As Finanças do Benfica

VodkaBoy

#21390
Citação de: MALU15 em 10 de Junho de 2012, 13:07
Citação de: Theroux em 10 de Junho de 2012, 12:56
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?

SAD + Clube = 501 ou 502M€ de passivo.
Cuidado com estas somas sem eliminar os passivos e activos do clube, que são activos e passivos da SAD.
Com a restruturação de 2009, as dividas intra grupo, ficaram saldadas.
Pelos menos foi assim que foi apresentado o projecto! E eu acredito que tal tenha acontecido.

VodkaBoy

Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 13:12
Citação de: Costa76 em 10 de Junho de 2012, 12:57
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:56
Citação de: Theroux em 10 de Junho de 2012, 12:56
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?

SAD + Clube = 501 ou 502M€ de passivo.

Onde é que isso está escrito?

R&C da SAD e Orçamento do S. L. Benfica (clube)

Tens o link onde se pode ver os valores do Benfica Clube? Como é que fizeram os calculos para os 501M?
Esses dados estão no Relatório e Contas do Clube de 2011 e no Relatório e Contas da SAD do 1º semestre de 2011/2012

MALU15

Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 13:04
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?
Porque acho que aumentar o passivo em cerca de 185M€ em 7 anos, não é bom para um clube que vive no pais em que vivemos. Mesmo antes da crise de 2008 (que nos levou até aqui) já pensava assim.
É fundamental, usar mais valias para abater passivo (e os encargos financeiros com o mesmo) e não para estourar em jogadores, que é basicamente o que fazemos.

Vodkaboy, eu não escondo que o passivo aumentou, mas para que as análises sejam honestas não podemos comparar só os aumentos dos passivos. Pois se muitas vezes os passivos aumentam por causa dos prejuízos, tambem aumentam porque os activos aumentaram. Se os passivos não caiem do céu, os activos tambem não.

MALU15

Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 13:18
Citação de: MALU15 em 10 de Junho de 2012, 13:07
Citação de: Theroux em 10 de Junho de 2012, 12:56
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?

SAD + Clube = 501 ou 502M€ de passivo.
Cuidado com estas somas sem eliminar os passivos e activos do clube, que são activos e passivos da SAD.
Com a restruturação de 2009, as dividas intra grupo, ficaram saldadas.
Pelos menos foi assim que foi apresentado o projecto! E eu acredito que tal tenha acontecido.
Nem todos. Há saldos por regularizar que advêem das relações entre o Clube e SAD, e que numa "consolidação proforma" se ela fosse possível, que seriam eliminados. E atenção não é só com o clube, mas com todas as empresas do clube que não entram no perímetro de consolidação da SAD.

VodkaBoy

Citação de: MALU15 em 10 de Junho de 2012, 13:20
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 13:04
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?
Porque acho que aumentar o passivo em cerca de 185M€ em 7 anos, não é bom para um clube que vive no pais em que vivemos. Mesmo antes da crise de 2008 (que nos levou até aqui) já pensava assim.
É fundamental, usar mais valias para abater passivo (e os encargos financeiros com o mesmo) e não para estourar em jogadores, que é basicamente o que fazemos.

Vodkaboy, eu não escondo que o passivo aumentou, mas para que as análises sejam honestas não podemos comparar só os aumentos dos passivos. Pois se muitas vezes os passivos aumentam por causa dos prejuízos, tambem aumentam porque os activos aumentaram. Se os passivos não caiem do céu, os activos tambem não.
Ñem eu digo que não MALU.
E como se pode ver na tabela, os activos estão todos contabilizados (como foram apresentados pelo Benfica para a sua SAD)

O meu foco no passivo tem um único objectivo: Mostrar que ao invés de usarmos o dinheiro que nos custa a ganhar, para diminuir o nosso passivo, usamos para aumentar o activo. são opções que se têm, e pessoalmente não concordo com esta.
Muitas vezes o aumento do activo é feito recorrendo à compra de muitos jogadores. Desde que Vieira entrou são já mais de 160. E desde que Jesus entrou mais de 50. É muito, para um clube como o nosso. E podes verificar isso muito bem no passivo, pois é dinheiro que nós efectivamente não temops, e que vamos pedir emprestado aos Bancos. Cerca 13M€ de juros vai pagar o Benfica em 2011/2012. Não é comportável. De todo. Mesmo com o activo que temos!

Theroux

Passivo consolidado:
   
2003/04 - 375,129 (não consolidado - 122,799)
2004/05 - 315,159 (não consolidado - 125,714)

____

Quer dizer que os passivos consolidados incluem tudo (estádio e restantes empresas), correcto?

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/OCM8594.pdf

Se isto não induz em erro...

Electriquebenfiquista

Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:55
Passivo da sad a 31 de Julho de 2003 - 83.966.121
e o estádio que praticamente estava concluido e que tinha um custo de 160milhoes nao entra nessas contas?

Electriquebenfiquista

que eu saiba o passivo do clube passou pra sad a partir do momento que o estádio tambem passou

MALU15

Citação de: Electriquebenfiquista em 10 de Junho de 2012, 13:59
que eu saiba o passivo do clube passou pra sad a partir do momento que o estádio tambem passou
Só passou a parte ( ainda que mais significativa) que estava inteiramente relacionada com a fusão da BEstádio.

MALU15

Citação de: Theroux em 10 de Junho de 2012, 13:10
Citação de: MALU15 em 10 de Junho de 2012, 13:07
Citação de: Theroux em 10 de Junho de 2012, 12:56
Citação de: manager2013 em 10 de Junho de 2012, 12:55
Citação de: VodkaBoy em 10 de Junho de 2012, 12:51
Citação de: T1n0_SLB em 10 de Junho de 2012, 12:37
Essas são contas de 2005/2006.
O passivo "consolidado" do Benfica atinge hoje mais de 500M€. A evolução desde 2005 não é nada sã.

Porque é que dizes isso?

SAD + Clube = 501 ou 502M€ de passivo.
Cuidado com estas somas sem eliminar os passivos e activos do clube, que são activos e passivos da SAD.


Exacto. Da próxima não respondo para evitar erros de interpretação. Gracias pela dica.
Verificando os saldos das empresas relacionadas (nota 38) do relatório, verfica-se que há cerca de 40M de saldos credores da BSAD  com o clube e SGPS que não têm qualquer eliminação nas contas consolidadas da BSAD. Haverá outros saldos, eventualmente mais reduzidos de naureza contrária, que tambem devem ser considerados.

lonstrup

O endividualismo
por MANUEL MARIA CARRILHO07 Junho 201233 comentários

Pouco se fala nele, mas foi quem deu forma, tanto ao ultraliberalismo como ao minissocialismo. Refiro-me ao endividualismo, isto é, ao novo tipo de individualismo de massas que nas últimas décadas mudou todas as regras do jogo político. Foi ele que inculcou, num e noutro, valores e aspirações comuns, tornando as diferenças entre eles muitas vezes indiferentes, quando não insignificantes.
É justamente por isso que agora, mesmo quando há mudanças, tudo muda tão pouco. E que se enfatizam tanto as variações de estilo, ao contrário do que acontece com a substância e com o conteúdo. E que, por mais cómicos que apareçam a fazer de políticos (como Peppe Grilo, em Itália) e públicos a fazer de massas (como os "indignados", um pouco por todo o lado), pouco ou nada verdadeiramente se altera.
O endividualismo é o resultado da última metamorfose do indivíduo moderno, do processo da sua afirmação e expansão ilimitadas. É o produto da sua profunda cumplicidade com o "paradigma do ilimitado" que marcou todo o século passado, sobretudo a segunda metade, garantindo a todos uma energia inesgotável, um consumo interminável e um crédito sem fim.
O endividualismo representa o apogeu jubilatório do indivíduo que se realiza pelo crédito, isto é, pela dívida. Ele tornou-se, no mundo de hoje, no pilar mais generalizado - e talvez no mais resistente! - deste paradigma em crise. Ele decorre da afirmação sem limites dos direitos dos indivíduos, da progressiva identificação do direito com a proteção da esfera do privado e da rasura sem precedentes das referências a valores ou convicções de ordem coletiva. As chamadas agendas fraturantes têm aqui a sua mais do que óbvia origem, bem como a principal razão do seu frenético elã.
O endividualismo foi contudo viabilizado e estimulado - ao contrário do que se diz e por mais paradoxal que tal pareça a muitos - pela poderosa afirmação de um Estado social que, libertando pela primeira vez na história os indivíduos da necessidade de terem de preparar o seu futuro e o dos seus (garantindo-lhes reformas, educação, saúde, etc.), o tornou um soberano cada vez mais centrado em si próprio.
O endividualismo acelerou, por isso, o processo de desarticulação interna das democracias, cavando um abismo cada vez maior entre a afirmação da liberdade individual dos cidadãos e a sua capacidade de ação cole- tiva: mais livres, sim, sempre - mas também mais impotentes!
O endividualismo constitui hoje o ponto cego das esquerdas. O recente "manifesto" para uma esquerda livre, "mais livre, mais igual e mas fraterna", é - como quase toda a conversa que anda por aí sobre a refundação da esquerda - uma excelente ilustração deste persistente bloqueio. Por excelentes que sejam, e são, os objetivos dos seus promotores, nada mudará apenas com bons sentimentos e com generosas intenções.
Porque o verdadeiro desafio não é ganhar um campeonato de boas ações, mas uma dificílima batalha das ideias para a qual não se vislumbram hoje, ao nível político, capacidade intelectual ou instrumentos analíticos à altura dos problemas do mundo contemporâneo, seja no plano dos valores, da estratégia ou dos instrumentos de ação.
O facto é que a esquerda permitiu nas últimas décadas, quase sem resistência, a consagração do ultraliberalismo, assistindo primeiro deslumbrada, depois atordoada e agora talvez arrependida, ao triunfo simultâneo e solidário do financismo, do tecnologismo e do individualismo. Mas onde estão hoje as alternativas políticas a tudo isto? - eis o que conta, o resto é conversa.
Continua a ler-se a realidade com as lentes de há 20 ou 30 anos, as mesmas que levaram a esquerda a não pressentir as consequências da globalização, a não perceber a transformação do capitalismo em financismo, a desvalorizar as alterações demográficas, a negligenciar a questão da distribuição da riqueza, a não detetar o retorno das mais brutais desigualdades, a ignorar a fragilização do Estado providência, a incensar a "estupidez sistémica" induzida pelas novas tecnologias.
Ou, ainda, a não compreender o significado do individualismo sem freio e as novas modalidades da subjetividade que ele implica, a acomodar-se com as alterações do regime e do estatuto do trabalho, a pactuar com a desvalorização do imposto e o aumento da dívida, a não reconhecer a bomba-relógio do euro sem união política ou a não ser capaz de avaliar as consequências da mundialização da cultura.
Na verdade, não foi talvez uma esquerda mais livre que faltou. Mas uma esquerda com mais mundo, mais atenta e estudiosa, mais propositiva e audaz.
É por isso que, ao contrário do que aconteceu com a crise do capitalismo dos anos 30 do século passado, hoje a oferta ideológica alternativa é tão escassa, quase nula.
Como se, face ao ultraliberalismo, o socialismo estivesse condenado a formas de sobrevivência minimalistas. É neste impasse que a esquerda, sobretudo a de índole partidária, está hoje mergulhada.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2595616&page=-1

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Sobre o tema do ser caro e da valorização.

Desculpem a extensão do artigo.

quinjeajero

#21401
Hoje no dia seguinte vão falar da grave situação económica dos clubes portugueses a que ninguém está imune. Pode ser que se aprenda qualquer coisa.

redsun111

Citação de: quinjeajero em 11 de Junho de 2012, 20:16
Hoje no dia seguinte vão falar da grave situação económica dos clubes portugueses a que ninguém está imune. Pode ser que se aprenda qualquer coisa.

ah, ah, ah...

no dia seguinte só se desaprende.

;D ;D

marcopicos

Citação de: quinjeajero em 11 de Junho de 2012, 20:16
Hoje no dia seguinte vão falar da grave situação económica dos clubes portugueses a que ninguém está imune. Pode ser que se aprenda qualquer coisa.

lá vai o sportem fazer o papel de coitadinho...

again :smokin:

Costa76

Citação de: redsun111 em 11 de Junho de 2012, 20:24
Citação de: quinjeajero em 11 de Junho de 2012, 20:16
Hoje no dia seguinte vão falar da grave situação económica dos clubes portugueses a que ninguém está imune. Pode ser que se aprenda qualquer coisa.

ah, ah, ah...

no dia seguinte só se desaprende.

;D ;D

Então o que lá faz um administrador da SAD do Benfica? :confused: