considerado o futuro da equipe nacional lusa. Mas, embora a autoestrada seja o caminho mais rápido até o destino, é nas trilhas e veredas que se veem as mais belas paisagens. As da Bretanha, no noroeste da França, não deixavam nada a desejar às colinas de Lisboa e atraíram o jovem atacante. "É verdade que decidi me transferir para uma equipe mais modesta, mas era onde eu teria mais chances de jogar", explicou o ex-frequentador do Estádio da Luz. "O Benfica é um dos maiores clubes do mundo, mas no Rennes posso jogar, mostrar minhas qualidades e continuar evoluindo."

Engarrafamento ofensivo
O progresso é tão palpável que, em somente 11 partidas do Campeonato FrancêsNelson Oliveirajá marcou sete gols, número que já supera cada uma de suas quatro temporadas anteriores. "Estou aqui há apenas alguns meses, mas já aprimorei meu futebol", garantiu, antes de revelar o segredo do sucesso. "Estou conseguindo jogar regularmente, o que não aconteceu muito nos últimos tempos. Além de estar fazendo gols."

Preso ao engarrafamento do setor ofensivo do Benfica na temporada 2011/12, quando o paraguaio Óscar Cardozo e o argentino Javier Saviola gozavam da preferência do técnico, o atacante resolveu pegar carona no La Coruña na temporada seguinte. Apesar de alguns gols importantes no início de sua passagem pelo clube espanhol, no entanto, ele logo foi deixado à beira da estrada para dar lugar ao experiente Riki. Mas suas atuações não passaram despercebidas pelo então treinador do Real Sociedad, Philippe Montanier, que se apressou a contratá-lo ao assumir o comando do Rennesem meados deste ano. "Nelson era nossa prioridade", declarou o francês assim que o empréstimo foi oficializado. "Trata-se de um jogador promissor e completo, que tem velocidade e sabe preencher os espaços. Ele é muito habilidoso, mas também tem um ótimo preparo físico."

Para o jovem português, o interesse de Montanier teve importância fundamental na resolução de encarar as estradas francesas. "O treinador de fato queria que eu viesse jogar aqui e isso foi decisivo para a minha escolha", admitiu. "Após a temporada passada, em que não tive muitas oportunidades de mostrar meu valor, eu estava realmente precisando jogar com mais frequência. Tive a sensação de que eu precisava do clube e o clube precisava de mim."

Ainda que esse casamento não tenha rendido mais do que uma 11ª posição no Campeonato Francês até agora, o centroavante do Rennes prefere acreditar que o melhor está por vir. "Tudo vai muito bem e estou satisfeito com o que realizamos até aqui", comentou Nelson, que sempre sonhou em jogar na Inglaterra e acabou apaixonado pela outra margem do Canal da Mancha. "Confesso que não sabia muita coisa da França no início da carreira. A Premier League sempre foi meu campeonato preferido e meu objetivo, mas nos últimos anos comecei a acompanhar cada vez mais o futebol francês. Fiquei positivamente surpreso com o que descobri. Aqui estão alguns dos melhores atacantes do mundo."

Rumo ao palco principal
Zlatan Ibrahimovic, do Paris Saint-Germain, certamente é um dos craques cujo ritmo na tabela de artilheiros Nelson Oliveira tem tentado acompanhar. "Ele é um dos melhores atacantes que temos na França, ao lado de Edinson Cavani e Falcao, além de ser meu jogador preferido", confessou o português antes de acrescentar um comentário malicioso. "Mas estou muito contente que ele não tenha sido feliz na repescagem."

Afinal, no confronto de ida e volta entre Suécia e Portugal pelas eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, a seleção lusa eliminou os escandinavos graças sobretudo a Cristiano Ronaldo, mas, curiosamente, sem Nelson Oliveira. "Curiosamente" porque, embora esteja atravessando a temporada mais prolífica da carreira, ele não foi convocado por Paulo Bento, que o havia levado para a UEFA Euro 2012 depois de ter ficado encantado com as fantásticas atuações da jovem promessa na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Colômbia 2011.

"Não sei explicar muito bem o início da minha carreira internacional", admitiu o Bola de Prata adidas do torneio colombiano, cujo título os portugueses deixaram escapar para o Brasil na final. "Quando estava no Benfica, não era fácil conquistar espaço em meio a tantos atacantes experientes, mas acho que poderia ter tido mais oportunidades na temporada 2012/13. Agora, a atual temporada pode ser ideal para recuperar o tempo perdido. Eu precisava jogar com regularidade para ser convocado para a seleção. E tenho certeza de que meus gols me ajudarão a chegar lá."

Em que pesem os tropeços, desvios e meias-voltas, Nelson Oliveira não desiste de percorrer o caminho que leva ao palco principal. "Claro que sonho disputar a Copa do Mundo, mas sei que será difícil", disse. "Todo jogador dará o máximo para estar lá e eu não serei exceção à regra. Tenho que ter paciência e acreditar que receberei uma chance." Afinal, o jovem e talentoso português já compreendeu que o mais importante é o destino final, não o trajeto para chegar lá.