Manuel Sérgio - Jesus fez aquilo por generosidade

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RR
Manuel Sérgio considera que o caso gerado pelo envolvimento de Jorge Jesus em cenas de violência no final da partida do Vitória de Guimarães-Benfica  "não tem valor nenhum" e "é para morrer".  "Quando nos agarramos em demasia a um caso como este, é porque não temos coisas importantes a tratar. É preciso analisar o contexto do futebol. Tinha sido um jogo difícil. Ele estava stressado", sustenta o amigo pessoal do treinador do Benfica e actual Provedor da Ética do Desporto.

"No momento que o nosso país atravessa, não vamos amplificar uma coisa que não tem valor nenhum. Há coisas muito mais importantes. Aquilo não tem importância nenhuma. Eu, que conheço Jesus, sei bem daquilo que ele é capaz. Fez aquilo por generosidade", acrescenta o professor catedrático, que chegou a trabalhar com Jesus no Benfica. 

Manuel Sérgio, conselheiro e mentor do técnico das águias, faz ainda questão de lembrar recentes "palavras do Papa Francisco" para dizer: "Quem sou eu para julgar o meu semelhante?".

"O que se passou não tem qualquer relevância penal. O Jorge Jesus é um homem generoso. Foi por generosidade que ele tomou aquela atitude de defesa da atitude dos rapazes que queriam levar as camisolas dos seus ídolos", conclui.

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Advogado garante Jesus em Paris

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Luís Miguel Henriques, advogado de Jorge Jesus, garante que a medida de coação de termo de identidade e residência, imposta na sequência dos incidentes em Guimarães, não impedirá o treinador de viajar com a equipa para Paris, na próxima semana, a fim de jogar a fase de grupos da Liga dos Campeões. «O termo de identidade e residência não retrai qualquer liberdade de movimentos. Poderá tranquilamente ir a Paris. Só se quisesse estar fora do país por mais de cinco dias é que teria de o comunicar às autoridades. As coisas já foram esclarecidas com a polícia», disse o advogado em declarações à Renascença. «Está a falar-se de coisas que não aconteceram, como agressão ou tentativa de agressão. A motivação do Jorge Jesus é a de serenar os ânimos, a atitude do treinador do Benfica foi apaziguadora. Qualquer moldura penal baseada nestas circunstâncias que não sucederam, é irreal e especulativa», prosseguiu, acrescentando que se tratou de «um momento infeliz de várias pessoas, inclusive do Jorge Jesus» e que «a situação tomou proporções exageradas».

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Resposta do JN ao comunicado do Benfica

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1. O Sport Lisboa e Benfica emitiu um comunicado em que refere o Jornal de Notícias como um dos órgãos de Comunicação Social que, citamos, "continuam a dar apoio ao sistema". Os factos provam que o magno problema do SLB - pouquíssimos títulos conquistados nos últimos anos para tamanha legião de adeptos - resultam do sistema sim, mas do seu próprio: de gestão desportiva. Quanto ao JN, limita-se a relatar factos e a dar-lhes o relevo e enquadramento que a sua Direção editorial decide. 2. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o treinador do SLB se envolveu à pancada com a Polícia no final do jogo de domingo último. Nem esta, nem anteriores como, por exemplo, a que protagonizou com o seu próprio atleta Cardozo, também em pleno relvado, após a final da Taça de Portugal da época passada. 3. Não foi o JN quem patrocinou a cena em que o capitão da equipa insultou os adeptos do seu clube no final do jogo da Luz com o Gil Vicente. 4. Não foi o JN quem patrocinou as cenas pós-jogo, como, por exemplo, a rega e o apagão com que o Benfica brindou, na Luz, uma das festas de um dos campeonatos ganhos pelo F. C. Porto. 5. Não foi o JN quem patrocinou as cenas de falta de "fair play" dos jogadores do Benfica no final da Taça de Portugal, ganha pelo Vitória de Guimarães. P. S.: "Dragão travado com penálti fora da área e golo fora de jogo. Nervoso, Jorge Jesus envolve-se em rixa com a Polícia no final do jogo". Para quem não se recorda - e para memória futura - aqui ficam os títulos do JN de segunda-feira que mexeram com os nervos da estrutura pensante do Benfica, que debalde tentou atirar argumentos contra factos.

Sem sofrer golos com Fejsa no onze

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A águia voltou a alguns velhos hábitos: ganhar jogos em série e terminá-los a zero no que diz respeito a golos sofridos. Sensações distantes no tempo, que o tempo agora recupera. Há mais de seis meses, por exemplo, que o Benfica não terminava dois jogos consecutivos sem Artur Moraes encaixar qualquer golo. A última vez que tal se verificou foi na série Bordéus-Gil Vicente, a 7 e 10 de março, respetivamente, em jogo para a Liga Europa e Campeonato, por esta ordem. Posteriormente seguiram-se 16 partidas em 2012/13, e apenas três terminaram sem golos sofridos (V. Guimarães, Olhanense e Sporting), mas de forma alternada. Já na presente temporada foi preciso esperar até à série Anderlecht-V. Guimarães para ver os encarnados apresentarem uma sequência deste género. 180 minutos seguidos com a baliza inviolada (com a repetição do mesmo onze, pela primeira vez na presente temporada) serviram também para dar corpo a outro registo relevante: o triunfo em Guimarães foi o terceiro consecutivo em todas as provas (Paços de Ferreira-Anderlecht-V. Guimarães), sequência que a equipa comandada por Jorge Jesus não conseguia desde a série Rio-Ave-Newcastle-Olhanense, de 30 de março a 7 de abril. Por coincidência (ou não...) a melhor fase da época dos encarnados dá-se com a entrada de Fejsa na equipa, assinando com Matic uma nova fórmula a meio-campo, com os dois sérvios a formarem um bloco capaz de filtrar muitas bolas. Siqueira também pode reclamar protagonismo: desde que entrou na equipa (Paços de Ferreira), os encarnados venceram sempre.
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Suspensão desportiva a Jorge Jesus pode ir até aos 3 anos

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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol reúne-se hoje e, tudo indica, irá analisar o episódio que envolveu Jorge Jesus no final do jogo V. Guimarães-Benfica, anteontem. Aquele órgão deve anunciar a abertura de um processo disciplinar ao técnico, e, em última instância, ou seja, se for provada a agressão, Jesus será suspenso entre três meses e três anos (artigo 131º do Regulamento Disciplinar), dado que em causa está um agente da autoridade - se fosse um assistente de recinto desportivo, por exemplo, a pena iria de dois meses a dois anos. A BOLA falou com Ricardo Costa, jurista e ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga. «A avaliação feita pelo CD dependerá dos relatórios dos delegados da Liga e das forças policiais. Se em ambos não existir algo que indicie a agressão, ou seja, o cenário mais grave, o ato pode então ser entendido como uma infração intermédia ao regulamento disciplinar, que prevê gestos grosseiros e injúrias, cuja pena vai de oito dias a três meses. Há uma terceira hipótese, que dá apenas multa e tem a ver com a violação do dever de correção para com outros agentes», sublinhou, acrescentando que a decisão só seria tomada hoje ou esta semana pelo CD caso tivesse um enquadramento leve, ou seja, «multa ou suspensão até oito dias». Ao invés, «as sanções que implicam imputação de pena acima de um mês passam pela abertura de processo disciplinar e não podem ser objeto de um castigo sumário». A confirmar-se o procedimento disciplinar, o processo é enviado então para a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga, que formulará acusação ou arquivará o caso. «Não arrisco a decisão que será tomada porque a experiência diz-me que muitas vezes o que se vê na televisão não tem correspondência nos relatórios, cuja descrição é mais vaga. Por isso é que muitas vezes resulta num enquadramento intermédio», explicou Ricardo Costa. Apesar de, em termos regulamentares, não estar colocada de parte a possibilidade de suspensão preventiva de Jorge Jesus (artigo 41.º, 3 do Regulamento Disciplinar), até ser conhecida a decisão do processo disciplinar, esse cenário parece pouco provável. Note-se ainda que uma eventual suspensão preventiva nunca poderia ser superior a 25 dias.
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