Apitos Dourado e Final

pcnunes

Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:49
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:44
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:40
Citação de: Corrosivo em 15 de Setembro de 2009, 10:25
Citação de: fffernas em 15 de Setembro de 2009, 10:22
Citação de: Mephisto em 15 de Setembro de 2009, 10:16
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:14
Citação de: magic_maker em 15 de Setembro de 2009, 10:12
Como adepto de futebol pouco me importa se as escutas são válidas ou não, o que me importa é se as escutas são verdadeiras ou não.

Sabemos que as escutas são verdadeiras não foram inventadas, assim sendo eles são batoteiros e tudo o resto é jogo de cintura dos advogados no tribunal.

Ter consciência disto é o mais importante e é esta imagem que tem de se passar.
essa, neste momento, é a minha postura...

Mais um a concordar aqui!....

Só posso concordar!...mas é triste ver o sistema judicial (com razão ou sem ela pq nada percebo de leis) passar uma esponja no assunto como se nada tivésse acontecido.

fffernas, infelizmente não é só nisto.

Na minha opinião há muitas coisas em que a justiça funciona mal. E a verdade é que quem tem poder safa-se sempre. COndenar politicos por corrupção então é tarefa impossível
Pois...mesmo nos rarissimos casos em que à condenação fazê-los cumprir pena efectiva é qualquer coisa de impensável.
Fica tudo suspenso!....ou então fogem nas barbas da justiça...hehehe...é só rir.
e não há quem não seja politico a quem isso também aconteça?
Pois....de facto como se costuma dizer..."portugal é um pais de brandos costumes"...tb por isso é que o pais está como está...em crise profunda e entregue à bicharada!
esse cliché dos brandos costumes, lembra-me sempre os que clamam a justiça popular...como se esta fosse garante de verdade absoluta

pcnunes

Citação de: nsalta em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Wampyro em 15 de Setembro de 2009, 10:52
Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 09:34
não adianta andar aqui com lamentações, os dignos juristas da liga e da federação foram burros, mais nada, conseguiram dar cabo de um caso talhado para o sucesso.

Foram burros ou mais espertos do que nós pensamos?

:whistle2:

O MP, no processo contra o Peidolas, também deu cabo daquilo tudo ao basear quase toda a acusação na Carolina. Depois com todas as contradições dela, aquilo deu barraca. Será que foi mais um mau trabalho ou um trabalho bom demais?  ::)
e a culpa é das leis? a prática tem-me demonstrado que a culpa reside mais nos agentes da justiça do que na lei


ednilson

Não percebo nada dessas tretas, quem aqui mais perceberá será o substituto do computador "Magalhães" o PC "Nunes".....mas faz algum sentido que sejam uma cambada de idiotas, a fazer leis? Na maioria das vezes, gajos sem formação para tal?

trainmaniac

Citação de: ednilson em 15 de Setembro de 2009, 11:03
Não percebo nada dessas tretas, quem aqui mais perceberá será o substituto do computador "Magalhães" o PC "Nunes".....mas faz algum sentido que sejam uma cambada de idiotas, a fazer leis? Na maioria das vezes, gajos sem formação para tal?

Brilhante :2funny:

pcnunes

Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 10:59
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..
amigo, isso não é verdade absoluta, para não dizer taxativamente, que é mentira.

O MP - que os há bons, tal como os policias - quando realizam um bom trabalho, na grande maioria dos casos - havendo acusação - resulta em condenação.

Infelizmente, temos muitos magistrados do MP incompetentes. Infelizmente temos muitos policias que para além de incompetentes, espancam as pessoas nas esquadras convictos de que a sua opinião é verdade absoluta, para tentar arrancar uma confissão, que depois juntam aos autos como "Informação - conversa informal com os suspeitos" de modo a viciar o processo...

Amigo, eu lido com MP, órgãos de policia criminal, e outros agentes da justiça, diariamente. E tanta merda se faz.

Já agora, e porque quero ser justo...há Advogados que também fazem muita merda

pcnunes

Citação de: ednilson em 15 de Setembro de 2009, 11:03
Não percebo nada dessas tretas, quem aqui mais perceberá será o substituto do computador "Magalhães" o PC "Nunes".....mas faz algum sentido que sejam uma cambada de idiotas, a fazer leis? Na maioria das vezes, gajos sem formação para tal?
:2funny: :2funny: :2funny:

quando te vir, apanhas :2funny: :2funny: :2funny:


atenção que muitos dos deputados são Advogados, bem como, quem elabora os projectos-lei são sempre pessoas com formação jurídica... o problema é outro...

ednilson

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:08
Citação de: ednilson em 15 de Setembro de 2009, 11:03
Não percebo nada dessas tretas, quem aqui mais perceberá será o substituto do computador "Magalhães" o PC "Nunes".....mas faz algum sentido que sejam uma cambada de idiotas, a fazer leis? Na maioria das vezes, gajos sem formação para tal?
:2funny: :2funny: :2funny:

quando te vir, apanhas :2funny: :2funny: :2funny:


atenção que muitos dos deputados são Advogados, bem como, quem elabora os projectos-lei são sempre pessoas com formação jurídica... o problema é outro...

São advogados, mas alguma vez exerceram...é que o primeiro ministro também é engenheiro....
E quem as aprova? Fará sentido, que com maioria absoluta, as leis do país sejam feitas e aprovadas por um único partido?

pcnunes

Citação de: ednilson em 15 de Setembro de 2009, 11:12
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:08
Citação de: ednilson em 15 de Setembro de 2009, 11:03
Não percebo nada dessas tretas, quem aqui mais perceberá será o substituto do computador "Magalhães" o PC "Nunes".....mas faz algum sentido que sejam uma cambada de idiotas, a fazer leis? Na maioria das vezes, gajos sem formação para tal?
:2funny: :2funny: :2funny:

quando te vir, apanhas :2funny: :2funny: :2funny:


atenção que muitos dos deputados são Advogados, bem como, quem elabora os projectos-lei são sempre pessoas com formação jurídica... o problema é outro...

São advogados, mas alguma vez exerceram...é que o primeiro ministro também é engenheiro....
E quem as aprova? Fará sentido, que com maioria absoluta, as leis do país sejam feitas e aprovadas por um único partido?
há alterações legislativas para as quais são necessárias maiorias de dois terços... :tonge:


sim, os advogados, claro que exerceram, e a mior parte ainda exerce :-X

quanto ao PM ser engenheiro, sim, tanto que também exerceu ;D


Portugal não tem leis assim tão más... o pior é quando os agentes da justiça não as aplicam.

Bola7

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:06
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 10:59
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..
amigo, isso não é verdade absoluta, para não dizer taxativamente, que é mentira.

O MP - que os há bons, tal como os policias - quando realizam um bom trabalho, na grande maioria dos casos - havendo acusação - resulta em condenação.

Infelizmente, temos muitos magistrados do MP incompetentes. Infelizmente temos muitos policias que para além de incompetentes, espancam as pessoas nas esquadras convictos de que a sua opinião é verdade absoluta, para tentar arrancar uma confissão, que depois juntam aos autos como "Informação - conversa informal com os suspeitos" de modo a viciar o processo...

Amigo, eu lido com MP, órgãos de policia criminal, e outros agentes da justiça, diariamente. E tanta merda se faz.

Já agora, e porque quero ser justo...há Advogados que também fazem muita merda
fica com a tua...sei do que falo mas não digo mais nada...mas aconselho-te a ter atenção á movimentação dos juizes em Portugal...

pcnunes

Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 11:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:06
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 10:59
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..
amigo, isso não é verdade absoluta, para não dizer taxativamente, que é mentira.

O MP - que os há bons, tal como os policias - quando realizam um bom trabalho, na grande maioria dos casos - havendo acusação - resulta em condenação.

Infelizmente, temos muitos magistrados do MP incompetentes. Infelizmente temos muitos policias que para além de incompetentes, espancam as pessoas nas esquadras convictos de que a sua opinião é verdade absoluta, para tentar arrancar uma confissão, que depois juntam aos autos como "Informação - conversa informal com os suspeitos" de modo a viciar o processo...

Amigo, eu lido com MP, órgãos de policia criminal, e outros agentes da justiça, diariamente. E tanta merda se faz.

Já agora, e porque quero ser justo...há Advogados que também fazem muita merda
fica com a tua...sei do que falo mas não digo mais nada...mas aconselho-te a ter atenção á movimentação dos juizes em Portugal...
amigo, a falha foi minha, porque para além de ter falado do MP, da policia e dos Advogados, devia ter também falado dos Juízes ;D

como imaginas, eu também sei do que falo, e diariamente lido com estes "agentes da justiça", uns bons, outros razoáveis, outros péssimos (mais do que seria expectável).

Muitos processos são arruinados por incompetência do MP e policia...acredita no que te digo, já que eu já beneficiei disso várias vezes, como já tive que trabalhar o triplo também pelo mesmo.

Repara, há tanta incomptência que às vezes há estratégias para "livrarmos" clientes, pois sabemos antecipadamente de alguns dos defeitos do MP...


Volto a repetir...cingir o problema à lei, é ter uma visao tremendamente redutora do problema.

peta

posso afirmar por conhecimento pessoal que em certos julgamentos mediáticos envolvendo essa escumalha ligada à corrupção desportiva, só não foram dentro devido ao nosso sistema penal e processual penal, pois por vontade do tribunal bem que iam.

Bola7

Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 11:23
posso afirmar por conhecimento pessoal que em certos julgamentos mediáticos envolvendo essa escumalha ligada à corrupção desportiva, só não foram dentro devido ao nosso sistema penal e processual penal, pois por vontade do tribunal bem que iam.
nem mais...

peta

Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:22
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 11:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:06
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 10:59
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O 'novo' CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..
amigo, isso não é verdade absoluta, para não dizer taxativamente, que é mentira.

O MP - que os há bons, tal como os policias - quando realizam um bom trabalho, na grande maioria dos casos - havendo acusação - resulta em condenação.

Infelizmente, temos muitos magistrados do MP incompetentes. Infelizmente temos muitos policias que para além de incompetentes, espancam as pessoas nas esquadras convictos de que a sua opinião é verdade absoluta, para tentar arrancar uma confissão, que depois juntam aos autos como "Informação - conversa informal com os suspeitos" de modo a viciar o processo...

Amigo, eu lido com MP, órgãos de policia criminal, e outros agentes da justiça, diariamente. E tanta merda se faz.

Já agora, e porque quero ser justo...há Advogados que também fazem muita merda
fica com a tua...sei do que falo mas não digo mais nada...mas aconselho-te a ter atenção á movimentação dos juizes em Portugal...
amigo, a falha foi minha, porque para além de ter falado do MP, da policia e dos Advogados, devia ter também falado dos Juízes ;D

como imaginas, eu também sei do que falo, e diariamente lido com estes "agentes da justiça", uns bons, outros razoáveis, outros péssimos (mais do que seria expectável).

Muitos processos são arruinados por incompetência do MP e policia...acredita no que te digo, já que eu já beneficiei disso várias vezes, como já tive que trabalhar o triplo também pelo mesmo.

Repara, há tanta incomptência que às vezes há estratégias para "livrarmos" clientes, pois sabemos antecipadamente de alguns dos defeitos do MP...


Volto a repetir...cingir o problema à lei, é ter uma visao tremendamente redutora do problema.

o processo dos quinhentos é um caso paradigmático disso.

pcnunes

Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 11:23
posso afirmar por conhecimento pessoal que em certos julgamentos mediáticos envolvendo essa escumalha ligada à corrupção desportiva, só não foram dentro devido ao nosso sistema penal e processual penal, pois por vontade do tribunal bem que iam.
claro. A questão é que as leis são feitas para todos, e não especificamente para este ou aquele, logo, para uns casos estará certa, noutros errada.


Nesses processos mediáticos, a justiça é escrutinada, e aí, muitas vezes, as lacunas que se notam é na lei, mas porque também em regra, os agentes da justiça têm um maior cuidado, nem sempre, mas em regra têm-


O problema é o dia-a-dia...

pcnunes

Citação de: peta em 15 de Setembro de 2009, 11:25
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:22
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 11:17
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 11:06
Citação de: Bola7 em 15 de Setembro de 2009, 10:59
Citação de: pcnunes em 15 de Setembro de 2009, 10:56
Citação de: Special_Red em 15 de Setembro de 2009, 10:43
Acho que isto tb tem a ver com esta discussão.



Opinião

O preço da reforma


Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.

Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.

Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.
O ‘novo’ CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal. Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia. A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça. Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões. Lucraram uns, pagaram outros. Quem? Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar. Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=BF1A80E1-F943-4F44-B563-792A1D49B61F
MP...pois.


A conversa seria longa...


O que digo é: se o MP em muitos casos fizesse o seu papel correctamente, bem como as policias, os processos não só seriam mais céleres (a maior parte), como muitos culpados não sairiam impunes...
Não é verdade...os MP faz o que pode bem como a policia...o problema está no facto dos juizes devido ás leis idiotas nada poderem fazaer mesmo quando têm a certeza que o arguido é culpado...nenhum deles quer ser castigado quando em instancias superiores o seu veredito for absolutamente contrariado...sei do que falo..
amigo, isso não é verdade absoluta, para não dizer taxativamente, que é mentira.

O MP - que os há bons, tal como os policias - quando realizam um bom trabalho, na grande maioria dos casos - havendo acusação - resulta em condenação.

Infelizmente, temos muitos magistrados do MP incompetentes. Infelizmente temos muitos policias que para além de incompetentes, espancam as pessoas nas esquadras convictos de que a sua opinião é verdade absoluta, para tentar arrancar uma confissão, que depois juntam aos autos como "Informação - conversa informal com os suspeitos" de modo a viciar o processo...

Amigo, eu lido com MP, órgãos de policia criminal, e outros agentes da justiça, diariamente. E tanta merda se faz.

Já agora, e porque quero ser justo...há Advogados que também fazem muita merda
fica com a tua...sei do que falo mas não digo mais nada...mas aconselho-te a ter atenção á movimentação dos juizes em Portugal...
amigo, a falha foi minha, porque para além de ter falado do MP, da policia e dos Advogados, devia ter também falado dos Juízes ;D

como imaginas, eu também sei do que falo, e diariamente lido com estes "agentes da justiça", uns bons, outros razoáveis, outros péssimos (mais do que seria expectável).

Muitos processos são arruinados por incompetência do MP e policia...acredita no que te digo, já que eu já beneficiei disso várias vezes, como já tive que trabalhar o triplo também pelo mesmo.

Repara, há tanta incomptência que às vezes há estratégias para "livrarmos" clientes, pois sabemos antecipadamente de alguns dos defeitos do MP...


Volto a repetir...cingir o problema à lei, é ter uma visao tremendamente redutora do problema.

o processo dos quinhentos é um caso paradigmático disso.
processo dos quinhentos? o do Guímaro?